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domingo, julho 12, 2009

Love And Sex And Magic

Chegando destruído da noitada? Puto porque o tempo tá uma merda? Desanimado porque a noite não rendeu e você voltou da TWSP pra casa sozinho? De bode por ter ouvido o set do Filipe Guerra? Achando Belo Horizonte o pior lugar do mundo depois de mais um sábado na Jo? Com medo do frio de Porto Alegre? Se sentindo culpado por ter trazido a chuva de Sampa pro Rio? Pensando no que que adianta morar em Floripa se o clima nunca ajuda? Com saudades dos amigos e de saco cheio da casa dos pais em Goiânia? Querendo que o mundo se exploda?

Pois seus problemas terminaram.

Como você deve ter visto no Facebook essa semana (espero que tenha porque eu não sou obrigado a ter leitor que não utiliza o Facebook), Lady Gaga enviou seu Love Game.

Vai lá, brinca, ri, se joga e faz a GaGa que você ganha mais.
Como se não bastassem videos, musicas e afins, agora teremos jogos. De presente, o melhor remix da música. Obrigatório em todas as pistas atuais.

Bom domingo!

sábado, junho 27, 2009

40 Graus

Esse é o finde da Pride em NYC. Hoje, Offer, Peter, Paulo e Oscar G. tocam juntos (e o querido VJ Rodrigo Sucesso faz as imagens da festança... adoro!) e amanhã tem Alegria com Abel e Tony Moran. Apenas dois findes após a Parada, São Paulo recebe Pablo Ceballos na Freedom, Ralph Rosario no aniversário da Flex e Stephan Grondin na The Week. Em Toronto, que também tem seu fim-de-semana do orgulho, Hector Fonseca e Ana Paula. Paris, Dublin e Berlim também tem suas Prides soltíssimas, com programação pra lá de intensa.

E o Rio? Bom... nem o sol apareceu.

E pra me matar de inveja, ele manda noticias live do Arraiá da 2Meninos:

- Saudades de vocês! Vai se jogar ou ficar no rasinho?
- No rasinho em SP. Tô no Arraiá da 2Meninos.
- Ah! Vontade de estar em Sampa... Manda beijo pra todo mundo!
- Olha só o que tem aqui. Vou mandar foto.
< / foto >
- Gente! Jujuba, bananada e pipoca.
- Isso! Jujuba, bananada e pipoca.
- Tô correndo pro SDU. Ainda dá tempo de pegar a festinha?
- Sempre dá.
- Me busca em Congonhas!
- Tô indo!
- Ainda tem Ceballos, Ralph e Grondin... Aqui tem (___).
- Cada cidade tem o que merece.
- Pior que é verdade. Enfim... mande beijos para todos, em especial pros Meninos.
- Mando.
- Divirtam-se por mim. Beijos.
- Beijos.

sexta-feira, junho 26, 2009

Michael, Eles Não Ligam Pra Gente

Eu nunca fui fã, mas sempre o admirei. Por toda a história musical e por tudo que ele representa no pop mundial.

Goste-se dele ou não, é inegável o fato de Michael Jackson ter sido um dos maiores ícones que esse mundo ja teve.

Na minha memória, por exemplo, ficarão as vezes em que joguei Moonwalk no Mega Drive, a mobilização pela visita dele ao Morro Dona Marta e ao Pelourinho, as apresentações do garotinho negro e com vozeirão dos Jackson Five, a primeira vez que vi o clipe de Black n White no Fantástico ou as muitas vezes que fiz os passos da coreografia de Thriller em alguma pista de dança.

Lamento pela morte prematura. E, claro, pelas polêmicas em que se envolveu. Se não fossem elas, talvez estaríamos chorando a morte do maior artista dos últimos tempos. Mas, pensando bem, tudo isso fez parte da figura que conhecemos.

Tenho amigos que sairiam daqui em setembro especialmente para ver sua turnê, que provavelmente seria a última da carreira, em London. Mas como pro Michael bafo pouco era bobagem, ele resolveu cantar pra subir as vésperas do início dos shows. Pena.

Vindo pro trabalho, Billie Jean era a trilha sonora das ruas.
R.I.P MJ.

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Em homenagem, um video do making of de They don´t care about us ali no canto.

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Medley de 3 décadas de sucessos enviado por um amigo. BAFO!

quinta-feira, junho 18, 2009

Ouviram do Ipiranga

Às vésperas do feriadão, o blog se movimentou em torno daquela(s) que seria(m) a(s) música(s) da Parada 2009. Todo mundo acertou os palpites, já que a gente sabia que hits como Brand New Day ou Hook Up iriam tocar e sacudir a pista.

Eu, fã incondicional, acabo inconscientemente prestando atenção redobrada no setlist do Peter - não dá pra não ouvir produções como I'm That Chick, da Mariah, Peace, do Depeche Mode, ou a antiguinha He Wasn't Man Enough For Me, da Toni Braxton, que o DJ já havia tocado com maestria no Carnaval do Rio.

Como previsto, a mais ouvida do primeiro ao último dia foi, sem dúvida, Poker Face. Todo mundo tocou e o próprio Peter a consagrou no início de seu set. Já Chris Cox espertamente soltava apenas o "oh oh oh oh" entre os hits bafônicos, levando a galera a cantar alto e junto no encerramento da GiraSol de domingo.

Mas aquela que foi o grande hino veio da mais pura house com um remix incrível do DJ Morais: When Love Takes Over, do David Guetta feat. Kelly Rowland. Não foi à toa que Pacheco, o top DJ do Brasil, lançou o hino em todas as suas apresentações, sempre com uma sabedoria impressionante.

Se alguém quiser uma pequena mostra de tudo o que se ouviu na melhor festa da Parada, aqui tem um video absurdo da Lindinalva diretamentre da área de serviço do Clube Tietê. Babado e confusão. Aliás, a empregadinha deu trabalho no sábado: quando estava no palco, tive que brigar com essa ruiva louca todas as vezes que ela passava com o seu rodinho na frente do Peter...


quarta-feira, junho 17, 2009

Pronto, passou

Agora só ano que vem... e daí a gente pergunta: vale tanta ansiedade, tanto dinheiro gasto, tantas noites mal (ou nada) dormidas, tanta alimentação ruim? Sim, vale. E muito.

Sem dúvida, essa foi a principal temporada de 2009. Tantas festas, tantas pessoas, tanta animação... a Parada de São Paulo move um mundo inteiro pra celebrar o orgulho e a vontade de ser o que você quiser.

Pra acompanhar tudo isso, a programação é cada vez mais intensa, com clubes e eventos cada vez mais profissionais e impressionantes. A disposição e a vontade foram muitas. Consegui conferir todas as festas que quis e curtir cada momento com cada pessoa que surgiu na minha vida. Mesmo sem alguns amigos por perto, muitas outras grandes e queridas figuras fizeram esse feriado de Corpus Christ ser tão completo.

