Voltamos à Programação Normal
Família mais calma, rotina normalizada, dedicação total.
E não custa repetir: obrigado, amigos.
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quarta-feira, agosto 05, 2009
terça-feira, julho 28, 2009
A vida nem sempre é uma festa...
Já falei isso aqui algumas vezes: o sentimento de perda nunca foi presente e nem constante no meu mundo. Agora é, pois perder uma das mulheres mais importantes e exemplares da minha vida faz a gente aprender na marra a lidar com esses sentimentos e ser forte. Ou pelo menos tentar.
Aos amigos, agradeço pelo carinho e preocupação que fazem a dor diminuir um pouco.
Esse blog permanece num momento de calma que estava mas nesse momento, infelizmente, por outros motivos. Agora, só mesmo o tempo pode ajudar.
Já falei isso aqui algumas vezes: o sentimento de perda nunca foi presente e nem constante no meu mundo. Agora é, pois perder uma das mulheres mais importantes e exemplares da minha vida faz a gente aprender na marra a lidar com esses sentimentos e ser forte. Ou pelo menos tentar.
Aos amigos, agradeço pelo carinho e preocupação que fazem a dor diminuir um pouco.
Esse blog permanece num momento de calma que estava mas nesse momento, infelizmente, por outros motivos. Agora, só mesmo o tempo pode ajudar.
segunda-feira, junho 22, 2009
Anarriê
Com um certo atraso, esse fim-de-semana foi dedicado a primeira festa junina da temporada. Já era para ter acontecido, é verdade, mas a festa anual da minha família caiu justamente no sábado do Corpus Christ enquanto eu estava dançando outra quadrilha na Parada.
Só sei que eu tirei a barriga da miséria. Depois de um feriado em que se alimentar era algo secundário, essa semana foi digna de Momo. E olha que eu nem sou fã de doces, mas não consigo resistir a pé-de-moleque e morango com chocolate. Sem contar a carne de sol com bastante aipim, o meu ponto fraco nordestino. Tudo light, claro. Hummm...
Apesar da dieta, to aceitando convites para a próxima festinha.
Com um certo atraso, esse fim-de-semana foi dedicado a primeira festa junina da temporada. Já era para ter acontecido, é verdade, mas a festa anual da minha família caiu justamente no sábado do Corpus Christ enquanto eu estava dançando outra quadrilha na Parada.
Só sei que eu tirei a barriga da miséria. Depois de um feriado em que se alimentar era algo secundário, essa semana foi digna de Momo. E olha que eu nem sou fã de doces, mas não consigo resistir a pé-de-moleque e morango com chocolate. Sem contar a carne de sol com bastante aipim, o meu ponto fraco nordestino. Tudo light, claro. Hummm...
Apesar da dieta, to aceitando convites para a próxima festinha.
quarta-feira, abril 22, 2009
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Cadê a Brigitte?
Como antecipei, sábado peguei a estrada rumo à Búzios.
Culpa do aniversário do meu priminho caçula, que estava fazendo 1 aninho de vida. Ou seja, foi um finde quase integralmente dedicado à família.
O melhor de tudo: na festinha, além de pipoca, algodão doce e afins, tinha uma cama elástica e uma piscina de bolas. Claro que eu e minha prima de 23 anos nos jogamos até dizer chega. O mais divertido era dizer pras crincinhas “agora é a hora dos adultos!” ou “deixa o tio brincar um pouco”. E ainda tiramos fotos – mas essas serão exclusivas pros mais íntimo. Álbum do orkut....nunca!
Ainda tive tempo de aproveitar a melhor das cidades do litoral, já que nada como um mergulho em Geribá pra recarregar as baterias. E por coincidência, ainda encontrei um povo fervido do eixo Rio-SP na praia. E aí o papo se estendeu até o final da tarde... Aliás, ficaadica pra quem baixar por lá nesse verão: o Fishbone, junto com a Pepsi, está com um super projeto de Day Club com ótimos DJs nos finais de semana. Já rolou Mauricio Lopes e Mauro Picotto no Reveillon. Sábado, rolava um house digníssimo e a galera estava bem animada.
