quarta-feira, dezembro 02, 2009
Um novo mês começou e o resultado da enquete de novembro no site do Senado foi divulgado: o não venceu. Isso mesmo, através dessa enquete ficou expressa a opinião do povo brasileiro que a homofobia não deve ser criminalizada.
Mas até que não fizemos feio, sabia? Apesar da fama de que nunca nos mobilizamos seriamente para exigir nossos direitos, do fato de não termos sequer um representante no Congresso e do eterno discurso de que as Paradas do Orgulho deixaram de ser políticas para serem festas, vimos, em alguns momentos, o sim ganhando a votação, mesmo que por pouca diferença.
E sabe que fiquei surpreso? No Twitter, a campanha era diária. No Facebook, vi pessoas que eu nunca imaginaria que pudessem se importar com algo nesse sentindo postando o link para votação. E fiquei muito feliz em receber um mailing da The Week pedindo votos.
Claro que essa luta era um tanto quanto injusta. E não só pelo fato de termos os evangélicos do outro lado da batalha, também com campanhas e afins. Mas sim porque do lado de cá estávamos nós, gays, sozinhos, sem aliados. Ou qual HT entraria no site pra votar sim, por mais friendly que ele fosse? Em compensação, qualquer homofóbico votaria não, independente de sua religião... Ou seja, virou uma disputa gays x homofóbicos e não mais uma simples votação contra ou a favor da criminalização.
Aliás, há bem pouco vi um casal de duas meninas abraçadas em um local público do centro do Rio. Passei, percebi e até achei corajoso. Na volta, ja tinha um segurança perto, e, pelo jeito, não era fazer elogios à atitude delas...
No fim, o problema não é ganhar ou perder uma votação de internet que em nada vai mudar imediatamente a nossa vida. Talvez se os mesmos promoters ou sites que nos perturbam com propaganda tivessem apoiado a causa teríamos ganhado. Ou talvez não, sei lá. O mais importante, diante da sociedade tão atrasada na qual vivemos, é, ainda, a visibilidade. E para isso qualquer esforço vale a pena.
terça-feira, julho 21, 2009
Esse finde foi bem diferente. Não, não parti pra SP solto, afinal, isso não seria muito diferente... Fui parar em BH. Sim, a Parada de Belo Horizonte me fez mudar alguns planos e embarcar sábado pela amanhã rumo ao aeroporto de Confins. Motivado pela curiosidade com relação a noite da cidade e pelos amigos de Minas que fiz nos últimos tempos - especialmente na Parada de SP - esse foi o destino do finde.
Da última vez que lá estive, em outubro do ano passado, não fui muito fel
Dessa vez, comecei um pouco ressabiado dada a experiência trágica anterior. Ok, BH não é nada turística se compararmos com muitos outros lugares do país. Também não é tão grande como deveria ser, se levarmos em conta que se trata da terceira maior capital do Brasil. E ainda me causam estranheza aquelas placas com "Rio de Janeiro", "São Paulo" ou "Vitória" no Centro, bem longe das estradas que levam a essas cidades. Mas, por outro lado, não é tão suja, tão confusa, tão violenta ou tão complicada como as incomparáveis Rio e SP. E tem a melhor coisa que inventaram nos últimos tempos: os mineiros. Ô raça, gente. Lindos, educados, simpáticos, hospitaleiros. Alguém avisa que não dá pra ser tudo isso ao mesmo tempo, por favor? Eu, que já tinha uma forte queda por eles, talvez fruto das minhas férias passadas em São Lourenço e região quando criança, voltei absolutamente encantado.
Fomos recepcionados tão bem... Quando isso acontece pelos amigos – o que, gr
Comecei os trabalhos visitando dois simpáticos shoppings - o Pátio Savassi, que eu já conhecida, é lindo e prático, enquanto o Diamond tem um quê de elegante -, além de um belo tour pelos principais lugares e pelos bairros mais charmosos, Savassi e Lourdes.
Vale dizer que confirmei a fama mais uma vez, claro: uma das melhoras coisas de Minas é a comida. Fui a lu
No finzinho da tarde e início da noite, fomos à procura de uma day party em uma casa na região da Pampulha chamada Love. Nada muito grande e até muito tranquila, mas com muitos lindos meninos reunidos e som do dj Flavio Lima, residente das pools de Rosane Amaral. Lá, ainda encontramos um grande grupo de cariocas, claro... Saímos por volta das 10, já que a festa principal ainda estava por vir.