Sem dúvida, as histórias são muitas, as memórias serão eternas e as boas lembranças serão impagáveis. Mas vamos ao que interessa em um resumão do que vi no Pride 2009:

Quarta-feira

Comecei o Pride calmo. Aproveitei o bom horário que cheguei na cidade e a chuva que caiu durante toda a tarde para conhecer a filial da Fórmula Academia na Rua da Consolação, antiga Master 24h, onde eu posso malhar. O espaço é ótimo e me lembrou a filial da BodyTech de Copa (sem a piscina). No caminho, bateu uma fome. E veio a indignação: São Paulo não tem casa de sucos. Tive que ir até a Paulista achar uma - e olha que a Consolação tem mais de uma academia, hein - mas que nem abacaxi tinha pra colocar no meu peito de peru com minas... Ficará rico quem criar uma rede limpa, bonita e completa de naturais na cidade.

O esquenta da Parada ficou por conta da ilustre presença de Libanesa diretamente de Dubai na Maison Lorena. Apenas por poucas horas, matando as saudades de casa, da família e dos amigos. Depois, o destino foi a primeira noite de The Week International, na festa de abertura. Quem estava acostumado com a casa não tão cheia no primeiro dia dos anos anteriores se surpreendeu com a pista lotada. Juanjo Martin fez um ótimo set e Vlad tocou versões incríveis de t-o-d-a-s as músicas que àquela altura ainda fariam a Pride ser o que foi.

Quinta-feira

Depois de uma tarde tranquila e um ótimo almoço em Moema, a quinta foi dia de uma enorme função, já que duas festas incríveis chamavam a atenção do público. A grande missão era aproveitar as duas intensamente. Antes, parada estratégica no L´Open, que bombava, para dar aquele close e fazer uma das únicas refeições da semana.

E lá fomos nós: V.I.P no Terraço Daslu foi o primeiro destino. Sem dúvida, a festa gay mais bonita que eu fui em toda a minha vida. Se já não bastasse a imponente arquitetura do local, a decoração era absurda: candelabros, velas, arranjos, mobílias... Sem contar a área vip - com direito a hostess Anna Pavinatto Wintour - de onde nem dava vontade de sair. Tudo muito fino e rico. Como era esperado, a festa foi a mais pura tradução da palavra carão - muita gente bonita, bem vestida e comportada. Mas aos poucos o povo foi se soltando, a festa foi tomando forma e ganhando ainda mais brilho. Destaque para os banheiros limpíiissimos (com lixeiras e toalheiros com o D símbolo da casa), para as atendentes que enxugavam a garrafa de água antes de entregar e para a distribuição de Häagen-Dazs. Pena não ter conseguido ver o Iordee tocar, já que o line up foi alterado.

Já era quase 4 e o novo destino nos recebia: Pacha, com a festa TOY e o DJ Tony Moran. SMSs de amigos presentes já davam conta da festa: bafo! E assim foi: pista principal absolutamente lotada, calor, suor e toda aquela interação de uma pista out of control. Mais de uma vez eu ouvi a seguinte opinião (que também foi a minha): "Bee, tá parecendo o Caldeirão da X Demente!"

Sexta-feira

O dia nem tinha começado quando paramos para repor as energias e continuar o fervo. O destino da manhã de sexta era a SoGo, nos Jardins, onde rolava a especialíssima edição somente para convidados da Festa do Rei. E a festa foi incríiivel! O clima era de amigos reunidos, convidados se divertindo, conversinhas, papos, todo mundo se conhecendo, celebração, boa música... Sem compromisso com nada, apenas com os bons momentos da vida. O tempo foi passando, passando e só saímos de lá às 4 da tarde, deixando alguns guerreiros!

E a SoGo, vale dizer, é um lugar fantástico (pelo menos agora, após a reforma). Com uma imbatível localização - eu fui a pé, mesmo sob garoa fina -, precisa apenas de uma programação forte pra ser o bafo em SP. Para after, então, é perfeito! De um espaço daqueles que precisamos no Rio, com uma pistinha do tamanho exato, um corredor animado, um bar aconchegante e um mezanino honesto (em resumo, algo como um 69 mais bonito e iluminado).

Depois de poucas horas de descanso, à noite foi de mais um fervo: Angels @ The Week. Noitezinha aparentemente mais calma que o de costume. Mads apenas aparentemente porque não faltou animação! Abel arrasou e fez um ótimo set pra uma pista lotada, onde se via os muitos grupinhos de todas as cidades do país. Saí de lá direto para os braços de Morfeu e finalmente consegui algumas horas de descanso.

Sábado

A função diurna começou com a casa de uns amigos nos Jardins: mais cariocas chegavam à cidade no início da tarde. Depois de um japa rápido, GiraSol / Matinee Group no Clube Tietê.

Nossa, que produção! Um palco enorme, muita luz, um som poderoso e dançarinos com performances e figurinos de deixar qualquer um boquiaberto. O grupo Epiphony fez uma apresentação bem meia-boca, com uma tiazinha loira fraca dublando, mas foi só J. Louis entrar para colocar fogo no puteiro com um dos melhores sets da Parada. Saí um pouquinho mais cedo - um bom motivo pra descansar - mas ao som de Real Things, da Rebeka Brown, foi um ótimo encerramento de festa.

Detalhe para uma bee que me contou no dia seguinte ter chorado horrores de emoção diante daquela vibe indescritível. Aos que perguntavam o motivo, ela dizia "Me deixa chorar!"...

Algumas horas depois: The Week de novo! Dessa vez para a clássica noite mais lotada da casa. E ele na cabine: Peter Rauhofer na Babylon / Work. Olha... o começo até que não foi grande coisa, Whateva Whateva foi umas das primeiras mas faltou vibe praquela hora (tanto que o DJ repetiu a música ao longo do set, dessa vez em um momento bem melhor), mas parou por aí. Depois, foi só perfeição. Ouvi de pessoas de vários lugares, vários sexos, várias bagagens de música eletrônica diferentes a mesma opinião: o cara arrasou. Ele estava sensacional. Um dos melhores sets dele aqui e, sem dúvida, o melhor da Parada. Na cabine desde às 3:30 da manhã até pouco depois das 11, o top DJ tocou todos os seus remixes mais bafônicos (ainda ouvi de um amigo no domingo "Lembrei de você em Say it Right!") que a gente adora ouvir na pista e que Peter não nos deixa sem. E eu, que consegui ficar bem perto da cabine em alguns momentos, vi um DJ sem estrelismos e sem o bico tão criticado há tempos. E cada vez mais brasileiro, eu digo.

Foi uma noite memorável, inesquecível e histórica.