À noite, depois da festinha, o destino foi a Rua das Pedras, com suas lojas, restaurantes e os super barzinhos estilizados. Durante a madrugada, ainda ficou no ar uma dúvida entre Privilege e Pacha, mas acabamos fazendo amizade com a door da segunda e não nos arrependemos. Com certeza, esse é um dos melhores clubs do Rio. Além de linda, a casa tem ótimo som, ótima frequência e ótima infra... Fica o pedido: uma nova edição da E.njoy por lá cairia super bem em um finde off-Rio depois do Carnaval, né?
(Detalhe que o flyer de divulgação dizia que a DJ Ale Hauen toca sexy house. Eu juro que quase fui perguntar pra moça o que isso significava... até porque rolaram umas versões house de U2. E pra mim isso pouco sexy é, mas enfim...)
Claro que eu não consegui me desligar da noite carioca e fui obtendo notícias por mensagens, a ponto de uma das minhas companhias perguntar se era “com o namorado” que eu tanto falava. Tu jura, né? No fim, o importante é que eu sobrevivi ao primeiro sábado em 6 meses sem TWRio!
O finde foi fechado com um pulo no 00, lotadíssimo e em clima de domingo pós-praia. Mais uma vez, meninos e meninas lindos e muito 00 Fresh pra acalmar (ou melhorar) os ânimos. Ainda tive vontade de E.Go, mas depois de um dia de praia, estrada, 00 e alguns drinks, faltou força.
Agora é planejar o retorno ao balneário acompanhado de muitos amigos e muitas idéias divertidas. Porque Búzios é sempre incrível.
Como antecipei, sábado peguei a estrada rumo à Búzios.
Culpa do aniversário do meu priminho caçula, que estava fazendo 1 aninho de vida. Ou seja, foi um finde quase integralmente dedicado à família.
O melhor de tudo: na festinha, além de pipoca, algodão doce e afins, tinha uma cama elástica e uma piscina de bolas. Claro que eu e minha prima de 23 anos nos jogamos até dizer chega. O mais divertido era dizer pras crincinhas “agora é a hora dos adultos!” ou “deixa o tio brincar um pouco”. E ainda tiramos fotos – mas essas serão exclusivas pros mais íntimo. Álbum do orkut....nunca!
Ainda tive tempo de aproveitar a melhor das cidades do litoral, já que nada como um mergulho em Geribá pra recarregar as baterias. E por coincidência, ainda encontrei um povo fervido do eixo Rio-SP na praia. E aí o papo se estendeu até o final da tarde... Aliás, ficaadica pra quem baixar por lá nesse verão: o Fishbone, junto com a Pepsi, está com um super projeto de Day Club com ótimos DJs nos finais de semana. Já rolou Mauricio Lopes e Mauro Picotto no Reveillon. Sábado, rolava um house digníssimo e a galera estava bem animada.
À noite, depois da festinha, o destino foi a Rua das Pedras, com suas lojas, restaurantes e os super barzinhos estilizados. Durante a madrugada, ainda ficou no ar uma dúvida entre Privilege e Pacha, mas acabamos fazendo amizade com a door da segunda e não nos arrependemos. Com certeza, esse é um dos melhores clubs do Rio. Além de linda, a casa tem ótimo som, ótima frequência e ótima infra... Fica o pedido: uma nova edição da E.njoy por lá cairia super bem em um finde off-Rio depois do Carnaval, né?
(Detalhe que o flyer de divulgação dizia que a DJ Ale Hauen toca sexy house. Eu juro que quase fui perguntar pra moça o que isso significava... até porque rolaram umas versões house de U2. E pra mim isso pouco sexy é, mas enfim...)
Claro que eu não consegui me desligar da noite carioca e fui obtendo notícias por mensagens, a ponto de uma das minhas companhias perguntar se era “com o namorado” que eu tanto falava. Tu jura, né? No fim, o importante é que eu sobrevivi ao primeiro sábado em 6 meses sem TWRio!
O finde foi fechado com um pulo no 00, lotadíssimo e em clima de domingo pós-praia. Mais uma vez, meninos e meninas lindos e muito 00 Fresh pra acalmar (ou melhorar) os ânimos. Ainda tive vontade de E.Go, mas depois de um dia de praia, estrada, 00 e alguns drinks, faltou força.
Agora é planejar o retorno ao balneário acompanhado de muitos amigos e muitas idéias divertidas. Porque Búzios é sempre incrível.
sábado, janeiro 31, 2009
Sábado de Sol
Pode estar sol, pode estar chovendo, pode estar cedo ou tarde. Mas me chamar pra ir a Búzios em um fim de semana é brincar com a tentação.
