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quarta-feira, novembro 05, 2008

Come On And Dance With Me

O dia começou animado.
Obama ganhou, Michelle vai se vestir direito (porque TopShop pra primeira-dama não dá, né?), o mundo vai ser um lugar melhor, a crise vai passar, o dólar vai a R$ 1,50, o Itaú e o Bradesco Unibanco vão se unir, o Brasil é o país do futuro...

Enfim, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas agora o que importa mesmo é:



Vem, Kylie!

quarta-feira, outubro 29, 2008

Rio de Dadeira

Há um bom tempo eu não via uma eleição tão movimentada por esses lados. E que tenha deixado o Rio tão dividido: de um lado a Zona Sul com Gabeira e de outro a Zona Oeste e Eduardo Paes. Partilha mais do que curiosa, já que os dois candidatos sempre tiveram a área nobre da cidade como seus locais de trabalho – Paes é o típico bom filho de família tradicional carioca, cursou Direito na PUC, é morador da Barra e nunca foi candidato do suburbão - no máximo Jacarepaguá.

A grande vitória foi a derrota de Crivella e a reprovação do atual governo diante dos 4% de Solange Amaral no primeiro turno. Mas apesar da candidata do atual prefeito ter afundado, infelizmente o fantasma parece não conseguir largar o osso em nenhuma das opções que tínhamos: o PV faz parte do governo, é dono de uma secretaria e fez coligação com o PSDB, indicando Luiz Paulo pra vice. Já Paes é cria de Cesar, teve início no PFL e passou por todos os partidos da base em busca de um lugar ao sol.

Apesar de achar o Gabeira um político – no sentido amplo da palavra – melhor, não tenho rejeição ao Paes. Pelo contrário, acho até que a ganância pelo poder - que ele já demonstrou que tem de sobra, vide as alianças volúveis e o recente pedido de desculpas ao Lula - pode levá-lo a executar um ótimo governo e vir a ser o candidato natural pra substituir o Cabral láaa na frente. Agora é esperar e acreditar que alguma coisa pode mudar nessa cidade, que anda tão necessitada de um choque de ordem e de um pouco de cuidado.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Atoro o Perigo Dela

O finde do Pride carioca foi ótimo.
Não teve toda aquela função do ano passado, quando o feriadão de novembro deu o tom e a cidade hiperlotou. Mas tudo funcionou incrivelmente bem. Vamos às festas da temporada:

R:evolution Private @ Sky Lounge
ou Girls Just Wanna Have Fun

Mais uma vez, Rosane Amaral arrastou todas as bunitas pro espaço na Lagoa, em uma ótima festa de abertura da Parada 2008. Lindamente decorada e com ótimos sets de Flavio Lima e Gustavo Scorpio, a grande revelação da noite do Rio, a festa só fez aumentar as expectativas pras edições de Reveillon e Carnaval. Twisted Dee, por sua vez, foi ótima, mas pesou a mão mais do que de costume.

O melhor do Sky é aquele jardinzinho lindo - além dos sofazões brancos que formaram um belo lounge - que foi muito bem aproveitado com as caixas de som estrategicamente posicionadas e ganhou um clima leve e perfeito quando os primeiros raios de sol surgiram na manhã de sábado.

Como cheguei bem tarde - saí do escritório à 1 da manhã (afff!), fui em casa, tomei um belo banho, coloquei um modelón e às 3 pisava no clubinho - aproveitei até onde pude, apesar de todo o cansaço. Às 7:30 da manhã ainda havia disposição pra dar duas voltas na Lagoa e se jogar no pedalinho!

Detalhe pro fervo do fim de festa: as bees se divertindo horrores, brincando de roda, arrasando na amarelinha e na queimada, pulando corda, jogando tênis e vôlei.
Não sei se foi o remix da Cyndi Lauper já de manhã ou o Dia das Crianças se aproximando, mas o momento lúdico rendeu gargalhadas eternas.

Pride @ The Week Rio
ou I'm Everything I'm Because You Loved Me

Contrariando as expectativas, a entrada da casa estava absolutamente tranqüila. O sistema antigo voltou - pelo menos por enquanto - e tudo correu na maior paz.

A The Week estava com a sua pista principal absolutamente lotada e com uma belíssima decoração de fundo do mar. Telões enormes deram a cara da festa - destaque, como sempre, pro ótimo VJ Rodrigo Sucesso (agora colaborador do Glam) com seu indefectível DANCE bombando! Ah!...e o que foi Hebe camargo na tela, gente? AAAMO!

Chris Cox, mais uma vez, reinou absoluto. O super hiper mega simpático DJ deu um show e ninguém conseguiu parar de se divertir. O cara consegue unir todo tipo de tribal, da maior novidade ao mais antigo sucesso da época de Thunderpuss, e deixar todo mundo feliz, feliz, feliz.
Bem que a TW poderia trazê-lo todos os finais de semana, né?

Detalhe pro finalzinho Whitney + Aguilera + Celine. Porque diva é sempre diva. Mas não se enganem: há uma tênue linha entre o clássico e a bagaceira - e só alguns sabem usar essa diferença do jeito certo.

Pra completar, a TW trouxe pro Rio as luzes brancas giratórias iguais às de SP que eu já comentei aqui e pelas quais eu sou absolutamente apaixonado. O que foi o momentinho no final da festa, lá pra umas 9 da matina, quando a pista ficou completamente apagada e só a luminária central rodava bem devagar?! Absurdo!

Parada @ Copacabana
ou Ilariê

A Parada em si foi mais do mesmo: muita gente - 1 milhão não sei, mas a pista da Atlântica estava completamente lotada - e muita gente errada. A versão carioca é bem mais tranquila que a versão de SP - lá não dá nem pra chegar perto, enquanto aqui ainda dá pra se divertir um pouco com o climão de Carnaval.

Apesar de ser um programa bagaceiro, todo mundo comparece - e parece que vai continuar assim por muito tempo. Ao contrário da Parada na Av. Paulista, pra qual muita gente desistiu de ir e agora aposta nas festas que acontecem no mesmo dia - ou até mesmo aproveitam pra descansar de todo aquele fervo -, dá pra encontrar todos os amigos, seja na pista ou nos carros - e sem maiores estresses.

Infelizmente, com o cansaço, não consegui partir pro after da Fosfobox no domingo de manhã - preferi tomar um belo sol na praia - e nem mesmo pro after da Parada - chegamos até a porta do inferninho no Lido, mas tudo parecia muito estranho.

Mesmo assim, valeu pelo evento e pelo exercício da cidadania e da visibilidade. Eu, no meu mundinho Poliana, ainda credito no lado bom da Parada. Pelo menos, vejam vocês, mais uma vez o governador do Estado apareceu, além de um Ministro e dos dois candidatos à prefeitura, enquanto o Crivella ainda amarga a derrota.