< /Pic by Dani Brasil>

Domingo

Apesar de termos colocado o despertador para as 2 da tarde na intenção de chegar cedo e fazer fotos diurnas na Nova Pool Party / Circuit Festival, perdemos a hora - claro! - e só chegamos às 8. Pra compensar, ficamos até o final da festa. Enrico Arghentini não fez um bom set para uma festa daquela - talvez em uma pista mais pesada funcione -, mas Chris Cox lançou mão de hits (quase um bate-cabelo poderoso) e fechou a pista com Christina e todas as suas divas.

Ótimo para o encerramento da temporada, que trouxe a pertinente pergunta: onde eu pego meu certificado de conclusão do I Eterna Festival? Porque, né?, eu fui um aluno aplicado, não faltei às aulas e passei com louvor.

Mereço ou não mereço?

quarta-feira, junho 03, 2009

Pride - IV

Já que rolou uma discussão naquele post que eu fiz sobre qual vai ser a música da Parada, cabe avisar que no último finde to-dos os DJs tocaram - e levaram o povo ao delírio - uma antiguinha que eu acho perfeita: Poker Face, da Lady GaGa (Princess Ann rmx).

Será?

sexta-feira, maio 22, 2009

Up-to-date

Todo mundo sabe que os gays são bem mais antenados que o resto da população. Ok, nem todos são assim, claro. E muitas vezes essa máxima é levada a tal extremo que a bee, querendo ser moderna, acaba sendo ridícula.

Porém, é fato que em atitudes e comportamentos que envolvem moda, música e cultura, o nosso olhar é vanguardista. Talvez pela tendência de termos menos preconceito, estamos mais abertos às novidades. E isso sem contar a vaidade de sermos sempre os mais atualizados.

Ou então os HTs é que são extremamente atrasados...
Experiência eu tive essa semana: andei em um carro tipicamente HT. O motorista, com aquele jeito de malandro do subúrbio carioca, carro "tunado" e som nas alturas, colocou um cd de mp3 e soltou "Essa música é foda!".
Qual era?! I need a miracle. Oi?

Agora recebo o mailing de uma festa no Rio que terá a participação da cantora Moony como se fosse a novidade do momento. Sim, I don't know why é recente (recente, e não nova - a musica já deve ter pelo menos uns 6 meses), mas essa tiazinha já animava as pistas gays há pelo menos 4 anos com Dove, que virou hit lá naquela época.

Impossível não pensar no velho ditado que diz: "héteros usarão o que os gays usam hoje daqui a 5 anos".

terça-feira, maio 19, 2009

Pride - II

Toda temporada de fervo tem uma música marcante. Foi assim com The Wings há três anos, You're Free há dois (sim, remixes antigos também voltam se tocados com dignidade), Say it Right no feriado de 7 de setembro de 2007, Sandcastle Disco e Better in Time nesse Reveillon, Right Here e Sundays at Heaven no Carnaval. Na Parada do ano passado, Mariah desbancou Madonna e a gente ouviu Touch My Body 546.896 vezes em 5 dias. A tendência, óbvio, é que alguma música com vocal alcance esse status, já que é mais fácil de decorar e ver todas as bees cantando (ou tentando) juntinhas no meio da pista.

Esse ano algumas são as apostas, mas até agora nada se destacou. Faltou algum lançamento bombástico e muitas, apesar de serem sucesso absoluto, cansaram e perderam o fôlego, como Lady Gaga e Rihanna. Mariah, com I'm That Chick (é o último single, nao é? Tem remix do Tony Moran), Britney e sua péssima If U Seek Amy e as produções de Offer com Maya vão tocar horrores, mas nenhuma é tão chiclete assim.

Eu fico com Beyonce e sua Halo. Não é novinha mas tocou pouco. A letra é fácil, tem um quê de drama (ótima pra dublar) e o remix do Edson Pride é do tipo que não deixa ninguém parado.
Já está no repeat do iPod.

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Update:

Dica da abonitadavieirasouto:
Filipe Guerra Feat. Lorena Simpson - Brand New Day
Na mosca! Por isso adoro os comentaristas.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Doce Dezembro

Dezembro chegou. Falta menos de um mês pra começar um novo ano, uma nova etapa e todo aquele blábláblá de novas esperanças e novos planos. É também o mês mais corrido e mais bombado, sem dúvida (fevereiro não conta, já que o Carnaval é um período atípico).

Esse ano parece que a cidade está especialmente animada pro Reveillon. O fato da data ter caído de quarta pra quinta quebrou a semana in-tei-ra e muita gente vai aproveitar pra se jogar por aqui tão logo passe o Natal, esticando até o fim-de-semana seguinte. A cena gay, claro, não vai perder essa oportunidade. E sem uma programação especial pra Floripa, todas as atenções estarão voltadas pro Rio: como já anunciado tanto pelo Glamaddict quanto pelo CenaCarioca, as festas vêm desde o dia 26 até o dia 3, algumas vezes com 2 ou 3 grandes eventos no mesmo dia.

Eu, como fervido que sempre fui, posso confessar que muita coisa já vem tirando meu sono e a ansiedade já toma conta dos meus dias. E o povo não fala de outra coisa: nos dois grupos de GMail que participo, a cada dia são umas 20 mensagens só desse pequeno asssuntinho. Fato que o lema é: encontrem apenas a minha alma vagando em janeiro, porque o corpo já vai ter ido embora.

Pra começar, Rosane Amaral saiu na frente e anunciou duas festanças: a tradicional R:evolution no Sky Lounge e a mais que aguardada Pool Party na Estação do Corpo. Os preços estão bem altos, mas diante da carérrima locação e das ótimas produções, dá pra entender o motivo.

A The Week, por sua vez, lançou suas datas e atrações surpreendendo a todos. Confesso que além das datas, alguma coisa eu já sabia, como a presença do ótimo DJ francês Bem Mason no dia 29, mas adorei saber que Chris Cox e Tony Moran vão se juntar a Peter e Matinee Group no time internacional da casa. Do lado nacional, nada melhor do que receber os residentes da matriz, que são responsáveis por noites memoráveis – é sempre um prazer ver Cecin, João e Pacheco arrasando na casa carioca. Posso apostar que a equipe TW não vai medir esforços pra oferecer noites incríveis.

Já a Enjoy aproveitou o Reveillon pra confirmar o seu retorno em grande estilo. Depois da elegante edição na Pacha Búzios, a label vem com tudo em duas festas mais do que aguardadas: uma White Party – era a idéia que faltava! - em um lugar ainda secreto (eu sei, mas não conto nem sob tortura...! rs) na novíssima Apple Mixxx e uma estratégica edição de boas-vindas a 2009 no Namastê – dá pra se jogar horrores na piscina da Estação e “seguir as setas” até o Jockey - a pé, nem 5 minutos. Os line ups ainda não foram divulgados, mas dizem que vem coisa boa por aí... Felipe Lira, Calvente, André Queiroz e Patricia Tribal são alguns dos DJs da label.

