Up-to-date
Todo mundo sabe que os gays são bem mais antenados que o resto da população. Ok, nem todos são assim, claro. E muitas vezes essa máxima é levada a tal extremo que a bee, querendo ser moderna, acaba sendo ridícula.
Porém, é fato que em atitudes e comportamentos que envolvem moda, música e cultura, o nosso olhar é vanguardista. Talvez pela tendência de termos menos preconceito, estamos mais abertos às novidades. E isso sem contar a vaidade de sermos sempre os mais atualizados.
Ou então os HTs é que são extremamente atrasados...
Experiência eu tive essa semana: andei em um carro tipicamente HT. O motorista, com aquele jeito de malandro do subúrbio carioca, carro "tunado" e som nas alturas, colocou um cd de mp3 e soltou "Essa música é foda!".
Qual era?! I need a miracle. Oi?
Agora recebo o mailing de uma festa no Rio que terá a participação da cantora Moony como se fosse a novidade do momento. Sim, I don't know why é recente (recente, e não nova - a musica já deve ter pelo menos uns 6 meses), mas essa tiazinha já animava as pistas gays há pelo menos 4 anos com Dove, que virou hit lá naquela época.
Impossível não pensar no velho ditado que diz: "héteros usarão o que os gays usam hoje daqui a 5 anos".
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sexta-feira, maio 22, 2009
quarta-feira, maio 13, 2009
Top Of The Pops
Pegando carona na noticia de que Gisele foi classificada como a maior estrela da história da moda pelo The Independent, o UOL lançou uma enquete sobre qual seria o maior momento da carreira da moça através de uma ótima seleção de 16 imagens.
Eu, que sou fã incondicional, fiquei confuso pra escolher um só e acabei pensando em três. No quesito moda, o desfile de 60 anos da Maison Dior e 10 anos de Galliano em 2007, que reuniu apenas as verdadeiras tops e, claro, não poderia ter deixado a modelo de fora. No quesito sucesso, a manifestação do Peta em 2002 – apesar do bafo, lembro dessas imagens terem rodado o mundo in-tei-ro com uma velocidade assustadora (e o carão dela é impagável). E no quesito popularidade, fico com um momento que não está listado pelo site: em 2000, Gisele apresentou o Vh1 Vogue Fashion Awards ao lado de Cuba Gooding Jr., apenas um ano depois de ter arrematado o prêmio de melhor modelo. No dia seguinte, rolou até paródia no Saturday Night Live tirando uma com o figurino e o sotaque da moça. O auge.
Posso lembrar só mais um? A capa “Furacão Gisele” da Veja de 2002. Num país em que a moda é tão distante da maior parte das pessoas, foi a maior prova que Gisele é uma das maiores celebridades brasileiras.
Pegando carona na noticia de que Gisele foi classificada como a maior estrela da história da moda pelo The Independent, o UOL lançou uma enquete sobre qual seria o maior momento da carreira da moça através de uma ótima seleção de 16 imagens.
Eu, que sou fã incondicional, fiquei confuso pra escolher um só e acabei pensando em três. No quesito moda, o desfile de 60 anos da Maison Dior e 10 anos de Galliano em 2007, que reuniu apenas as verdadeiras tops e, claro, não poderia ter deixado a modelo de fora. No quesito sucesso, a manifestação do Peta em 2002 – apesar do bafo, lembro dessas imagens terem rodado o mundo in-tei-ro com uma velocidade assustadora (e o carão dela é impagável). E no quesito popularidade, fico com um momento que não está listado pelo site: em 2000, Gisele apresentou o Vh1 Vogue Fashion Awards ao lado de Cuba Gooding Jr., apenas um ano depois de ter arrematado o prêmio de melhor modelo. No dia seguinte, rolou até paródia no Saturday Night Live tirando uma com o figurino e o sotaque da moça. O auge.
Posso lembrar só mais um? A capa “Furacão Gisele” da Veja de 2002. Num país em que a moda é tão distante da maior parte das pessoas, foi a maior prova que Gisele é uma das maiores celebridades brasileiras.
terça-feira, maio 05, 2009
Noite de Gala
Olhando as fotos do Costume Institute Gala no Metropolitan em NYC que estão rolando em todos os sites de moda e celebrities, cheguei a uma conclusão ao estilo mais-do-mesmo: quem não estava de vestido curtíssimo estava de fenda enorme ou decotão gigante. Quem não estava de azul-noite estava de rosa bebê. Quem não tinha brocado vestia lamê.
Ou tudo ao mesmo tempo agora, claro.
Olhando as fotos do Costume Institute Gala no Metropolitan em NYC que estão rolando em todos os sites de moda e celebrities, cheguei a uma conclusão ao estilo mais-do-mesmo: quem não estava de vestido curtíssimo estava de fenda enorme ou decotão gigante. Quem não estava de azul-noite estava de rosa bebê. Quem não tinha brocado vestia lamê.
Ou tudo ao mesmo tempo agora, claro.
quarta-feira, abril 15, 2009
Couro de crocodilo
E de repente resolveu cair essa porra de chuva na cidade. Segundo a meteorologia, sexta-feira o tempo firma mas fica nublado. Até lá, muita água vai rolar. Entendam vocês: carioca não sabe lidar com isso. É um tal de perder guarda-chuva, enfiar o pé na lama, molhar a calça até o joelho que não está no gibi.
Pois bem. Estava eu aqui reclamando da vida e desejando uma capa de chuva (a última, do show da Madonna, eu nem sei onde coloquei) quando o querido do blog mais vip do Rio me mandou esse link.
Um mimo, não?
---
Update: a meteorologia errou (dã!): o sol já abriu. Troco a minha capa de chuva pela Ferrari.
E de repente resolveu cair essa porra de chuva na cidade. Segundo a meteorologia, sexta-feira o tempo firma mas fica nublado. Até lá, muita água vai rolar. Entendam vocês: carioca não sabe lidar com isso. É um tal de perder guarda-chuva, enfiar o pé na lama, molhar a calça até o joelho que não está no gibi.
Pois bem. Estava eu aqui reclamando da vida e desejando uma capa de chuva (a última, do show da Madonna, eu nem sei onde coloquei) quando o querido do blog mais vip do Rio me mandou esse link.
Um mimo, não?
---
Update: a meteorologia errou (dã!): o sol já abriu. Troco a minha capa de chuva pela Ferrari.
quinta-feira, março 26, 2009
Outono Inverno
Ontem foi dia de eventinho de moda.
No Fashion Mall, o Shopping & Charme carioca, rolou o lançamento simultâneo da nova coleção de outono inverno de várias marcas. O shopping mais elegante do Rio reuniu clientes, estilistas, povo da moda e convidados em seus corredores, com direito a DJs, barraquinhas de drinks de famosas marcas de bebidas e muito prosecco nas suas lojas
Pode parecer estranho em pleno mês de março e com esse sol que ainda faz na cidade, mas já tem muita coisa de frio bacana nas araras. E tudo absolutamente escuro – calças e casacos pretos e cinza não podem faltar no novo guarda-roupa.
A proposta do shopping, aliás, foi bem interessante: era possível ver artistas e lulus (melhor termo não há) cariocas passeando pelos corredores como se estivessem na 5 Avenida. Comprar ninguém comprava nada - é grave a crise - mas o eventinho foi um belo social. Afinal, aquele espaço é, sem dúvida, um dos mais charmosos que conheço. Claro que nem todas as lojas são absolutamente de alta classe (as marcas tops estão concentradas no último piso), como acontece com o Cidade Jardim, mas o charme do Fashion Mall é imbatível. Ok, o Iguatemi tem Gucci e o Shopping Leblon tem Ferragamo, mas o primeiro shopping que recebeu marcas de peso como Diesel, Armani e Rosa Chá no Rio tem a elegância de berço – destronado apenas pela inatingível Oscar Freire.
E pensar que há alguns anos, diante daquela guerra da Rocinha, falou-se em crise e até esvaziamento do espaço, encravado entre o mar, a maior favela da América Latina e a Pedra da Gávea. Hoje, depois de uma bela reformulação que levou novíssimas salas de cinema Kinoplex e um teatro (com Marília Pêra em cartaz, mais perfeito impossível) para as suas dependências, voltou a ser uma das maiores referências de consumo carioca. Pra completar, a chegada de restaurantes como CT Brasserie, de Claude Troigros, o japonês Nao, do estrelado chefe Nao Hara, o tailandês de Búzios Sawasdee e o Alessandro e Frederico, além da paulistíssima Enoteca Fasano, só veio confirmar a boa fase.
Taí um programa não tão óbvio, mas autenticamente carioca.
---
Que fique bem claro: o post nada tem a ver com a prisão da baronesa da sonegação de luxo, ok?