Nesse exato momento, graças ao post pré-programado, por motivos familiares e a pedido da minha mãe, já estou na estrada rumo ao balneário carioca.
E depois de 6 meses indo TODOS os sábados - ininterrupatamente, acredite - pra The Week (se não foi pra do Rio, foi pra de São Paulo), essa noite não será igual às que passaram.
Mas amanhã tô aí, claro...e aí a gente compensa.
Pode estar sol, pode estar chovendo, pode estar cedo ou tarde. Mas me chamar pra ir a Búzios em um fim de semana é brincar com a tentação.
Nesse exato momento, graças ao post pré-programado, por motivos familiares e a pedido da minha mãe, já estou na estrada rumo ao balneário carioca.
E depois de 6 meses indo TODOS os sábados - ininterrupatamente, acredite - pra The Week (se não foi pra do Rio, foi pra de São Paulo), essa noite não será igual às que passaram.
Mas amanhã tô aí, claro...e aí a gente compensa.
quarta-feira, janeiro 28, 2009
A pipa da vovó não sobe mais
Em uma das últimas vezes que fomos de bonde das bunita pra São Paulo, rolou um fato interessante. Lá pelo meio da noite na boate, uma amiga ganhou uma amostra grátis com dois comprimidos azuis de um Viagra genérico (Cialis, Levitra, sei lá o nome). Não faço idéia de onde surgiu, mas o fato ocorreu de verdade.
Como a racha não sabia muito bem o que fazer com aquilo, fez a desentendida e guardou. Um bom tempo depois, fui buscá-la de carro junto com outras bees para jantarmos em Botafogo. Não sei porque cargas d'água, mas no caminho o assunto surgiu e ela encontrou os tais comprimidos na bolsa. E num ato de extrema caridade, me deu a embalagem.
Eu, muito esperto que sou, deixei ali em um daqueles porta-moedas do painel, entre o cinzeiro e o rádio do carro.
Fomos jantar, deixei cada um na sua casa e fui embora. Cabeça-de-vento que sou, esqueci o remedinho milagroso exatamente no mesmo lugar.
Problema nenhum teria se aquele fosse o meu carro. Acontece que, como vocês bem lembram, eu passei um bom tempo com o meu possante no conserto depois que um velho bêbado atingiu a minha lateral. E como a minha avó não dirige, emprestou o Carro-da-Produção (vermelho e com direito a um chaveiro com scarpin de strass) para quando eu quisesse ferver por aí.
Resumindo: eu devolvi o carro com dois comprimidos de Viagra...para a minha avó!
Fato que não foi ela quem achou. Afinal, vovó nunca dirige e quase não enxerga. Eu até que poderia ter ligado pras minhas tias ou tios e explicado tooooda a história (e tentado reaver os remédios, claro). Mas quer saber? Deu uma preguiça... Ou, na pior das hipóteses, poderia ter rido horrores com esse belo mico.
Acontece, na verdade, que a minha família é um pouco estranha. Ninguém toca em determinados assuntos com medo de causar algum conflito mais sério. Explico: aqui todo mundo é super encrenqueiro - e eu não saí com a personalidade diferente. Daí vocês entendem porque a pergunta "cadê a namorada?" foi definitivamente abolida dos diálogos que envolvem a minha pessoa. "E se não acreditarem em mim?", pensei. Melhor deixar pra lá e me fingir de morto.
Eis que no meu aniversário, eu tive uma confirmação de toda essa loucura. Meu primo foi com a mulher lá em casa e quando estavam na sala conversando com os meus pais, surgiu uma história sobre um cara que tinha passado mal na rua por conta do remédio. E meu primo solta um "você sabia que o Fulano (meu outro primo, de 21 anos) toma viagra?! Pois é, toma que eu sei!". Óbvio que a minha mãe ficou apavorada justamente porque meu primo de 21 anos supostamente não precisaria...
Mas eu, que a essa hora ouvia o papo enquanto acabava de me arrumar, entendi o recado: não era o Fulano, mas sim EU quem tomava o viagra. Como disse, minha família é perturbada e ninguém nunca teria coragem de comentar o achado de um comprimido desse tipo logo após o uso do carro por mim. A não ser assim, jogando piada.