A grande novidade fica por conta da estréia da Maxima na Estação Leopoldina. Por enquanto, no line up teremos um antigo DJ da noite carioca, M-Vee, e Phil Romano, ainda desconhecido por esses lados. A festa promete dar uma cara européia às jogações da cidade - espero que caprichem na produção porque apesar de quente, a locação é fantástica. (E se querem se firmar no calendário da cidade, é preciso rebolar muito diante de tanta concorrência...)

O mais estranho, claro, é a ausência da X Demente. Aliás, a Maxima vem justamente no dia da mais tradicional edição de Reveillon que tínhamos: a XD Check In na Fundição Progresso. Há cinco anos que meu Ano Novo girava em torno dessa festa. E mesmo no último ano, quando a X bateu de frente com a R:evoution e já dava sinais de cansaço, insisti e não me arrependi.
Vale dizer que teve até uma vez que a minha família inteira – inclundo tia, avó, papagaio... - resolveu partir pra Búzios na virada do ano. O que eu fiz? Só fui no dia 31 depois do almoço, completamente virado, cansado, feliz e absolutamente sequelado da noite anterior. Aliás, a primeira noite gay da minha vida foi numa Check In, acredita?

A minha única observação fica por conta das locações. Sinto falta de um lugar mágico, desses que não faltam no Rio, mas que são extremamente pouco explorados pelas nossas festas e talvez por isso todos estejam esperando a Pool Party.

A TW tentará o Scala, que precisa ser bem trabalhado pra acabar de vez com as más lembranças. No ultimo ano, a R:evolution tentou o Remo do Flamengo, mas faltou um “quê” – acredito que a melhor noite da TW tenha levado o brilho pra Saúde... Mas e o Morro da Urca, o Vivo Rio, o MAM e até a Fundição? Dois dos meus sonhos, que são inatingíveis, são o Forte de Copacabana e o casarão do Parque Lage. Mas não custa sonhar, não é? E olha que ainda tem a Marina da Glória, que eu pensei que seria utilizada novamente pela Rosane e que já foi o tradicional palco da XD Welcome, sempre no dia 2 do novo ano. Essa data, aliás, ainda continua vazia no calendário de 2009... Quem sabe alguém ainda não a aproveita?

E pra fechar, ainda teremos as festas pequenas nos clubinhos da cidade, como a Duo no 00 na versão pós-praia e a Maja no 69. Ou seja, opções não faltarão.

Pelo visto, esse será o melhor, maior, mais completo e mais lotado Reveillon do Rio dos últimos anos!
Preparem-se, porque o bapho vai ser forte.

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Como esse mês não é para os fracos, a agenda continua lotada.
Faltam apenas 12 dias pra tia pisar no palco do Maracanã pela primeira vez nessa turnê e eu já tô roendo as unhas. Não me agüento de nervoso.
Na semana seguinte é a vez de São Paulo – e lá estarei eu de novo.

Claro que esses dois finais de semana prometem. Imaginem a quantidade de bees de todo o Brasil que invadirão as duas maiores cidades do país! Tem festa e jogação pra dar e vender...

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Pra completar, a The Week ainda trará Rebeka Brown pra uma edição especial da Cosmopolitan no dia 20, no Rio, e da Pool Party dia 21, em São Paulo. Acho que eu não agüento ver a tia e ainda me jogar com Rebeka na capital paulistana.

Pra quem ainda (como assim?!) não conhece a cantora, ali do lado tem um videozinho incrível que deve subir pro site do clube daqui a pouco.

Siiimmm, ela canta todas as melhores músicas das pistas da atualidade.

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E eu já não respondo por mim.
Desse jeito, nem alma sobra. Só vai sobrar o pó...

segunda-feira, novembro 10, 2008

Come Into My World

Mais uma vez, São Paulo.
Mesmo que dessa vez eu tenha ido com uma certa rapidez - indo sábado, voltando domingo, já que os amigos não estavam com tanta disposição pras jogações e eu também não queria exagerar muito - foi incrível, como sempre.

Mesmo rápido, rolaram aqueles programinhas na capital paulistana que eu amo: almocinho no Spot, noitezinha incrível na The Week, café no Santo Grão, passeio na Paulista, close na Oscar e lanchinho na Cristallo. Todos muito bem acompanhados dos muitos amigos paulistanos, cariocas e, claro, queridos blogueiros.

Mas o motivo principal da função foi só um: Kylie Minogue.

O show foi incrível. Kylie veio sem muito alarde por parte da imprensa, talvez por um desconhecimento do trabalho, talvez porque não estamos acostumados com o bom pop britânico. Uma pena. Porque um Credicard Hall lotado viu um show impressionante que caberia em um espaço maior e com uma mega infra-estrutura de palco, como aconteceu na parte européia da turnê.

Mesmo assim, era evidente a alegria da australiana em cantar (e dançar e brincar e conversar) com o público brasileiro. Também pudera, a galera estava com uma vibe tão absurda que ela ficou bem assustada.

Vale dizer que a platéia era 99% gay e a fauna era pra lá de diversificada: reecas paulistanas, barbies (muitas cariocas, diga-se), poc pocs, old school, pegadeiras e fervidas: todas estavam lá (e diz que o fundo da casa de show virou uma grande micareta. Eu não vi nada, ok?). Destaque pra bunita no camarote vestida com o figurino de pantera-lutadora da turnê antiga, com direito a luva vermelha de strass. Babadeira!

Além de cantar hits que eu amo como Slow e In my arms, Kylie ainda sambou e atendeu os pedidos da platéia com Come into my world e The One. Apesar do tal assalto na Colômbia, ela trouxe figurinos incríveis - a bota vermelha era puro luxo - e mostrou que além da voz poderosa, o corpitcho tá mais do que em forma.

Espero que essa tenha sido apenas a primeira de muitas turnês por esses cantos. Kylie é uma verdadeira diva que sabe dominar a público e fazer de um show um espetáculo inesquecível. Exatamente como a gente gosta.

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Depois de tudo, ainda tinha o programa mais do que obrigatório do sábado: The Week São Paulo.

Casa absolutamente lotada, área vip bombando, muita gente bonita, todo mundo (de novo!) lá. Afinal, não haveria de ser diferente, né? O clima, aliás, era ótimo. Muita gente comentando o sucesso do show e o povo mais do que feliz. Só lamentei o fato dos bailarinos da Kylie não terem aparecido, né...

A atração especial da noite foi o DJ francês Ben Mason. Confesso que não conhecia o moço e dei uma procurada na internet antes. E sabe que o som me surpreendeu? Alegre, dançante, cheio de hits e numa vibe contagiante. Super funcionou. Cecin também mandou muito bem e fechou a noite em grande estilo.
Vale dizer que fontes seguras garantem que muito em breve o francês estará de volta. Atóron!

