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quinta-feira, abril 16, 2009

3 Tempos

Passado: Em meio ao revival provocado pela edição da BITCH no Terra Encantada, recebi uma foto dos velhos tempos. Repassei por email e imediatamente aquilo virou o assunto da semana, com lembranças dos amigos da velha guarda - cada um tinha uma história pra contar - e curiosidades dos amigos recém chegados ao meio gay. X Demente de Carnaval, Fundição Progresso, Rio de Janeiro às 5:17 da manhã do dia 9 de fevereiro de 2005. Na cabine, Junior Vasquez.

Presente: A trupe The Week manda notícias da primeira World Tour em Barcelona, com direito a fotos incríveis. E amigo que faz parte do staff do clube DBOY garante que o sucesso foi absoluto - poucas vezes se viu tamanha expectativa na cidade para um feriado. Segundo ele, muitos não sabiam se a marca era apenas uma label brasileira ou se referia-se a um clube. Quando descobriam o tamanho e a importância na cena gay daqui, já tratavam de garantir as passagens para os próximos eventos... Aposto em uma Parada de SP mais cheia de turistas do que nunca! Ah, e a casa anuncia o seu retorno: o after do mega Circuit Festival terá a marca The Week (e fontes seguras garantem que as próximas paradas serão Paris e Londres). Adoro.

Futuro: Depois de muito disse-me-disse sobre o projeto que abalava São Paulo no extinto (e saudoso) Ultralounge, parece que agora vai. Há algum tempo já podem ser vistos banners anunciando a chegada do Jet Lounge à The Week Rio, projeto que tem a cara da cidade com a maior concentração de celebrities do país. É esperar...

terça-feira, abril 14, 2009

Os bons filhos à casa tornam

Havia mais de um ano que eu não pisava em uma BITCH. Da última vez, a falta de estrutura me fez prometer que só voltaria quando a festa evoluísse, afinal, já não vivemos mais em época de amadores com pessoas esmagadas nas grades, cerveja quente, falta de água nos bares ou banheiros imundos.

(Só para explicar melhor: o mesmo sentimento eu tenho pelo Cine Ideal, local em que já fervi muitas e muitas vezes, mas que hoje tem uma assustadora programação bagaceira e os mesmos defeitos de quando a noite ainda era mambembe).

O inédito line up, com um top DJ internacional, e a volta à melhor locação que a festa já teve despertaram a vontade de ver de que maneira a label atualmente recebe o seu público, um dos mais fiéis da cidade. E isso me motivou a rumar para o parque de diversões às 3 da manhã.

Encontrei uma festa muito mais redonda do que deixei. Com exceção dos banheiros, onde tive impressão de que a qualquer momento levaria um tombo e deixaria a minha camisa super branca trabalhada na lama, a entrada foi organizada e os caixas e bares funcionavam muito bem (não à toa via-se uma pessoa bem íntima do staff da R:evolution controlando tudo com mão-de-ferro).

O som deu uma melhorada significativa graças à presença de Tony Moran: muitas produções do DJ e muito vocal no set, mas que infelizmente foi bem curto e acabou às 4:30. Depois, Marcus Vinicius assumiu as picapes. E aí desandou... O chato é saber que Marcus Vinicius é um ótimo DJ, mas que parecia perdido e não conseguiu fazer com que o som funcionasse - veja bem, não estou cobrando The Flame no final da festa. Longe de mim... Mas com se tratava de BITCH, não poderia esperar muito nesse quesito, já que a qualidade do som nunca foi o seu forte.

A decoração, que sempre foi o ponto alto, não existiu tão bela quanto em outras edições (compreensível, já que o "cd de remixes da Rihanna" não é um tema que possibilite muitos trabalhos) mas o imponente painel de leds na cabine, a iluminação da pista e as luzes na "cidade" do Terra Encantada deixaram a festa com um bonito visual.

O público, por sua vez, era o que chamamos de democrático. Das pintosas do bate-cabelo às barbies mais fervidas do circuito Rio-SP, todos estavam lá. Aliás, onde mais você poderia encontrar uma trava com uma roupa em que uma perna era calça comprida e a outra era short? Ou uma bee de cabelo rosa combinando com o shortinho? Momentos únicos.