Eu nem ligo mais, sabe? Cheguei a um estágio da vida que essas coisas não me incomodam. Se fosse há um tempo, ficaria putinho. Mas de fato, teria sido bem mais engraçado se tivessem me sacaneado, ligando no dia seguinte pra dizer "Aí, hein, foi trepar ontem e broxou. Comprou até Viagra..." ou qualquer coisa do tipo - mesmo sabendo que tal comportamento seria impensável vindo da maioria dos integrantes da família que eu tenho.
Fica a lição: há poucas pessoas no mundo que nos conhecem como a gente realmente é.
Em uma das últimas vezes que fomos de bonde das bunita pra São Paulo, rolou um fato interessante. Lá pelo meio da noite na boate, uma amiga ganhou uma amostra grátis com dois comprimidos azuis de um Viagra genérico (Cialis, Levitra, sei lá o nome). Não faço idéia de onde surgiu, mas o fato ocorreu de verdade.
Como a racha não sabia muito bem o que fazer com aquilo, fez a desentendida e guardou. Um bom tempo depois, fui buscá-la de carro junto com outras bees para jantarmos em Botafogo. Não sei porque cargas d'água, mas no caminho o assunto surgiu e ela encontrou os tais comprimidos na bolsa. E num ato de extrema caridade, me deu a embalagem.
Eu, muito esperto que sou, deixei ali em um daqueles porta-moedas do painel, entre o cinzeiro e o rádio do carro.
Fomos jantar, deixei cada um na sua casa e fui embora. Cabeça-de-vento que sou, esqueci o remedinho milagroso exatamente no mesmo lugar.
Problema nenhum teria se aquele fosse o meu carro. Acontece que, como vocês bem lembram, eu passei um bom tempo com o meu possante no conserto depois que um velho bêbado atingiu a minha lateral. E como a minha avó não dirige, emprestou o Carro-da-Produção (vermelho e com direito a um chaveiro com scarpin de strass) para quando eu quisesse ferver por aí.
Resumindo: eu devolvi o carro com dois comprimidos de Viagra...para a minha avó!
Fato que não foi ela quem achou. Afinal, vovó nunca dirige e quase não enxerga. Eu até que poderia ter ligado pras minhas tias ou tios e explicado tooooda a história (e tentado reaver os remédios, claro). Mas quer saber? Deu uma preguiça... Ou, na pior das hipóteses, poderia ter rido horrores com esse belo mico.
Acontece, na verdade, que a minha família é um pouco estranha. Ninguém toca em determinados assuntos com medo de causar algum conflito mais sério. Explico: aqui todo mundo é super encrenqueiro - e eu não saí com a personalidade diferente. Daí vocês entendem porque a pergunta "cadê a namorada?" foi definitivamente abolida dos diálogos que envolvem a minha pessoa. "E se não acreditarem em mim?", pensei. Melhor deixar pra lá e me fingir de morto.
Eis que no meu aniversário, eu tive uma confirmação de toda essa loucura. Meu primo foi com a mulher lá em casa e quando estavam na sala conversando com os meus pais, surgiu uma história sobre um cara que tinha passado mal na rua por conta do remédio. E meu primo solta um "você sabia que o Fulano (meu outro primo, de 21 anos) toma viagra?! Pois é, toma que eu sei!". Óbvio que a minha mãe ficou apavorada justamente porque meu primo de 21 anos supostamente não precisaria...
Mas eu, que a essa hora ouvia o papo enquanto acabava de me arrumar, entendi o recado: não era o Fulano, mas sim EU quem tomava o viagra. Como disse, minha família é perturbada e ninguém nunca teria coragem de comentar o achado de um comprimido desse tipo logo após o uso do carro por mim. A não ser assim, jogando piada.
Eu nem ligo mais, sabe? Cheguei a um estágio da vida que essas coisas não me incomodam. Se fosse há um tempo, ficaria putinho. Mas de fato, teria sido bem mais engraçado se tivessem me sacaneado, ligando no dia seguinte pra dizer "Aí, hein, foi trepar ontem e broxou. Comprou até Viagra..." ou qualquer coisa do tipo - mesmo sabendo que tal comportamento seria impensável vindo da maioria dos integrantes da família que eu tenho.