Ontem foi dia de eventinho de moda.
No Fashion Mall, o Shopping & Charme carioca, rolou o lançamento simultâneo da nova coleção de outono inverno de várias marcas. O shopping mais elegante do Rio reuniu clientes, estilistas, povo da moda e convidados em seus corredores, com direito a DJs, barraquinhas de drinks de famosas marcas de bebidas e muito prosecco nas suas lojas
Pode parecer estranho em pleno mês de março e com esse sol que ainda faz na cidade, mas já tem muita coisa de frio bacana nas araras. E tudo absolutamente escuro – calças e casacos pretos e cinza não podem faltar no novo guarda-roupa.
A proposta do shopping, aliás, foi bem interessante: era possível ver artistas e lulus (melhor termo não há) cariocas passeando pelos corredores como se estivessem na 5 Avenida. Comprar ninguém comprava nada - é grave a crise - mas o eventinho foi um belo social. Afinal, aquele espaço é, sem dúvida, um dos mais charmosos que conheço. Claro que nem todas as lojas são absolutamente de alta classe (as marcas tops estão concentradas no último piso), como acontece com o Cidade Jardim, mas o charme do Fashion Mall é imbatível. Ok, o Iguatemi tem Gucci e o Shopping Leblon tem Ferragamo, mas o primeiro shopping que recebeu marcas de peso como Diesel, Armani e Rosa Chá no Rio tem a elegância de berço – destronado apenas pela inatingível Oscar Freire.
E pensar que há alguns anos, diante daquela guerra da Rocinha, falou-se em crise e até esvaziamento do espaço, encravado entre o mar, a maior favela da América Latina e a Pedra da Gávea. Hoje, depois de uma bela reformulação que levou novíssimas salas de cinema Kinoplex e um teatro (com Marília Pêra em cartaz, mais perfeito impossível) para as suas dependências, voltou a ser uma das maiores referências de consumo carioca. Pra completar, a chegada de restaurantes como CT Brasserie, de Claude Troigros, o japonês Nao, do estrelado chefe Nao Hara, o tailandês de Búzios Sawasdee e o Alessandro e Frederico, além da paulistíssima Enoteca Fasano, só veio confirmar a boa fase.
Taí um programa não tão óbvio, mas autenticamente carioca.
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Que fique bem claro: o post nada tem a ver com a prisão da baronesa da sonegação de luxo, ok?
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Carioca Lifestyle
Se o tempo de "lançador de tendências" do Rio não é mais o mesmo, é inegável que a cidade ainda continua administrando muito bem o seu famoso lifestyle. São Paulo conseguiu profissionalizar a moda e atrair quase toda a indústria e quase todo o dinheiro que a movimenta. Mas se a capital paulista é a principal origem de muitos setores como o tradicional jeanswear brasileiro e das marcas mudernérrimas que são a cara da cidade, o Rio mostra que seus voos alcançam muito mais que a badalada moda-praia. Prova disso é o sucesso de Maria Bonita, Isabela Capeto, Osklen e Animale nas passarelas da SPFW.
Mas já que estamos falando de época de Carnaval e visitas dos amigos de fora, não custa nada dar umas diquinhas do que está bombando e do que nós estamos usando ou ainda vamos usar. Afinal, querendo admitir ou não, todo mundo adora a ideia de ser um pouquinho carioca (e isso eu percebi com a loja da Osklen no Iguatemi mais lotada do que todas as outras às vésperas do Natal. Mandi? Sergio K?...oi?). E aproveitem, porque a maioria delas ainda está em liquidação!
A já citada Osklen é o maior exemplo, claro. É a menina-dos-olhos da moda carioca que conseguiu imprimir um estilo único a tudo o que faz. Destaque pras bermudas dessa coleção, que vieram especialmente lindas. Lindas também estão as bolsas de couro, tanto as masculinas quanto as femininas. Porém, o que incomoda na marca é o preço: pra muitas peças é desnecessariamente alto. Sem contar o truque de repetir a mesma estampa várias vezes chamando-a de vintage. Mas a Osklen, hoje, vende conceito (qual outra marca brasileira possui um relógio by H.Stern em suas vitrines?) e é por isso que a gente paga.
Outra que extrapolou os limites do Rio e já marcou presença tanto nas passarelas quanto nos armários do restante do país foi a Reserva. Eu sou suspeito, já que sou fã da marca desde o iniciozinho (lembro até quando a Julia Petit colocou uma foto de alguém em Sampa usando uma pólo e perguntou "de onde era aquele pássaro"...). Acompanhei também o significativo aumento dos preços durante as épocas de pré e pós-SPFW. Os destaques continuam sendo as lindas pólos e a cartela de cores que a marca usa em suas peças.
A Redley é outra grande marca carioca, mas que ainda não se aventurou em lojas próprias fora da cidade (só Vitória possui uma). Famosérrima nos anos 80/90, teve seu hype significativamente diminuído mas voltou repaginada nos últimos três anos. O preço é bem mais justo que o das anteriores, mas seu estilo ainda é essencialmente voltado ao surfwear. Destaque pras bermudas, calças e tênis. Aqui, o que incomoda é a linha de produção em massa: se usando uma peça mais bacana da Reserva na noite do Rio você encontrará poucas outras iguais, o mesmo não acontece com a Redley: serão 300 iguais a sua, sem contar as calças, casacos, bermudas, pochetes, mochilas e todas as possibilidades de objetos exatamente na mesma estampa.
No campo das novidades, fica a dica pro que está surgindo nas ruas do Rio: a Foxton é a nova queridinha da Zona Sul. Com lojas apenas em Ipanema e na Gávea e um estilo que se assemelha ao da Reserva, a marca traz lindos desenhos e um conceito bacanérrimo em suas roupas. E o melhor: o preço é super justo, pelo menos por enquanto.
E ainda tem a Ausländer – com lindas camisetas e estampas divertidas -, a Limits – que apesar da boa vontade, peca na modelagem das peças, já que tudo lá é enorme, ainda mais pra quem é pequeno igual a mim - e a Addict – um streetwear lindo e bem cuidado que virou febre da garotada dourada e skatista Zona Sul. Sua única loja fica no Leblon, em frente à Pizzaria Guanabara, e permanece aberta até altas horas acompanhando o movimento do Baixo -, além das tradicionais Complexo B e British Colony – a última, depois de um tempo afastada do varejo, voltou com tudo: a loja no Forum Ipanema tem uma das vitrines mais modernas da cidade. E parece que não para por aí...outro dia, recebi um mailing da nova coleção de uma marca até então desconhecida por mim, a Rei do Rio, que, pelas fotos, já chega com pólos e camisetas bacanérrimas.
Aproveitem. Porque apesar da crise, é essa a hora de gastar.
---
Observação unânime do último 00 (o único lugar da noite gay desta cidade onde absolutamente todos estão vestidos): ainda que se tenha visto uma osklenzinha ou uma limits bailando na pista, ou usava-se Reserva ou usava-se Foxton.
---
Ah! Os paulistas já sabem, mas não custa reforçar: a 2Meninos é uma multimarcas recém-inaugurada na Alameda Lorena com marcas inéditas em São Paulo – e muitas delas são cariocas! Valem a visita e as compras (e deixem um beijo pro casal mais que fofo Claudio e Glen, please).
Se o tempo de "lançador de tendências" do Rio não é mais o mesmo, é inegável que a cidade ainda continua administrando muito bem o seu famoso lifestyle. São Paulo conseguiu profissionalizar a moda e atrair quase toda a indústria e quase todo o dinheiro que a movimenta. Mas se a capital paulista é a principal origem de muitos setores como o tradicional jeanswear brasileiro e das marcas mudernérrimas que são a cara da cidade, o Rio mostra que seus voos alcançam muito mais que a badalada moda-praia. Prova disso é o sucesso de Maria Bonita, Isabela Capeto, Osklen e Animale nas passarelas da SPFW.
Mas já que estamos falando de época de Carnaval e visitas dos amigos de fora, não custa nada dar umas diquinhas do que está bombando e do que nós estamos usando ou ainda vamos usar. Afinal, querendo admitir ou não, todo mundo adora a ideia de ser um pouquinho carioca (e isso eu percebi com a loja da Osklen no Iguatemi mais lotada do que todas as outras às vésperas do Natal. Mandi? Sergio K?...oi?). E aproveitem, porque a maioria delas ainda está em liquidação!