Aliás, você já assinou?

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Foi mais um finde incrível. Tô até mal acostumado.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Carioca’s Pride

E finalmente chegou a vez do Rio ter sua Parada do Orgulho LGBT de 2008.
Demorou mas vai!
O finde promete e traz muitas e muitas atrações bacanas pros fervidos da cidade: tem Rosane e sua R.evolution na Lagoa, tem Combo no 69, tem Chris Cox na The Week, tem Ideal, 1140, Papa G.... ou seja, tem pra todos os gostos.

Mas como o domingo é o novo sábado, muita coisa vai rolar no dia da Parada, antes e depois do evento. De festa no Atlântico à Lapa, passando por 00, LB e Praça do Lido, além do after Pista 2, o mais bombado da cidade. E acabei de receber o mailing de uma festeenha no Scala com Pacheco e Robix. A proveitando a data, o Rio Show de hoje dá o tom e coloca na capa as nossas domingayras.

E como nem tudo é só fervo, é hora de pensar no nosso orgulho e na vontade de ser cidadão. Não deixem de entrar na página www.naohomofobia.com.br, onde rola um manifesto a ser entregue no Senado.

Agora é só rezar por um finde com um solzinho gostoso – ou pelo menos sem chuva.

Ah! E vale lembrar que nessas época todo mundo fica mais animadinho. Portanto, se cuidem, usem camisinha, conheçam seus limites.
Nos vemos nas pistas, na Farme ou na Atlântica.

Boa jogação pra todos nós!

quinta-feira, outubro 09, 2008

Piranhão

Nem falei do primeiro turno aqui, né?
Faz quase uma semana, mas ainda vale algumas linhas.

Eu nem votei, já que estava em SP e meu vôo foi só no final do dia. Até tentei em fazer a dobradinha Marta e Havanir a favor do botox pra todo mundo, mas nem deu. Também nem justifiquei: a fila em CGH era de 30 minutos.... Ta boa que eu, cansado do jeito que estava, iria esperar, né? Mas como pode fazer tudo isso pela internet, fica bem mais fácil. E eu continuo sem entender essa paixão de brasileiro por fila.

Fiquei mais feliz do que pinto no lixo por ter visto o Crivella amargando o terceiro lugar. É um sinal que a população do Rio está farta desse populismo desesperado e desse envolvimento religioso que tomou conta do estado nos últimos anos. Mais feliz ainda só de ver a candidata do prefeito lááá no pé da tabela. Como nem tudo são flores, teve candidato envolvido com milícia sendo eleito, além de um preso, uma filha dos garotinhos e alguns da corja pefelista que compõe o secretariado da atual prefeitura.

Seja Paes ou Gabeira, que vença o futuro de uma cidade cansada e destruída por tantos anos de abandono.

quarta-feira, agosto 27, 2008

É tetra! É tetra!

Já faz quase uma semana e eu nem falei sobre o fim das Olimpíadas. Vai então meu veridicto final.

Porque é sério, gente. O comentário que eu mais ouvi foi:
Quem agüenta o Galvão?

Agora ele arrumou um tal de equilíbrio emocional – segundo ele, os jogadores, além de capacidade e vontade, têm que ter o tal equilíbrio pra ganhar o jogo. Pre-gui-ça.
E ainda é pé-frio, cacete. Toda vez que ele chamava a Vovó Fulana ou a Dona Cicrana na casa de algum jogador, o time perdia um set. Aliás, com exceção do futebol, acho que ele gosta mais do Brasil perdendo, já que o drama é bem maior, né?

Imaginem essa criatura narrando uma final Argentina e Brasil na copa de 2014.
Deus nos livre dessa.

quarta-feira, agosto 13, 2008

O passarinho ao ninho sempre retorna

Há dez anos eu cursava a 8 série do Primeiro Grau (sei lá como se chama isso hoje). Era um momento de total ruptura na minha vida até então, já que depois de 11 anos na mesma escola, eu mudaria de ares, buscando me preparar pro vestibular e todas aquelas coisas chatas que envolvem essa época da vida.

Pois bem. Acontece que a escola em que eu estudava - católica, dirigida por irmãs alemãs - resolveu naquele ano adotar a decisão polêmica e pouco pedagógica de dividir as turmas de acordo com o histórico de rendimento de cada aluno. Eu, que enganava bem, fiquei na última, que concentrou todas as maiores notas.

Claro que aquilo foi babado e confusão. Imaginem aqueles pré-adolescentes enfrentando as seleções da vida: além dos primeiros namoros, primeiras transas e primeiras drogas, ainda tinham as notas da escola! Nem preciso mencionar o estigma de quem ficou nas turmas 01 e 02 e adisputa que aquilo não gerou entre o povo... Foi tão bapho que a experiência durou apenas um ano.

Acontece que a minha turma, ao contrário do que uma turma de pessoas apelidadas de cdfs pode parecer, era extremamente bagunceira. Ok. A gente tirava notão, fazia trabalhos elogiadíssimos e tal, mas gongava os professores, reclamava de tudo, falava horrores, fazia festinhas, fervia todas as sextas e sábados e, lógico, colava em to-das as provas com uma desenvoltura invejável. Aposto que se os tempos fossem os atuais, seríamos chamados de hiperativos e não de cdfs...

O mais interessante é que acabou rolando uma união ímpar entre um grupo de 11 alunos da turma, mais exatamente entre os que sentavam nas duas primeiras fileiras. E diante da grande amizade, resolvemos fazer um acordo que dizia que 10 anos depois nos encontraríamos em frente ao colégio - ou em frente ao que existisse no lugar, caso ele tivesse sido derrubado.

Tá que o tal acordo se chamou Pacto da Xana. Sim, isso mesmo, em homenagem à nova palavra que tinha chegado ao Rio, vinda de SP, e trazida por ninguém mais, ninguém menos do que eu. Vanguardista total já naquela época...

E no último sábado rolou o encontro!
Claro que nem todos foram - alguns tinham compromissos de trabalho ou faculdade, outra teve neném há menos de um mês e por aí vai - mas o saldo final foi incrível.

Graças ao RP da turma, fomos calorosamente recepcionados pela diretora da escola - a mesma até hoje, sem uma ruguinha (botox?) e com mais disposição pra subir escadas do que a gente, né? - que nos levou pra conhecer todas as mudanças feitas - biblioteca, quadra, auditório novos -, os lugares antigos - os banheiros da pegação, os cantinhos que matávamos aula, os brinquedos da infância, a capela - e ainda serviu lanche, bateu papo e quis saber das nossas vidas atuais.

