terça-feira, setembro 16, 2008

The Perfect Weekend

O finde foi dedicado, novamente, a São Paulo.
A cidade não se cansa de proporcionar momentos inesquecíveis e divertidíssimos. Dessa vez, com uma super caravana carioca, conseguimos ir desde a exposição de Duchamp no MAM – com direito a uma guia especializada no assunto e uma multa na Zona Azul –, até um café na Cristallo da Oscar Freire, passando pela madrugada na Bella Paulista e jantarzinho no L'Open (depois de uma rápida passada no impossível Spot). Isso sem contar o esquenta oficial e mais tradicional da cidade, na Maison Lorena.
E tudo isso sob um frio paulistano de dar inveja a qualquer esquimó.

Como todo mundo sabe, toda essa função teve um motivo ilustre: o aniversário de 4 anos da The Week São Paulo, o melhor club gay do país.

Gente de todos os cantos – a cariocada, aliás, baixou em peso e tombou com o resto do país inteiro, vale dizer -, todos os tipos, todas as maneiras, todos os gostos. Todo mundo disposto a curtir cada momento da melhor maneira possível. Uma vibe única, absurda e indescritível.

Mas vamos ao que realmente interessa: as jogações.

Aniversário TW 4 Anos

A noite de sábado começou tensa, do jeito que o povo gosta: casa lotada, amigos por todos os lados e, claro, muito fervo. Pacheco, Cecin e João Neto mostraram porque são os residentes: ninguém conseguiu parar um minuto sequer. Aliás, a TW fez muito bem ao escalar os três DJs como as atrações principais de seu aniversário e mostrar o quanto valoriza seus profissionais. A apresentação das divas dos anos 90 Amber e Zelma Davis valeu, mas nem foi tão legal assim. E olha que não é implicância: eu carrego uma veia daquela década que adora uma diva (um dos meus momentos inesquecíveis na noite foi Kristine W Suzanne Palmer cantando Fascinated na Parada de SP 2006, na própria TW). Mas a Amber, que como diz um blogueiro, anda parecendo mais uma boleira do que uma diva, cantou com playback. Os melhores momentos do show ficaram por conta de Enough is Enough (video no post anterior) e a sempre incrível If you could read my mind – momento do ápice de tudo, se é que vocês me entendem. Além disso, muitas performances e muitos gogos deram o tom na festa.

Apesar dos planos de seguir de lá pra algum after, só conseguimos sair com as vassouradas. 10 e meia da manhã e as pernas nem respondiam mais a qualquer comando, mas ainda tivemos a disposição de parar na padaria e fazer nosso breakfast no quarto do hotel relembrando momentinhos da noite. Coragem!

Nova Pool Party

O dia (a tarde, na verdade) amanheceu com um céu mega nublado, uma garoa fina e uma ressaca daquelas. Tudo indicava pra uma festa sem muitos desdobramentos, certo? Errado. Chegamos às 7 da noite e a casa já parecia tão bombante quanto na noite anterior. O frio acabou com a pool da party – eu, que já tinha preparado um modelón bem carioca de bermuda e tshirt, tive que trocar por jeans, uma malha e um casaco. Só não levei meu sobretudo porque não caberia na chapelaria, ta? E vamos combinar que pool de calça jeans é coisa de paulista...
Mesmo assim, deixando os rótulos de lado, a festa foi absurdamente incrível! O clima era tão leve, os amigos eram tantos, as histórias eram tão divertidas que parecia uma grande reunião no jardim de casa. A tarde foi tão longa que a meia-noite parecia umas 7 da manhã.

Depois de uma performance babadeira de gogos no queijo central com direito a luzes freneticamente piscantes no teto, Tony Moran entrou na cabine com tudo e arrasou no set. Tocou muita coisa boa, como sempre faz. Depois, Amannda fez um pocket show aplaudidíssimo pelas bees – apesar daquele início de carreira estranho, tenho que admitir que ela está se esforçando e melhorando (e tá que eu acho Away from me muuuito boa).
Ana Paula fechou bem a noite, com direito ao remix exclusivérrimo do Peter pra She's not me. O único ponto negativo foi a pista 2 fechada, o que causou uma lotação excessiva na pista principal, já que pouco gente aguentou o frio da área externa. E, mais uma vez, só as vassouradas me tiraram da boate.

After @ Cantho

Com Pacheco na cabine e todo mundo dizendo que iria pra lá, trocamos a domingueira da A Loca pela boate do Largo do Arouche. O lugar não é lá essas coisas e nem o público é dos melhores (tô sendo bonzinho, gente) – tirando as bunitas que seguiram da TW, não passa de uma Le Boy bem mais feia. E nem a quente área vip deu jeito. Mas valeu a pena, pra dar aquela variada. No final, eram 5:30 e eu ia pra cama, acabado, pensando na ponte-aérea da manhã seguinte.