A noite de BH me surpreendeu. No sábado, Isaac Escalante comandou o som da festa da Parada no club Josefine. Pra quem não conhece, fica a dica: a Jo é incrível, uma das melh
Isaac re
O domingo foi dia da Parada. Se a de São Paulo tornou-se um programa impossível que causa medo enquanto a do Rio é um grande encontro de amigos, a de BH reúne uma animação diferente, provavelmente por não ser tão grande. Apenas quatro carros fazem uma extenso percurso de subidas e descidas nas ladeiras da cidade, mas a galera vai atrás e aproveita de verdade. Eu não desci do trio da Josefine em momento algum e lá de cima achei tudo muito divertido... mas a essa hora, diga-se, eu já estava convencido de que qualquer coisa em Minas tem um clim
Fato é que a Parada de BH entrou na minha agenda. E ainda tive uma ótima notícia: a ideia é fixá-la no terceiro domingo de julho, assim como a de SP cai no Corpus Christ e a do Rio caminha para se estabalecer no 12 de outubro. Mas antes disso, quem sabe, muito em breve eu não volte outras vezes à Terra do Pão de Queijo, né?
Os mineiros merecem.
quarta-feira, junho 17, 2009
Tudo teria sido perfeito se algo triste não tivesse acontecido com um amigo. Resolvemos terminar o domingo na Cantho, um lugar de má fama no Largo do Arouche, apenas por ser uma noite especial onde pessoas especiais e muitos amigos estariam presentes.
Eu e mais um amigo estávamos esgotados e dez minutos nos bastaram naquele lugar - talvez algo já dizia que não deveríamos estar ali. Porém, outros dois amigos lá permaneceram e um deles ficou até altas horas da madrugada. Por volta das 6 horas, ele foi agredido por 5 homens, marginais frequentadores, na área vip, que já não tinha seguranças naquele horário. Os agressores saíram sem qualquer problema e não foi prestado qualquer socorro pela casa.
Infelizmente, quando falamos de negócios, ainda existem lugares assim em todo o Brasil: preocupam-se com o dinheiro e esquecem da segurança, da integridade e do conforto do público.
Meu amigo está de cama, ainda debilitado, mas vai ser forte e corajoso para levar o caso adiante e, se ainda existe algo nessa vida, fazer justiça.
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Update
Da mesma forma, é impossível não se indignar com os casos de agressões, bomba e, agora, morte de pessoas inocentes, vítimas de ataques homofóbicos durante a Parada LGBT.
Eu não compareci ao evento, apesar de sempre ter dado uma rápida passada por lá em todos os anos anteriores. Dessa vez, concluí que não tinha dever cívico a ser cumprido, já que não há mais nada de cívico na Avenida Paulista, e muito menos queria ser contabilizado como mais um na multidão - o meu único desejo aos ler as manchetes dos jornais no aeroporto, aliás, era que o número de participantes tivesse diminuído, o que não ocorreu.
Diante desse vazio pela luta dos nosso direitos, só fica a certeza de que devemos repensar a sociedade em que vivemos e a sociedade que queremos.
Agora só ano que vem... e daí a gente pergunta: vale tanta ansiedade, tanto dinheiro gasto, tantas noites mal (ou nada) dormidas, tanta alimentação ruim? Sim, vale. E muito.
Sem dúvida, essa foi a principal temporada de 2009. Tantas festas, tantas pessoas, tanta animação... a Parada de São Paulo move um mundo inteiro pra celebrar o orgulho e a vontade de ser o que você quiser.
Pra acompanhar tudo isso, a programação é cada vez mais intensa, com clubes e eventos cada vez mais profissionais e impressionantes. A disposição e a vontade foram muitas. Consegui conferir todas as festas que quis e curtir cada momento com cada pessoa que surgiu na minha vida. Mesmo sem alguns amigos por perto, muitas outras grandes e queridas figuras fizeram esse feriado de Corpus Christ ser tão completo.
Sem dúvida, as histórias são muitas, as memórias serão eternas e as boas lembranças serão impagáveis. Mas vamos ao que interessa em um resumão do que vi no Pride 2009:
Quarta-feira
Comecei o Pride calmo. Aproveitei o bom horário que cheguei na cidade e a chuva que caiu durante toda a tarde para conhecer a filial da Fórmula Academia na Rua da Consolação, antiga Master 24h, onde eu posso malhar. O espaço é ótimo e me lembrou a filial da BodyTech de Copa (sem a piscina). No caminho, bateu uma fome. E veio a indignação: São Paulo não tem casa de sucos. Tive que ir até a Paulista achar uma - e olha que a Consolação tem mais de uma academia, hein - mas que nem abacaxi tinha pra colocar no meu peito de peru com minas... Ficará rico quem criar uma rede limpa, bonita e completa de naturais na cidade.
O esquenta da Parada ficou por conta da ilustre presença de Libanesa diretamente de Dubai na Maison Lorena. Apenas por poucas horas, matando as saudades de casa, da família e dos amigos. Depois, o destino foi a primeira noite de The Week International, na festa de abertura. Quem estava acostumado com a casa não tão cheia no primeiro dia dos anos anteriores se surpreendeu com a pista lotada. Juanjo Martin fez um ótimo set e Vlad tocou versões incríveis de t-o-d-a-s as músicas que àquela altura ainda fariam a Pride ser o que foi.