Claro que houve aqueles momentos tensos, com a Irmã insistindo em fatos futuros improváveis como casamento e filhos.
Inegável que apesar de todo o compromisso familiar, religioso e profissional que adotamos nesses dez anos (tá boua?), daquela turma só saiu pu-ta-e-vi-a-do.
Imagine se ela soubesse...

Depois da visita, o grupo ainda foi almoçar e, claro, fofocar sobre a vida de tooodas as pessoas que estudaram com a gente naquela escola. Foi ótimo e divertidíssimo. E ainda matamos as saudades.

Já estamos preparando a próxima, dessa vez com todas as pessoas que se formaram naquele ano e seus agregados. Vai ser divertido ver alguns casados, outros formados, uns desempregados, muitos perdidos.

Rever o passado, reviver as lembranças, testar a memória. Alguém já disse que recordar é viver. E pode até parecer pouco tempo, mas só assim percebemos que apenas dez anos depois os caminhos são tão diferentes e as mudanças são tão radicais.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Alto Verão

E foi oficialmente anunciada a grande novidade da moda brasileira. Depois de tanta expectativa e muita demora, tinha gente já achando que nada iria sair do papel.
Pois Nizan Guanaes veio confirmar que de 5 a 8 de novembro acontece o Rio Summer, a semana de moda praia que promete trazer grandes compradores e personalidades internacionais pro Forte de Copacabana e pras dependências da filial carioca do Hotel Fasano.

E já tem publicação internacional apostando que o Rio vai desbancar Miami nesse quesito. Vamos combinar que se falarmos de qualidade e criatividade, ficamos anos-luz na frente dos americanos, né? É só torcer pra que as celebrities mundiais se animem e apareçam no calçadão. Quanto mais badalado for o evento, mais propaganda de graça a gente ganha.

O mais legal é que todas as marcas brasileiras de peso vêm junto - Blue Man, Lenny, Totem e Osklen são só algumas. Resta saber o que ocorrerá com seus desfiles nas semanas regulares, nas quais quase todas se apresentam. Apesar do alto custo envolvido, o ideal seria uma apresentação pro mercado internacional, no qual apenas uma ou outra já está estabelecida – e aí vale todo aquele conceito de brazilian way of life que os gringos adoram - e outra pro mercado interno, que além de já conhecê-las muito bem, sabe diferenciar a marca de acordo com a “moda” que cada uma faz.

Prepare o biquinão e se jogue, porque agora teremos duas cidades na rota dos grandes desfiles.

quarta-feira, agosto 06, 2008

De volta

Essa é a primeira linha que eu escrevo em quase duas semanas.
Nesse curto tempo, muita coisa aconteceu. Tanto que pra mim, parece que foram dois séculos.

Vou voltar aos poucos, calmo, como acho que deve ser. E não esperem encontrar muitas coisas sobre mim por aqui: até eu começar a falar da vida com a naturalidade de antes, vai ser preciso muitas e muitas horas de reflexão.

Que os leitores e amigos queridos estejam sempre por perto.
Só assim percebemos o verdadeiro valor das pessoas.

quarta-feira, julho 23, 2008

Eleições 2008

A campanha pras eleições desse ano já começou. Mas enquanto não temos o melhor programa de humor da TV brasileiro, o Horário Eleitoral dos vereadores, a gente vai acompanhando as notícias dos candidatos esperando os baphos da vez.

Aqui no Rio a coisa costuma ser bem animada.
Quem não lembra da coincidência dos arrastões nas praias provacados por pretos, pobres e favelados logo quando uma candidata preta, pobre e favelada disparava nas pesquisas ou até mesmo quando o maluquinho Cesar Maia usava seu digníssimo casaco laranja sob o sol de 40 graus?
São muitas histórias divertidas.

Esse ano, a diversão virá do confronto entre a onipresente e solteira candidata do prefeito, Solange Amaral, com seu discurso inflamado, e o garoto-zona sul Eduardo Paes, candidato do governo estadual. E ainda tem também a cabeluda Jandira, a favor das bees e do aborto, que a Igreja Católica odeia.

Mas a graça principal vai ficar por conta da figura irritantemente cara-de-pau do Marcelo Crivella, o senador-ex-bispo-da-Universal-que-não-declara-bens-em-seu-nome.
E já começou! A mais nova pérola é que ele não fará campanha na Zona Sul. Segundo o candidato, na região "as pessoas têm um cmportamento diferente de outras partes da cidade, que gostam de parar na rua pra conversar. Na Zona Sul não é assim."

Ok. A gente acredita. Nada tem a ver com seu índice de rejeição de 29%. Muito menos com o fato de que na pesquisa com a população de maior renda e ensino superior completo, esse senhor perderia no segundo turno qualquer que fosse o outro candidato.

E ainda disse (na terceira pessoa, horror dos horrores): "As pessoas dizem que o Crivella mistura política com religião, que vai acabar com o carnaval, perseguir homossexual, fechar terreiro de macumba. Mas eu sou homem de tolerância, da paz. Essa é a minha vocação."

Sendo assim, quero ver o bispo de sunguinha na Sapucaí, abrindo a Parada do Rio ou deitando pro santo.
Por acaso a minha vocação é ser otário?

sábado, junho 28, 2008

Somewhere over the rainbow


Feliz Dia do Orgulho, bees!

Como todo mundo sabe, hoje é o nosso dia. Isso porque há 39 anos acontecia a famosa rebelião de Stonewall, o bar gay em NYC onde as bees enfrentaram a polícia em nome do orgulho e da liberdade - pra quem não sabe a história, vale ler aqui.

Menos de 4 décadas se passaram e cada vez mais as conquistas acontecem. Claro que umas mais e outras menos, mas quem diria que hoje já teríamos união civil, adoção, gigantescas paradas espalhadas pelo mundo, direitos previdenciários, visibilidade e - pasme! - respeito.

Claro que a gente ainda precisa de muita coisa - a violência homofóbica é o lado mais obscuro e ainda muito presente - mas dá pra lutar e sonhar por aquele mundo perfeito em algum lugar depois do arco-íris.

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E tá todo mundo celebrando por aí.
Nesse finde acontecem algumas das paradas mais bombadas do mundo: Berlim (com direito a um representante do blog, tá?), NYC (com direito a Mr. Tony Goes, tá?), São Francisco, Toronto, Chicago e Cidade do México (ok, essa não é bombada, mas vai acontecer assim mesmo).
Todas naquele esquema chato e que ninguém gosta: zilhões de bees de todos os cantos, muita pegação, muitas festas e muitos top DJs (Peter e Offer tocam em NY e Toronto, enquanto Ana Paula fará dupla com Tony Moran na cidade canadense).