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Nesses momentos é que a gente tem idéia da força da The Week na cena gay brasileira. Com três casas de estruturas impressionantes, o clube consegue investir no seu pessoal e oferecer um serviço impecável. E, consenso geral, tentando sempre melhorar. A educação dos seguranças na revista, o staff que mesmo quando você enche o saco (meia hora pra escolher um tipo de chiclete na bomboniere, por exemplo) não perde a simpatia e sempre se despede com um "obrigado", a mudança na decoração da área externa de um dia pro outro, a limpeza dos banheiros... tudo pra que você se sinta prestigiado por estar ali.

Claro que algumas reclamações são inevitáveis – a fila de pagamento no final da noite é sempre um drama, algumas portas da pista 1 estavam fechadas no domingo, a falta de caixas de som na área externa justamente na pool party -, mas a preocupação com o cliente é algo impressionante, ainda mais se levarmos em conta o tamanho da boate.

Torço muito pra que tenhamos muitos e muitos aniversários pela frente. É assim que funciona o universo perfeito.

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Mais uma vez o finde foi composto pelos amigos paulistanos, blogueiros ou não, que receberam a cariocada com toda a pompa e circunstância. Sem eles nada teria sido tão divertido. Aos amigos cariocas, fica a certeza de que a gente é babado e confusão em qualquer lugar – e depois de dois incríveis findes em terras diferentes, vamos voltar com tudo do Leme ao Pontal.

Vale lembrar que os momentos e as frases da noite foram muitos. E que até agora ninguém conseguiu escolher uma música do fim de semana! Pra vocês terem uma pequena idéia, teve bee vendendo Charisma da Avon na pista, carioca fazendo chãochãochão enquanto outra fazia bunda-lelê pras amigas, fervida com cordinha no pescoço pronta pra amarrar alguém, conversinha private entre amigos no banheiron vazio da área vip da TW, bee batendo recorde de 10 minutos de permanência na boate - por uma boa razão, é claro -, novas palavras incorporadas ao pajubá nosso de cada dia, racha maluca perguntando se tava bonita, titia puxando a lousa pra explicar tim-tim por tim-tim... Do funk do "Ai, ai, ai, meu piru" e do "passado de bicha é igual a cozinha de restaurante: quem conhece não come" até a constatação de que "você tem uma alma velha" ou o pedido de "volta pra cá semana que vem, Gui!", o finde foi realmente babado. Ou melhor, "babado não, agora é renda!"

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Confesso que ainda estou processando tantas informações. Tem horas em que eu fico confuso até pra lembrar em que momento algo aconteceu.
Agora tô aqui, com aquela cara e olheiras-de-gretchen, resultado das noites não dormidas. E tudo dói, até a minha canela (vai saber o que eu fiz com ela...).

E se a segunda-feira foi um dia de cansaço, mau humor e total falta de disposição, a terça, então, começou complicada com essa chuvinha que não pára de cair na cidade.
Mas a gente vai levando, tentando não pedir demissão - afinal, depois de um finde babadeiro é sempre hora de repensar a vida -, bebendo água de coco e tentando convencer que trabalha.

O rehab funciona...
Até que o próximo finde vem e - pá - derruba a gente.

12 comentários:

Leo Lazzini disse...

hehe que bunitim, deve ser show mesmo. momentos bons esses!!

Estefanio disse...

É só faltou o momento: Amigos, eu sei que não estou no meu estado normal, mas queria agradecer por tudo, e dizer que vcs são as melhores coisas que me aconteceram na vida.
E as modestas respondem: A gente sabe!

Tony Goes disse...

Quem canta "Fascination" é a Suzanne Plamer. Kristine Wcanta "Save My Soul". Abafa...

Klero disse...

cristallo!
=D
me afundei em bombas lá no domingo... e parti de lá pra Loca.
mas fugi da the week! rs

(estou começando a achar que os blogueiros do Rio tem um plano secreto de destruir SP! Passam por aqui feito furacões! rs)

sérgio parquet disse...

ufa, até eu fiquei cansado aqui, q menino elétrico...bom te "reencontrar"

Daniel disse...

e olha que a Cantho ainda dá de mil no meu antigo programa dominical paulista: a Danger ("corrão"!)

Anónimo disse...

Nossa, q exagero hehehehe

parece história pintada pra parecer bonita, não sei desde quando encontrar amigos e dançar é bafo... heheeh mas enfim!

abraço.

Gui disse...

Anonimo,

experimente ter os amigos que eu tenho, dançar a musica que eu danço, estar no lugar que eu estive, viver os momentos que eu vivi.

Sorry, periferia.

JAYME NETO disse...

hahaha gui..explica pro anonimo que os nossos finais de semana nao sao só renda...

como sao renda francesa bordada de swarovski!

eh bafo! de listerine pocketpaks!

ludo disse...

Sempre tem de ter um anónimo (sic) invejoso neh.

Celso Dossi disse...

Em compensação, o corpitcho da Zelma tava babado. (adoro falar isso) ahuahuahauhaua

introspective disse...

Uau... luxúria & devaneio, eu diria!