terça-feira, maio 20, 2008

Last nite a pajubá saved my life

Semana passada, uma ameega contou uma boa história. Estava ela linda e glamourosa numa das mais tradicionais buatchis do Rio quando resolveu mandar uma mensagem de texto pra outra bee. Sem querer, sabe-se lá o que ela fez que a tal mensagem acabou sendo enviada pro celular da sua própria mãe.

A bee ficou um tanto quanto desesperada, já que a mensagem era um ligeiramente fervida. Fez a Lola e correu pra casa na tentativa de apagar tudo antes que alguém acordasse. Não deu tempo e a mãe já foi logo perguntando quem era uma tal de Lelê. Claro que a Le Boy virou Letícia e, graças ao pajubá, "colocón" e "ocó" continuaram no campo das palavras indecifráveis.

Incrível como nesse assunto todo mundo tem história pra contar. Uma outra ameega disse que quando ainda não era iniciada na Aurélia, apagava todas as mensagens da caixa de entrada do telefone. Mas um belo dia esqueceu as enviadas e a amiga racha, que ainda não sabia da bee, acabou descobrindo tudo depois que leu um "peguei um gatinho lindo e pauzudo ontem na night". Se pajubá ela tivesse utilizado, dificil seria entender "atendi um bofe bem com neca odara na buatchi".

Confusões à parte, esse vocabulário é essencial no mundo gay, mesmo pra quem tenta se controlar na pinta. Hoje, qualquer HT usa "uó" e "abafa", por mais afetadas que sejam essas palavras. Lembro que quando comecei a sair, fui apresentado a varias gírias e termos que susbtituiam os nomes de clubes e festas pra que a conversa pudesse seguir fluente em qualquer lugar, do elevador da faculdade ao vagão do metrô. Afinal, quem aí nunca conheceu a Milena, Gisele ou Keyla...?
E vamos combinar que, sem cair no caricato, é até bem divertido.

8 comentários:

Clebs disse...

Hahahahaha, Eu bem sei quem é essa bee do "acidente".

Anónimo disse...

a Keila e a Gisele foram passear na Lelê. lá chegando uó, nem tinha neca odara. Fizeram carão, ferveram e por fim, pegação e chupetinha. Paulo Otávio chegou com a Giles e, amanhecendo, ralaram dalí.Partiu after!

Alexandre Lucas disse...

O problema é que o pessoal do DENARC sabe muito bem quem são "Milena, Gisele ou Keyla". As pessoas precisam ser mais cuidadosas...

Daniel disse...

Oi Gui
Oi,
Gostei do blog!
Beijos de Londres
Dan
www.sembolso.blogspot.com

eugostodeumacoisaerrada disse...

AHAHAHAHAHAHA

ótimo texto!! termos restritos são sempre importantes!!

Dan Rodrigues disse...

Hehehehehe mesmo estando neste mundinho há uns 5 anos, até hoje não consigo entender muitas das gírias. O problema é que elas sempre se renovam, né?

Vc já viu nakelas livrarias de aeroporto tem um dicionario em várias línguas só sobre girias gays. Eu tinha visto um que era um livro dicionario em 5 línguas... como seria "bofe com neca odara" em alemão?!

Dan Rodrigues disse...

Ahhh eu comentei aki e essa porra apagou tudo... se nao entrar, depois comento de novo. :)

Bjo.

Carola disse...

ahahahaha...
acredita q eu conheço essa história?!?!?! rs

saudades guii!!

mtos beeijossss