Por aqui, a Prefeitura do Rio também resolveu lembrar da data. Olha, eu adoro falar mal do prefeito, mas não posso negar que ele anda bem atuante na defesa da causa. Talvez tenha percebido a importância do turismo gay pro Rio - e depois de anos sem qualquer incentivo, até prêmio a pessonas importantes da comunidade GLBT entregou.
Hoje, a Farme amanheceu com cartazes que darão início ao Rio Orgulho, a comemoração, no próximo ano, dos 40 anos do fato, com programação de seminários e encontros sobre temas gays - e tomara que signifique um maior investimento pros eventos e pra Parada da cidade.

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Nesse domingo, fechando a tradicional Semana da Diversidade Sexual, o GNT exibe um programa especial da Gabi e, depois, o documentário inédito Filhas de Chiquita, sobre as travestis de Belém (tentei mas não consegui ver no Festival do Rio, não perco por na-da).

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Vamos comemorar, amigos?

sábado, junho 14, 2008

O Rio é fashion
(Aqui o texto completo - e mais bonitinho, né?)

Logo nessa semana de Fashion Rio, meu trabalho bombou horrores. Se mal consegui tempo pra pegar os convites (aliás, brigado, fofo), imagine dar pinta na Marina. Nem no Dia dos Namorados eu tive trégua - meu chefe está separando e passando por um momento de carência afetiva: me chama pra tudo, pergunta tudo, reclama de tudo... o erro.

Acabei perdendo a chance de sentar do lado da Gloria Maria no Victor Dzenck (cê jura, né?). Tava muito a fim de perguntar pra ela como anda a vida, quais os projetos pro futuro, como vai o namorado novo... coisas de comadre. E se não deu pra ir a tudo, pelo menos gostei do que vi: o off-white de Melk ZDa e o masculino alinhado e careta de Ivan Aguilar me chamaram a atenção.

Tá, sei que eu não sou a Erika, mas posso fazer um balanço da semana?!
O Rio continua apresentando aquelas marcas que colocam um monte de artista na passarela, usando umas roupas de "vou ao shopping" jurando que têm estilo, fazendo carão e cobrando cachê alto, a la TNG e Sandpiper. Por outro lado, também teve coisa muito boa, como Tufvesson e Maria Bonita Extra, as promessas de Luiza Bonadian e Espaço Fashion e a sempre deslumbrante Lenny.

Quanto às tendências, só digo que eu nunca vi tanta referência ao mar junta. Diz que se tocasse Bethania mais uma vez, os fashionistas iriam se atirar na Baía, menino.
E segundo a própria Erika, o babado do verão vai ser o branco, acredita? Aliás, vale dizer que a cobertura do site com todo o humor do TDUD? e os videos GemaTv ficou incrível!

Os lounges, mais uma vez, foram o destino do povo - fashionista ou cafona. Parecia programa de fim-de-semana, quermesse ou coisa do tipo - nessa sexta, então, a cidade inteira estava lá. Claro que comer e beber de graça e ganhar brinde tem todo o seu valor, mas segundo uma amiga influente, alguns pareciam verdadeiras bagaceiras: gente errada, um povo sem noção, mulherada bêbada gritando e dando em cima dos recepcionistas...
As festinhas pós-desfiles também foram sucesso. Do Bailinho ao Fasano, todo mundo estava no Rio - e as colunas de fofoca adoraram, claro.

No fim, aconteceu o que se esperava: FR acabou ganhando com a saída da Colcci. Não ver Gisele se divertindo na piscina do Copa foi trágico (e olha que foram dias de tempo maravilhoso, ela iria adorar), mas, pra compensar, a seleção de tops deixou um ar de semana internacional: Ana Claudia Michels, Isabeli, Juliana Imai, Izabel Goulart (pra mim, a mais linda de to-das), a belíssima italiana Mariacarla Boscono, Emmanuele (absurda!), a russa-que-não sei o nome (sem gracinha ela, né?) e até Carol Trentini (direto de NY numa passagem meteórica) baixaram no Rio. Todas, claro, com suas Chanel de corrente longa bafônicas, o hit dos backstages desse ano.

Na cidade famosa pelas mulheres bonitas, nada melhor do que contar com um time desses pra deixar tudo muito mais maravilhoso.

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E se a gente não teve La Bundchen, tivemos uma outra Giselle. Sim, aquela que já virou referência em figura caricata carioca e que se enrola na cortina e vai pra noitada, faz performance à beira-mar da Farme e veste pele e lenço Chanel na pista da TW estava lá, mais uma vez. Sem ela a semana de moda não funciona.

Foto: Carol Trentini pra Redley - Chic.com.br

quarta-feira, maio 28, 2008

As Noites

Agora vamos ao que interessa.

The Week’s Angels Visit Pacha

A noite começou confusa. Depois de passarmos no Ritz, seguimos pro clube mais longe do mundo(dessa vez, pelo menos, a gente já sabia o que significava Ceagesp...) Chegamos um pouco depois das 2 e já recebíamos informações de que a entrada estava dramática. Não deu outra: três enormes filas, muito empurra-empurra e 50 minutos depois, conseguimos entrar no club jet-setter paulistano.

Olha, na boa... a casa é incrível, tem uma ambientação fenomenal, uma ótima infra-estrutura... mas não pra uma noite abarrotada como esta, em plena Parada. Se no ano passado a casa, ocupada pela falecida X, foi considerada a melhor noite da temporada, este ano deixou muito a desejar. Sente o problema: primeiro, uma aglomeração interminável, controlada por seguranças mal treinados. Havia plaquinhas que indicavam filas de ingressos antecipados e filas pra bilheteria – e, pasme!, de absolutamente nada serviam, pois em qualquer uma que você entrasse não havia diferença. Depois, vários caixas com filas enormes, onde você daria seus dados e pegaria a comanda. Pra quem já tinha cadastro na casa, como no meu caso, a demora era de menos de 30 segundos. Já quem não tinha, empacava a fila fornecendo ficha completa, nome, telefone, email e afins, provavelmente apenas pra constar no mailing da boate.
O mais absurdo ainda estava por vir. Apenas dois – eu disse dois – seguranças pra revistar aquele bando de gente, o que formava mais uma fila. Ou seja, três filas gigantes e cada uma só andava quando a próxima diminuía. Impossível achar que o povo não se revoltaria, vaiaria, xingaria e começaria a gritar palavras como "vergonha! vergonha!". Na boa, me lembrou a entrada de festas na Fundição Progresso...