E ainda teve algumas atrações liberadas (as que ainda possuem manutenção, quero acreditar). Não me arrisquei - não tenho mais idade para tais aventuras - mas amigos contaram grandes experiências no auto-pista e no barco Viking.

A festa terminou às 7 da manhã mas ficou a sensação de que faltava alguma coisa. E daí pro after foi um pulo. O fervo aconteceu num clubinho no final da Barra, o Capital Club, produzido pelas festas After Beach e Fam.us. As filas e a confusão na entrada atrapalharam um pouco (fica a pergunta: por que as bichas são tão mal educadas e adoram um empurra-empurra, mesmo sabendo que todo mundo vai entrar na festa?) mas nada que conseguisse tirar o brilho da jogação, já que o lugar é perfeito pra um after: ar-condicionado potente, bares funcionando, iluminação certa, ótimo som e um mezanino mais do que necessário. Os DJs ajudaram - e muito - no clima do lugar que, segundo um amigo, mais parecia o clipe de I'm a slave 4 u (lembre-se do video, se é que você me entende). Aliás, já ouvi a opinião que em termos de vibe, o after deu de dez na festa. E acabei concordando...

No final das contas, a festa provou que mesmo após 15 anos de existência, tem muito fôlego pra seguir em frente. Em meio a uma concorrência cada vez mais profissional, alguns ajustes são necessários, mas sem dúvida trata-se do maior evento gay da cidade. Diante de tanto sucesso, fica apenas a opinião de que a BITCH poderia se dar ao luxo de sair da fórmula arroz-com-feijão que a consagrou e arriscar novos formatos, novas programações e novas sonoridades, talvez até mesmo com uma segunda marca.

Vida longa à mais uma opção da noite carioca.

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Um resuminho e a minha primeira contribuição pro Vipado aqui, ó.
Semana (nada) Santa

O feriado carioca foi tipicamente paulistano: sem parar.
Confesso que tinha lá as minhas dúvidas, mas a cidade estava absolutamente lotada de turistas. Muita gente querida de todos os cantos do país veio dar o ar da graça e aproveitar a Páscoa.

O bafo começou na quinta-feira. A The Week estava com lotação máxima e a cidade inteira baixou na Sacadura Cabral - as filas chegavam até a esquina e lá dentro mal dava pra andar. Preta Gil coroou de vez sua Noite Preta como o melhor acontecimento desse ano. Em meio à sua divertida performance, rasgou elogios ao público e à casa (locação mais do que perfeita que contribuiu - e muito - para tanto sucesso). Acabei saindo de lá mais cedo do que deveria - e a fila de pagamento, apesar de imensa, andava bem rápido - mas muitos amigos só arredaram o pé às 8 da manhã (detalhe: chegamos antes de meia-noite!).

A sexta foi de praia, amigos, drinks e sorvete no Felice. Faltou disposição, mas fontes garantiram que Galeria, "Sexta na Lapa" (uma nova festa que aconteceu na Rua do Riachuelo) e até Le Boy estavam animadas como se Carnaval fosse.

O sábado começou em clima duvidoso. Primeiro, porque eu tinha uma grande obrigação familiar: aniversário de 83 anos da minha avó - festança imperdível com toda a família reunida. Depois, havia um conflito: aniversário na TW ou a curiosidade da edição da BITCH.

Acabei escolhendo a segunda opção, motivado pela presença de 10 entre 10 amigos, além da locação-símbolo da festa. O Terra Encantada me faz voltar ao meu início da noite gay, quando as labels eram eventos ansiosamente esperados. (Mas isso fica pra um próximo post...)

O finde foi finalizado com o almoço de Páscoa, a vitória do meu time e mais uma Duo no 00 que, como sempre, tinha o melhor público do Rio, além dos queridos DJs Dri Toscano, Rafael Calvente e Luiz Clarck e um tribal animadíssimo.

O primeiro feriado mostrou que não falta animação em 2009.