Fica a lição: há poucas pessoas no mundo que nos conhecem como a gente realmente é.
quarta-feira, setembro 17, 2008
Cada Vez Mais Vazio
Não sei bem o motivo, deve ser saturno – tudo é culpa de saturno, já viu? -, mas esta é uma temporada de outing coletivo. Tá todo mundo saindo do armário, sem medo de ser feliz.
Só na última semana foram dois amigos que de uma hora pra outra e sem um forte motivo, viraram em casa com aquela velha notícia: mamãe, sou gay. O primeiro estava embalado pelo finde de São Paulo e diante da indagação do motivo da viagem à terra da garoa, resolveu abrir o jogo. Já o segundo, numa blue monday um tanto quanto atípica em virtude de um relacionamento turbulento, ligou pra mãe de pilequinho, mandou a verdade e desabou no choro. Isso sem contar outros que foram tirados lá do fundo do closet – um deles pelas queridas cunhadas numa festa de família...
Ao contrário do que a gente pensa, o mundo não acabou. Muito pelo contrário. A mãe de um deles, que já tinha manifestado demonstrações de apoio fosse ele “de qualquer jeito”, garantiu que estará ao seu lado em tudo. Pode parecer um tanto quanto vago, mas lembro que há bem pouco tempo valia a máxima de que só o filho do vizinho era viado. Hoje, o gesto de aceitar (ou pelo menos tentar entender) já não é tão raro quanto parece.
Talvez, pra um casal hétero da classe média brasileira em torno dos 50, 60 anos – a idade dos pais dos jovens gays que se descobrem -, a homossexualidade ainda seja uma grande incógnita. Mas com certeza, diante de notícias sobre casais e adoção, personagens de novelas e personalidades públicas, tornou-se muito menos nebulosa. Quem sabe daqui a alguns poucas gerações se torne ainda mais compreensível – e olha que eu já ouvi de amigos de trabalho “só quero que meu filho apresente a namorada ou o namorado lá pelos 18 anos!”. Assim mesmo, na boa.
Incrível como a figura da mãe é tão presente nesses momentos. Geralmente ela é a primeira a saber, e muitas vezes a única. A mulher, claro, muito mais sábia e inteligente e a quem nós, gays, aprendemos desde muito cedo não só a admirar, mas também a valorizar – coisa que um homem hétero dificilmente consegue fazer em toda a sua vida nessa sociedade machista. Diante de tamanha sensibilidade, eu sempre costumo afirmar pros meus amigos que levantou qualquer hipótese diversa: não adianta, mãe sempre sabe.
No meu caso, fazia pouco mais de um ano que eu saía com caras. E fazia uns 6 meses que tinha começado a viver uma vida efetivamente gay, com direito a X Demente e um círculo de amizades que não parava de aumentar. Talvez inconscientemente já querendo ser descoberto – como eu me conheço, dificilmente eu teria tido coragem de chegar e contar na lata – comecei a deixar alguns “sinais”. Não, não era uma plataforma pink de salto 15. Mas conversas no telefone nem tão discretas – você até pode tentar segurar a onda no início, mas sempre solta alguma coisa - e pequenas mentiras descobertas (lembro uma vez que falei que fui ao Hard Rock Cafe e cheguei a casa às 7 da manhã com o pé elameado de uma Bitch no Terra Encantada) já são mais do que suficientes, ainda mais se você tem uma mãe controladora e observadora como eu tenho...(daí eu não sei de onde puxei essa personalidade difícil, né?)
Não demorou muito e lá veio aquele papo de “temos que ter uma conversa”. E eu, aos 19 anos, muito mais cedo do que poderia ter imaginado na minha vida, respondi sim à pergunta que me foi feita. Foi difícil? Claro, nunca teria sido fácil. Mas hoje eu vivo com um grande problema a menos na minha vida.
Não que esse seja um assunto tranqüilo na mesa de jantar da minha casa – pelo contrário, aliás -, mas eu não preciso dizer que estou em Águas de Lindóia no finde da Parada Gay de SP. E nada tem a ver com o fato de ter me formado cedo e começado a trabalhar logo: foi, sim, questão de mostrar que eu continuo o mesmo, independente de qualquer pequeno detalhe. E isso só o tempo consegue provar.