Cabe dizer que se a TW quer mesmo continuar com a parceria com o grupo Pacha-Sirena, precisa rever seus conceitos. Ficou claro que o clube mauricinho não segura a pressão desse tipo de público, ainda mais nessa época. Se ainda fosse um final de semana comum, quem sabe. Mas o que se viu foram banheiros imundos, bares alagados, serviço lento, preços elevadíssimos, pista quente, chapelaria com fila, falta de táxi na saída da casa... Nada que lembrasse a edição da Parada do ano passado e muito menos que chegasse aos pés do "padrão TW de qualidade". Na próxima, sugiro que carreguem todo o staff da casa da Lapa, não só os DJs.

Superado esse problema, a festa estava redonda. O som do DJ Paulo não impressionou e os Angels mostraram que não precisavam de qualquer companhia naquela noite.
Ainda assim, o povo se jogou com força.

O ponto alto foi mais uma vez o banheirón feminino, que fazia a gente se sentir no Mediterrâneo. Ficamos horas papeando, encontrando as ameega, vendo as bunita. Até que uma bissinha chata sentou na pia e ficou gritando "Você não se vende? Eu me vendo por 100 reais...hihihihi" com uma voz de gralha que doía os ouvidos. Voltamos pra pista e de lá pro hotel, com a sensação de dever cumprido e a vontade de mais e mais e mais.

Toy @ The Week

Sexta fomos recebidos com toda a pompa pelo casal mais querido do mun-do, Tony & Oscar, na famosa Maison Lorena pro chill in mais babadex de SP. Depois de muitas bebidinhas, muitos bafos, muita conversa e muitos amigos, seguimos pra The Week, animadíssimos pra curtir o set do DJ Chris Cox.

A primeira impressão: a casa estava absurdamente linda! Não só pela nova estrutura metálica, vulgo Arcos do Triunfo como diria Lindinalva, mas a decoração era incrível. Se a arte de Romero Britto é um tanto quanto questionável, funcionou perfeitamente na ambientação da boate num trabalho lindíssimo da Perverts. A tela de leds atrás do DJ, então, era um show a parte.

Chris Cox comandou a pista como sempre faz e misturou hits antigos com novos sucessos, levando o povo ao delírio. Não dava pra parar de dançar um só minuto.

Só conto que nessa noite, baixou uma galinha cocoricó no meio da pista, menina. Ela ficava empoleirada, grunhia, mas não saía do lugar. Diz que tomou alguma coisa que não fez bem, daí esse revertério. E o resto é história...

Babylon @ The Week

A decoração não estava tão incrível como no dia anterior, mas o clube continuava lindo. Dessa vez, com um toldo enorme na tal estrutura metálica e muitas performances de vários artistas. Ficamos ali, na área externa, tomando fôlego e disposição pra enfrentarmos a multidão da pista principal. E até que foi bem mais fácil do que eu imaginei...
Sabe que senti uma grande diferença dos outros anos? Antes, o povo se dividia nitidamente entre paulistas e cariocas, com alguns clãs do sul, Brasília e BH. Hoje, a misturada é muito mais forte. Impossível ver uma área apenas de cariocas, como sempre acontecia, principalmente nas grandes festas da TW SP. Tem gente do Nordeste, interior e muitos gringos. E se muitos cariocas se aposentaram, outros já surgiram no circuito. Aliás, ano que vem eu darei a idéia da minha academia patrocinar o evento - afinal, todomundo estava lá...
Fato que a Parada já é tão globalizada quanto o Carnaval.

Voltando à festa, os ingressos na porta chegaram a 200 reais e tudo tinha um motivo: Peter e Offer, Offer e Peter. Há meses só se falava nisso, já que seria a primeira vez em que os dois se apresentariam na mesma noite no país.

Eu achei que o Offer tocou pouco tempo. Não digo que foi ruim, porque ele é sempre divertido, mas ainda não voltou aos velhos tempos. Gostei de ouvir Billie Jean, claro, além de Madonna. Já Peter é sempre Peter. Tem uma técnica incrível e sabe exatamente o que fazer em cada segundo que está na cabine.... Continua sendo o meu DJ favorito.
Mas o ponto alto da noite foi de dia: a versão de Tocame com We Belong Together é o máximo! E ali, com o sol incrível num lindo céu azul, à beira da piscina, cercado de amigos, no último dia da Parada... não tem como não classificar esse momento como algo inesquecível.

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As festas foram maravilhosas e isso ninguém pode dizer ao contrário. Faltou disposição pra enfrentar os chill outs, afters, outros clubes e pool parties – principalmente a GiraSol, tão bem falada pelas bees. Mas não houve qualquer arrependimento. Curtimos na medida certa, na proporção exata, nem mais e nem menos. Talvez não teríamos aproveitado tanto as coisas boas que surgiram – os amigos, os momentos, os lugares – se o pé tivesse ido mais fundo na jaca. A idade nos traz alguma sabedoria, é verdade... Deu até tempo de dormir, acredita?

Como esse foi praticamente o último feriado do ano e a Parada do Rio ainda está longe, a gente entra em processo de recuperação por tempo indeterminado.
Valeu muito e que venham as próximas festas.

Começa agora aquele período chato até o Reveillon.

terça-feira, maio 27, 2008

Semana do Orgulho

Tudo começou na quinta-feira. Chegamos em Congonhas antes das 10 da manhã, sem qualquer atraso no vôo e com o saguão do aeroporto já lotado de bees de todas as partes do país. E como não poderia deixar de ser, aproveitamos a temporada para curtirmos a cidade com os olhos turísticos.

Na quinta, após um “olá, querida” no Shopping Frei Caneca – e de comprarmos a Dom com o Guia da Parada by Marcos e Thiago, claro – seguimos pra Estação da Luz. Ainda não tinha tido a oportunidade de visitar o Museu da Língua Portuguesa, que é incrível. Claro que corremos pro totem do iorubá e ficamos mandando a gravação repetir neca umas 8273876 vezes... Fica a dica pra Praça da Língua, que é absurdamente interessante (mas chegue alguns minutos antes pra pegar senha).

À noite, o programinha pré-jogação foi o mais tradicional das terras paulistanas: caipisakê no Ritz, com hambúrgueres e bolinhos de arroz e o simpaticíssimo staff da casa.

Na sexta, após um maravilhoso almocinho no Spot, o programa da tarde foram as compras na Oscar Freire. Aproveitamos pra fazer uma visitinha a Doc Dog, onde a phopha Flávia mostrou pras bunitas todas as novidades da lojinha fetish. Sucesso o pinto rosa de silicone, gente!

O sábado foi de almoço no America da Paulista, café no Fran’s da Haddock Lobo, visita à Livraria Cultura e botequinho na Frei Caneca pra dar aquele último suspiro de divertimento na Terra da Garoa. Sem contar o café-da-manhã na Bella Paulista pra fechar as jogações em grande estilo.

