He is the man
Adoro essa quebra de protocolo toda.
Essas cerimônias são tão chatas e formais que uma brincadeira ali e outra acolá mostram que eles são mais humanos do que a gente acha que são. Não falo de gafes, que são feias e beiram a falta de educação, mas entraram para a história momentos como aqueles passos de samba do Princípe Charles com Pinah em 78.
Agora, temos um simpaticíssimo casal negro que abraça a rainha!
Ah, se o o mundo fosse sempre tão divertido...
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quinta-feira, abril 02, 2009
quinta-feira, março 19, 2009
Alguém Explica?
Duas perguntas andam tirando o meu sono:
Por que O Globo e todas as suas mídias são absolutamente partidárias no caso Sean e querem que o menino fique no Brasil?
Por que há pessoas públicas a favor do Dado Dolabella?
Depois essa gente reclama dos 181 cargos de diretoria do Senado.
Não há choque de ordem que resolva esse país.
Duas perguntas andam tirando o meu sono:
Por que O Globo e todas as suas mídias são absolutamente partidárias no caso Sean e querem que o menino fique no Brasil?
Por que há pessoas públicas a favor do Dado Dolabella?
Depois essa gente reclama dos 181 cargos de diretoria do Senado.
Não há choque de ordem que resolva esse país.
quarta-feira, outubro 29, 2008
Rio de Dadeira
Há um bom tempo eu não via uma eleição tão movimentada por esses lados. E que tenha deixado o Rio tão dividido: de um lado a Zona Sul com Gabeira e de outro a Zona Oeste e Eduardo Paes. Partilha mais do que curiosa, já que os dois candidatos sempre tiveram a área nobre da cidade como seus locais de trabalho – Paes é o típico bom filho de família tradicional carioca, cursou Direito na PUC, é morador da Barra e nunca foi candidato do suburbão - no máximo Jacarepaguá.
A grande vitória foi a derrota de Crivella e a reprovação do atual governo diante dos 4% de Solange Amaral no primeiro turno. Mas apesar da candidata do atual prefeito ter afundado, infelizmente o fantasma parece não conseguir largar o osso em nenhuma das opções que tínhamos: o PV faz parte do governo, é dono de uma secretaria e fez coligação com o PSDB, indicando Luiz Paulo pra vice. Já Paes é cria de Cesar, teve início no PFL e passou por todos os partidos da base em busca de um lugar ao sol.
Apesar de achar o Gabeira um político – no sentido amplo da palavra – melhor, não tenho rejeição ao Paes. Pelo contrário, acho até que a ganância pelo poder - que ele já demonstrou que tem de sobra, vide as alianças volúveis e o recente pedido de desculpas ao Lula - pode levá-lo a executar um ótimo governo e vir a ser o candidato natural pra substituir o Cabral láaa na frente. Agora é esperar e acreditar que alguma coisa pode mudar nessa cidade, que anda tão necessitada de um choque de ordem e de um pouco de cuidado.
Há um bom tempo eu não via uma eleição tão movimentada por esses lados. E que tenha deixado o Rio tão dividido: de um lado a Zona Sul com Gabeira e de outro a Zona Oeste e Eduardo Paes. Partilha mais do que curiosa, já que os dois candidatos sempre tiveram a área nobre da cidade como seus locais de trabalho – Paes é o típico bom filho de família tradicional carioca, cursou Direito na PUC, é morador da Barra e nunca foi candidato do suburbão - no máximo Jacarepaguá.
A grande vitória foi a derrota de Crivella e a reprovação do atual governo diante dos 4% de Solange Amaral no primeiro turno. Mas apesar da candidata do atual prefeito ter afundado, infelizmente o fantasma parece não conseguir largar o osso em nenhuma das opções que tínhamos: o PV faz parte do governo, é dono de uma secretaria e fez coligação com o PSDB, indicando Luiz Paulo pra vice. Já Paes é cria de Cesar, teve início no PFL e passou por todos os partidos da base em busca de um lugar ao sol.