E como não pode deixar de ser, não dá pra deixar de elogiar a TWSP, a casa mais incrível do país, e aquela infra-estrutura que toda vez me deixa impressionado, não importa quantas vezes eu vá. Saí às 9 e meia da manhã com o dever mais do que cumprido.

Agora é curtir esse mês e esperar o fim do ano.
Esse promete MUITO.

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Um videozinho roubado da ótima resenha do Rraurl. Dá pra sentir um pouquinho do que foi o clima do show, não?

Bebel vs Zica

Tem tempo que não posto decentemente e o povo já começou a chiar. Muita coisa acontecendo, mal tive tempo pra respirar.
Então vamos lá, com calma.

Quinta-feira teve show de Bebel Gilberto no Circo Voador. Ainda não tinha visto nenhum dela - estava viajando na época do Noites Cariocas -, apesar de adorar o Tanto Tempo. Agora ela estréia o show Momento, arrasa mais uma vez e faz muitas homenagens ao Rio. Aliás, ela é simpaticíssima e charmosérrima e nem preciso mencionar a voz incrível (o ditado "filha de peixe" ficou por conta das reclamações sobre a luz, fumaça e calor). A platéia do Circo, lotada de celebridades mudernosas, respondeu à altura. Noite ótima e bem carioca.

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A merda toda ficou por conta da volta pra casa.
Um velho bebaço furou o bloqueio de cones da manutenção do túnel do Pasmado, entre o Aterro e Copa, e quando viu a merda que fez, resolveu voltar do nada pra pista central.

Quem ele acertou? Eu, óbvio. Pegou na parte da frente da lateral do meu carro e por muito pouco não me joga longe ou me faz capotar. Entre a espera da PM e do seguro, o filhodaputa trocava as pernas. E ainda dizia que eu estava correndo. Aff.

Três horas depois eu chegava em casa. Já ele eu não sei, mas não me pareceu que seria preso - e nem eu fiz questão de qualquer coisa desse tipo, só queria ir embora - mas deve ter morrido numa linda quantia, né?

Alguém disse banho de arruda?

segunda-feira, outubro 27, 2008

How does it feel in my arms?

Depois de uma jornada tripla no finde, a segunda-feira chegou daquele jeito. Foram apenas 12 horas ddormidas nestes em três dias. Imaginem como estou agora: irritação em grau máximo, sono absurdo, ressaca, dor nas costas e até mau humor – coisa rara na minha vida. E se as olheiras não estão gritando, já que o sol bombou no Rio e rolou praia do extremo gay ao extremo HT, a minha voz não é mais a mesma. Estou tão rouco que se fizesse “I’m Bu-burning”, a Bixamuda ficaria com inveja.

Na sexta, depois de um jantarzinho na Braz e uma festinha no Leblon, partimos pra E.Go na Le Boy, que me fez voltar à pista de Copa depois de um longo período afastado. A festa dá uma mudada no público da casa – amém! – e acaba sendo um encontro de amigos. E dessa vez, na cabine estavam MVee, que começou sua residência por lá, e um b2b entre Jeff Valle e Felipe Lira, em uma das 67 comemorações de seu aniversário.

O sábado começou cedo e à tarde partimos pra Farme. Mesmo com o tempo tampado, o calor era grande e todas as bunita se encontraram nas areias de Ipanema. A noite foi de mais um daqueles grandes encontros babadeiros no Felice - que tem as doors mais simpáticas da cidade - com os blogueiros e amigos reunidos pra atualizar os baphos de Rio e SP. Dali, direto praquele lugar que a gente nunca vai: The Week. Pista lotada e mais uma vez o incrível som de Isaac Escalante marcaram a noite na Sacadura Cabral. Destaque pros ótimos remix que o DJ tocou, como In My Arms, da Kylie.

O melhor da TW é que deixa a gente mal acostumado: é só ir a qualquer outro lugar da noite carioca pra reparar o quanto o atendimento é excelente por lá. Vale repetir o eterno elogio ao staff da casa, que mais uma vez se mostrou atencioso e educado - as meninas da entrada e dos bares, as tias da bomboniere e da chapelaria, o segurança da fila do cartão que não deixa ninguém fura-la (principalmente os HTs problemáticos que às vezes aparecem por lá)...
Ah! E ficou constituído o cantinho do close perto da escada, do lado do banheiro, onde tigresas e panteras aparecem no início da manhã. Porque cada felino tem a sua coreografia.

O domingón começou com um almoço em família daqueles (que me fez dormir apenas 2 horas) e uma pinta no Pepê com um bando de racha gostosona da BodyTech – ali é, sem dúvida alguma, o m2 com os melhores corpos de todo o Rio de Janeiro - e provavelmente do país. É até maldade tanto playboy gato junto - e tanta mulher saradona junta, vale dizer - no mesmo espaço. O pescoço entorta, mas nada que uns bons óculos escuros não ajudem a disfarçar.
O dia terminou com uma rápida pinta na Farme pra um koni esperto e uma jogação de leve no 00 pra fechar o finde. O esquema era aquele: muitos meninos bonitos e bronzeados, além de Felipe Lira (e mais uma comemoração de aniversário!) e Rafael Calvente na cabine e Rodrigo Sucesso nas projeções no teto do clubinho da Gávea. Perfeito!

E a semana só tá começando...

domingo, outubro 19, 2008

Meu nome é Sou, meu sobrenome é Dessas

Ao meio-dia de sexta-feira eu decidi: iria pra Buzios curtir a E.njoy, mudar de ares, badalar com os amigos e, ainda por cima, conhecer a recém-inaugurada Pacha. Depois de um longo ano, a festa do clã Cena Carioca voltava com tudo à ativa em uma edição supreendente.

Apesar do sol bombástico que esteve presente durante a semana inteira, o tempo virou, caiu uma boa chuva por aqui e muita gente acabou desanimando. Deram mole. Lá, apesar de não tão cheia quanto eu achei que fosse estar, a cidade estava seca e a festa super rolou, gartantindo ótimos momentos pra quem se aventurou na Via Lagos.

Pra começar, a casa é absurdamente linda. Das minhas últimas idas à cidade eu já conhecia o local mesmo sem funcionamento, eu já tinha ficado impressionado. Agora, depois de ver o resultado final, tenho certeza que apostando em uma programação forte, será o destino de muita gente fervida no verão.

Pra vocês terem uma idéia: no térreo há um lindo lounge branco de pé direito altíssimo com muitos ventiladores, luminárias, um enorme bar à direita, um mezzanino à esquerda e 4 grandes portas de vidros que dão vista pra uma varanda sobre o mar.
A idéia inicial é que esse espaço funcione como um beach lounge, o Sweet Pacha, pra dar aquela pinta no final da tarde de pós-Geribá.