Foram tantas e tantos programas e ainda faltaram tantas e tantas coisas. O Octavio, Mestiço, Masp, Lanchonete da Cidade, Cristallo ficam pra próxima... quem quiser convidar, estamos aí, ok?

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Os Amigos

Sem dúvida, o melhor de toda essa função foram os amigos. Se essa é a Parada do orgulho, tenho o maior do mundo de tê-los tão perto de mim, sejam eles de infância ou de menos de 6 meses.
Foi surpreendente passar por tanta coisa juntos, dividir tantos momentos bons e até mesmo compartilhar histórias ruins, mas saber que podemos contar usn com os outros para o que quer que seja. Ouvir algo do tipo "eu nunca poderia perder isso aqui!" naquele exato momento no meio da pista é muito bom.

Divertidíssimo também foi conhecer tanta gente nova, tantas pessoas com quem a gente só fala nesse mundinho de blog / comentários / emails / msn. Gente como o Marcos e o Ludo, com quem há tanto tempo eu troco idéia e pude finalmente dar um grande e demorado abraço. Outros novos e já tão queridos como o Gui Sillva, a Lúcia, o Alê Lucas e o Jayme, que até torpedinho mandou pra mim e pro namorado - e ganhou o troféu de mais fofo da TW! Outros que já fazem parte dessa história e por quem o carinho só aumenta a cada vez que nos vemos, como a Lib, o Tony - os primeiros blogueiros que conheci, até parece que faz séculos - e o Thiago (esse já virou irmão paulistano).

Confesso que precisava registrar a cara de cada um que ainda não me conhecia. Como não tenho foto aqui e muito menos Orkut (motivo de puxão de orelha do Tony, confesso), ninguém me reconhece. Só após alguns segundos, depois de me apresentar, é que a ficha cai, seguido daquele "ahhhhhhh!" tão bom de ouvir. E não é que até me imaginavam mais alto, minino?

Pra todo mundo que passa por aqui pelo menos uma vezinha, digo que talvez seja essa a recompensa de escrever um blog.

Aliás, espero todo mundo aqui no Rio, hein. Ou novamente em Sampa...
Prometo que não vai demorar.

segunda-feira, maio 26, 2008

Alguma coisa acontece no meu coração...

Indescritível.
Não tenho palavras pra dizer o quanto foi bom esse feriadão da Parada Gay de São Paulo.

Amigos antigos, amigos novos, pessoas incríveis, som maravilhoso, noites inesquecíveis, momentos divertidos, lugares absurdos... absolutamente feliz por poder curtir tantas coisas de uma cidade tão surpreendente.

Ainda estou em ritmo de recuperação, mas prometo contar (quase) todos os detalhes desses dias.
Só sei de uma coisa: foi incrível!

quarta-feira, maio 21, 2008

Tá na hora, tá na hora

É chegada a hora do tão esperado e aguardado evento do ano, o maior acontecimento gay desse país.
Quem se aventurar em São Paulo neste feriadão com certeza não irá se decepcionar: infinitas opções, desde gastronomia, cinemas, museus e compras até noitadas e pegações. Como todo mundo sabe, as festividades já começam hoje, com os clubes funcionando a pleno vapor, e vão até a segunda de manhã - porque o povo quer mesmo é se jogar.

Se as críticas ficaram por conta da repetição de atrações e da provável farofada da Parada, eu digo que meu objetivo é muito mais do que isso. Afinal, nada como uma caipisakê no Ritz ou uma visitinha ao Masp, ainda mais com os tantos amigos por perto.
Eu e minha trupe chegaremos nessa quinta beeeeem cedo, prontos pra curtir não só as festas, mas também com uma extensa programação off-fervo. Aliás, dois do grupo nunca se jogarem na Terra da Garoa - mais um motivo pra aproveitarmos ao máximo tudo o que temos direito.

Claro que as recomendações de quem não é novato nessa história toda são sempre as mesmas, mas não custa repetir: nada de abusos - cair na pista não pode, hein -, muita atenção aos seus pertences, leve sempre um casaquinho, vitamina C e uns remédios básicos (eu sempre fico ligeiramente doente, acho que é a garoa...) e curta muito, muito, muito. Pra quem for à Paulista, não beba e fique sempre atento às confusões.
E não esqueçam: CAMISINHA sempre, hein, bees!

O blog dará uma descansada, mas volta na segunda com o que sobrar de mim, além das melhores histórias e dos maiores bafos.
Ah! Para quem estiver por lá, deixe contato nos comentários. É sempre um grande prazer encontrar blogueiros e leitores! Qualquer coisa, pode me gritar na pista. Ou então dar uma passadinha no banheiro, tradicional ponto-de-encontro e bate-papo na noite.

Nos vemos na pista, na Oscar Freire ou no Spot.
Boa jogação para todos nós!

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Nesse clima, o banner ali em cima ficou mais colorido.
E o video ali do lado é Proud, com Heater Small, no seriado QAF.

quinta-feira, maio 08, 2008

Será?

E juram por aí que a tia vem no final do ano.

Eu só acredito ven-do!

quarta-feira, abril 02, 2008

Desabafo

Não sei por que as pessoas continuam vindo para o Rio.
Chega a ser vergonhoso morar numa cidade - num país, vamos ser mais realistas - que apresenta um quadro tão absurdo de uma doença simples - tem coisa mais fácil do que matar mosquito?

E, como se não bastasse essa situação, os hospitais estão do jeito que estão. Há tempos. Meu pai é médico, sei muito bem como tudo acontece.
Ontem o governador, depois de anunciar a chegada de profissionais de outros estados (sim, porque o Rio possui um dos piores salários da categoria e muita gente, principalmente os recém-formados que são pau-pra-toda-obra, acaba optando por trabalhar não só em SP, mas também na Bahia, Paraná ou Minas. Agora imaginem o quanto se gasta pra trazer um médico de outro estado...), disse que é hora deles pararem de lenga-lenga.

Só faltou dar uma raquete elétrica - hit nos sinais de trânsito da cidade a R$ 20,00 - pra cada médico. Porque eles ficaram de lenga-lenga o ano inteiro, não mataram o mosquito e tá tudo do jeito que está. Não é?

Nessa semana, fomos notícia no NYTimes e no Le Monde. Eu avisaria: não venham pra cá, gente.
A cidade fede, a insegurança reina, o mosquito ataca.
Pra quê?

E daí que - finalmente! - a bendita classe-média carioca resolveu protestar contra o prefeito. Ohhhh...depois de DEZESSEIS anos desse senhor no mesmo cargo, agravados pelos dois governos do sr. Garotinho, alguém enxergou que a cidade está abandonada.
A mesma classe média que elegeu e reelegeu não só ele, mas também seu filho pra Câmara dos Deputados.