A já citada Osklen é o maior exemplo, claro. É a menina-dos-olhos da moda carioca que conseguiu imprimir um estilo único a tudo o que faz. Destaque pras bermudas dessa coleção, que vieram especialmente lindas. Lindas também estão as bolsas de couro, tanto as masculinas quanto as femininas. Porém, o que incomoda na marca é o preço: pra muitas peças é desnecessariamente alto. Sem contar o truque de repetir a mesma estampa várias vezes chamando-a de vintage. Mas a Osklen, hoje, vende conceito (qual outra marca brasileira possui um relógio by H.Stern em suas vitrines?) e é por isso que a gente paga.
Outra que extrapolou os limites do Rio e já marcou presença tanto nas passarelas quanto nos armários do restante do país foi a Reserva. Eu sou suspeito, já que sou fã da marca desde o iniciozinho (lembro até quando a Julia Petit colocou uma foto de alguém em Sampa usando uma pólo e perguntou "de onde era aquele pássaro"...). Acompanhei também o significativo aumento dos preços durante as épocas de pré e pós-SPFW. Os destaques continuam sendo as lindas pólos e a cartela de cores que a marca usa em suas peças.
A Redley é outra grande marca carioca, mas que ainda não se aventurou em lojas próprias fora da cidade (só Vitória possui uma). Famosérrima nos anos 80/90, teve seu hype significativamente diminuído mas voltou repaginada nos últimos três anos. O preço é bem mais justo que o das anteriores, mas seu estilo ainda é essencialmente voltado ao surfwear. Destaque pras bermudas, calças e tênis. Aqui, o que incomoda é a linha de produção em massa: se usando uma peça mais bacana da Reserva na noite do Rio você encontrará poucas outras iguais, o mesmo não acontece com a Redley: serão 300 iguais a sua, sem contar as calças, casacos, bermudas, pochetes, mochilas e todas as possibilidades de objetos exatamente na mesma estampa.
No campo das novidades, fica a dica pro que está surgindo nas ruas do Rio: a Foxton é a nova queridinha da Zona Sul. Com lojas apenas em Ipanema e na Gávea e um estilo que se assemelha ao da Reserva, a marca traz lindos desenhos e um conceito bacanérrimo em suas roupas. E o melhor: o preço é super justo, pelo menos por enquanto.
E ainda tem a Ausländer – com lindas camisetas e estampas divertidas -, a Limits – que apesar da boa vontade, peca na modelagem das peças, já que tudo lá é enorme, ainda mais pra quem é pequeno igual a mim - e a Addict – um streetwear lindo e bem cuidado que virou febre da garotada dourada e skatista Zona Sul. Sua única loja fica no Leblon, em frente à Pizzaria Guanabara, e permanece aberta até altas horas acompanhando o movimento do Baixo -, além das tradicionais Complexo B e British Colony – a última, depois de um tempo afastada do varejo, voltou com tudo: a loja no Forum Ipanema tem uma das vitrines mais modernas da cidade. E parece que não para por aí...outro dia, recebi um mailing da nova coleção de uma marca até então desconhecida por mim, a Rei do Rio, que, pelas fotos, já chega com pólos e camisetas bacanérrimas.
Aproveitem. Porque apesar da crise, é essa a hora de gastar.
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Observação unânime do último 00 (o único lugar da noite gay desta cidade onde absolutamente todos estão vestidos): ainda que se tenha visto uma osklenzinha ou uma limits bailando na pista, ou usava-se Reserva ou usava-se Foxton.
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Ah! Os paulistas já sabem, mas não custa reforçar: a 2Meninos é uma multimarcas recém-inaugurada na Alameda Lorena com marcas inéditas em São Paulo – e muitas delas são cariocas! Valem a visita e as compras (e deixem um beijo pro casal mais que fofo Claudio e Glen, please).
quinta-feira, novembro 06, 2008
Biquinão e Sunguinha
Hoje começa o Rio Summer, a temporada de moda praia que tem sua primeira edição este ano e que promete em breve desbancar Miami do posto de principal pólo nesse quesito.
O evento teve sua abertura ontem, com show de Caetano, e vai até sábado com Osklen e Lenny nas areias de Ipanema, em frente ao Country Club - o trecho mais fino daquelas areais. Além dos desfiles, rolam palestras no Forte de Copacabana e, claro, muitas festinhas nos principais baphos da cidade (e a The Week Rio está incluída).
Os convidados gringos são muitos - a maioria hospedada no Fasano -, mas vamos ver se o babado vai ser certo. Até agora, Naomi, Valentino e Michael Roberts, da Vanity Fair, são presenças confirmas - o que não quer dizer muito, pois o crachá de "carioca" dos três já está mais do que pronto.
Tirando o Claro que o nome do evento ganhou por conta do patrocínio da empresa de telefonia, parece uma ótima idéia. (A operadora, aliás, anda patrocinando tudo - daqui a pouco até o Tim festival vai se chamar Claro festival. Aff!).
---
Nesse clima, o tema do "Rio que mora no mar..." - pra quem não sabe, um mailing sobre a história da Cidade Maravilhosa - desse mês é Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta, o slogan da loja de departamento Sears, que por muito tempo ocupou o endereço na Praia de Botafogo onde hoje é o Praia Shopping, e traz diversas histórias e muitas fotos das principais marcas e lojas que fizeram parte do Rio.
Sensacional, como sempre.
---
Update: Scott Schuman, do blog The Sartorialist, também está aí. Lindo, simpático, chique e influente.
Não tenho pretensão alguma de tirar uma foto pro site se encontrá-lo por Ipanema, claro, mas o telefone eu posso dar, né?
Hoje começa o Rio Summer, a temporada de moda praia que tem sua primeira edição este ano e que promete em breve desbancar Miami do posto de principal pólo nesse quesito.
O evento teve sua abertura ontem, com show de Caetano, e vai até sábado com Osklen e Lenny nas areias de Ipanema, em frente ao Country Club - o trecho mais fino daquelas areais. Além dos desfiles, rolam palestras no Forte de Copacabana e, claro, muitas festinhas nos principais baphos da cidade (e a The Week Rio está incluída).
Os convidados gringos são muitos - a maioria hospedada no Fasano -, mas vamos ver se o babado vai ser certo. Até agora, Naomi, Valentino e Michael Roberts, da Vanity Fair, são presenças confirmas - o que não quer dizer muito, pois o crachá de "carioca" dos três já está mais do que pronto.
Tirando o Claro que o nome do evento ganhou por conta do patrocínio da empresa de telefonia, parece uma ótima idéia. (A operadora, aliás, anda patrocinando tudo - daqui a pouco até o Tim festival vai se chamar Claro festival. Aff!).
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Nesse clima, o tema do "Rio que mora no mar..." - pra quem não sabe, um mailing sobre a história da Cidade Maravilhosa - desse mês é Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta, o slogan da loja de departamento Sears, que por muito tempo ocupou o endereço na Praia de Botafogo onde hoje é o Praia Shopping, e traz diversas histórias e muitas fotos das principais marcas e lojas que fizeram parte do Rio.
Sensacional, como sempre.
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Update: Scott Schuman, do blog The Sartorialist, também está aí. Lindo, simpático, chique e influente.
Não tenho pretensão alguma de tirar uma foto pro site se encontrá-lo por Ipanema, claro, mas o telefone eu posso dar, né?
quinta-feira, agosto 07, 2008
Alto Verão
E foi oficialmente anunciada a grande novidade da moda brasileira. Depois de tanta expectativa e muita demora, tinha gente já achando que nada iria sair do papel.
Pois Nizan Guanaes veio confirmar que de 5 a 8 de novembro acontece o Rio Summer, a semana de moda praia que promete trazer grandes compradores e personalidades internacionais pro Forte de Copacabana e pras dependências da filial carioca do Hotel Fasano.
E já tem publicação internacional apostando que o Rio vai desbancar Miami nesse quesito. Vamos combinar que se falarmos de qualidade e criatividade, ficamos anos-luz na frente dos americanos, né? É só torcer pra que as celebrities mundiais se animem e apareçam no calçadão. Quanto mais badalado for o evento, mais propaganda de graça a gente ganha.
O mais legal é que todas as marcas brasileiras de peso vêm junto - Blue Man, Lenny, Totem e Osklen são só algumas. Resta saber o que ocorrerá com seus desfiles nas semanas regulares, nas quais quase todas se apresentam. Apesar do alto custo envolvido, o ideal seria uma apresentação pro mercado internacional, no qual apenas uma ou outra já está estabelecida – e aí vale todo aquele conceito de brazilian way of life que os gringos adoram - e outra pro mercado interno, que além de já conhecê-las muito bem, sabe diferenciar a marca de acordo com a “moda” que cada uma faz.
Prepare o biquinão e se jogue, porque agora teremos duas cidades na rota dos grandes desfiles.
E foi oficialmente anunciada a grande novidade da moda brasileira. Depois de tanta expectativa e muita demora, tinha gente já achando que nada iria sair do papel.