Uma vez, discutindo esse assunto, ouvi a afirmação de que cada um sabe qual o tamanho do passo que consegue dar. Pra mim, o segredo é não trocar um problema por outro, às vezes muito maior do que o original. É chato não poder levar o namorado em casa, não poder atender o telefone na sala, não dizer que o seu mau humor é culpa daquele carinha filho da puta que não retornou uma ligação? Muito. Mas não são raros os casos de bees que perdem algumas regalias da família ou até mesmo são expulsas de casa (como se fosse resolver o “problema”, ó céus). E, infelizmente, consigo contar nos dedos quantas bees conseguem levar os pais pra jantar com o namorado, deixam a DOM no banheiro da mãe sem qualquer dor de cabeça ou que pedem pro pai comprar o convite das festas da Parada na TW. ;)
É questão de colocar na balança e pesar todos – todos mesmo – os prós e contras. Mas no fundo, seria tão bom apenas ouvir o que ouvi: “Amigo, eu não gosto de mentir. E foi um grande alívio pra mim”.
Não sei bem o motivo, deve ser saturno – tudo é culpa de saturno, já viu? -, mas esta é uma temporada de outing coletivo. Tá todo mundo saindo do armário, sem medo de ser feliz.
Só na última semana foram dois amigos que de uma hora pra outra e sem um forte motivo, viraram em casa com aquela velha notícia: mamãe, sou gay. O primeiro estava embalado pelo finde de São Paulo e diante da indagação do motivo da viagem à terra da garoa, resolveu abrir o jogo. Já o segundo, numa blue monday um tanto quanto atípica em virtude de um relacionamento turbulento, ligou pra mãe de pilequinho, mandou a verdade e desabou no choro. Isso sem contar outros que foram tirados lá do fundo do closet – um deles pelas queridas cunhadas numa festa de família...
Ao contrário do que a gente pensa, o mundo não acabou. Muito pelo contrário. A mãe de um deles, que já tinha manifestado demonstrações de apoio fosse ele “de qualquer jeito”, garantiu que estará ao seu lado em tudo. Pode parecer um tanto quanto vago, mas lembro que há bem pouco tempo valia a máxima de que só o filho do vizinho era viado. Hoje, o gesto de aceitar (ou pelo menos tentar entender) já não é tão raro quanto parece.
Talvez, pra um casal hétero da classe média brasileira em torno dos 50, 60 anos – a idade dos pais dos jovens gays que se descobrem -, a homossexualidade ainda seja uma grande incógnita. Mas com certeza, diante de notícias sobre casais e adoção, personagens de novelas e personalidades públicas, tornou-se muito menos nebulosa. Quem sabe daqui a alguns poucas gerações se torne ainda mais compreensível – e olha que eu já ouvi de amigos de trabalho “só quero que meu filho apresente a namorada ou o namorado lá pelos 18 anos!”. Assim mesmo, na boa.
Incrível como a figura da mãe é tão presente nesses momentos. Geralmente ela é a primeira a saber, e muitas vezes a única. A mulher, claro, muito mais sábia e inteligente e a quem nós, gays, aprendemos desde muito cedo não só a admirar, mas também a valorizar – coisa que um homem hétero dificilmente consegue fazer em toda a sua vida nessa sociedade machista. Diante de tamanha sensibilidade, eu sempre costumo afirmar pros meus amigos que levantou qualquer hipótese diversa: não adianta, mãe sempre sabe.
No meu caso, fazia pouco mais de um ano que eu saía com caras. E fazia uns 6 meses que tinha começado a viver uma vida efetivamente gay, com direito a X Demente e um círculo de amizades que não parava de aumentar. Talvez inconscientemente já querendo ser descoberto – como eu me conheço, dificilmente eu teria tido coragem de chegar e contar na lata – comecei a deixar alguns “sinais”. Não, não era uma plataforma pink de salto 15. Mas conversas no telefone nem tão discretas – você até pode tentar segurar a onda no início, mas sempre solta alguma coisa - e pequenas mentiras descobertas (lembro uma vez que falei que fui ao Hard Rock Cafe e cheguei a casa às 7 da manhã com o pé elameado de uma Bitch no Terra Encantada) já são mais do que suficientes, ainda mais se você tem uma mãe controladora e observadora como eu tenho...(daí eu não sei de onde puxei essa personalidade difícil, né?)
Não demorou muito e lá veio aquele papo de “temos que ter uma conversa”. E eu, aos 19 anos, muito mais cedo do que poderia ter imaginado na minha vida, respondi sim à pergunta que me foi feita. Foi difícil? Claro, nunca teria sido fácil. Mas hoje eu vivo com um grande problema a menos na minha vida.