Agora o índice de avaliação do governo municipal como ruim/péssimo bateu a casa dos 43%, recorde dos recordes, e 63% entre as pessoas mais velhas, com maior renda e mais escolarizadas, o antigo eleitorado de Cesar Maia.
O prefeito quis contornar a situação, mas já jogou a toalha faz tempo. Nem rezar no Bonfim adianta. E respondeu à pesquisa dizendo que isso é natural diante da situação que estamos - situação esta que ele negou admitir que seja uma epidemia.
Disse tudo por e-mail, claro.

Enquanto isso, do outro lado da Baía, Niterói, que desde a época do antigo prefeito possui governos sérios e comprometidos, não registrou sequer uma morte por dengue - e ainda mantém os índices da doença a baixíssimos números.

Triste ver o estado que estamos. Triste saber que apesar do povo e das belezas que temos, somos obrigados a conviver com esses fatos. Triste saber que ainda temos 8 meses até um novo prefeito assumir.
E o pior: um dos fortes nomes a ocupar esse cargo é um senhor que ainda nessa fase de pré-candidatura já teve seu auge na frase "ele defende homem com homem, aborto e maconha" sobre o outro candidato.

Há uma saída?

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Balanço Final

Gente, que Carnaval do basfond foi esse?!
Teve Beija-Flor Bi-Campeã com Salgueiro vice (tá vendo que eu sou pé quente, né?), teve chuva, teve festa cancelada, teve porrada no Sul, teve bloco, teve Banda, teve samba, teve Offer, teve o sucesso de Floripa.

Tá certo que meu Carnaval foi beeem mais calmo do que os dos últimos anos, mas dessa vez curti meus amigos como em nenhum outro antes.

Confesso que foi bem mais saudável, do jeito que eu queria, mas ainda tô me recuperando.

Vamos ao resumão:

Peter @ The Week

O bonde das bunita crescia a cada hora. Foi só dar uma passadinha no eixo Farme-Banda de Ipanema que mais gente se juntava, todos animadíssimos pra se jogar na noite. Quando finalmente estávamos prontos, mais uma amiga aparece bêbada e com fogo na bacurinha pra conhecer a buatchi. E lá fomos nós, carregando, além das bibas, 4 mocinhas rachas - duas frequentadoras assíduas e duas estreiantes de The Week.

O medo do babado e confusão na porta era grande - afinal, muita gente estaria lá e, como se não bastasse, 3 pessoas do bonde das bunita estavam sem convites - mas quando chegamos vimos qual é a verdadeira diferença daquela casa para as outras: os erros são devidamente corrigidos e o cliente é certamente respeitado - nenhuma confusão, filas controladas e seguranças que organizavam tudo exatamente como deveria ser.

Claro que a entrada triunfal com Tony é sempre um capítulo à parte e em poucos minutos já estávamos dando pinta na area VIP - mais conhecida como camarote da Brahma, por causa daqueles janelões babadeiros de frente pra pista.

O som de Pacheco na Docas era delicioso. E Peter, claro, é sempre o mestre. Sabe todos os exatos momentos da pista e ainda tocou Toy Soldier (não sei se a versão é dele, mas eu me acabei na Britney). E fez questão de fechar a noite - ordem é ordem.

Dava gosto ver a pista bombando daquele jeito.

Offer @ Bitch

Olha. Se me perguntam como foi a festa, eu respondo: "O que exatamente você quer saber? Sobre a festa ou sobre o Offer?"
Fizemos o que previ: chegamos e saímos exatamente juntos de Offer Nissim.
Offer é uma diva. Daqueles que não precisam de nenhuma cantora dos anos 90, ele faz um show próprio. E depois que contaram que a bee tocou extremamente bicuda em Floripa por causa do ônibus / avião / engarrafamento, aqui no Rio ela tirou a noite pra bater muito cabelo.

O DJ entrou às 2:30 e pelas duas horas seguintes foi um verdadeiro show. Certeza que ele traz na bagagem um CD chamado Brazil I, põe na picape e aperta o play.
E dá-se o espetáculo.

Durante todo esse tempo, sequer tocou nos fones de ouvido - era só bateção de cabelo, pinta, dancinhas divertidíssimas e hits que não deixam a gente ficar parado um segundo. Teve até beesha uó invadindo o palco, agarrando o dj e o segurança jogando a loka de volta na platéia - se Madonna não vem, Offer vem. Tudo isso com uma iluminação fantástica e um palco com um quê de Daft Punk.

Às 4:30 da manhã, Offer trocou de cd - dessa vez, Brazil II - e aí sim, começou a tocar. Por uma hora ouvimos o que ele entende de house music, com algumas novidades da case e a evidente influência do patrão. Como no ano passsado, essa é a hora que a pista dá uma esvaziada (as popopós acham chato quando não dá pra dublar) e só assim conseguimos curtir um lado diferente do cara (que a produção da Bitch não permite, diga-se).
Detalhe pro momento lambada com a versão de Chorando se foi (lembra?). Às 5:30, tocou dois hits e fechou a noite com Alone, claro. A massa ficou louca.
(E essa foi a deixa pra que nós mirassemos a porta de saída e batessemos em retirada, nem um minuto a mais.)

Tipo...podem reclamar, mas todo mundo sabe que é assim, né? E eu não estou falando mal, muito pelo contrário. A proposta é essa e como não é a minha primeira vez - sei até as dacinhas da diva -, a única obrigação é me divertir com Offer Nisim.
E digo que foi muito bom.

Já da festa eu não posso falar o mesmo. Pra mim, o nome Bitch deveria mudar pra Circo dos Horrores, tamanha a quantidade de monstros e coisas horríveis com as quais você esbarra. Desde amapô fantasiada de índio até quaquás com cordões e saias brilhantes de material indecifrável, passando pela imensa quantidade de D&G e Armani do Saara/25, tudo é um evento.
E nada é divertido, muito pelo contrário.
Muita gente (como o blogueiro Alê Bessa) ficou barrado na porta porque a empresa que vendeu os ingressos pela internet não estava mais lá - e a produção da festa não se responsabilizou pelo fato; o banheiro era um lamaçal absurdo e nojento, com poças de um palmo de altura; a fila do feminino dava voltas; o bar não vendia mais cerveja pois estava quente; os demais DJs tocaram tamborim e NoNoNoBambino (nas palavras de Estefanio, que não aguentou nem mais uma hora por lá).
E o pior: na porta, quando cheguei, o preço do ingresso batia os inacreditáveis R$ 140,00 - absurdo pra estrutura vergonhosa que foi oferecida.
Fato que esse circo, além de ser dos horrores, é muito mambembe.