Quinta-feira
Depois de uma tarde tranquila e um ótimo almoço em Moema, a quinta foi dia de uma enorme função, já que duas festas incríveis chamavam a atenção do público. A grande missão era aproveitar as duas intensamente. Antes, parada estratégica no L´Open, que bombava, para dar aquele close e fazer uma das únicas refeições da semana.
E lá fomos nós: V.I.P no Terraço Daslu foi o primeiro destino. Sem dúvida, a festa ga
Já era quase 4 e o novo destino nos recebia: Pacha, com a festa TOY e o DJ Tony Moran. SMSs de amigos presentes já davam conta da festa: bafo! E assim foi: pista principal absolutamente lotada, calor, suor e toda aquela interação de uma pista out of control. Mais de uma vez eu ouvi a seguinte opinião (que também foi a minha): "Bee, tá parecendo o Caldeirão da X Demente!"
Sexta-feira
O dia nem tinha começado quando paramos para repor as energias e continuar o fervo. O destino da manhã de sexta era a SoGo, nos Jardins, onde rolava a especialíssima edição somente para convidados da Festa do Rei. E a festa foi incríiivel! O clima era de amigos reunidos, convidados se divertindo, conversinhas, papos, todo mundo se conhecendo, celebração, boa música... Sem compromisso com nada, apenas com os bons momentos da vida. O tempo foi passando, passando e só saímos de lá às 4 da tarde, deixando alguns guerreiros!
E a SoGo, vale dizer, é um lugar fantástico (pelo menos agora, após a reforma). Com uma imbatível localização - eu fui a pé, mesmo sob garoa fina -, precisa apenas de uma programação forte pra ser
Depois de poucas horas de descanso, à noite foi de mais um fervo: Angels @ The Week. Noitezinha aparentemente mais calma que o de costume. Mads apenas aparentemente porque não faltou animação! Abel arrasou e fez um ótimo set pra uma pista lotada, onde se via os muitos grupinhos de todas as cidades do país. Saí de lá direto para os braços de Morfeu e finalmente consegui algumas horas de descanso.
Sábado
A função diurna começou com a casa de uns amigos nos Jardins: mais cariocas chegavam à cidade no início da tarde. Depois de um japa rápido, GiraSol / Matinee Group no Clube Tietê.
Nossa, que produção! Um palco enorme, muita luz, um som poderoso e dançarinos com performances e figurinos de deixar qualquer um boquiaberto. O grupo Epiphony fez uma apresentação bem meia-boca, com uma tiazinha loira fraca dublando, mas foi só J. Louis entrar para colocar fogo no puteiro com um dos melhores sets da Parada. Saí um pouquinho mais cedo - um bom motivo pra descansar - mas ao som de Real Things, da Rebeka Brown, foi um ótimo encerramento de festa.
Detalhe para uma bee que me contou no dia seguinte ter chorado horrores de emoção diante daquela vibe indescritível. Aos que perguntavam o motivo, ela dizia "Me deixa chorar!"...
Algumas horas depois: The Week de novo! Dessa vez para a clássica noite mais lotada da casa. E ele na cabine: Peter Rauhofer na Babylon / Work. Olha... o começo até que não f
Foi uma noite memorável, inesquecível e histórica.
Apesar de termos colocado o despertador para as 2 da tarde na intenção de chegar cedo e fazer fotos diurnas na Nova Pool Party / Circuit Festival, perdemos a hora - claro! - e só chegamos às 8. Pra compensar, ficamos até o final da festa. Enrico Arghentini não fez um bom set para uma festa daquela - talvez em uma pista mais pesada funcione -, mas Chris Cox lançou mão de hits (quase um bate-cabelo poderoso) e fechou a pista com Christina e todas as suas divas.
Ótimo para o encerramento da temporada, que trouxe a pertinente pergunta: onde eu pego meu certificado de conclusão do I Eterna Festival? Porque, né?, eu fui um aluno aplicado, não faltei às aulas e passei com louvor.
Mereço ou não mereço?
quarta-feira, junho 10, 2009
Agora vai!
A Pride SP 2009 chegou. Parecia tãaaao distante mas o tempo está passando tão rápido que nem consegui piscar os olhos. Agora, o único desejo são momentos mais do que felizes: muita diversão, muita alegria, muita festa. Muita consciência, muita visibilidade e muita luta também.
Se tudo isso conceder 0,0001% de respeito que ainda precisamos, vai ter valido a pena. Somos iguais a todos e precisamos dos mesmos direitos, sem vergonha de ser o que ou quem somos.
Ficam os conselhos da tia: se joguem, aproveitem, divirtam-se! Tudo com atenção, claro, porque bobo aqui ninguém é mais. Não abusem e sempre - sempre! - usem camisinha, ouviram?