Não que esse seja um assunto tranqüilo na mesa de jantar da minha casa – pelo contrário, aliás -, mas eu não preciso dizer que estou em Águas de Lindóia no finde da Parada Gay de SP. E nada tem a ver com o fato de ter me formado cedo e começado a trabalhar logo: foi, sim, questão de mostrar que eu continuo o mesmo, independente de qualquer pequeno detalhe. E isso só o tempo consegue provar.
Uma vez, discutindo esse assunto, ouvi a afirmação de que cada um sabe qual o tamanho do passo que consegue dar. Pra mim, o segredo é não trocar um problema por outro, às vezes muito maior do que o original. É chato não poder levar o namorado em casa, não poder atender o telefone na sala, não dizer que o seu mau humor é culpa daquele carinha filho da puta que não retornou uma ligação? Muito. Mas não são raros os casos de bees que perdem algumas regalias da família ou até mesmo são expulsas de casa (como se fosse resolver o “problema”, ó céus). E, infelizmente, consigo contar nos dedos quantas bees conseguem levar os pais pra jantar com o namorado, deixam a DOM no banheiro da mãe sem qualquer dor de cabeça ou que pedem pro pai comprar o convite das festas da Parada na TW. ;)
É questão de colocar na balança e pesar todos – todos mesmo – os prós e contras. Mas no fundo, seria tão bom apenas ouvir o que ouvi: “Amigo, eu não gosto de mentir. E foi um grande alívio pra mim”.
terça-feira, agosto 19, 2008
Let´s Dance Tonight
Bom mesmo é chegar às 9 da noite em casa e ver papai e mamãe animadíssimos com Donna Summer - The Dance Collection na vitrola.
Com direito a I Feel Love, Hot Stuff, Last Dance e a favorita deles, Mac Arthur Park Suite, no repeat.
E meu pai adorou saber que a rainha da disco ainda toca - e muito! - nas pistas de dança dos dias de hoje.
Depois não quero ninguém reclamando!
Bom mesmo é chegar às 9 da noite em casa e ver papai e mamãe animadíssimos com Donna Summer - The Dance Collection na vitrola.
Com direito a I Feel Love, Hot Stuff, Last Dance e a favorita deles, Mac Arthur Park Suite, no repeat.
E meu pai adorou saber que a rainha da disco ainda toca - e muito! - nas pistas de dança dos dias de hoje.
Depois não quero ninguém reclamando!
domingo, junho 08, 2008
Rio´s Hamptons
Sábado à tarde, parti com toda a família pra Búzios.
O motivo foi nobre: festinha e batizado do meu priminho caçula na casa de praia. Ele ri de tudo e não enche o saco de ninguém! Tem coisa mais fofa, gente?
Até porque criança só é legal se for assim: não chora e não reclama. E se fizer isso, a gente devolve pra mãe. No fim, o almoço de domingo acabou sendo muito divertido, com todo mundo reunido e muitas fotos pro álbum de família.
Pra completar, como
eu amo aquela cidade, não foi esforço algum.
Hoje, com um céu lindo, acordei bem cedo - num horário praticamente inexistente pra mim nos finais de semana -, fui a praia sozinho, caminhei na beira do mar com a areia ainda deserta e dei um mergulho pra recarregar as energias. Momento pra pensar em mim, na vida, em tudo.
Absolutamente introspectivo.
E ainda voltamos pela estrada acompanhados por um incrível pôr-do-sol laranja de outono...
---
O título é exagerado, claro. Mas li aqui e achei engraçado.
Ah! pra quem interessar: quem foi garante que a Pacha Buzios é realmente ótima, mas diz que está interditada por conta de probleminhas com a Prefeitura e afins - e que a essa altura só as férias e a alta temporada interessam. Vamos ver...
Sábado à tarde, parti com toda a família pra Búzios.
O motivo foi nobre: festinha e batizado do meu priminho caçula na casa de praia. Ele ri de tudo e não enche o saco de ninguém! Tem coisa mais fofa, gente?
Até porque criança só é legal se for assim: não chora e não reclama. E se fizer isso, a gente devolve pra mãe. No fim, o almoço de domingo acabou sendo muito divertido, com todo mundo reunido e muitas fotos pro álbum de família.