Pois Nizan Guanaes veio confirmar que de 5 a 8 de novembro acontece o Rio Summer, a semana de moda praia que promete trazer grandes compradores e personalidades internacionais pro Forte de Copacabana e pras dependências da filial carioca do Hotel Fasano.
E já tem publicação internacional apostando que o Rio vai desbancar Miami nesse quesito. Vamos combinar que se falarmos de qualidade e criatividade, ficamos anos-luz na frente dos americanos, né? É só torcer pra que as celebrities mundiais se animem e apareçam no calçadão. Quanto mais badalado for o evento, mais propaganda de graça a gente ganha.
O mais legal é que todas as marcas brasileiras de peso vêm junto - Blue Man, Lenny, Totem e Osklen são só algumas. Resta saber o que ocorrerá com seus desfiles nas semanas regulares, nas quais quase todas se apresentam. Apesar do alto custo envolvido, o ideal seria uma apresentação pro mercado internacional, no qual apenas uma ou outra já está estabelecida – e aí vale todo aquele conceito de brazilian way of life que os gringos adoram - e outra pro mercado interno, que além de já conhecê-las muito bem, sabe diferenciar a marca de acordo com a “moda” que cada uma faz.
Prepare o biquinão e se jogue, porque agora teremos duas cidades na rota dos grandes desfiles.
domingo, julho 06, 2008
Domingo azul
Finde lindo na cidade. Sol lindo e friozinho à noite. Todo mundo na rua carregando um agasalho... adoro essas simples mudanças de hábito.
Ontem passei o dia entre o Cafeína do Leblon com papi e mami e reencontro com os amigos no Devassa da Farme. Sem beber, é claro, porque eu tô dirigindo e não quero ir preso nem mor-to!
Hoje, nada de after - apesar de eu ter ouvido bem peeeencas do evento, tô meio preguicento pra função de buatchy, gente. Depois de um solzinho delicioso, partimos pro Centro. Blogueiros, amigos, namorado e eu. Conseguimos ver a exposição Modas e Modos, sobre todo o vestuário feminino da época do Rio como Capital do Império e toda a sua influência na moda. Pena que acabou hoje, nem posso recomendar pra vocês...
Depois, CCBB pra exposição Nippon - essa fica até domingo, corre, bee! Claro que é sobre a imigração e a cultura do Japão. Eu, que a-m-o aquelas milhões de referências japonesas, quase surtei. Da ikebana ao origami, passando pelos animes, a porcelana, os mangás, os kimonos... tudo lá. E ainda dois figurinos de papel daquele desfile incrível do Jum Nakao na SPFW, lembra?
Depois pizza. Depois sorvete no Felice. Depois casa.
Aqui vou eu, renovado pra semaninha que vai ser bombada.
Finde lindo na cidade. Sol lindo e friozinho à noite. Todo mundo na rua carregando um agasalho... adoro essas simples mudanças de hábito.
Ontem passei o dia entre o Cafeína do Leblon com papi e mami e reencontro com os amigos no Devassa da Farme. Sem beber, é claro, porque eu tô dirigindo e não quero ir preso nem mor-to!
Hoje, nada de after - apesar de eu ter ouvido bem peeeencas do evento, tô meio preguicento pra função de buatchy, gente. Depois de um solzinho delicioso, partimos pro Centro. Blogueiros, amigos, namorado e eu. Conseguimos ver a exposição Modas e Modos, sobre todo o vestuário feminino da época do Rio como Capital do Império e toda a sua influência na moda. Pena que acabou hoje, nem posso recomendar pra vocês...
Depois, CCBB pra exposição Nippon - essa fica até domingo, corre, bee! Claro que é sobre a imigração e a cultura do Japão. Eu, que a-m-o aquelas milhões de referências japonesas, quase surtei. Da ikebana ao origami, passando pelos animes, a porcelana, os mangás, os kimonos... tudo lá. E ainda dois figurinos de papel daquele desfile incrível do Jum Nakao na SPFW, lembra?
Depois pizza. Depois sorvete no Felice. Depois casa.
Aqui vou eu, renovado pra semaninha que vai ser bombada.
quarta-feira, julho 02, 2008
Zhana Fontana
E a Isabeli, hein, gente?
Uma mulher jovem, viajada, famosa, com tantos casamentos no curriculo, supostamente bem-resolvida e que vive num mundo essencialmente gay... sei não, mas é aquela velha máxima: você tira a pessoa da roça, mas a roça não sai da pessoa.
Que ela não queira ter filho gay, ok. Talvez não queira realmente ver o filho sofrer - como se ser gay fosse algum sofrimento ou como se ser HT fosse condição determinante pra que alguém seja feliz - ou que simplesmente seja homofóbica. Mas pela posição que assume de "celebridade", deveria ter um pouquinho mais de atenção com o que diz por aí.
E para os que alegam que ela teria o direito de dizer o que acha, eu respondo que isso só acontece porque a nossa sociedade tolera a homofobia. Queria muito ver essa mocinha dizer que não quer que os filhos casem com negras. Ou que se convertam a religião judaica ou muçulmana. Ué, pela "lógica", não deixam de ser opiniões. Racistas e preconceituosas, sim, mas opiniões.
A verdade é que deve haver algum trauma.
Talvez um ex-marido, né?
E ela que abra o olho. Porque eu não conheço nenhum bofão másculo que se chame Zion. Aliás, pra virar Zhana é um pulo.
E a Isabeli, hein, gente?
Uma mulher jovem, viajada, famosa, com tantos casamentos no curriculo, supostamente bem-resolvida e que vive num mundo essencialmente gay... sei não, mas é aquela velha máxima: você tira a pessoa da roça, mas a roça não sai da pessoa.
Que ela não queira ter filho gay, ok. Talvez não queira realmente ver o filho sofrer - como se ser gay fosse algum sofrimento ou como se ser HT fosse condição determinante pra que alguém seja feliz - ou que simplesmente seja homofóbica. Mas pela posição que assume de "celebridade", deveria ter um pouquinho mais de atenção com o que diz por aí.
E para os que alegam que ela teria o direito de dizer o que acha, eu respondo que isso só acontece porque a nossa sociedade tolera a homofobia. Queria muito ver essa mocinha dizer que não quer que os filhos casem com negras. Ou que se convertam a religião judaica ou muçulmana. Ué, pela "lógica", não deixam de ser opiniões. Racistas e preconceituosas, sim, mas opiniões.
A verdade é que deve haver algum trauma.
Talvez um ex-marido, né?
E ela que abra o olho. Porque eu não conheço nenhum bofão másculo que se chame Zion. Aliás, pra virar Zhana é um pulo.
terça-feira, junho 24, 2008
Lá vem o sol
Mais uma temporada de SPFW chegou ao final. Essa foi bem melhor porque consegui
acompanhar todos os desfiles que eu queria, muitas vezes logo depois que aconteciam, graças aos sites especializados e às muitas coberturas do evento.
Muitas coisinhas bacanas na passarela, muita tendência divertida, muita vontade de usar o que quiser. Adorei os jeans clarinhos, as estampas pequenas, as cores pastéis misturadas ao fluor, as calças sarouel, o beachwear minúsculo e a modelagem maior.
Mas o melhor de tudo foi ver os cariocas arrasando na praia paulistana. Osklen, Animale e Isabela Capeto mostraram coleções absurdas, como todo mundo viu.
Aliás, Raquel Zimmerman é uma graça, definitivamente. O que foi a top contando que Karl Lagerfeld e Anna Wintour estão brigando pra tê-la no mesmo período?! Adoro.

E a Reserva, com o desfile que eu mais esperava, estreou pequena, linda e correta - com direito a João Vellutini, que parou de modelar e agora faz estágio em um banco em NY. Confesso que era muito chato cruzar com ele nos pilotis da PUC todas as tardes...
O troféu mico-da-vez continua inabalável: que porra de babado com tie-dye foi aquela que enfiaram na Gisele, meu Deus? Salvaram-se algumas camisetas masculinas e aqueles vestidinhos verde da Colcci, mas o resto...
Agora o povo se desmonta e volta ao normal.
Chega de fashionistas, por enquanto.
Fotos: Raquel para Animale / João para Reserva - Elle
Mais uma temporada de SPFW chegou ao final. Essa foi bem melhor porque consegui
acompanhar todos os desfiles que eu queria, muitas vezes logo depois que aconteciam, graças aos sites especializados e às muitas coberturas do evento.Muitas coisinhas bacanas na passarela, muita tendência divertida, muita vontade de usar o que quiser. Adorei os jeans clarinhos, as estampas pequenas, as cores pastéis misturadas ao fluor, as calças sarouel, o beachwear minúsculo e a modelagem maior.
