Nas bancas por apenas
Esse mês eu demorei pra comentar as revistas voltadas ao público gay. Primeiro porque estava bem difícil achar a DOM no Centro do Rio – enquanto isso eu fui lendo a Junior com sua incrível capa vermelha. Segundo porque eu queria explorar bastante antes de dizer qualquer coisa, afinal aquela emoção inicial passou.
A Junior está com uma certa carência de boas reportagens. Até os ensaios perderam um pouco da beleza, com exceção das fotos de capa. Ta certo que é bom olhar e coisa e tal, mas já está na hora de se preocupar com conteúdo...
Já a DOM está realmente no ponto. As matérias estão ótimas, os textos das páginas finais estão interessantes, os ensaios são lindos... Depois de um lançamento um pouco acima do tom, a revista encontrou a sua cara. E isso é visível com a quantidade de anúncios diversificados que possui – de lojas de móveis a espumante. De erros, a desinteressante sessão de horóscopo e a falta de embalagem plástica na revista– tive que escolher um exemplar na banca porque as primeiras da pilha já estavam amassadas. (Dispensável também a frase “e depois criou Miro Moreira...”, que, além de piegas, estava completamente fora do visual da capa.)
É incrível ver como o povo em geral ainda não consegue lidar com o mercado gay. Pra começar que é um pouco difícil encontrar as publicações fora de regiões mais modernas da cidade. Depois, todo mundo sabe que as bancas ainda não sabem muito bem onde colocá-las: enquanto a Junior estava pendurada, a DOM freqüentava a prateleira mulherzinha, entre a Boa Forma e a Nova. Só em Copa consegui ver as duas lado a lado, como deve ser.
Além de alguns ajustes, falta apenas ampliar os domínios, saindo um pouco do eixo Rio-SP. Com certeza existem muitas matérias sobre o dia e a noite do restante do país.
Já estou curioso sobre as próximas...
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