sábado, julho 07, 2007

RIO DE JANEIRO

Day after de noite bombada é assim: todo mundo se liga, todo mundo comenta, todo mundo tem história pra contar.

De uma vez por todas o profissionalismo chegou nessa cidade. Aliás, nos últimos tempos, o Rio está cada vez mais cosmopolita (ou talvez menos provinciano), deixando de ser esse balneário que só ganha bons investimentos na alta-temporada.

Chegamos por volta de meia-noite e meia, cedo pros hábitos clubbers, mas o medo de drama na porta era maior.
E não é que estava tudo muito tranqüilo? Muitos convites foram distribuídos e, na porta, a entrada era absurdos 150 dinheiros, o que acabou evitando a superlotação - estava cheio na medida. Tenho certeza que muita gente desistiu de ir, já que esse preço só foi divulgado em cima da hora.
Achei o valor totalmente sem propósito. Se era pra "selecionar" a este ponto, que fizessem uma noite apenas para convidados, ora bolas.
Mas enfim...agradecemos por termos amigos babadex que arrumam convites em qualquer lugar do mun-do.

A The Week Rio é o máximo. Não tem a imensidão da matriz paulistana, nem a área externa que dá todo aquele charme, mas não faltam qualidades.
Óbvio que são necessários pequenos ajustes, mas a noite em si foi digna de todo o basfond que rolava.

Depois de passar por Clarisse Miranda - arrasando como sempre - e pegar a cartela nos caixas, você cai direto nos fundos da pista, com sofás pretos grandes e uma cara de lounge. À frente, globos gigantes, as tão faladas luminárias de leds, um bar de cada lado, o dj no final, o banheirón atrás, a área vip em cima.

Mas vamos às primeiras considerações.

- Eu desconfio que aqueles sofás não me são estranhos. Alguém confirma que são os mesmos daquele antigo lounge de SP, onde hoje são os caixas?
- Pra quem torceu o nariz, o local é facíl de chegar, mesmo que seja lá no início do Centro.
- Um das badaladas lâmpadas de leds estava queimada - mas não comprometeu o visual tudo
- O banheirón sem água nos vasos. E com uma equipe de limpeza um tanto quanto perdida... Fica a pergunta: por que não trouxeram Dona Helena, meo Deuz? Como eu já li num blog por aí, tem que ter banheiro limpo porque paulista tem alguma coisa com banheiro, adora um tal de banheiro limpo.
- A saboneteira ainda não estava pregada no vidro, o que, junto com o rolo de papel toalha, gerou muitas gracinhas por parte das ameega que queriam andar com aquilo na pista.
- As lixeirinhas Veluplast chegando depois de uma da manhã
- A preocupação do staff da casa de, mesmo com problemas como toalheiro e saboneteira, manter tudo abastecido para o conforto dos clientes
- Todos os cariocas que se prezem foram. Muitos paulistanos fiéis também
- Algumas diziam "não vai quebrar louça do vaso, ele ainda nem pagou...o cheque ainda vai bater, menina!".
- E por falar nele, encontramos duas senhoras-japonesinhas-a-cara-do-Almada no banheiro. Uma graça a família presente.
- Um policial fardado também no banheiron (já viram que é o lugar mais fervido da buatchy, né?). Não sei se era de verdade ou alguma fantasia de uma bee mais animada.
- Um som de qualidade e super potente, sem dúvida, mas precisando de uma leve ajustada pra não estourar.
- Faltaram os queijos. Não chegaram a tempo, não vão existir ou não era essa a proposta da noite de inauguração?!
- Aliás, os gogos estavam bem cansados, quase imperceptíveis.
- Ar condicionado a todo vapor (alguém do Cine Ideal pode ler isso aqui?)
- Uma área vip maior do que a original, mas sem banheiro (como Gianne Albertoni e Angelita Feijó fizeram, eu não sei. Fato é que promete ser o point das celebrities globais moderninhas, pelo que vimos ontem)
- Impagável foi a cara de uma racha perdida no banheiro, vendo bees e mulheres entrando nas cabines sem distinção de sexo e sem cerimônia, me perguntando "Como é isso? É assim mesmo?"
- Algum cheiro de obra, algum pó por cima das portas, algumas cabines interditadas.

