segunda-feira, janeiro 28, 2008

Tô na rua, tô na pista

Ultimamente arrumei uma grande confusão na minha vida. Todos os dias, venho e volto do cliente de táxi e, como todo mundo sabe, esse é um dos mais problemáticos serviços do Rio.
Já peguei todos os tipos de espertos (outro dia, um bonito cobrou resgate do meu amigo de trabalho pra devolver o celular que ele esqueceu no banco do carro, acredita?), mas claro que nem todos são assim.

Muito pelo contrário, a maioria é extremamente simpática e educada, mesmo com a grande dificuldade em conhecer a ruazinha na qual trabalho. Fora os figuraças que fazem a alegria das viagens - adoro a história do taxista garotão que tem a viatura lotada de adesivos de festivais de trance a la Universo Paralelo e som devidamente nas alturas às 8 da manhã (que ele diminui quando o passageiro embarca, vale o aviso).

Mas sabe-se lá porque não tenho dado muita sorte.
Primeiro, após a Alegria de Reveillon, travei o seguinte diálogo com a phopha da atendente da maior cooperativa da cidade:
- Tô na Rodrigues Alves, armazém 5 do Cais do Porto.
- Senhor, preciso de um número de referência.
- Armazém 5.
- Não, o número da rua.
- Ah, 1.500 – chutei qualquer um, claro.

Dez minutos depois, outra atendente me liga confirmando o tal número. Expliquei que 1.500 foi primeiro que veio na minha mente, já que a atendente de lá me exigiu um número tecnicamente impossível por ser inexistente.
É tipo perguntar o número da Torre Eiffel, né?

Pra completar, o táxi não chegava nun-ca, mesmo com a central me confirmando várias vezes o tradicional “de 5 a 10 minutos no local”.
Tive que ligar, gritar e xingar até a 5 geração do povo:
- Rádio taxi, bom dia.
- Bom dia é o cacete! Meu telefone é (...) e eu estou há meia hora nesse lugar imundo e deserto esperando esta merda de táxi e vocês não conseguem prestar esta merda de serviço decente! Você vai ficar na linha comigo até a minha viatura chegar, ta entendendo?!

Ai, adoro meu descontrole.

Semana passada foi um engraçado, de outra empresa, que estava de mau humor e má vontade, bem na segunda-feira que chovia horrores no Rio.
Claro que no dia seguinte tratei de bloqueá-lo para me atender, fato justificado pela indelicadeza do motorista. Agora, acaba de me ligar o supervisor da área me pedindo milhões de desculpas e me dando total razão. Claro que eu, cliente assíduo e exigente como sou, já estava de malas prontas pra mudar de radio-taxi.
Na boa, você pode ter caído da cama, sua mulher pode ter dormido de calça jeans, mas o mínimo que exijo é um serviço bem prestado. Vale dizer que eu também presto serviço e ai de mim se maltratar o cliente, por mais feio, sujo e desarrumado que ele seja.

Mas como diz o povo da empresa, ou daqui a pouco nenhuma cooperativa de táxi vai querer nos buscar ou vai chegar o dia em que vai ter um monte de taxista na porta do prédio pra meter a porrada na gente.

9 comentários:

Lúcia BL disse...

"adoro o meu descontrole"...ADORO!

numa fase bem estressada da minha vida, eu brigava muito com o povo das centrais de atendimento ao cliente.

uma vez eu contei uma discussão para um canadense que trabalhava comigo numa empresa. no final da estória ele disse:

"deixa eu ver se eu entendi bem. essa é uma história sobre como você, uma VP of finance yada yada ganhou uma discussão com a garota que atende o telefone no SAC de uma empresa?"

caramba! parei!

ah, acho que vou até blogar essa estória.

beijos e amei o blog

Clebs disse...

Lógica básica de todo dia: TODO MUNDO é cliente de alguém, por mais breve e pequeno que o serviço seja, todo mundo é cliente de alguém... Não tem saída!

Logo, não faça com os outros, o que não gostaria que fizessem com VOCÊ.

Vc está certo em reclamar... Eu tenho um amigo que é cheio das estórias com taxistas, mas as estorinhas dele são todas Rated PG-18 pra cima!!! hehehehe

Abração e boa semana!