Pra quem ainda está perdido, fiz uma agendinha (quase) completa pro CenaCarioca. Além disso, as notinhas pro Vipado estão bombando, como sempre.
Não prometo voltar ao blog por esses dias, mas é só acompanhar os sites pra saber tudo sobre o antes, o durante e o depois da Parada. Afinal, a meta é fazer o maior e melhor circuito de Sampa (não que isso seja difícil para eu cumprir...).
Ah! E pra quem me vir por aí - na Oscar freire, na Master 24h, na TW, no Sonique, no Spot, na Livraria Cultura, na 269 ou sei lá por onde eu irei passar - favor dar um grito e se apresentar, hein?!
É época de paz e amor, meu povo.
Uma incrível Parada 2009 para todos nós!
sexta-feira, maio 22, 2009
Todo mundo sabe que os gays são bem mais antenados que o resto da população. Ok, nem todos são assim, claro. E muitas vezes essa máxima é levada a tal extremo que a bee, querendo ser moderna, acaba sendo ridícula.
Porém, é fato que em atitudes e comportamentos que envolvem moda, música e cultura, o nosso olhar é vanguardista. Talvez pela tendência de termos menos preconceito, estamos mais abertos às novidades. E isso sem contar a vaidade de sermos sempre os mais atualizados.
Ou então os HTs é que são extremamente atrasados...
Experiência eu tive essa semana: andei em um carro tipicamente HT. O motorista, com aquele jeito de malandro do subúrbio carioca, carro "tunado" e som nas alturas, colocou um cd de mp3 e soltou "Essa música é foda!".
Qual era?! I need a miracle. Oi?
Agora recebo o mailing de uma festa no Rio que terá a participação da cantora Moony como se fosse a novidade do momento. Sim, I don't know why é recente (recente, e não nova - a musica já deve ter pelo menos uns 6 meses), mas essa tiazinha já animava as pistas gays há pelo menos 4 anos com Dove, que virou hit lá naquela época.
Impossível não pensar no velho ditado que diz: "héteros usarão o que os gays usam hoje daqui a 5 anos".
segunda-feira, maio 11, 2009
E não foi só o Dani que teve o radar ativado, não.
Quando ouvi essa história de transmissão da gripe suína para amigo numa boate no domingo à noite, logo desconfiei de alguma coisa. E confesso que fiquei com medo, porque né?, domingo à noite é dia de 00 e Le Boy e numa dessas eu estava presente.
E depois do post abaixo, nunca se sabe.
terça-feira, março 03, 2009
Todo mundo sabe que as bees são mestres na arte de inventar gírias. De tempos em tempos vem alguma palavra ou frase de efeito e de repente o mundo gay in-tei-ro está repetindo aquilo. Até dialeto próprio, o pajubá, o meio utiliza, mas que já deixou de ser gíria pra virar vocabulário do dia-a-dia.
Tradicionalmente, o povo da moda é um dos maiores inventores de novas gírias. Érika Palomino e seu uó que o digam. E se a TV já foi a principal origem, a internet surgiu como mais uma fonte de coisas divertidas e o Youtube só veio completar todo esse hype. Foi assim com as Las Bibas From Vizcaya e, mais recentemente, com Grace Kelly e seu perigón ou Vanessão e seus vintchy reais.
Quem não acompanha com frequência o ritmo dessas novidades, acaba se deparando apenas quando a repetição chega aos ouvidos. O Thi, que está sempre na corrreria e um pouco fora dessa confusão, já veio me perguntar sobre umas três gírias que o povo não parava de usar: o oi?, o próprio perigón e, nesse carnaval, o solto, que cabe pra tudo que não tem muito compromisso na vida. Junto com o superlativo –íssimo, a interjeição "morri!" e o “beijo no ombro” formaram as palavras mais repetidas da temporada.
Claro que como o meio é restrito e muitas palavras só chegam ao mainstream muito depois de já batidas pelos gays, alguma confusão pode acontecer. Aliás, para algumas, apenas um seleto grupo de amigos que vivenciou um momento ou uma situação consegue entendê-las, como no caso do meu “Perdi um pai!”. O foda é quando a confusão é tão grande que necessita de um post explicativo, já que se você ouvir um “fulano mora muito longe!” não é nenhum motivo pra se desesperar pensando que terá que levar a pegação em Itaguaí (muito pelo contrário, agradeça pela graça alcançada).
