quarta-feira, abril 08, 2009

Embalos de Sábado à Noite

Outro dia eu estava conversando com um amigo: a noite gay do Rio deu um grande salto. Hoje, temos opções que atendem todos os nossos anseios e se mostram cada vez mais fortes na cena noturna. Há o grande clube, as bagaceiras, os populares, os clubinhos, os alternativos, as famosas labels... Mas por que muita gente ainda tem aquela sensação de que falta alguma coisa?

Falta no Rio não uma boa cena gay, mas uma boa cena HT. Sim, isso mesmo. Experimente ouvir dos grupos HTs cariocas qual a programação do fim-de-semana. As respostas serão únicas: ou o circuito pitboy - Nuth/Baronetti/Katmandu - ou o alternativo - Samba/Forró/MPB na Lapa.

Não há um grande clube aqui que dê atenção à música eletrônica, como acontece com Pacha ou DEdge. Muito menos lugares para ver e ser visto, tal qual Disco ou Royal. Nas duas últimas semanas, nomes como Tiga, Sasha e Fedde Le Grand passaram ou passarão pela capital paulista. E por aqui? Me diga um lugar onde eles poderiam tocar... Na minha cabeça, só na falecida Bunker (O 69 está muito longe de ser o nosso D Edge e o Dama tem uma programação cada vez mais desconhecida). Se alguém quiser trocar o tribal ou as bichas por uma boa opção, dificilmente conseguirá.

Há algum tempo houve grandes projetos HTs de música eletrônica às sextas-feiras. Onde? Na The Week, claro, alugada para estas festas, que já não ocorrem com tanta frequência. O mesmo caso do Namastê, no Jockey, mas que parece não ter decolado. Nem o 00 salva: da última vez em que tentei ir a uma festa HT no espaço, só entravam casais, já que na semana anterior uma briga generalizada quase destruiu o lugar. Voltei da porta...

Outro dia, anunciaram o aniversário de umas meninas mais bacanas do trabalho. Logo imaginei algo legal no Boox ou Icy, ambos em Ipanema, que apesar de serem micro e sem programação musical, ostentam uma áurea de "confraternização para poucos e bons". Veio o anúncio: o esolhido foi a Mariuzinn, em Copacabana, uma espécie de bagaceira com consumação mínima onde todo mundo fica muito louco e puxa cabelos e braços das mulheres na tentativa de beijá-las à força (relatos esses dos proprios frequentadores). Tô fora, né?

E nem as raves escapam. Depois da Bunker Rave, a única festa que tinha a proposta de unir as tribos da cena eletrônica parece ter desistido dessa missão. Apesar de ainda não ter anunciado o line up completo, o Chemical Music Festival 2009, que nas edições anteriores teve tenda da festa Enjoy, after na TW e DJs de peso como Steve Angello e Sebastian Ingrosso, resolveu esquecer de vez a boa e velha house music.

Vamos ver se com o nascimento de clubes como o Nossa Senhora, Vertigo (que passa por reformas para duplicar sua capacidade) e, no futuro, Privilege Rio, os héteros dessa cidade passem a ter boas opções para suas noites que mereçam a nossa visita.

5 comentários:

Andre Garça disse...

Hey Gui...

o chemical nao esqueceu house, nao...

eu toco house :P

Estefanio disse...

A cena ht vive o que a cena gay carioca tava vivendo pré TW. A Era das labels e mega festas esporádicas, sao elas que fazem mais esporro na cena ht, o som aos poucos foge do temido psy, de vez enquando aparece um tim haley aqui, um robbie rivera ali ou um thomas penton, mas ainda é naquele estilo de mega evento, milhares de pessoas, lugar afastado e infra que nao favorece. Anfam, a cidade precida urgente de um mega club pra fazer a ponte entre bees e hts e de quebra um som bom e mais um opção

Daniel disse...

Outro dia eu ouvi por acaso um professor HT da minha academia que frequenta a TW sextas e sábados comentando com um aluno:
"sexta é o dia normal da TW"

Eu tive vontade de interromper e falar: Hello?? TW é boate gay! Dia normal é o dia coma festa produzida pela casa. Sexta é dia de produção de fora da casa.
Eu quase chamei ele de ingrato por estar praticamente chamando os gays de anormais, mas deixei quieto.

abonitadavieirasouto disse...

Daniel, é isso mesmo. Eu que sou mais abusado, falo na praia ou em outros lugares para os heteros, que a TW é uma casa gay e que as outras festas, sextas, ou quinta (que é praticamente gay) são excessões da casa. E eles, os hts, ficam com a boca aberta, sabendo que a casa é gay. Mas f.....

Lucca Koch disse...

sobre o chemical, aguarde novidades!!! ;)