Do som, Flavio Lima não me mostrou a que veio. Tem que suar um pouco mais a camisa, filho. Cecin substitui o moço mostrando tudo de house que a gente gosta. E Eric Entrena foi perfeito, com um som pesado, poucos vocais, europeu até o fim.
Valeu por Ain´t no other man, um maravilhoso remix de The First Tribal Feeling com Finally e Born Slippy (é véia mas a gente gosta).

Eu e namorado saímos um pouco depois das 6, cansadíssimos mas com a sensação de dever mais do que cumprido. As ameega fervidas continuaram até às oito.

A The Week chegou com a cara do Rio e já incorporou a alma da cidade.
E vou confessar que deu aquele orgulho carioca besta de também termos A opção da noite do país.

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E por falar em orgulho...
É Pan, é Live Earth...

E o Cristo foi eleito uma das 7 novas maravilhas do mundo!

Apesar dos pesares (que eu torço pra que a gente consigo, um dia, superar), quem não ama essa cidade?

7 comentários:

Estefannio disse...

Minino e não é que aquele canteirão de obra de obra da semana passada virou meeesmo essa buatchy luixo!
Achei as saboteneiras moveis diuma praticidade só, dizem que uma bee lááá na pista falou q esqueceu de lavar a mão e pediu a ameega pra levar a saboneteira pra ela!
Area vip dava pra dar dois duplo twist carpado na sequencia, Salete Campari e Fernando Pires me contaram que adoraram la! Achei um saco ficar descendo pra ir ao banheiro, tava quase fazendo a maluka e mijando do lado da cabine do dj, acho mais pratico mesmo!
Achei super fofo tbm Almada's family!
Esqueceu de falar da abordagem quando a gente chegou: Olha, eu sou policial, seu carro esta atrapalhando o transito, mas essa historia toda foi so pra puxar assunto, eu tenho aki dos convites que to vendendo por 100 reais cada...

Leo Lazzini disse...

ahhh que post bunitim! hehe bacana, curti...

Rafa di Luca disse...

adoroooooo o Rio...

mas a The Week, seja aqui ou acolá, eu passo...rs

sou uma coisa mais tranquila...tipo Nara Leão. (e não vai me achar sapata, hein!) rs

bjs

Alexandre Lucas disse...

Primeiramente PARABÉNS ao Rio pela nova opção e sim, paulistano adora banheiro limpo! Sempre me surpreendi com os que não gostam...
Obrigado pelas notícias / relato via post em pleno fim-de-semana ;)

uomini disse...

Concordo: a festa foi bacana, mas o lugar precisa passar por um daqueles programas "mi casa, su casa" kkkk! (cris)

Alberto Pereira Jr. disse...

adorei o post.. super detalhado e bem escrito.. além de divertido!

quero conhecer a casa no rio.. aqui em sp to sempre q posso na buatchii

introspective disse...

1) que fofo vc lembrar da D. Helena! vou sábado na TWSP ver meu darling Aldo Haydar e, se eu encontrar uma velhinha simpática no toilette, vou logo perguntar se é ela. rs...

2) paulista adora banheiro limpo sim. até porque pra gente banheiro não é só lugar de se colocar escondido dos alibãs.

3) fico imaginando q surreal vc colocado na pista e uma biutney atravessando na sua frente com uma saboneteira na mão... rs

4) "não vai quebrar o vaso q ele ainda nem pagou" é ótimo... hahaha

5) vou atrás desse policial na próxima vez! adoro, e os cariocas são the hottest around. ainda lembro muito bem da experiência homoerótica que foi uma certa blitz no Cosme Velho...

6) como assim, clube carioca sem queijo? aposto q os queijos vão chegar logo logo, senão os cariocas ficariam perdidos.

7) pra vc ver q não existe unanimidade qdo o quesito é som. vc até agora foi o único q curtiu o espanhol. mas, a julgar pela bagaceirice do gosto reinante, acredito mais em vc do que nesses fãs de Moran e Nissin...

8) realmente, o Rio supermerece e estava precisando. tb estou feliz por vcs!

7)