Last nite a pajubá saved my life
Semana passada, uma ameega contou uma boa história. Estava ela linda e glamourosa numa das mais tradicionais buatchis do Rio quando resolveu mandar uma mensagem de texto pra outra bee. Sem querer, sabe-se lá o que ela fez que a tal mensagem acabou sendo enviada pro celular da sua própria mãe.
A bee ficou um tanto quanto desesperada, já que a mensagem era um ligeiramente fervida. Fez a Lola e correu pra casa na tentativa de apagar tudo antes que alguém acordasse. Não deu tempo e a mãe já foi logo perguntando quem era uma tal de Lelê. Claro que a Le Boy virou Letícia e, graças ao pajubá, "colocón" e "ocó" continuaram no campo das palavras indecifráveis.
Incrível como nesse assunto todo mundo tem história pra contar. Uma outra ameega disse que quando ainda não era iniciada na Aurélia, apagava todas as mensagens da caixa de entrada do telefone. Mas um belo dia esqueceu as enviadas e a amiga racha, que ainda não sabia da bee, acabou descobrindo tudo depois que leu um "peguei um gatinho lindo e pauzudo ontem na night". Se pajubá ela tivesse utilizado, dificil seria entender "atendi um bofe bem com neca odara na buatchi".
Confusões à parte, esse vocabulário é essencial no mundo gay, mesmo pra quem tenta se controlar na pinta. Hoje, qualquer HT usa "uó" e "abafa", por mais afetadas que sejam essas palavras. Lembro que quando comecei a sair, fui apresentado a varias gírias e termos que susbtituiam os nomes de clubes e festas pra que a conversa pudesse seguir fluente em qualquer lugar, do elevador da faculdade ao vagão do metrô. Afinal, quem aí nunca conheceu a Milena, Gisele ou Keyla...?
E vamos combinar que, sem cair no caricato, é até bem divertido.
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terça-feira, maio 20, 2008
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