No subsolo é que o bicho pega: é só descer as escadas de madeira pra se impressionar com uma enorme pista absolutamente branca com cerejinhas penduradas no teto, lindos banheiros (tem banquinho babadeiro no feminino!), camarotes voltados pro DJ, staff atenciosíssimo, pufes e mesinhas espalhadas, além de uma cabine telefônica acusticamente isolada, que mais parecia um grande aquário pra performances e serviu praquele momento de close da noite.
Mas o melhor de tudo: enormes janelões em toda a lateral esquerda da pista, que deixa a gente exatamente no nivel do mar e com a areia ali pertinho. Agora imaginem vocês: o dia vai nascendo e você na pista curtindo aquele visual absurdamente lindo da Praia da Armação, no mais badalado endereço de um dos mais encatadores balneários do país... incrível!

Já a festa, por sua vez, estava perfeitamente adequada à casa. Na porta, Isabel Oliveira recebia lindamente de vermelho, pra combinar com o símbolo do club. No som, André Garça se sentindo cada vez mais relaxado, tocando o que dava vontade num ótimo set pra abrir a pista, enquanto Rafael Calvente e Jeff Valle abusavam dos hits e colocavam todo mundo pra dançar. E Rodrigo Sucesso (sempre ele!) arrasando nas imagens das telas - aliás, fica a dica pro clube instalar uns belos telões na lateral direita da pista, tipo aqueles que existem na filial paulistana. O público - muitas meninas lindas, vale dizer -, entrou totalmente no clima: todo mundo curtindo, conversando e aproveitando o belo cenário do clube.
Uma festa chique, elegante e divertida.

E fica o pedido: outra edição no calor e sol do alto verão é mais do que necessária!

Já no sábado o dia amanheceu aberto, mas logo após o almoço maravilhoso no Buzin (top 10 nos meus restaurantes preferidos), caiu uma chuvinha bem chata. Eu que já tinha previsto a minha volta ao Rio pro sábado - depois de duas semanas em BH, um finde em SP e outro com Parada do Rio, o que eu mais queria era curtir minha cama e minha casa, né? -, dei uma passada rápida no Fishbone, onde rolava um sonzinho tímido pras bees, e peguei a estrada.

Ok. Outro grande motivo foi que desde muito cedo o meu celular não paravca de bombar com mensagens e ligações. O assunto? Partiu The Week, claro.

E à noite, após de um breve descanso e um jantarzinho no Felice, rumamos pra casa da Saúde, fervemos horrores, rimos muito, desfilamos na festa da Vogue, dominamos a área vip - que por pouco não virou uma grande baile funk: Atenção lado A! Atenção lado B! - e, mais uma vez, tivemos uma noite daquelas, com direito à linda e talentosa Grá Ferreira na cabine.

Ah! Teve griteiro e correria na pista, no caixa, no banheiro.
Porque as bees são dessas.

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A TWR voltou com o sistema novo, dessa vez com o número na cartela, como se fosse um cartão. Claro que a demora é um poquinho maior, mas nada que gerasse qualquer confusão e daqui a pouco tanto os funcionários quanto os frequentadores já vão estar acostumados.

Aliás, reparei em uma tela e um teclado na parede do fundo da pista. Será que servirá pra consultarmos o saldo parcial da cartela? Se for isso, foi uma ótima idéia.

terça-feira, outubro 07, 2008

Atoro Perigon

Sim, estou vivo.
Voltei pra BH ontem pela manhã. Sobre a cidade eu só falarei num post detalhado quando voltar de vez ao Rio, no final da semana. Porque até lá eu irei trabalhar igual a um corno, então nem tempo de escrever aqui eu tô tendo.

O Rio, aliás, não fez parte do meu finde.
Fui me jogar em São Paulo mais uma vez, pra aproveitar o aniversário de 4 anos da Babylon com o onipresente Estefanio.

Já estava com passagem comprada pra sexta à noite, mas por causa do regime escravocrata no qual exerço a minha profissão, consegui sair de Minas somente no sábado. No primeiro vôo Confins - Congonhas do dia, é claro, porque eu não sou bobo.

Acabei perdendo a cerimônia de entrega do título de cidadão paulistano pro Almada, além do carão do D-Edge e do fervo da Bubu, pra onde todo mundo acabou indo. Mesmo assim, o finde foi incrível, como sempre acontece quando falamos da terra da garoa.

No sábado de manhã levei a chuva pra cidade. Mas foi só tirar um ótimo sono da beleza, depois de fazer umas comprinhas no shopping, pra que o tempo abrisse lindamente. Depois de um almocinho árabe, aproveitamos a tarde dando pinta na Livraria Cultura, tomando café com tartelete no Vanilla e dando aquele close na Benedito (aliás, depois de vários findes de tempo ruim em SP, a praça bombava – e muitos meninos bonitos faziam a graça da tarde).

À noite, depois de uma passada divertidíssima pelo Autorama, levado pelos fervidos Ludo e Jayme e acompanhado pela lindíssima e fervidíssima Lívia, fomos parar num esquenta cinematográfico no Jardim Europa debaixo de um toró daqueles - convite de Tony Goes, claro. Só depois que a chuva passou, seguimos pra grande comemoração do dia.

No domingo, teve café na Bella Paulista - vendo as colocadas chegarem daquele jeito - e ainda fizemos a Britney no Starbucks e nos jogamos num docinho da Ofner babadeiro. Só à noite apareci em casa, acabado, e já pronto pra pegar a estrada de novo.

Babylon 4 Anos @ The Week

Chegamos na casa da Lapa às duas da manhã e a pista já estava lotada. A área vip, então, nem se fala. Pouco tempo depois, Ralphi Rosario assumiu a cabine e mandou um set cheio de hits antigos, coisas novas, músicas surpreendentes. Ok, ele tocou Cha Cha Heels numa versão bem ruim, mas foi o único momento mais-ou-menos da noite. Ouvir Beat Goes On e Fascinated de novo na pista foi algo absurdo.

O DJ brincou por 6 horas. E, sem dúvida, foi uma das melhores apresentações de tribal que eu vi esse ano.

Vale dizer que clube estava absolutamente lindo. Cada vez eu fico mais encantado com as mudanças que dão uma cara absolutamente diferente à noite. Na pista principal, uma enorme passarela suspensa com muitos sofás, telões e diversas performances tomou conta da área em cima dos bares.
Sem contar aquele sistema de iluminação que me deixa boquiaberto. Aliás, o que foi o momento às 7 da manhã quando todas as luzes da pista apagaram? A-do-ro!

Mais uma grande festa na melhor boate do país.