Mas o melhor de tudo foi ver os cariocas arrasando na praia paulistana. Osklen, Animale e Isabela Capeto mostraram coleções absurdas, como todo mundo viu.
Aliás, Raquel Zimmerman é uma graça, definitivamente. O que foi a top contando que Karl Lagerfeld e Anna Wintour estão brigando pra tê-la no mesmo período?! Adoro.

E a Reserva, com o desfile que eu mais esperava, estreou pequena, linda e correta - com direito a João Vellutini, que parou de modelar e agora faz estágio em um banco em NY. Confesso que era muito chato cruzar com ele nos pilotis da PUC todas as tardes...
O troféu mico-da-vez continua inabalável: que porra de babado com tie-dye foi aquela que enfiaram na Gisele, meu Deus? Salvaram-se algumas camisetas masculinas e aqueles vestidinhos verde da Colcci, mas o resto...
Agora o povo se desmonta e volta ao normal.
Chega de fashionistas, por enquanto.
Fotos: Raquel para Animale / João para Reserva - Elle
domingo, junho 22, 2008
Tudo Rosa
Eu não queria falar de SPFW até o final do evento, ignorando solenemente até mesmo o frisson causado por Gisele.
Mas não deu: quem viu o desfile da Rosa Chá que rolou ontem sabe do que eu tô falando.

Foi a primeira vez que a marca apresentou uma coleção masculina e o resultado foi bombástico, com direito a modelo tomando banho pelado num chuveirão estrategicamente colocado na boca de cena. Além disso, muitos tanquinhos e muito corpão. Depois do peitinho da Neon, era tudo o que faltava na passarela.
E como se não bastasse, as sungas vieram mi-nús-cu-las. Tipo aparecendo o cofrinho mesmo, e daí?
Teve editora de moda reclamando de tudo, desde o corpo bombado dos boys, passando pelo comprimento dos shortinhos e até da "falta de necessidade" do banho, enquanto outras viram até mesmo um quê de YSL e acharam "fundamental" o choque de adrenalina nesse dia, que até então tinha sido bem morno.
Só pra constar, eu achei incrível.
E fica a dica: pra quem estava com preguiça de malhar neste inverno, vale pensar na possibilidade de entrar numa das peças no próximo verão. Né?
Ah, o banho?! No Gema tem, claro.
Foto: Carlinhos Freire (40 Graus) - Erika Palomino
Eu não queria falar de SPFW até o final do evento, ignorando solenemente até mesmo o frisson causado por Gisele.
Mas não deu: quem viu o desfile da Rosa Chá que rolou ontem sabe do que eu tô falando.

Foi a primeira vez que a marca apresentou uma coleção masculina e o resultado foi bombástico, com direito a modelo tomando banho pelado num chuveirão estrategicamente colocado na boca de cena. Além disso, muitos tanquinhos e muito corpão. Depois do peitinho da Neon, era tudo o que faltava na passarela.
E como se não bastasse, as sungas vieram mi-nús-cu-las. Tipo aparecendo o cofrinho mesmo, e daí?
Teve editora de moda reclamando de tudo, desde o corpo bombado dos boys, passando pelo comprimento dos shortinhos e até da "falta de necessidade" do banho, enquanto outras viram até mesmo um quê de YSL e acharam "fundamental" o choque de adrenalina nesse dia, que até então tinha sido bem morno.
Só pra constar, eu achei incrível.
E fica a dica: pra quem estava com preguiça de malhar neste inverno, vale pensar na possibilidade de entrar numa das peças no próximo verão. Né?
Ah, o banho?! No Gema tem, claro.
Foto: Carlinhos Freire (40 Graus) - Erika Palomino
sábado, junho 14, 2008
O Rio é fashion
(Aqui o texto completo - e mais bonitinho, né?)
Logo nessa semana de Fashion Rio, meu trabalho bombou horrores. Se mal consegui tempo pra pegar os convites (aliás, brigado, fofo), imagine dar pinta na Marina. Nem no Dia dos Namorados eu tive trégua - meu chefe está separando e passando por um momento de carência afetiva: me chama pra tudo, pergunta tudo, reclama de tudo... o erro.
Acabei perdendo a chance de sentar do lado da Gloria Maria no Victor Dzenck (cê jura, né?). Tava muito a fim de perguntar pra ela como anda a vida, quais os projetos pro futuro, como vai o namorado novo... coisas de comadre. E se não deu pra ir a tudo, pelo menos gostei do que vi: o off-white de Melk ZDa e o masculino alinhado e careta de Ivan Aguilar me chamaram a atenção.
Tá, sei que eu não sou a Erika, mas posso fazer um balanço da semana?!
O Rio continua apresentando aquelas marcas que colocam um monte de artista na passarela, usando umas roupas de "vou ao shopping" jurando que têm estilo, fazendo carão e cobrando cachê alto, a la TNG e Sandpiper. Por outro lado, também teve coisa muito boa, como Tufvesson e Maria Bonita Extra, as promessas de Luiza Bonadian e Espaço Fashion e a sempre deslumbrante Lenny.
Quanto às tendências, só digo que eu nunca vi tanta referência ao mar junta. Diz que se tocasse Bethania mais uma vez, os fashionistas iriam se atirar na Baía, menino.
E segundo a própria Erika, o babado do verão vai ser o branco, acredita? Aliás, vale dizer que a cobertura do site com todo o humor do TDUD? e os videos GemaTv ficou incrível!
Os lounges, mais uma vez, foram o destino do povo - fashionista ou cafona. Parecia programa de fim-de-semana, quermesse ou coisa do tipo - nessa sexta, então, a cidade inteira estava lá. Claro que comer e beber de graça e ganhar brinde tem todo o seu valor, mas segundo uma amiga influente, alguns pareciam verdadeiras bagaceiras: gente errada, um povo sem noção, mulherada bêbada gritando e dando em cima dos recepcionistas...
As festinhas pós-desfiles também foram sucesso. Do Bailinho ao Fasano, todo mundo estava no Rio - e as colunas de fofoca adoraram, claro.

No fim, aconteceu o que se esperava: FR acabou ganhando com a saída da Colcci. Não ver Gisele se divertindo na piscina do Copa foi trágico (e olha que foram dias de tempo maravilhoso, ela iria adorar), mas, pra compensar, a seleção de tops deixou um ar de semana internacional: Ana Claudia Michels, Isabeli, Juliana Imai, Izabel Goulart (pra mim, a mais linda de to-das), a belíssima italiana Mariacarla Boscono, Emmanuele (absurda!), a russa-que-não sei o nome (sem gracinha ela, né?) e até Carol Trentini (direto de NY numa passagem meteórica) baixaram no Rio. Todas, claro, com suas Chanel de corrente longa bafônicas, o hit dos backstages desse ano.
Na cidade famosa pelas mulheres bonitas, nada melhor do que contar com um time desses pra deixar tudo muito mais maravilhoso.
---
E se a gente não teve La Bundchen, tivemos uma outra Giselle. Sim, aquela que já virou referência em figura caricata carioca e que se enrola na cortina e vai pra noitada, faz performance à beira-mar da Farme e veste pele e lenço Chanel na pista da TW estava lá, mais uma vez. Sem ela a semana de moda não funciona.
Foto: Carol Trentini pra Redley - Chic.com.br
(Aqui o texto completo - e mais bonitinho, né?)
Logo nessa semana de Fashion Rio, meu trabalho bombou horrores. Se mal consegui tempo pra pegar os convites (aliás, brigado, fofo), imagine dar pinta na Marina. Nem no Dia dos Namorados eu tive trégua - meu chefe está separando e passando por um momento de carência afetiva: me chama pra tudo, pergunta tudo, reclama de tudo... o erro.
Acabei perdendo a chance de sentar do lado da Gloria Maria no Victor Dzenck (cê jura, né?). Tava muito a fim de perguntar pra ela como anda a vida, quais os projetos pro futuro, como vai o namorado novo... coisas de comadre. E se não deu pra ir a tudo, pelo menos gostei do que vi: o off-white de Melk ZDa e o masculino alinhado e careta de Ivan Aguilar me chamaram a atenção.
Tá, sei que eu não sou a Erika, mas posso fazer um balanço da semana?!
O Rio continua apresentando aquelas marcas que colocam um monte de artista na passarela, usando umas roupas de "vou ao shopping" jurando que têm estilo, fazendo carão e cobrando cachê alto, a la TNG e Sandpiper. Por outro lado, também teve coisa muito boa, como Tufvesson e Maria Bonita Extra, as promessas de Luiza Bonadian e Espaço Fashion e a sempre deslumbrante Lenny.
Quanto às tendências, só digo que eu nunca vi tanta referência ao mar junta. Diz que se tocasse Bethania mais uma vez, os fashionistas iriam se atirar na Baía, menino.