Apesar de achar o Gabeira um político – no sentido amplo da palavra – melhor, não tenho rejeição ao Paes. Pelo contrário, acho até que a ganância pelo poder - que ele já demonstrou que tem de sobra, vide as alianças volúveis e o recente pedido de desculpas ao Lula - pode levá-lo a executar um ótimo governo e vir a ser o candidato natural pra substituir o Cabral láaa na frente. Agora é esperar e acreditar que alguma coisa pode mudar nessa cidade, que anda tão necessitada de um choque de ordem e de um pouco de cuidado.
segunda-feira, junho 16, 2008
Braço forte, mão amiga
Brasileiro tem memória curta. Fato que essa é uma das maiores verdades sobre o comportamento desse país. Há bem pouco tempo, ouvia-se que a solução para a violência das grandes cidades seria a presença do Exército nas ruas, tendo como base uma única experiência de mais de 15 anos, quando o Rio recebeu dezenas de chefes de Estado e tudo correu bem.
Além de evidentemente ter sido um evento atípico, parece que a população esquece que se já não bastasse a ausência de qualquer tipo de preparação para lidar com a violência urbana, esse mesmo Exército foi o que comandou o período mais negro da história do país - e só quem teve familiares executados ou torturados por essa instituição sabe do que eles são capazes.
Talvez por isso eu sempre tive um pé atrás com militares em geral. Preconceito? Sim, mas não deixa de ser um pouco de verdade. Os recentes envolvimentos do Exército em situações brutais das mais variadas só vêm confirmar meu olhar.
De um lado, em menor grau, a prisão dos sargentos gays - ok, a Cassia Eller tava loka pra sair na capa da G, mas a postura da instituição só reafirma seu nivel de intolerância - e, agora, o desaparecimento dos jovens do Morro da Providência, entregues aos traficantes como mercadoria.
Eu, que sempre desconfiei da aclamada incorruptibilidade do exército e de suas tão propagadas boas ações, como a expulsão do tráfico das comunidades em que participa de obras e investimentos, não estou surpreso.
Que pelo menos sirva pra mais alguém enxergar que colocar um tanque e meia dúzia de despreparados numa favela não é plano pra acabar com a violência. A figura do Estado deve ser muito mais do que isso.
Brasileiro tem memória curta. Fato que essa é uma das maiores verdades sobre o comportamento desse país. Há bem pouco tempo, ouvia-se que a solução para a violência das grandes cidades seria a presença do Exército nas ruas, tendo como base uma única experiência de mais de 15 anos, quando o Rio recebeu dezenas de chefes de Estado e tudo correu bem.
Além de evidentemente ter sido um evento atípico, parece que a população esquece que se já não bastasse a ausência de qualquer tipo de preparação para lidar com a violência urbana, esse mesmo Exército foi o que comandou o período mais negro da história do país - e só quem teve familiares executados ou torturados por essa instituição sabe do que eles são capazes.
Talvez por isso eu sempre tive um pé atrás com militares em geral. Preconceito? Sim, mas não deixa de ser um pouco de verdade. Os recentes envolvimentos do Exército em situações brutais das mais variadas só vêm confirmar meu olhar.
De um lado, em menor grau, a prisão dos sargentos gays - ok, a Cassia Eller tava loka pra sair na capa da G, mas a postura da instituição só reafirma seu nivel de intolerância - e, agora, o desaparecimento dos jovens do Morro da Providência, entregues aos traficantes como mercadoria.
Eu, que sempre desconfiei da aclamada incorruptibilidade do exército e de suas tão propagadas boas ações, como a expulsão do tráfico das comunidades em que participa de obras e investimentos, não estou surpreso.
Que pelo menos sirva pra mais alguém enxergar que colocar um tanque e meia dúzia de despreparados numa favela não é plano pra acabar com a violência. A figura do Estado deve ser muito mais do que isso.
sexta-feira, junho 06, 2008
quarta-feira, abril 02, 2008
Desabafo
Não sei por que as pessoas continuam vindo para o Rio.
Chega a ser vergonhoso morar numa cidade - num país, vamos ser mais realistas - que apresenta um quadro tão absurdo de uma doença simples - tem coisa mais fácil do que matar mosquito?
E, como se não bastasse essa situação, os hospitais estão do jeito que estão. Há tempos. Meu pai é médico, sei muito bem como tudo acontece.
Ontem o governador, depois de anunciar a chegada de profissionais de outros estados (sim, porque o Rio possui um dos piores salários da categoria e muita gente, principalmente os recém-formados que são pau-pra-toda-obra, acaba optando por trabalhar não só em SP, mas também na Bahia, Paraná ou Minas. Agora imaginem o quanto se gasta pra trazer um médico de outro estado...), disse que é hora deles pararem de lenga-lenga.