Gustavo disse...

Taxisistas....
Tenho um medo de alguns que ja andei, sei lá, ja peguei um que colocava filme porno no DVD do carro... achando que de alguma forma por mais destorcida que seja, eu estava curtindo....

Xá pra lá né...

Mas sempre tem os que são mais da hora, sabem conversar, são engraçados, puxam assunto até de sei lá, alguma pomba, um passarinho, um buraco etc...

Mas querendo ou não um dia todo mundo precisa deles né, e que esse um dia, eu encontre um no minimo educado e que num me coloque um DVD porno no carro, que coloque sei lá uma musica eletronica... ja tava feliz!

Bjunda

Braulio disse...

Eu sempre peguei taxi sem a devida atenção,mas depois desses acontecimentos:

* a minha mãe fez sinal para um taxi completamente acabado(a falta do ar e o vido quebrado eram os defeitos mais leves),para ir para o aeroporto as 5 h da manha.
* uma vez na semana de natal fui até ao rio sul fazer compras. Na volta como eu estava com muitas bolsas decidi pegar um taxi, mesmo morando muito perto, para não correr o risco de perder todas as bolsas. Quando entrei e falei o nome da rua o taxista falou " vc esta de sacanagem comigo ?? " meu orgulho me levou a tomar a atitude tola de entrar dentro do carro. O taxista estava quase infartando xingava todo mundo colocou um som alto, fazia comentarios do tipo " olha aquela magrelhinha ali ! nossa aquela eu como até gritar! " e no meio da viajem ele me tira uma faca e diz nao é pra te matar nao ta?! só vou coçar minhas costas.

afff


mas foi com isso que cheguei a seguinte teoria: Taxi no MÍNIMO siena , e com ar porfavor.

Alberto Pereira Jr. disse...

hehehe
cuidado pra nao apanhar da gangue dos taxisitas..

já peguei cada taxista.. tem vezes que não to afim de papo e vem aquele cara que fala pelos cotovelos... uóóóshington como diria uma amiga

Too-Tsie disse...

Tenho pouca experiência com taxis. Por sorte, no Rio, nunca tentaram me enganar, tentaram me enganar em Buenos Aires e em Porto Alegre, aquela famosa voltinha esperta pela cidade, mas nas 2x eu falei: percebi que o senhor está fazendo um tour pela cidade, espero que seja de graça, já que não foi isso que eu pedi e conheço o trajeto.
Como é gostoso desarmar alguém com a sinceridade, os 2 se desculparam e falaram que se confundiram de caminho (AHAM).
Eu não gosto de me descontrolar de raiva, falo gaguejando, me dá calor, e meu tom de voz sobe muito.
Mas já bati muita boca com os SACs da vida, faço de um tudo pra evitar.
Eu também presto serviço, e ai de mim de ser grosso com a clientela, tenho sempre que recitar um mantra que o cliente tem (quase) sempre razão.
Como diz um conhecido, são ossos no orifício.

Goiano disse...

hauauah adoro seu descontrole

menino o que vc tanto faz nesse cliente?

essa historia de atender o cliente em local ermo... ir de taxi...
fala ... confessa... nao é feio ser garoto de programa... vai que vc confessa , publica no blog escreve um livro .. ganha uns trocos e fazem um filme seu q o ator ser o rodrigo santoro?

huauhauh bjo e me add no msn

disse...

ehehhee.....eu também não sou muito fã de taxistas, mas temos que levar em consideração os poucos que salvam a categoria.

Hoje passei por uma situação com taxi, do trabalho p/ casa. Eu lá tenho culpa que a crituarua não tem troco!!! Ainda tive que ficar esperando ele tentar trocar o dinheiro.

Em uma outra ocasião, só porque eu dei uma nota de 50 p/ uma corrida de 8 o taxista ainda quis me chamar a atenção! Tenha dó! Soltei o canil em cima dele! hehehe

É mal do povo do direito

beijosss

Lady Metal disse...

Cara, eu tenho relação de amor e ódio com taxistas. Tem uns que se verem estrangeiro, já querem dar uma de espertinhos...ARGH!