No mais, é rir das piadas e saber utilizar com moderação pra não acabar falando “menine” pro seu pai ou chamar sua chefe de “biscate”, né?
segunda-feira, novembro 17, 2008
A The Advocate desse mês lança a questão e faz um comparativo entre lutas e conquist
as gays com toda a história dos direitos dos negros. Com base na Proposition 8, no fim da possibilidade do casamento na Califórnia e nos protestos que estão marcando o Estado, a revista fala sobre direitos civis e os problemas que enfrentamos todos os dias em uma reportagem que todo mundo deve ler.E parece que a moda do new black chegou pra ficar no mundo gay. E com tanto paradigma sendo quebrado por aí (aloka!), é sempre bom a gente se situar pra não se perder de vez. Segundo dizem os últimos fatos: sem cueca no Reveillon is the new Aussiebum; Estou caindo! is the new I'm burning; C is the new K; listrado is the new black; Bixa Muda is the new Vanessão; Fabio Assunção is the new Vera Fischer; e last but not least, black card is the new platinum.
Definitivamente, há muita coisa fora da ordem.
quarta-feira, setembro 17, 2008
Não sei bem o motivo, deve ser saturno – tudo é culpa de saturno, já viu? -, mas esta é uma temporada de outing coletivo. Tá todo mundo saindo do armário, sem medo de ser feliz.
Só na última semana foram dois amigos que de uma hora pra outra e sem um forte motivo, viraram em casa com aquela velha notícia: mamãe, sou gay. O primeiro estava embalado pelo finde de São Paulo e diante da indagação do motivo da viagem à terra da garoa, resolveu abrir o jogo. Já o segundo, numa blue monday um tanto quanto atípica em virtude de um relacionamento turbulento, ligou pra mãe de pilequinho, mandou a verdade e desabou no choro. Isso sem contar outros que foram tirados lá do fundo do closet – um deles pelas queridas cunhadas numa festa de família...
Ao contrário do que a gente pensa, o mundo não acabou. Muito pelo contrário. A mãe de um deles, que já tinha manifestado demonstrações de apoio fosse ele “de qualquer jeito”, garantiu que estará ao seu lado em tudo. Pode parecer um tanto quanto vago, mas lembro que há bem pouco tempo valia a máxima de que só o filho do vizinho era viado. Hoje, o gesto de aceitar (ou pelo menos tentar entender) já não é tão raro quanto parece.
Talvez, pra um casal hétero da classe média brasileira em torno dos 50, 60 anos – a idade dos pais dos jovens gays que se descobrem -, a homossexualidade ainda seja uma grande incógnita. Mas com certeza, diante de notícias sobre casais e adoção, personagens de novelas e personalidades públicas, tornou-se muito menos nebulosa. Quem sabe daqui a alguns poucas gerações se torne ainda mais compreensível – e olha que eu já ouvi de amigos de trabalho “só quero que meu filho apresente a namorada ou o namorado lá pelos 18 anos!”. Assim mesmo, na boa.
Incrível como a figura da mãe é tão presente nesses momentos. Geralmente ela é a primeira a saber, e muitas vezes a única. A mulher, claro, muito mais sábia e inteligente e a quem nós, gays, aprendemos desde muito cedo não só a admirar, mas também a valorizar – coisa que um homem hétero dificilmente consegue fazer em toda a sua vida nessa sociedade machista. Diante de tamanha sensibilidade, eu sempre costumo afirmar pros meus amigos que levantou qualquer hipótese diversa: não adianta, mãe sempre sabe.
No meu caso, fazia pouco mais de um ano que eu saía com caras. E fazia uns 6 meses que tinha começado a viver uma vida efetivamente gay, com direito a X Demente e um círculo de amizades que não parava de aumentar. Talvez inconscientemente já querendo ser descoberto – como eu me conheço, dificilmente eu teria tido coragem de chegar e contar na lata – comecei a deixar alguns “sinais”. Não, não era uma plataforma pink de salto 15. Mas conversas no telefone nem tão discretas – você até pode tentar segurar a onda no início, mas sempre solta alguma coisa - e pequenas mentiras descobertas (lembro uma vez que falei que fui ao Hard Rock Cafe e cheguei a casa às 7 da manhã com o pé elameado de uma Bitch no Terra Encantada) já são mais do que suficientes, ainda mais se você tem uma mãe controladora e observadora como eu tenho...(daí eu não sei de onde puxei essa personalidade difícil, né?)
Não demorou muito e lá veio aquele papo de “temos que ter uma conversa”. E eu, aos 19 anos, muito mais cedo do que poderia ter imaginado na minha vida, respondi sim à pergunta que me foi feita. Foi difícil? Claro, nunca teria sido fácil. Mas hoje eu vivo com um grande problema a menos na minha vida.
Não que esse seja um assunto tranqüilo na mesa de jantar da minha casa – pelo contrário, aliás -, mas eu não preciso dizer que estou em Águas de Lindóia no finde da Parada Gay de SP. E nada tem a ver com o fato de ter me formado cedo e começado a trabalhar logo: foi, sim, questão de mostrar que eu continuo o mesmo, independente de qualquer pequeno detalhe. E isso só o tempo consegue provar.
