segunda-feira, outubro 15, 2007

Continua lindo

A pride carioca foi de uma função sem precedentes.
Esse ano, com tantas festas e turistas, o evento se consolida no calendário de jogações da cidade.

Claro que a data também ajudou, e seria perfeito se a organização continuasse procurando feriadões pra marcar a festa. É bom quando a gente consegue encontrar e rever os amigos de todos os cantos - e dessa vez ainda conheci o paulista mais carioca de todos, né?
Apesar de todas as opções de festas e jogações, acabei seguindo nos dois dias pra The Week.

Sexta

Noite de estréia. Chegamos tarde, depois das duas da manhã. Casa cheia, Clarisse na porta com sua habilidade habitual, staff atento, educado e solícito como sempre (elogios até pra chefe de equipe de segurança, uma phopha!).

Ana Paula já estava no som e soube comandar sua nova pista com muita simpatia, apesar de não ter sido um de seus melhores sets. Passou a bola pro sempre bom João Neto e esse pro Aldo Haydar (que, segundo opiniões de quem ja tinha ouvido o argentino tocar, nem chegou perto da sua capacidade).

Os momentinhos da noite foram aqueles que garantem a eterna diversão: Tony e Oscar contando casos no caminho do banheirón, ameega mandando um "te amo" pro Almada em plena escada da área vip, amigos reunidos e muitos bafos impublicáveis.

Sábado

Fomos esquentar os tamborins no Devassa da Farme.
As ligações no celular já diziam: babado e confusão na porta da TW.

Não sou de defender ninguém - e muito menos de criticar sem fundamentos - e posso falar tudo o que eu vi na noite sem ser chamado de puxa-saco ou rancoroso.
Chegamos às 3 da manhã e a situação era bem diferente de tudo o que já tinha sido visto por lá nesses poucos meses de funcionamento.
Eu, felizmente, não passei qualquer sufoco na porta: quando vi a fila que a vip fazia, tratei de entrar normal e, já lá dentro, pegar minhas pulseiras com a própria Clarisse.

Claro que já ouvi histórias de espera de 50 minutos, gritos da door com as bunita e muito empurra-empurra. Mas é estranho o fato de que alguns dos meus amigos não tiveram qualquer problema na entrada, enquanto outros chegaram ao ponto de desistir e seguir pro Vivo Rio.
Acredito que toda essa confusão que muita gente passou foi causada por um somatório de fatores (que pouco têm a ver com a indiscutível qualidade da casa), como o hype em cima da noite e essa história de top DJ a preços mais baixos... Até mesmo o horário de verão ajudou a concentrar as bees na porta no mesmo momento.

Pelo que ouvi, até Clarisse perdeu o jogo de cintura no ápice do tumulto, que foi sendo controlado aos poucos. Mas eu vi André Almada, auxiliado de perto pela onipresente Rosane Amaral, colocando a cara lá na frente e ajudando a liberar tanto seus convidados quanto os famosos da noite. E vi também um André Almada organizando a entrada de todo mundo e puxando a orelha do pessoal.
Esse foi o primeiro grande evento da TWR após a inauguração e, pelo visto, ele não quer que as críticas feitas por aí se repitam no futuro, claro.


Lá dentro, a lotação máxima era a que todo mundo esperava (e não vá me dizer que alguém achou que a pista fosse ficar vazia, pelámor!). Mas nem assim eu vi fila pro banheiro ou tive problemas em pegar bebidas, tanto embaixo quanto na área vip (muito pelo contrário, as senhorinhas da limpeza e os atendentes dos bares estão cada vez mais bem treinados e rápidos).

No som, Peter já assumiu sob aplausos e lá de cima dava pra ver sua concentração e profissionalismo - e o carão de sempre.
Vou pra um papo meio baba-ovo, mas vocês vão ter que em entender: achei o set dele o máximo, começando mais dark e depois tão vibrante que foi impossível parar de dançar - melhor do que o da Parada de SP, quase tão bom quanto ao da E.njoy de Carnaval (pra qual, dizem, ele já estaria bookado em 2008), mas sempre espetacular.
Podem até falar que ele já teve época melhor, que já foi A referência - eu sei e acredito nisso - mas não posso negar que sou fã de cada música que o cara toca, cada virada, da técnica impecável e de cada momento que ele sente a pista.
Não tinha como não ter saído aplaudido...