E segundo a própria Erika, o babado do verão vai ser o branco, acredita? Aliás, vale dizer que a cobertura do site com todo o humor do TDUD? e os videos GemaTv ficou incrível!
Os lounges, mais uma vez, foram o destino do povo - fashionista ou cafona. Parecia programa de fim-de-semana, quermesse ou coisa do tipo - nessa sexta, então, a cidade inteira estava lá. Claro que comer e beber de graça e ganhar brinde tem todo o seu valor, mas segundo uma amiga influente, alguns pareciam verdadeiras bagaceiras: gente errada, um povo sem noção, mulherada bêbada gritando e dando em cima dos recepcionistas...
As festinhas pós-desfiles também foram sucesso. Do Bailinho ao Fasano, todo mundo estava no Rio - e as colunas de fofoca adoraram, claro.

No fim, aconteceu o que se esperava: FR acabou ganhando com a saída da Colcci. Não ver Gisele se divertindo na piscina do Copa foi trágico (e olha que foram dias de tempo maravilhoso, ela iria adorar), mas, pra compensar, a seleção de tops deixou um ar de semana internacional: Ana Claudia Michels, Isabeli, Juliana Imai, Izabel Goulart (pra mim, a mais linda de to-das), a belíssima italiana Mariacarla Boscono, Emmanuele (absurda!), a russa-que-não sei o nome (sem gracinha ela, né?) e até Carol Trentini (direto de NY numa passagem meteórica) baixaram no Rio. Todas, claro, com suas Chanel de corrente longa bafônicas, o hit dos backstages desse ano.
Na cidade famosa pelas mulheres bonitas, nada melhor do que contar com um time desses pra deixar tudo muito mais maravilhoso.
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E se a gente não teve La Bundchen, tivemos uma outra Giselle. Sim, aquela que já virou referência em figura caricata carioca e que se enrola na cortina e vai pra noitada, faz performance à beira-mar da Farme e veste pele e lenço Chanel na pista da TW estava lá, mais uma vez. Sem ela a semana de moda não funciona.
Foto: Carol Trentini pra Redley - Chic.com.br
sábado, junho 07, 2008
Fashion Fashion Fashion Week
Na última quinta o Sony voltou a passar America`s Next Top Model, o reality mais babadeiro do mun-do. Aliás, graças a deus que aquela chatice de American Idol acabou - é divertido nas primeiras semanas, depois vira um show de braguice americana - porque só atrapalha.
Essa edição promete muitos barracos, claro. Aliás, o que tem de menina no estilo bronx não tá na história... E ainda tem latina, alemã, russa e duas gordinhas. Diversidade, eu digo.
---
Ontem fomos ver Sex and the City, claro !!!
E tinha outro programa mais aguardado pra essa sexta?! Ingressos comprados antecipadamente, bees reunidas, muitos cosmopolitans... ai, incrível!

Eu amei o filme, como não poderia deixar de ser.
O roteiro é ótimo, as cenas são clássicas, os detalhes são supreendentes. Quem acompanhou a série vai sentir alguma diferença: as personagens estão maduras, com menos problemas de mulherzinha, dando espaço pro filme girar em torno do amor e da belíssima amizade entre elas. Aliás, as atrizes estão ótimas (incluindo Jennifer Hudson), sempre com aquele jeito divertidíssimo de Sam, os dramas de Carrie, a ligeira inocência de Charlotte e a frieza doce de Miranda (Cynthia Nixon, além de ser a melhor atriz, está incrivelmente bonita e com os melhores figurinos). E tudo isso em NYC.
Por falar em figurino, a gente já sabia que seria um show à parte. Gente, Patricia Fields consegue deixar todomundo boquiaberto a cada cena! Absurdo!
E se não bastasse toda a montação que enche os olhos, o que é a parte na qual Carrie experimenta vestidos de grandes maisons - Dior, Oscar de La Renta, Lanvin - cada um no seu estilo?! Simplesmente maravilhoso.
E tem muito mais, como o McQueen colorido estampado, a Hermés verde de crocodilo, os Manolos, as cinturas marcadas, as baguetes Fendi, o bolsão Chanel, o peep toe Gucci... futilidades que a gente a-do-ra!
Li críticas dizendo que o filme poderia ser um pouco mais curto. Mas pra quem está acostumado com maratonas na TV, 2:28 passam tão rápido que nem parecem 5 episódios seguidos...
Aliás, super vale ir novamente ao cinema e ainda comprar o DVD pra colocar na estante do lado de clássicos como Noviça, Brokeback, Prêt-à-porter, Priscila e o Diabo veste Prada, né?
Ah! Além dos namorados, levem seus amigos. Vale a pena rir junto e contemplar a amizade. Porque como diria Carrie:
Some things end
Some things begin
And some things... never change
---
Depois desse banho de moda na TV, começa hoje a temporada primavera-verão do Fashion Rio.
A pergunta que rola é quem substituirá a musa Gisele, mas eu acho impossível. Só não vai fazer tanta falta porque a marca não ajuda o espetáculo - pior mesmo é não ter Animale + Raquel por aqui, né?
Apesar disso, são muitas tops brasileiras e uma semaninha de muito basfonds na cidade.
Na última quinta o Sony voltou a passar America`s Next Top Model, o reality mais babadeiro do mun-do. Aliás, graças a deus que aquela chatice de American Idol acabou - é divertido nas primeiras semanas, depois vira um show de braguice americana - porque só atrapalha.
Essa edição promete muitos barracos, claro. Aliás, o que tem de menina no estilo bronx não tá na história... E ainda tem latina, alemã, russa e duas gordinhas. Diversidade, eu digo.
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Ontem fomos ver Sex and the City, claro !!!
E tinha outro programa mais aguardado pra essa sexta?! Ingressos comprados antecipadamente, bees reunidas, muitos cosmopolitans... ai, incrível!

Eu amei o filme, como não poderia deixar de ser.
O roteiro é ótimo, as cenas são clássicas, os detalhes são supreendentes. Quem acompanhou a série vai sentir alguma diferença: as personagens estão maduras, com menos problemas de mulherzinha, dando espaço pro filme girar em torno do amor e da belíssima amizade entre elas. Aliás, as atrizes estão ótimas (incluindo Jennifer Hudson), sempre com aquele jeito divertidíssimo de Sam, os dramas de Carrie, a ligeira inocência de Charlotte e a frieza doce de Miranda (Cynthia Nixon, além de ser a melhor atriz, está incrivelmente bonita e com os melhores figurinos). E tudo isso em NYC.
Por falar em figurino, a gente já sabia que seria um show à parte. Gente, Patricia Fields consegue deixar todomundo boquiaberto a cada cena! Absurdo!
E se não bastasse toda a montação que enche os olhos, o que é a parte na qual Carrie experimenta vestidos de grandes maisons - Dior, Oscar de La Renta, Lanvin - cada um no seu estilo?! Simplesmente maravilhoso.
E tem muito mais, como o McQueen colorido estampado, a Hermés verde de crocodilo, os Manolos, as cinturas marcadas, as baguetes Fendi, o bolsão Chanel, o peep toe Gucci... futilidades que a gente a-do-ra!
Li críticas dizendo que o filme poderia ser um pouco mais curto. Mas pra quem está acostumado com maratonas na TV, 2:28 passam tão rápido que nem parecem 5 episódios seguidos...
Aliás, super vale ir novamente ao cinema e ainda comprar o DVD pra colocar na estante do lado de clássicos como Noviça, Brokeback, Prêt-à-porter, Priscila e o Diabo veste Prada, né?
Ah! Além dos namorados, levem seus amigos. Vale a pena rir junto e contemplar a amizade. Porque como diria Carrie:
Some things end
Some things begin
And some things... never change
---
Depois desse banho de moda na TV, começa hoje a temporada primavera-verão do Fashion Rio.
A pergunta que rola é quem substituirá a musa Gisele, mas eu acho impossível. Só não vai fazer tanta falta porque a marca não ajuda o espetáculo - pior mesmo é não ter Animale + Raquel por aqui, né?
Apesar disso, são muitas tops brasileiras e uma semaninha de muito basfonds na cidade.
quarta-feira, maio 21, 2008
Modelón
E o SPFW divulgou suas datas.
Pouca coisa nova além daquilo que todo mundo já sabia. E o melhor foi a confirmação de que o desfile da Colcci realmente será transmitido ao vivo pelo Fantástico.
Tenho medo, sabe?
---
E o Tom Ford que estava entre nós?
Chegou segunda pro lançamento de seu espaço na Daslu, participou de um jantar no Fasano, foi super simpático e educado. Claro, o moço vive da imagem. E óbvio que aquela imagem de bonitão e charmosérrimo não pode ser abalada jamais!