Uma vez, discutindo esse assunto, ouvi a afirmação de que cada um sabe qual o tamanho do passo que consegue dar. Pra mim, o segredo é não trocar um problema por outro, às vezes muito maior do que o original. É chato não poder levar o namorado em casa, não poder atender o telefone na sala, não dizer que o seu mau humor é culpa daquele carinha filho da puta que não retornou uma ligação? Muito. Mas não são raros os casos de bees que perdem algumas regalias da família ou até mesmo são expulsas de casa (como se fosse resolver o “problema”, ó céus). E, infelizmente, consigo contar nos dedos quantas bees conseguem levar os pais pra jantar com o namorado, deixam a DOM no banheiro da mãe sem qualquer dor de cabeça ou que pedem pro pai comprar o convite das festas da Parada na TW. ;)
É questão de colocar na balança e pesar todos – todos mesmo – os prós e contras. Mas no fundo, seria tão bom apenas ouvir o que ouvi: “Amigo, eu não gosto de mentir. E foi um grande alívio pra mim”.
sexta-feira, agosto 29, 2008
Em março de 2007 chegava ao fim um dos maiores ícones da cena noturna gay que já existiu: o club Roxy, no Chelsea, em NYC. Palco de muitos baphos, o galpão que nasceu como pista de patinação sucumbiu à especulação imobiliária da Big Apple e, dizem, a outros probleminhas com a prefeitura. A última festa, comandada pelo então residente das noites de sábado, o top Peter Rauhofer, causou comoção entre as bees de todo o mundo e entrou para a história.
No início do mês, a LOGO TV transmitiu nos EUA o documentário Last Dance, que tentou recriar, através de depoimentos e imagens, a vibe dessa noite, além de contar um pouco sobre os principais momentos que fizeram da casa uma referência gay. Das drags às barbies, passando pela Aids, músicas, sexo, drogas, celebrities, fervos, DJs e até mesmo as duas visitas de Madonna, tudo está no filme, que em breve sai por lá em dvd.
Pra nossa alegria, no site da emissora já está disponível o documentário inteiro, em 6 partes. Saudosista e muito divertido, vale a pena tentar entender um pouco mais da nossa cultura clubber e como chegamos até aqui.
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Falando em Peter, fontes oficiais garantem que em outubro sai o I Love Rio, novo cd da coletânea do meu DJ preferido.
Vai ter festinha de lançamento, né?
quarta-feira, julho 02, 2008
E a Isabeli, hein, gente?
Uma mulher jovem, viajada, famosa, com tantos casamentos no curriculo, supostamente bem-resolvida e que vive num mundo essencialmente gay... sei não, mas é aquela velha máxima: você tira a pessoa da roça, mas a roça não sai da pessoa.
Que ela não queira ter filho gay, ok. Talvez não queira realmente ver o filho sofrer - como se ser gay fosse algum sofrimento ou como se ser HT fosse condição determinante pra que alguém seja feliz - ou que simplesmente seja homofóbica. Mas pela posição que assume de "celebridade", deveria ter um pouquinho mais de atenção com o que diz por aí.
E para os que alegam que ela teria o direito de dizer o que acha, eu respondo que isso só acontece porque a nossa sociedade tolera a homofobia. Queria muito ver essa mocinha dizer que não quer que os filhos casem com negras. Ou que se convertam a religião judaica ou muçulmana. Ué, pela "lógica", não deixam de ser opiniões. Racistas e preconceituosas, sim, mas opiniões.
A verdade é que deve haver algum trauma.
Talvez um ex-marido, né?
E ela que abra o olho. Porque eu não conheço nenhum bofão másculo que se chame Zion. Aliás, pra virar Zhana é um pulo.
sábado, junho 28, 2008

Feliz Dia do Orgulho, bees!
Como todo mundo sabe, hoje é o nosso dia. Isso porque há 39 anos acontecia a famosa rebelião de Stonewall, o bar gay em NYC onde as bees enfrentaram a polícia em nome do orgulho e da liberdade - pra quem não sabe a história, vale ler aqui.
Menos de 4 décadas se passaram e cada vez mais as conquistas acontecem. Claro que umas mais e outras menos, mas quem diria que hoje já teríamos união civil, adoção, gigantescas paradas espalhadas pelo mundo, direitos previdenciários, visibilidade e - pasme! - respeito.
Claro que a gente ainda precisa de muita coisa - a violência homofóbica é o lado mais obscuro e ainda muito presente - mas dá pra lutar e sonhar por aquele mundo perfeito em algum lugar depois do arco-íris.
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E tá todo mundo celebrando por aí.
Nesse finde acontecem algumas das paradas mais bombadas do mundo: Berlim (com direito a um representante do blog, tá?), NYC (com direito a Mr. Tony Goes, tá?), São Francisco, Toronto, Chicago e Cidade do México (ok, essa não é bombada, mas vai acontecer assim mesmo).