Só faltou dar uma raquete elétrica - hit nos sinais de trânsito da cidade a R$ 20,00 - pra cada médico. Porque eles ficaram de lenga-lenga o ano inteiro, não mataram o mosquito e tá tudo do jeito que está. Não é?
Nessa semana, fomos notícia no NYTimes e no Le Monde. Eu avisaria: não venham pra cá, gente.
A cidade fede, a insegurança reina, o mosquito ataca.
Pra quê?
E daí que - finalmente! - a bendita classe-média carioca resolveu protestar contra o prefeito. Ohhhh...depois de DEZESSEIS anos desse senhor no mesmo cargo, agravados pelos dois governos do sr. Garotinho, alguém enxergou que a cidade está abandonada.
A mesma classe média que elegeu e reelegeu não só ele, mas também seu filho pra Câmara dos Deputados.
Agora o índice de avaliação do governo municipal como ruim/péssimo bateu a casa dos 43%, recorde dos recordes, e 63% entre as pessoas mais velhas, com maior renda e mais escolarizadas, o antigo eleitorado de Cesar Maia.
O prefeito quis contornar a situação, mas já jogou a toalha faz tempo. Nem rezar no Bonfim adianta. E respondeu à pesquisa dizendo que isso é natural diante da situação que estamos - situação esta que ele negou admitir que seja uma epidemia.
Disse tudo por e-mail, claro.
Enquanto isso, do outro lado da Baía, Niterói, que desde a época do antigo prefeito possui governos sérios e comprometidos, não registrou sequer uma morte por dengue - e ainda mantém os índices da doença a baixíssimos números.
Triste ver o estado que estamos. Triste saber que apesar do povo e das belezas que temos, somos obrigados a conviver com esses fatos. Triste saber que ainda temos 8 meses até um novo prefeito assumir.
E o pior: um dos fortes nomes a ocupar esse cargo é um senhor que ainda nessa fase de pré-candidatura já teve seu auge na frase "ele defende homem com homem, aborto e maconha" sobre o outro candidato.
Há uma saída?
Não sei por que as pessoas continuam vindo para o Rio.
Chega a ser vergonhoso morar numa cidade - num país, vamos ser mais realistas - que apresenta um quadro tão absurdo de uma doença simples - tem coisa mais fácil do que matar mosquito?
E, como se não bastasse essa situação, os hospitais estão do jeito que estão. Há tempos. Meu pai é médico, sei muito bem como tudo acontece.
Ontem o governador, depois de anunciar a chegada de profissionais de outros estados (sim, porque o Rio possui um dos piores salários da categoria e muita gente, principalmente os recém-formados que são pau-pra-toda-obra, acaba optando por trabalhar não só em SP, mas também na Bahia, Paraná ou Minas. Agora imaginem o quanto se gasta pra trazer um médico de outro estado...), disse que é hora deles pararem de lenga-lenga.
Só faltou dar uma raquete elétrica - hit nos sinais de trânsito da cidade a R$ 20,00 - pra cada médico. Porque eles ficaram de lenga-lenga o ano inteiro, não mataram o mosquito e tá tudo do jeito que está. Não é?
Nessa semana, fomos notícia no NYTimes e no Le Monde. Eu avisaria: não venham pra cá, gente.
A cidade fede, a insegurança reina, o mosquito ataca.
Pra quê?
E daí que - finalmente! - a bendita classe-média carioca resolveu protestar contra o prefeito. Ohhhh...depois de DEZESSEIS anos desse senhor no mesmo cargo, agravados pelos dois governos do sr. Garotinho, alguém enxergou que a cidade está abandonada.
A mesma classe média que elegeu e reelegeu não só ele, mas também seu filho pra Câmara dos Deputados.
Agora o índice de avaliação do governo municipal como ruim/péssimo bateu a casa dos 43%, recorde dos recordes, e 63% entre as pessoas mais velhas, com maior renda e mais escolarizadas, o antigo eleitorado de Cesar Maia.
O prefeito quis contornar a situação, mas já jogou a toalha faz tempo. Nem rezar no Bonfim adianta. E respondeu à pesquisa dizendo que isso é natural diante da situação que estamos - situação esta que ele negou admitir que seja uma epidemia.
Disse tudo por e-mail, claro.
Enquanto isso, do outro lado da Baía, Niterói, que desde a época do antigo prefeito possui governos sérios e comprometidos, não registrou sequer uma morte por dengue - e ainda mantém os índices da doença a baixíssimos números.