Aliás, diz a Joyce que as lulus paulistanas ficaram lokas.
Mas gente, alguém avisou que a Parada é domingo?
Vai que ele queria dar uma agitada no final de semana...
Nunca se sabe.
E o SPFW divulgou suas datas.
Pouca coisa nova além daquilo que todo mundo já sabia. E o melhor foi a confirmação de que o desfile da Colcci realmente será transmitido ao vivo pelo Fantástico.
Tenho medo, sabe?
---
E o Tom Ford que estava entre nós?
Chegou segunda pro lançamento de seu espaço na Daslu, participou de um jantar no Fasano, foi super simpático e educado. Claro, o moço vive da imagem. E óbvio que aquela imagem de bonitão e charmosérrimo não pode ser abalada jamais!
Aliás, diz a Joyce que as lulus paulistanas ficaram lokas.
Mas gente, alguém avisou que a Parada é domingo?
Vai que ele queria dar uma agitada no final de semana...
Nunca se sabe.
terça-feira, maio 06, 2008
Baile de Gala
Não se fala em outra coisa. Acho que todos os blogs e sites de moda, fofocas e celebs que eu entrei tem fatos e fotos sobre o badaladéeerrimo The Costume Institute Gala no Metropolitan Museum em NY. Também não é pra menos, todomundo estava lá, de Giorgio Armani a Fergie, passando por TomKat, J.Lo, Cameron Diaz e David e Victoria Beckham (essa última horrorosa num vintage branco, parecendo uma caveira de tanto osso aparecendo).

O mais divertido é que como se trata de um evento de moda, o povo sijoga nas montações. E não são só os vestidos e afins, mas make e cabelo também são sempre incríveis. E nisso, claro, muita gente erra e muita gente acerta, mas tudo é bem mais interessante que o tapete vermelho do Oscar, onde nêgo ousa pouco e sempre acaba rolando aquela preguiça diante de tanta gente com roupa parecida...
E apesar da tia Anna Wintour ter virado um adorável marciano e Christina Ricci ter arrasado no Givenchy, nada barrou o casal mais lindo desse mundo: Gisele e Tom Brady.
Dá uma olhada, gente...
Ai, ai...
Não se fala em outra coisa. Acho que todos os blogs e sites de moda, fofocas e celebs que eu entrei tem fatos e fotos sobre o badaladéeerrimo The Costume Institute Gala no Metropolitan Museum em NY. Também não é pra menos, todomundo estava lá, de Giorgio Armani a Fergie, passando por TomKat, J.Lo, Cameron Diaz e David e Victoria Beckham (essa última horrorosa num vintage branco, parecendo uma caveira de tanto osso aparecendo).

O mais divertido é que como se trata de um evento de moda, o povo sijoga nas montações. E não são só os vestidos e afins, mas make e cabelo também são sempre incríveis. E nisso, claro, muita gente erra e muita gente acerta, mas tudo é bem mais interessante que o tapete vermelho do Oscar, onde nêgo ousa pouco e sempre acaba rolando aquela preguiça diante de tanta gente com roupa parecida...
E apesar da tia Anna Wintour ter virado um adorável marciano e Christina Ricci ter arrasado no Givenchy, nada barrou o casal mais lindo desse mundo: Gisele e Tom Brady.
Dá uma olhada, gente...
Ai, ai...
quarta-feira, abril 16, 2008
Passarelas da Cidade
O bafafá da moda nessa semana foi a troca de passarelas feita pela Colcci, que saiu do Fashion Rio e se joga na SPFW já na próxima temporada, em junho. Com isso, a marca leva Gisele para aquelas bandas.
Anda rolando muitas histórias sobre essa transferência e um possível esvaziamento do Rio. Na boa, é inevitável que as grifes, depois de alcançarem certa visibilidade, rumem pra principal semana de moda do país e tentem uma projeção maior, mais profissional e um pouco mais internacional. Foi assim com Animale e Maria Bonita. Vai ser assim com a Colcci e a Reserva, que também acaba de anunciar sua mudança.
De verdade, vai fazer mais falta a marca do pica-pau. Essa sim tem a cara do Rio - e eu adoro - mas os paulistanos ainda não conhecem. E se ficasse por aqui, correria o risco de não ter a visibilidade desejada tão cedo.
Já da Colcci... o que essa marca tem a oferecer mesmo, hein? A crítica de moda desceu o pau na última coleção, que realmente estava horrorosa. Não há a menor condição de desfilar em São Paulo, ainda mais se compararmos os fracos desfiles da marca com as grandes apresentações de moda street que já vimos por lá (lembram daquela Cavalera na Índia? Bapho!).
A Colcci virou empresa, perdeu seu público-alvo, se popularizou e hoje se resume a meia dúzia de blusas com paetês/swarovskis pros HTs eletrônicos ou pras quaquás da Bitch.
O único atrativo do desfile é ela. No fundo, só Gisele vai fazer falta, não só pela passarela mas pelo seu eterno charme na pisicna do Copa, bebendo água de coco ou curtindo 30 minutinhos nas festas da TWR e Baronetti.
Tenho uma idéia: contratem apenas a moça pra desfilar usando qualquer pedaço de pano brilhante. Ninguém presta atenção nas roupas da marca mesmo...
Aliás, parece que o objetivo é apenas o show: diz que vai até passar ao vivo no Fantástico.
O Rio continua trazendo novidades e revelando coisas bacanas no clima low profile da Marina, mas sempre de olho na vocação pros negócios do Fashion Business e, principalmente, na moda praia, seu ponto forte.
E quem sabe Gisele não vem dar uma pinta nas areias de Ipanema, hein.. Com o Tom Brady, por favor.
---
Se alguém souber onde consigo um soco inglês de brilhantes, avise.
Depois que eu li que aquele da Chopard que a tia Maddie usa na capa do disco vale 500 mil libras, tô na fila de espera.
O bafafá da moda nessa semana foi a troca de passarelas feita pela Colcci, que saiu do Fashion Rio e se joga na SPFW já na próxima temporada, em junho. Com isso, a marca leva Gisele para aquelas bandas.
Anda rolando muitas histórias sobre essa transferência e um possível esvaziamento do Rio. Na boa, é inevitável que as grifes, depois de alcançarem certa visibilidade, rumem pra principal semana de moda do país e tentem uma projeção maior, mais profissional e um pouco mais internacional. Foi assim com Animale e Maria Bonita. Vai ser assim com a Colcci e a Reserva, que também acaba de anunciar sua mudança.
De verdade, vai fazer mais falta a marca do pica-pau. Essa sim tem a cara do Rio - e eu adoro - mas os paulistanos ainda não conhecem. E se ficasse por aqui, correria o risco de não ter a visibilidade desejada tão cedo.
Já da Colcci... o que essa marca tem a oferecer mesmo, hein? A crítica de moda desceu o pau na última coleção, que realmente estava horrorosa. Não há a menor condição de desfilar em São Paulo, ainda mais se compararmos os fracos desfiles da marca com as grandes apresentações de moda street que já vimos por lá (lembram daquela Cavalera na Índia? Bapho!).
A Colcci virou empresa, perdeu seu público-alvo, se popularizou e hoje se resume a meia dúzia de blusas com paetês/swarovskis pros HTs eletrônicos ou pras quaquás da Bitch.
O único atrativo do desfile é ela. No fundo, só Gisele vai fazer falta, não só pela passarela mas pelo seu eterno charme na pisicna do Copa, bebendo água de coco ou curtindo 30 minutinhos nas festas da TWR e Baronetti.
Tenho uma idéia: contratem apenas a moça pra desfilar usando qualquer pedaço de pano brilhante. Ninguém presta atenção nas roupas da marca mesmo...
Aliás, parece que o objetivo é apenas o show: diz que vai até passar ao vivo no Fantástico.
O Rio continua trazendo novidades e revelando coisas bacanas no clima low profile da Marina, mas sempre de olho na vocação pros negócios do Fashion Business e, principalmente, na moda praia, seu ponto forte.
E quem sabe Gisele não vem dar uma pinta nas areias de Ipanema, hein.. Com o Tom Brady, por favor.
---
Se alguém souber onde consigo um soco inglês de brilhantes, avise.
Depois que eu li que aquele da Chopard que a tia Maddie usa na capa do disco vale 500 mil libras, tô na fila de espera.
quinta-feira, abril 03, 2008
Mundo da Moda
A notícia fashion de hoje foi o anúncio de que Alexandre Herchcovitch se desligará do grupo I`M, a maior holding da moda no país.
Com isso, o estilista não mais será o curador do grupo e nem diretor de criação da Zoomp, e suas marcas não terão um novo controlador, como antes previsto.