Pra completar, como
eu amo aquela cidade, não foi esforço algum.Hoje, com um céu lindo, acordei bem cedo - num horário praticamente inexistente pra mim nos finais de semana -, fui a praia sozinho, caminhei na beira do mar com a areia ainda deserta e dei um mergulho pra recarregar as energias. Momento pra pensar em mim, na vida, em tudo.
Absolutamente introspectivo.
E ainda voltamos pela estrada acompanhados por um incrível pôr-do-sol laranja de outono...
---
O título é exagerado, claro. Mas li aqui e achei engraçado.
Ah! pra quem interessar: quem foi garante que a Pacha Buzios é realmente ótima, mas diz que está interditada por conta de probleminhas com a Prefeitura e afins - e que a essa altura só as férias e a alta temporada interessam. Vamos ver...
segunda-feira, abril 14, 2008
Família Buscapé
Esse finde foi calmo: tanto na sexta quanto no sábado tive aniversário de família. Aliás, abril é um mês em que essas obrigações bombam.
No sábado foi ainda mais especial: 82 anos da minha avó materna. Imaginem toda a filharada, netos, genros, noras, agregados, vizinhos e amigos mais chegados reunidos... Some-se a isso o neto mais novo, de apenas 3 meses, filho do caçula, dando seu ar da graça no primeiro evento social do ano.
Família é bom, mas ao mesmo tempo é algo estranho e complicado.
Uns são brigados, alguns são problemáticos, outros são mal-educados. Tem aqueles que são muito distantes e não sabem absolutamente nada da sua vida e tem aqueles que fazem questão de não saber. Tem aqueles que perguntam pela namorada e tem outros que nem perguntam mais nada. Tem aqueles que são divertidos, mas tem muitos outros que são apenas chatos, simples assim.
Mas isso é família, todas são iguais, e cada ano que passa esses encontros são mais raros de acontecer. E já que paciência não é o meu forte, o mínimo que eu tenho é educação e gentileza com todo mundo - isso minha mãe me ensinou, né?
Até que no final, tudo saiu acima do esperado e acabei curtindo o momento.
Só fica a dica: duas vezes por ano já tá mais do que suficiente. Só de pensar que vem batizado da criança, nascimento de bisneto, casamento de prima, Natal...
Jesus, me salva!
Esse finde foi calmo: tanto na sexta quanto no sábado tive aniversário de família. Aliás, abril é um mês em que essas obrigações bombam.
No sábado foi ainda mais especial: 82 anos da minha avó materna. Imaginem toda a filharada, netos, genros, noras, agregados, vizinhos e amigos mais chegados reunidos... Some-se a isso o neto mais novo, de apenas 3 meses, filho do caçula, dando seu ar da graça no primeiro evento social do ano.
Família é bom, mas ao mesmo tempo é algo estranho e complicado.
Uns são brigados, alguns são problemáticos, outros são mal-educados. Tem aqueles que são muito distantes e não sabem absolutamente nada da sua vida e tem aqueles que fazem questão de não saber. Tem aqueles que perguntam pela namorada e tem outros que nem perguntam mais nada. Tem aqueles que são divertidos, mas tem muitos outros que são apenas chatos, simples assim.
Mas isso é família, todas são iguais, e cada ano que passa esses encontros são mais raros de acontecer. E já que paciência não é o meu forte, o mínimo que eu tenho é educação e gentileza com todo mundo - isso minha mãe me ensinou, né?
Até que no final, tudo saiu acima do esperado e acabei curtindo o momento.
Só fica a dica: duas vezes por ano já tá mais do que suficiente. Só de pensar que vem batizado da criança, nascimento de bisneto, casamento de prima, Natal...
Jesus, me salva!
segunda-feira, abril 07, 2008
Material Girl
Vem cá...
Há algo de estranho quando você está se arrumando no sábado a noite, sai do banho e seus pais estão sentados na sala assistindo o seu DVD da Madonna?
E quando sua mãe vem te avisar que o clipe novo da tia vai passar no Fantástico?
Só falta me dizerem que estão ansiosos por Hard Candy!
Vem cá...
Há algo de estranho quando você está se arrumando no sábado a noite, sai do banho e seus pais estão sentados na sala assistindo o seu DVD da Madonna?
E quando sua mãe vem te avisar que o clipe novo da tia vai passar no Fantástico?
Só falta me dizerem que estão ansiosos por Hard Candy!
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