Todas naquele esquema chato e que ninguém gosta: zilhões de bees de todos os cantos, muita pegação, muitas festas e muitos top DJs (Peter e Offer tocam em NY e Toronto, enquanto Ana Paula fará dupla com Tony Moran na cidade canadense).
Por aqui, a Prefeitura do Rio também resolveu lembrar da data. Olha, eu adoro falar mal do prefeito, mas não posso negar que ele anda bem atuante na defesa da causa. Talvez tenha percebido a importância do turismo gay pro Rio - e depois de anos sem qualquer incentivo, até prêmio a pessonas importantes da comunidade GLBT entregou.
Hoje, a Farme amanheceu com cartazes que darão início ao Rio Orgulho, a comemoração, no próximo ano, dos 40 anos do fato, com programação de seminários e encontros sobre temas gays - e tomara que signifique um maior investimento pros eventos e pra Parada da cidade.
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Nesse domingo, fechando a tradicional Semana da Diversidade Sexual, o GNT exibe um programa especial da Gabi e, depois, o documentário inédito Filhas de Chiquita, sobre as travestis de Belém (tentei mas não consegui ver no Festival do Rio, não perco por na-da).
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Vamos comemorar, amigos?
segunda-feira, junho 16, 2008
Brasileiro tem memória curta. Fato que essa é uma das maiores verdades sobre o comportamento desse país. Há bem pouco tempo, ouvia-se que a solução para a violência das grandes cidades seria a presença do Exército nas ruas, tendo como base uma única experiência de mais de 15 anos, quando o Rio recebeu dezenas de chefes de Estado e tudo correu bem.
Além de evidentemente ter sido um evento atípico, parece que a população esquece que se já não bastasse a ausência de qualquer tipo de preparação para lidar com a violência urbana, esse mesmo Exército foi o que comandou o período mais negro da história do país - e só quem teve familiares executados ou torturados por essa instituição sabe do que eles são capazes.
Talvez por isso eu sempre tive um pé atrás com militares em geral. Preconceito? Sim, mas não deixa de ser um pouco de verdade. Os recentes envolvimentos do Exército em situações brutais das mais variadas só vêm confirmar meu olhar.
De um lado, em menor grau, a prisão dos sargentos gays - ok, a Cassia Eller tava loka pra sair na capa da G, mas a postura da instituição só reafirma seu nivel de intolerância - e, agora, o desaparecimento dos jovens do Morro da Providência, entregues aos traficantes como mercadoria.
Eu, que sempre desconfiei da aclamada incorruptibilidade do exército e de suas tão propagadas boas ações, como a expulsão do tráfico das comunidades em que participa de obras e investimentos, não estou surpreso.
Que pelo menos sirva pra mais alguém enxergar que colocar um tanque e meia dúzia de despreparados numa favela não é plano pra acabar com a violência. A figura do Estado deve ser muito mais do que isso.
sexta-feira, junho 06, 2008
quinta-feira, maio 29, 2008
Como assim, né?
Acho que com o passar da idade, o tempo necessário para a total recuperação aumenta.
Só hoje consegui colocar a cabeça no lugar, ler alguns blogs (os bafos principais eu já tinha lido, óbvio), comentar... mas a imensa pilha de jornal e revistas permanece me olhando. Acho que só amanhã vou descobrir o que aconteceu no mundo na semana passada.
Acredita que até pressão baixa eu tive ?! Não que isso seja uma novidade - e já vejo a hora de eu desmaiar na rua e alguém gritar "Acoooode!". Afff!
E eu ainda recebi um email do CenaCarioca com o assunto Contagem Regressiva.
Medo. Pânico. Pavor. Contagem regressiva pra que, gente?
Me larga, me deixa eu paz que eu quero dormir, descansar, pisar na areia e molhar meu pezinho no mar, beber agua de coco e me balançar na rede.
Até que descobri que é propaganda de uma rave. Ufa...
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Pra quem me perguntou sobre a Parada em si (o assunto já cansou, mas vale algumas poucas linhas):
Acordamos por volta das 4 da tarde de domingo com a notícia de que os carros já desciam a Consolação. Entre a dúvida de enfrentar a multidão ou cumprir a obrigação cívica, resolvemos dar uma passadinha. Não que chegar num evento desses às 5 da tarde seja bom, já que a proporção de gente bêbada é muito maior - e talvez por isso em menos de 20 minutos já estávamos de volta ao hotel - mas a curiosidade falou mais alto.
Como muitos já disseram, é hora da Parada de SP escolher o seu caminho. A ausência de carros de clubes só mostrou que não há mais qualquer identificação com o tipo de público que realmente importa. Eu voto por um tom mais político, talvez com homenagens, personalidades e discursos mais inflamados pela causa GLBT. Sem exageros, claro, mas com objetivos maiores do que apenas a preocupação em ser a maior do mundo.
terça-feira, maio 20, 2008
Semana passada, uma ameega contou uma boa história. Estava ela linda e glamourosa numa das mais tradicionais buatchis do Rio quando resolveu mandar uma mensagem de texto pra outra bee. Sem querer, sabe-se lá o que ela fez que a tal mensagem acabou sendo enviada pro celular da sua própria mãe.