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No Rio, notícias davam conta dos problemas que a filial teve com o novo sistema de comandas. Eu nem iria comentar, até porque não estava presente, mas já que o assunto chegou até aqui, vamos lá:

A mudança é necessária. Quantas vezes já não soube de pessoas que tiveram problemas com o papel? No sábado, em SP, um amigo perdeu 2 comandas de uma só vez em menos de 10 minutos na boate. Foi tudo resolvido, claro, mas é uma chateação desnecessária. Já vi até comanda esfarelada por causa de água e suor - e até pra própria segurança da casa vai fazer muita diferença.

Infelizmente, não funcionou como deveria, mas diante da política do clube de tentar sempre chegar ao topo na prestação dos seus serviços, tenho certeza que eles resolverão o problema.

Só o fato de realizar o cadastro de seus freqüentadores, assim como faz a Pacha SP, por exemplo, já é um grande passo – já se tem a idéia de quem freqüenta, quanta gasta, o que consome, quantas vezes aparece na casa... aliás, tem coisa melhor do que ser um cliente conhecido?

segunda-feira, setembro 22, 2008

Anotaram a Placa?

Se o finde passado só deu TWSP, nesse a TWR reinou soberana. E a ressaca grita nessa segunda-feira.

Cosmopolitan Conexão Internacional (adoooro esse nome!)

Sabadón era um dia bastante esperado, já que a dupla Freemasons estava mais do que comentada por esses lados. Prova disso era a fila lá fora, que chegava até à porta da Igreja Universal (a verdadeira, diga-se), vizinha da casa da Saúde. Apesar da chuvinha fina que insistia em cair, estragando o picumã das bunita, tudo correu com tranqüilidade. (Só ficaadica pra alguém avisar ao povo que chegar à 1 da manhã na buati acaba com o direito de reclamar da demora pra entrar. Não quer pegar fila? Chegue cedo, meu bem.)

O set dos caras foi tipo incrível, bombástico, com muitos e muitos hits e remix dos próprios. Aliás, eu só ouvi elogios e o povo se jogando com força. Carimbaram o retorno - e espero que voltem em breve.
Destaque pra racha que dançava um show único e próprio perto dos sofás da área vip: até o barulhinho do salto da bunita no piso de madeira a gente ouvia! Em Beautiful Liar, Beyoncé perde.

Wave

Apesar do cansaço pós almoço-de-domingo-em-família, o dia ainda estava claro quando voltei à The Week. A belíssima Juliana Duarte recebia o povo, que foi chegando devagar, mas às 7 da noite a festa bombava absurdamente, numa vibe incrível. Como era de se esperar, todo mundo marcou presença.

O gatíssimo – e casadíssimo, vale frisar – DJ André Queiroz fez um set bem house e bombou a pista antes de passar a picape pra Ana Paula, a queridinha do povo. (Vale dizer que procura-se o remix absurdo de La Isla Bonita que o brasiliense tocou. De quem era, gente?). Antes de João Neto, que fechou com tudo, ainda teve o live da Amannda, naquele mesmo esquema de Sampa. E a área vip da pista 2 ficou pequena pra ver a performance da moça.

O destaque ficou por conta da riqueza de detalhes da produção. O clube ficou com uma cara completamente diferente: deu pra ver o que uma boa idéia é capaz de fazer num espaço incrível como aquele. Além disso, teve mil performances (adorei quando a cortina preta que separa a pista da piscina abriu e váaarios gogos estavam lindamente posicionados no deck), massagem, picolé, koni, crepe... (Aliás, por que ninguém tinha pensado em crepe nessas festinhas mais tranquilas, hein? Pode parecer que não daria certo, mas era tão bom que fez até fila – e a galera super elogiou a idéia!). Detalhe, mais uma vez, foi o VJ Rodrigo Sucesso. Dentre as coisas bacanérrimas que ele usou (o que era aquele “DANCE” bombando nos telões? Adoro!), as imagens do comercial do Gucci by Gucci do David Lynch eram estilosas e inacreditáveis.

Já tô esperando a próxima edição.

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Como deu pra ver, não consegui achar o caminho da Fosfobox. Mas o DJ já avisa que tem long set no próximo domingón.
E assim a gente começa a semana pensando no finde...
Ai, Jesus!

quinta-feira, setembro 18, 2008

Linda, Loira e Australiana

Depois de muito disse-me-disse, finalmente veio a confirmação do show da Kylie no Brasil e o início da pré-venda pra clientes Citibank.

E como nessa vida quem tem amigos tem tudo, já consegui a minha pista lindamente - vamos fazer uma verdadeira excursão.

Os shows da moça são babado e confusão, com muita dança, efeitos e músicas incríveis. O set list é de babar. Todos os hits dela estão lá, gente! As minhas preferidas, Slow e The One, estão incluídas, claro. Aliás, não é que no show a apresentação dessa última não é a versão original, mas o remix babadeiro dos Freemasons?!
(Vale lembrar, como todo mundo sabe, que a dupla se apresenta na TWRio amanhã e na pool da matriz paulistana no domingón).

Kylie sabe das coisas.

Vale o confere no video:




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Aproveitando a chance:
Lula, além de ser bacana com as bees, dá pra segurar o dólar mais um pouco? Sei que não depende de você, mas apesar de estar ficando cada vez mais pobre, tô adorando esse monte de show.

segunda-feira, setembro 08, 2008

My Vibe Doesn`t Travel

Há tempos eu não falo de noite aqui no blog. Não que eu esteja afastado das pistas, mas resolvi dar um certo tempo no assunto.
E vamos combinar que voltar com o pé direito dá muito mais prazer, né?

Depois de uma sexta no D-Edge, que me fez superar o trauma que eu tinha com o Morcef depois de uma X-Demente que nêgo sentou no queijo ao som do gorducho, lá fomos nós no sabadão pro Universo Perfeito. Mas não sem antes curtir o melhor momento do finde: o grande esquenta na Maison Lorena, claro.

Entrar na The Week São Paulo é ter certeza que a vida pode, sim, ser bela. A filial do Rio é o nosso quintal de casa, onde todo mundo se conhece e troca figurinhas de um jeito carioca low profile. Mas a matriz, pelo menos pra cariocada, é um acontecimento, algo a ser explorado com todos os devidos cuidados - ou sem nenhum deles, dependendo do ponto de vista.

Fui pra cidade esperando ansiosamente o set do Junior Vasquez. Afinal, o cara sempre foi uma verdadeira lenda. Até mesmo pra mim, new generation (tá boa?), que não peguei a fase áurea, mas que já tinha ouvido muito por tabela as produções dos anos 90 e início dos 2000, além das muitas histórias das noites inesquecíveis em NY.
Mais recentemente, ouviu-se muito sobre os casos de vício e rehabs. E nos últimos anos, muita gente falando que apesar de uma mudança de estilo, o DJ havia se reencontrado - incluindo a apresentação da Parada de NY esse ano, onde ele mandou um pesado set de cinco horas.