Em janeiro, quando anunciado, o fato marcava a profissionalização do setor, que lá fora é dominiado pelos grandes conglomerados de luxo.
Apesar das recentes histórias de caixa-baixo, demissões e dívidas desse grupo, o mais chato é ver que a Zoomp, que apresentou um dos melhores desfiles da última SPFW, pode voltar ao mesmo marasmo de pouco tempo atrás.
É esperar um final feliz pra todo mundo.
---
Por falar em Herchcovitch, sempre me lembro de uma crônica do ELA, acho que do Joaquim Ferreira dos Santos, que falava sobre mais uma diferença entre SP e Rio.
Contava um episódio de quando foi a SP e uma amiga disse algo do tipo "Nossa, tem um bazar ótimo do Alê, vamos?". Por instantes ele pensou que diabos seria aquilo, já que de Alê ele só conhecia Alessandra e Alexandra, e não conseguia se lembrar de nenhum O Alê.
Só perguntando à tal amiga foi entender que se tratava de Alexandre Herchcovitch, pessoa com quem ela - e muito menos ele - tinha trocado sequer uma palavra na vida.
E daí ficou matutando o quanto os paulistanos adoram se fazer de íntimos: o Alê, a Lu, a Ta, o Fe, a Cici... E ai de você se não conhecê-los: um verdadeiro paulistano sabe exatamente quem importa e, claro, como chamá-los na intimidade.
Funciona mais ou menos como em Gossip Girl: B., S. ou little J.
SP é NY.
A amiga, claro, retrucou: o Rio é que estaria errado. Porque aqui todo mundo tem uma vontade de ser aristocrata - provável herança dos tempos de Império - e adora esnobar dizendo nome+sobrenome até do padeiro da esquina.
Se não fosse assim, o que seria dos Orleans e Bragança nos tempos atuais, né?
Juro que não sei se é verdade, mas é divertido reparar em alguma coisa tão sutil.
A notícia fashion de hoje foi o anúncio de que Alexandre Herchcovitch se desligará do grupo I`M, a maior holding da moda no país.
Com isso, o estilista não mais será o curador do grupo e nem diretor de criação da Zoomp, e suas marcas não terão um novo controlador, como antes previsto.
Em janeiro, quando anunciado, o fato marcava a profissionalização do setor, que lá fora é dominiado pelos grandes conglomerados de luxo.
Apesar das recentes histórias de caixa-baixo, demissões e dívidas desse grupo, o mais chato é ver que a Zoomp, que apresentou um dos melhores desfiles da última SPFW, pode voltar ao mesmo marasmo de pouco tempo atrás.
É esperar um final feliz pra todo mundo.
---
Por falar em Herchcovitch, sempre me lembro de uma crônica do ELA, acho que do Joaquim Ferreira dos Santos, que falava sobre mais uma diferença entre SP e Rio.
Contava um episódio de quando foi a SP e uma amiga disse algo do tipo "Nossa, tem um bazar ótimo do Alê, vamos?". Por instantes ele pensou que diabos seria aquilo, já que de Alê ele só conhecia Alessandra e Alexandra, e não conseguia se lembrar de nenhum O Alê.
Só perguntando à tal amiga foi entender que se tratava de Alexandre Herchcovitch, pessoa com quem ela - e muito menos ele - tinha trocado sequer uma palavra na vida.
E daí ficou matutando o quanto os paulistanos adoram se fazer de íntimos: o Alê, a Lu, a Ta, o Fe, a Cici... E ai de você se não conhecê-los: um verdadeiro paulistano sabe exatamente quem importa e, claro, como chamá-los na intimidade.
Funciona mais ou menos como em Gossip Girl: B., S. ou little J.
SP é NY.
A amiga, claro, retrucou: o Rio é que estaria errado. Porque aqui todo mundo tem uma vontade de ser aristocrata - provável herança dos tempos de Império - e adora esnobar dizendo nome+sobrenome até do padeiro da esquina.
Se não fosse assim, o que seria dos Orleans e Bragança nos tempos atuais, né?
Juro que não sei se é verdade, mas é divertido reparar em alguma coisa tão sutil.
quarta-feira, abril 02, 2008
Buuuum
Lendo o Cena, se lembrei do que eu tinha se esquecido: outro dia, num tour não programado pelos shoppings do Rio, acabei parando no charmoso Shopping da Gávea, onde eu fazia ponto nas intermináveis tardes de matação de aula da PUC.
Bons tempos que não voltam, aliás...
Acabei aproveitando pra conhecer a BOMBA! que, como todo mundo sabe, é uma "lojinha kamikaze" (adoro esses conceitos mudernos) com a proposta de durar apenas 100 dias - daí o nome.
Tem peças da galera mais descolada, moderninha e novos estilistas do país inteiro. Vale a pena porque, como a gente também sabe, a regra nesses casos são peças incríveis a preços não tão absurdos.
Corre que ainda dá tempo: falta exatamente a metade do tempo pra loja explodir.
(Ah! O pessoal do interiorrrr que adora as celebridades do Rio - carioca é blasé, né - ainda tem a chance de encontrar pencas de famosos por causa da localização e das mil salas de teatro espalhadas pelo shopping...)
Lendo o Cena, se lembrei do que eu tinha se esquecido: outro dia, num tour não programado pelos shoppings do Rio, acabei parando no charmoso Shopping da Gávea, onde eu fazia ponto nas intermináveis tardes de matação de aula da PUC.
Bons tempos que não voltam, aliás...
Acabei aproveitando pra conhecer a BOMBA! que, como todo mundo sabe, é uma "lojinha kamikaze" (adoro esses conceitos mudernos) com a proposta de durar apenas 100 dias - daí o nome.
Tem peças da galera mais descolada, moderninha e novos estilistas do país inteiro. Vale a pena porque, como a gente também sabe, a regra nesses casos são peças incríveis a preços não tão absurdos.
Corre que ainda dá tempo: falta exatamente a metade do tempo pra loja explodir.
(Ah! O pessoal do interiorrrr que adora as celebridades do Rio - carioca é blasé, né - ainda tem a chance de encontrar pencas de famosos por causa da localização e das mil salas de teatro espalhadas pelo shopping...)
domingo, março 16, 2008
Luxo para todos
Há alguns anos, para se ter uma bolsa fake das grandes marcas você tinha que viajar. Sim, se a original só era possível lá fora - ou, no máximo, no free shop - as falsificações também - posso fazer uma lista de amigas que foram pra NY, LA ou Toronto e voltaram carregadas de Armani e Guess made in Chinatown.
Mesmo uma LV, que por aqui ganhou um sem-número de imitações grafitadas, era difícil de achar, e assim mesmo só vendidas em SP e a preços consideráveis (em torno de R$ 200,00 , ainda mais se lembrarmos que não eram verdadeiras em nada).
Com a chegada das maisons aos shoppings brasileiros - e o "descobrimento" pela classe média -, já é possível comprar Pradas, Guccis e Chanels a 39,99 nos camelôs das ruas do Centro.
Deu no ELA de ontem:
"- A bolsa da dona Miuccia! A bolsa da dona Miuccia - gritava o camelô esta semana na Rua Sete de Setembro.
Não tem desfile em Milão, não tem título de filme: a glória é um camelô chamar a estilista da Prada pelo nome de batismo."
E anota aí. Não dou mais uma coleção pra Hermès e Balenciaga tilintarem pelas ruas.
Vai uma Marc Jacobs, patroa?
Há alguns anos, para se ter uma bolsa fake das grandes marcas você tinha que viajar. Sim, se a original só era possível lá fora - ou, no máximo, no free shop - as falsificações também - posso fazer uma lista de amigas que foram pra NY, LA ou Toronto e voltaram carregadas de Armani e Guess made in Chinatown.
Mesmo uma LV, que por aqui ganhou um sem-número de imitações grafitadas, era difícil de achar, e assim mesmo só vendidas em SP e a preços consideráveis (em torno de R$ 200,00 , ainda mais se lembrarmos que não eram verdadeiras em nada).
Com a chegada das maisons aos shoppings brasileiros - e o "descobrimento" pela classe média -, já é possível comprar Pradas, Guccis e Chanels a 39,99 nos camelôs das ruas do Centro.
Deu no ELA de ontem:
"- A bolsa da dona Miuccia! A bolsa da dona Miuccia - gritava o camelô esta semana na Rua Sete de Setembro.
Não tem desfile em Milão, não tem título de filme: a glória é um camelô chamar a estilista da Prada pelo nome de batismo."
E anota aí. Não dou mais uma coleção pra Hermès e Balenciaga tilintarem pelas ruas.
Vai uma Marc Jacobs, patroa?
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