Triste ver o estado que estamos. Triste saber que apesar do povo e das belezas que temos, somos obrigados a conviver com esses fatos. Triste saber que ainda temos 8 meses até um novo prefeito assumir.
E o pior: um dos fortes nomes a ocupar esse cargo é um senhor que ainda nessa fase de pré-candidatura já teve seu auge na frase "ele defende homem com homem, aborto e maconha" sobre o outro candidato.
Há uma saída?
quarta-feira, março 19, 2008
Toc Toc Toc
Se você não nasceu na cidade, é preciso ter três experiências pra conseguir o legítimo crachá "sou carioca, porra":
1 - sobreviver a um tiroteio (LinhaVermelha, pontuação em dobro; Avenida Brasil na altura don Complexo do Alemão, tripla; bônus se for bala perdida a alguns centímetros da sua cabeça)
2 - receber um trote do presídio pedindo cartões de celular (se tiver criança chorando, ande duas casas)
3 - ter dengue (comum: 10 pontos; hemorrágica, 20 pontos; na fila do Souza Aguiar, 100 pontos).
E nem é difícil...!
Se você não nasceu na cidade, é preciso ter três experiências pra conseguir o legítimo crachá "sou carioca, porra":
1 - sobreviver a um tiroteio (LinhaVermelha, pontuação em dobro; Avenida Brasil na altura don Complexo do Alemão, tripla; bônus se for bala perdida a alguns centímetros da sua cabeça)
2 - receber um trote do presídio pedindo cartões de celular (se tiver criança chorando, ande duas casas)
3 - ter dengue (comum: 10 pontos; hemorrágica, 20 pontos; na fila do Souza Aguiar, 100 pontos).
E nem é difícil...!
terça-feira, março 04, 2008
Barack


Esse foi um dos anúncios veiculados pela campanha de Obama nos principais jornais e publicações gays dos Estados de Ohio e Texas na última semana.
Além disso, o candidato fez um discurso pregando a igualdade e dizendo que homofobia não é uma atitude cristã.
E alguém ainda pensa em votar naquela corna mala que só vive fazendo caretas?!
E por aqui, Sergio Cabral, o nosso Obama (ou vocês esqueceram da família Garotinho? Guardadas as devidas proporções e o fato de que ele não era oposição, fica pau-a-pau com o Bush), continua tentando fazer algumas melhorias.
Pra quem não sabe, o governador sempre foi um dos grandes defensores das causas GLBT, tanto no tempo em que foi deputado e presidente da ALERJ como no Senado.
E olha que nem sempre fui eleitor dele, mas vejo vontade de melhorar o Estado e torço pra que faça bons governos por aqui.
---
Aliás, se você está pensando em visitar os americanos do norte, a Advocate fez uma lista de festas babadeiras nesse spring, pra todos os gostos.
Se joga.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Capa do Mês

Dessa vez, às vésperas da próxima eleição que ocorre por lá no dia 9 de março, o socialista José Luís Zapatero fala sobre os avanços nos direitos gays na Espanha - mesmo tendo enfrentado duras críticas da Igreja, o país foi o terceiro na Europa a aprovar o casamento, legalizando ainda a adoção de crianças por casais gays e garantindo o direito à mudança de sexo – e alerta sobre a possibilidade de se dar um passo atrás nas políticas de igualdade do governo caso o conservador Partido Popular vença.
A pergunta é: será que um dia teremos um grande político, candidato a cargo majoritário, falando abertamente sobre esse tema e assumindo uma posição séria, independente das críticas da sociedade?
Quem sabe...

Falando nisso, essa é a capa deste mês da mais importante revista gay espanhola, a Zero, com uma mega entrevista com o primeiro-ministro do país.
Dessa vez, às vésperas da próxima eleição que ocorre por lá no dia 9 de março, o socialista José Luís Zapatero fala sobre os avanços nos direitos gays na Espanha - mesmo tendo enfrentado duras críticas da Igreja, o país foi o terceiro na Europa a aprovar o casamento, legalizando ainda a adoção de crianças por casais gays e garantindo o direito à mudança de sexo – e alerta sobre a possibilidade de se dar um passo atrás nas políticas de igualdade do governo caso o conservador Partido Popular vença.
A pergunta é: será que um dia teremos um grande político, candidato a cargo majoritário, falando abertamente sobre esse tema e assumindo uma posição séria, independente das críticas da sociedade?
Quem sabe...
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