Enjoy @ Roda
Pacheco e Isaac Escalante @ TW

Estávamos animadíssimos pra edição da Enjoy na Roda Skol. Tentamos rodar na roda, mas foi em vão: chegamos um pouco depois das onze da noite e os ingressos estavam esgotados.
Muita gente perdida, muitos HTs na porta e muita bee frustrada.
Acontece que os ingressos da Roda eram os da Enjoy - e vice-versa. Não havia separação e muita gente (velhinhos, pais de familia, casais de namorados) entravam, rodavam e saíam - não estavam interessados no que acontecia nas tendas, claro.

A solução foi partir pro Felice, fazer um esquenta informal e não combinado, e de lá curtir a noitada da The Week. A buatchi estava cheia, na medida. E depois de muita reclamação, parece que acertaram a mão: a area Vip parecia encontro de comadre, só figurinha conhecida.

No som, Pachecão, dessa vez, comandava com maestreza a pista principal. Indiscutivelmente, o melhor DJ brasileiro. Eu não conhecia o som do Isaac - das outras vezes, ou fui embora antes ou não curti como deveria - mas achei o DJ incrível, como todo mundo já dizia. Adorei a versão de Apologize, adorei ouvir I feel love, adorei ver o astral do cara, que parecia brincar de tocar, tamanha a diversão.

Saímos de alma lavada e com mais um topDJ imperdível na lista.

X Demente

A XD deu mais um tiro no pé nesse Carnaval.
Que a festa tivesse sido cancelada por falta de alvará, acontece. Que tivesse mudado de lugar na noite de terça-feira, também acontece. Mas mudar pra quarta, trocar o lugar (se fosse pra trocar de lugar, pra que trocar a data?) e ainda assim sem avisos oficiais com antecedência razoável, é inadmissível.
Os dois avisos do site somente foram ao ar por volta da meia-noite de ontem e anteontem, o que é completamente desrespeitoso com quem acompanha a festa.

E eu, que tinha convites antecipados nas mãos, resolvi apenas sair na noite de quarta-feira pra encontrar, beber e me divertir com os amigos no Leblon.

Não sei se a festa encheu, não sei se ficou às moscas. Mas o descaso, o cansaço e o fato do namorado ter que trabalhar hoje foram importantíssimos pra nossa decisão, apesar dos DJs incríveis que eu gostaria muito de ter visto.

Agora é esperar pela novela da troca de ingressos.
Ou do processo em cima da produção, o que vier primeiro.

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Cara, não acredito que até o Carnaval já passou.
Agora é dar uma diminuída na velocidade do créu porque além de um ou outro feriado que vem por aí, no calendário gay daqui a pouquíssimo tempo a parada de SP já chega chegando.

E o meu ano só começa na segunda-feira.
Até lá, vou curtindo a ressaca.

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E a frase do Caranaval foi ouvida na Banda de Ipanema, de uma amapô pra uma bee fantasiadíssima:

Abala, bicha!

sábado, fevereiro 02, 2008

Bandeira branca, amor

Eu amo o Rio, sem dúvida, e como em todo caso de amor, a gente vê muitas qualidades mas também muitas defeitos. E como em um longo, antigo, duradouro e verdadeiro romance, os dois brigam mas sempre acabam se entendendo.
Ontem, por exemplo, fiquei mais uma vez maravilhado com a felicidade do povo nas ruas do centro, acompanhado pelo constante baticum das rodas de samba que se formaram desde muito cedo. Mais tarde, a inevitável irritação com a quantidade de camelôs tomando as calçadas da zona sul me fez crer que uma cidade assim não merece o prefeito que tem. Mas pra terminar o dia feliz, quem viu o programa Samba no Céu da Globo News, que reuniu no alto do Pão de Açúcar em um lindo dia de sol todos os diretores de bateria, musas, puxadores, porta-bandeiras das escolas de samba cariocas, além de ícones como Martinho, Beth Carvalho e a linda Dona Ivone Lara, sabe que isso não teria como acontecer em qualquer outro lugar do mundo.

Já São Paulo é a minha cidade preferida, claro. É um caso de paixão. Que, ao contrário do amor, só te deixa enxergar as coisas boas - cada minuto na terra da garoa é motivo de encantamento. Aliás, quando cariocas otários começam aquele papo de que “lá não tem praia”, “a cidade é feia”, “paulista só sabe trabalhar”, “falta corpo pras barbies”, me torno o maior defensor das inúmeras vantagens que a cidade oferece.

Claro que tudo tem o seu limite e o meu veio nessa sexta-feira.
Não dá. Definitivamente, Carnaval em São Paulo não acontece.
Não adianta dizer que está rico, grande ou profissional. Falta uma ginga, um brilho, um algo mais.
E vamos combinar que é a maior concentração de mulheres loiras e sem graça por metro quadrado?! Você olha em qualquer carro de qualquer agremiação e só vê mulher branquela. Senti uma vibe Mardi Gras sem colares e peitões.
Alguém aproveita e avisa lá que as mulatas da Mangueira são insubstituíveis?
Alguém aproveita e conta que Joãosinho Trinta fez sucesso nos 80’s depois que colocou todas as nilopolitanas – brancas, negras, mulatas, índias – de peito de fora em todos os carros?

Nem na manifestação mais popular do país a classe média paulistana larga o osso.
Ô raça!

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Pra essa temporada de jogação no Rio, não vou fazer aqueeeeeeeeeeela análise de todas as festas e opções. Primeiro por inteira preguiça, falta de tempo e, tipo assim, Carnaval já chegou, nem dá mais tempo, né?
(Nesse sentido, deixo vocês com as previsões de Rosilda Gray, que sabe tudo e não está prosa).
E depois porque dessa vez eu estou deixando a vida me levar e, sem ficar ansioso ou extremamente na fissura por conta das festas, quero diminuir o creu pra segunda velocidade.

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Mas isso não quer dizer que eu não vá me jogar, é claro. Mas também vou tirar a semana para almoçar nos meus lugares preferidos, jantar nos lugares badalados, rir com os amigos, curtir uns blocos, sambar no miudinho, namorar o namorado e – pasmem! – descansar.

Por isso, o blog dá um tempo, chega na concentração e entra na folia do Momo.

Ah! E tem a minha Beija-Flor arrasando na Sapucaí, tipo imperdível.
E mesmo que eu ache que esse enredo sobre Macapá é uó (vale também a vitória do Salgueiro ou da Viradouro, hein), a apuração na quarta de cinzas é uma das maiores emoções do ano.

Ótimo Carnaval.
Aproveitem, mas com responsabilidade.
Camisinha sempre, sempre e sempre.
Nos vemos na pista - pra quem escolheu Floripa, anota tudo que o babado é certo.

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É hoje só, amanhã não tem mais.