A bee ficou um tanto quanto desesperada, já que a mensagem era um ligeiramente fervida. Fez a Lola e correu pra casa na tentativa de apagar tudo antes que alguém acordasse. Não deu tempo e a mãe já foi logo perguntando quem era uma tal de Lelê. Claro que a Le Boy virou Letícia e, graças ao pajubá, "colocón" e "ocó" continuaram no campo das palavras indecifráveis.
Incrível como nesse assunto todo mundo tem história pra contar. Uma outra ameega disse que quando ainda não era iniciada na Aurélia, apagava todas as mensagens da caixa de entrada do telefone. Mas um belo dia esqueceu as enviadas e a amiga racha, que ainda não sabia da bee, acabou descobrindo tudo depois que leu um "peguei um gatinho lindo e pauzudo ontem na night". Se pajubá ela tivesse utilizado, dificil seria entender "atendi um bofe bem com neca odara na buatchi".
Confusões à parte, esse vocabulário é essencial no mundo gay, mesmo pra quem tenta se controlar na pinta. Hoje, qualquer HT usa "uó" e "abafa", por mais afetadas que sejam essas palavras. Lembro que quando comecei a sair, fui apresentado a varias gírias e termos que susbtituiam os nomes de clubes e festas pra que a conversa pudesse seguir fluente em qualquer lugar, do elevador da faculdade ao vagão do metrô. Afinal, quem aí nunca conheceu a Milena, Gisele ou Keyla...?
E vamos combinar que, sem cair no caricato, é até bem divertido.
domingo, maio 18, 2008
Vem cá....
Alguém ainda aguenta essa polêmica de beijo gay, novelas, autores e Rede Globo?
Claro que no caso atual, tudo não passa de uma grande jogada de marketing do autor da novela, que todo mundo sabe que faz de tudo pra aparecer - já que sua audiência não é das melhores -, dando mil pitacos inúteis que variam desde o seu sonolento blog até a Mulher Melancia.
Mesmo assim, esse assunto ainda gera polêmica? Pra mim, já foi. Não faço a menor questão de beijo gay, acho que o tempo já levou essa história. Quando realmente tinha que acontecer, lá em América da Gloria Perez, não existiu... Naquele momento seria um grande exemplo de coragem e postura da rede de televião, já hoje não acrescentaria absolutamente nada à causa gay.
A cada dia a tv brasileira mostra o quanto é preconceituosa, alimentando o discurso retrógrado da nossa sociedade. Preparem-se pro show de hipocrisia no próximo domingo.
domingo, maio 11, 2008
Contagem regressiva pro maior evento gay desse país: a semana da Parada de São Paulo.
As bees estão nervosas e aqui no Rio já não se fala em outra coisa há tempos. Claro que já estou com passagem compradas e alguns convites nas mãos...
Nesse clima, a coluna GLS da Folha passa a ser diária até o domingo da Parada e o MixBrasil já começa sua tradicional e bombástica cobertura, soltando uma prévia da programação das festas, que será atualizada aos poucos. Isso sem contar os mil e um guias de sites, blogs, revistas e jornais, além da volta triunfal do Glam depois do xoxo das travas, prometendo dicas e posts bafos sobre o evento.
Minha programação, por enquanto, envolve apenas o Universo Perfeito, que anunciou uma reforma incrível em sua área externa. As demais festas, afters, chill ins, pools e clubs serão inseridos de acordo com a vontade e a disposição. Sem esquecer, é claro, que quero aproveitar a cidade, os restaurantes, cafés, algum museu e umas compritchas. Além da ponte estaiada, né?
Já digo que espero muito de todas as noites - especialmente na Pacha - e das lotações quase insuportáveis dos dias seguintes. Vontade também de Richie Santana, que Peter Rauhofer visitou na PachaNY na última sexta-feira.
Vamos que vamos que ainda falta muita coisa.
Será que dá pra adiantar o tempo?
terça-feira, abril 15, 2008
ande corrente de blogueiros, sites e pessoas da imprensa que está sendo formada pra que seja amplamente divulgada a situação em que se encontra seu amigo José Ávila, que perdeu recentemente Fabio, seu companheiro de mais de 10 anos, e que, de uma hora para outra, se viu sem a vida que fora construída durante todo esse tempo em que estiverem juntos, uma vez que imediatamente após o falecimento, a família do seu companheiro tomou todas as suas coisas.A gente participa, fala, reclama, chia, acredita, vota por mudanças. Está na hora, portanto, de agirmos e ajudarmos um caso real e triste, mas no qual podemos depositar todas as nossas esperanças.