Mas parece que por aqui a coisa quase sempre foi tumultuada.
Lembro da Parada 2003 de São Paulo, que a tia deu uma desculpa mega esfarrapada às vésperas da apresentação na Level ("só toco se disponibilizarem o aparelho MeuCu369" - existiam apenas dois no mundo - e depois saiu dizendo que a passagem não teria chegado), deu no-show mesmo com zilhões de convites vendidos antecipadamente e ainda concorreu ao toféu Truque do Ano da Noite Ilustrada. Mas diz que, na verdade, ela nunca conseguiria embarcar, já que não dava pra fazer tina no avião.

Depois, no Carnaval de 2005, JV finalmente desembarcou por aqui, trazido pela finada X Demente. Lembro da tensão, das fofocas de que ela desistiria e das exigências absurdas, como ficar em um aquário de vidro com ar-condicionado potente (seria ok se não estivessemos falando do caldeirão da Fundição Progresso no verão carioca - 50 graus na sombra, bee!).
No final, ela veio, a noite foi ótima, a vibe incrível (também pudera, caldeirão + Carnaval + Rio não poderia dar errado), o show de Kevin Aviance ao som de Took My Life, da Vernessa Mitchell, foi absurdo, mas o set não foi inesquecível como a gente achava que iria ser.
Mesmo assim, tenho o mega flyer guardado até hoje...

Naquele mesmo ano, o DJ baixou mais uma vez por aqui, dessa vez em São Paulo, pra uma festa no Unique com pocket show da própria Vernessa que reuniu as finas paulistanas, mas dividiu o público: muita gente amou, muita gente achou sem clima e às 5 da manhã já rumava pros outros clubes. Naquele sábado, aliás, a The Week foi consagrada como a melhor noite da Parada - nem sombra de JV.

Acabei esquecendo mas o Cena me lembrou: ainda em 2005, JV voltou ao Rio no mês de setembro, dessa vez pra uma edição da Xtravaganza que comemorava os 13 anos da Le Boy. Essa sim foi digna de toda a fama do top DJ. Mesmo tocando quase que apenas produções próprias, coisas antigas e nem todas conhecidas da massa, Junior deu um show de história de house. E finalmente tivemos uma noite ótima.

Apesar de tantas histórias ruins, dessa vez, depois do tal suposto renascimento do DJ, eu acreditei que a humildade teria entrado no coração de Madame Vasquez. Sei lá... ou o rehab teria funcionado, ou a idade teria chegado, ou o clima do seu próprio aniversário fosse fazê-lo mais sensível, ou a possibilidade de ensinar a nós, macaquinhos da selva brasileira, a cultura gay americana depois de 3 anos da última visita.

Mas não foi. A tia cagou feio, o som parou, a galera vaiou. Muito papo com o técnico de som, com o empresário ou com sei lá mais quem. Se ela estava louca ou fez a maluca, eu não sei. Fato que ela se foi, depois de pouco mais de 15 minutos (15 minutos ou uma hora num set de 5/7/10 horas, pra mim, é a mesma coisa). A TW teve a coragem de mandá-la pra casa depois de perceber a pista esvaziando - até a área vip já não bombava, como costuma acontecer quando falamos de um mega DJ no clube.
Ao Junior Vasquez sobrou apenas o último ato: catar sua trouxa e sair sem nem olhar pra trás.

Se a noite não entrou pra história por ter sido incrível, entrou pra história por ter sido peculiar - e, mais uma vez, pela ousadia da casa em salvar a noite dos seus frequentadores usando os residentes merecidamente elogiados.

Esse não pisa mais aqui.

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Pra tentar entender a cabeça de diva do Vasquez, aqui vai uma entrevistinha de 2006 - ou seja, bem recente.

Detalhe pro interesse apenas no seu próprio trabalho e na cena nova iorquina - que já nem rende tantos frutos assim, se compararmos com cidades como São Paulo, Montreal e Barcelona -, ainda mais com cada vez mais apresentações dos tops pelo mundo.
Enfim, muita sorte pra ele láaaaa na América.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Alegria, alegria

Acabei de sair de um cliente e voltar pra escritório.
Pode parecer ridículo, mas cheguei feliz. Culpa do táxi que eu peguei e do DVD com clipes 80/90 que estava rolando: Depeche Mode, New Order, R.E.M e Elton John.

Tem jeito melhor de começar o finde?

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Ah. Vou ali onde a diversão é certa.
Segunda eu volto, bom final de semana pra todos nós.

sexta-feira, agosto 29, 2008

NYC Boys

Em março de 2007 chegava ao fim um dos maiores ícones da cena noturna gay que já existiu: o club Roxy, no Chelsea, em NYC. Palco de muitos baphos, o galpão que nasceu como pista de patinação sucumbiu à especulação imobiliária da Big Apple e, dizem, a outros probleminhas com a prefeitura. A última festa, comandada pelo então residente das noites de sábado, o top Peter Rauhofer, causou comoção entre as bees de todo o mundo e entrou para a história.

No início do mês, a LOGO TV transmitiu nos EUA o documentário Last Dance, que tentou recriar, através de depoimentos e imagens, a vibe dessa noite, além de contar um pouco sobre os principais momentos que fizeram da casa uma referência gay. Das drags às barbies, passando pela Aids, músicas, sexo, drogas, celebrities, fervos, DJs e até mesmo as duas visitas de Madonna, tudo está no filme, que em breve sai por lá em dvd.

Pra nossa alegria, no site da emissora já está disponível o documentário inteiro, em 6 partes. Saudosista e muito divertido, vale a pena tentar entender um pouco mais da nossa cultura clubber e como chegamos até aqui.

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Falando em Peter, fontes oficiais garantem que em outubro sai o I Love Rio, novo cd da coletânea do meu DJ preferido.

Vai ter festinha de lançamento, né?

quarta-feira, agosto 27, 2008

But You Lied But You Lied But You Lied

Vocês não têm idéia de como eu me divirto com esse clipe do Moby, Disco Lies, primeiro single de Last Night, o álbum mais recente do cara.

Tá, eu sei que o video nem é novo, mas eu continuo achando divertidíssima a história do pintinho fugitivo que acaba perseguindo o coronel dono de uma cadeia de fast food e comendo suas patinhas no final. E como não poderia deixar de ser, algumas cenas do clipe foram censuradas na tv americana...

Além disso, a música é ótima. Essa vocal da Shayna Steele anda bombando a pista de uma maneira incrível, como aconteceu quando Felipe Lira soltou no final de semana.
E fica a dica: o melhor remix é da dupla Freemasons que, alíás, baixam aqui novamente no mês que vem pela grife TW – dia 20 de setembro no Rio, 21 em Sampa.

Segue o vídeo absurdinho.