Apesar das confusões, não acredito em "imagem arranhada" ou qualquer coisa do tipo. Mas fica claro que trazer um top DJ na época de Reveillon ou Carnaval vai pedir um espaço maior e mais confortável - e eu aposto no galpão onde seria a festa do Boy George, a poucas quadras dali. Repetir os erros é a única coisa que não pode acontecer.

Ah! Fico feliz também pelos ótimos comentários que ouvi da E.njoy, festa que adoro, que em tão pouco tempo conquistou um invejável respeito na cena da cidade.

----

E só ontem percebi que colada na Universal do Suvaco de Cristo, tem uma autêntica Igreja Universal do Reino de Deus. Lindi iria a-mar.
Pare de sofrer, eu diria.

---

O domingón foi da festa de rua. Namorado e eu acordamos zuper tarde e só chegamos na Atlântica por volta das 7 da noite, quando já começava a anoitecer e o primeiro trio passava na altura da Figueiredo de Magalhães. Encontramos alguns amigos mas a disposição era pouca - e subir no carro da TW àquela altura seria missão impossível. Às 20:30 já estávamos sentados no Cafeína da Barata Ribeiro.

O que a Parada do Rio tem de melhor é o tamanho - já que não está insuportavelmente cheia. Há carros de som bem pequenos, fato impensável no gigantismo da Parada de São Paulo. Tem também um clima leve, talvez por ser um bairro residencial, com a população de velhinhos inteira nas ruas.


Mas não deixa de ser total farofada: vimos os carros passando de longe (com destaque pra decoração a la Perverts do Disponivel.com e do Cine Ideal), ouvimos muito bate-cabelo e axé, vimos muita drag caricata divertida e muita trava de peito torto em cima dos carros.

Apesar de toda a tentativa de conscientização política e educacional, tem sempre aquelas drags uós abaixando as sungas dos gogos, achando que ali é lugar daqueles showzinhos furrecas de boate suja, como se fosse sensacional ser estereotipado.
Ai, como em cansa...

Vale pela visibilidade, pelo dever cívico e, pela primeira vez, a presença de um governador do Estado do Rio nesse evento.

7 comentários:

Tony Goes disse...

Não me admira que o Almada tenha ido para a porta dissolver a confusão. É a cara dele. Ah, se o OScar tivesse tido um pouqinho mais de paciência, talvez tivéssemos entrado leeendas e feeenas...

Mas não me arrependo de ter ido para a E.joy, que teve um clima realmente muito bom. A TW costuma aprender com seus erros, e está sempre se aperfeiçoando. Só acho que os preços de saldnao de barateiro não combinam com a MARCA The Week, que se propõe a ser a boate "top" em todos os sentidos. Tomara que as novas áreas abram logo, para aocmodar o público que promete inundar o lugar nor eveillon e no carnaval.

Clebs disse...

Não fui para a parada, estava juntando os caquinhos de mim, mas confesso que adorei ver o Cabral discursando em carro de som gay.

Pronto, falei.

Celso Dossi disse...

Hey,
em qual parte da cidade tá essa vaca calçadão?

Celso Dossi disse...

Valeu!
Isso que dá ficar um tempão sem ir ao Rio.
Favoritei seu blog, é bem legal :)

Rubem RJ disse...

Feriadão show de bola...
Sexta na The Week, abrindo com um set leve e bem gostoso de felipinho lira, sempre sorrisos o moleque, depois vem a sempre chata dj ana paula, com aqueles seus remixes ruins e ultrapassados, ela realmente é dispensável na noite. Mas esperar joãozinho neto é de lei, que arrebenta e salva. E o bacanão dj aldo haydar, que não foi dos melhores dias mas fez um set sexy house, meio femals angels (assim que se escreve?) bom. Mas conhecer Tony Góes, o pai do Eduardo e seu companheiro aquela sexta foi incrível, Tony é muito fofo e Eduardo mais fofo ainda. Fã desses moleques mais que tudo agora. Sábado, realmente Peter R. foi incrível, consegui arrancar um leve sorriso e aceno dele para mim lá na fila do gargarejo. The Week Rio começando de fato agora sua história no RJ.
Valew moleque pela cobertura.

Anónimo disse...

Vamo combinar que a "habilidade" habitual da Clarisse ficou em casa né? Esqueceu lá na mão do loiro...
AFFFF!!

introspective disse...

Pronto, pari minha resenha da TW! Estou exausto! rs...