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quarta-feira, agosto 19, 2009

Sai Daqui!

Esse assunto foi pauta rápida no Twitter ontem e eu resolvi trazê-lo pra cá.

Eu não gosto de criança.
Assim, não gosto e ponto. E não vejo problema nenhum nisso. Não existe gente que nao gosta de idoso, de homem, de mulher? Então, eu só gosto das crianças as quais sou obrigado a gostar, como as filhas das minhas primas ou dos meus amigos. E assim mesmo somente por um período curto de tempo, o suficiente pra eu começar a mudar de ideia.

Claro que eu não as odeio, apenas não sei lidar com elas, provavelmente por causa da minha falta de paciência. E também não sou nenhum coração de pedra, né, sou capaz até de achá-las bonitinhas - apesar da cara de joelho -, brincar, conversar e me divertir, mas é muita função pra pouco resultado.

Fico assustado quando muitos gays fazem planos de adoção ou realmente adotam. Sou absolutamente a favor desse direito, claro, mas não consigo encaixar uma criança na minha vida. É algo eterno e incondicional e não tão simples quanto a maioria pensa, tanto para um casal HT quanto para um casal gay. E sendo um pouco egoísta, você passa a não ter mais a sua vida - ou a vida do casal - mas sim viver aquela outra vida. Já pensou que loucura?

Isso tudo é pra falar que como um castigo divino por essa minha falta de aptidão, as crianças me perseguem. Em qualquer lugar que eu vá, sempre aparece uma delas pra me tirar o sossego. Avião é um grande exemplo disso. Por mais que eu escolha um lugar lá no final, sempre tem um pai sem noção que resolve pegar uma das últimas fileiras. Oi?

E o pior: elas não calam a boca um segundo. Ou choram desesperadamente ou não param de falar sobre tudo. Não dá, né? Só com muito lexotan: ou pra mim ou pra elas.

Além de eu sofrer com os olhares de reprovação dos amantes de crianças, ainda tenho que aturar a vingança desses pequenos seres.

Não é brincadeira.

quarta-feira, agosto 05, 2009

A Primeira Vez A Gente Nunca Esquece

Eu saio de carro todo fim-de-semana. E desde o início da Lei Seca tenho andado com o pé atrás, claro, porque não sou obrigado a perder a minha carteira e muito menos a passar a noite no xilindró. Daí que os táxis têm sido muito mais frequentes, assim como as noites sem porre. Além disso, ainda faço uso de algumas dicas: o horário de serviço é de 21 às 5 da manhã (nunca vi uma blitz depois de sair da The Week Rio, já que 7 é cedo pra mim) e em dias de chuva o trânsito é livre, sob o argumento dos riscos de acidentes com pista molhada.

Não sei se por sorte ou por esperteza, mas ainda não tinha sido parado em nenhuma blitz que leva o nome da nova lei. Pois é... no Rio elas são super presentes nas noites de quinta a domingo. Tão presentes que muitas vezes acontecem exatamente no mesmo lugar to-dos os di-as e, em sua maioria, são responsáveis por uma looongo engarrafamento, que pode ser visto de longe. E lá vou eu por "caminhos alternativos", já que mesmo não devendo nada, é um saco ser parado por um PM carioca - que sempre te proporciona aquela incrível sensação de segurança -, mostrar documentos e perder um certo tempo assoprando no canudinho.

Claro que nem tudo são flores: certa vez, quando Deus ajudou, estava absolutamente bêbado voltando de uma Noite Preta e dei de cara com uma logo depois da curva do Hotel Glória. Apesar do carro da polícia, dos reboques e do balão característico da blitz, não havia ninguém pra me parar - e me prender, claro.

Mas há algumas sextas-feiras, chegou a minha vez. Eu poderia ter ido pela Av. Niemeyer, já que essa blitz é praticamente fixa, mas não. Na saída do túnel Zuzu Angel, lá fui eu: "encosta!". Documentos ok, perguntei até se eu tinha que ir até o posto montado na calçada ou se o bafômetro viria até mim. Fui lá, assoprei e pronto: 0,0. Em menos de 2 minutos - e sem dor - eu estava liberado.

Nesse mesmo dia, ainda passei por outras 4 em questão de duas horas (incluindo na esquina de casa) mas não fui parado de novo. Concluí que é melhor andar na linha do que correr o risco...

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Ficaadica do dotô: dias depois, um amigo advogado foi parado no Aterro, saindo da Lapa depois de uma(s) lata(s) de cerveja. Como não sabia se o bafômetro ia pegar ou não, resolveu não arriscar e se recusou a fazer o teste. Perde a carteira (o que aconteceria em todo o caso), mas não vai em cana.

terça-feira, julho 07, 2009

Tatibitati

Eu não entendo muito bem o motivo - se é que existe um - mas as pessoas adoram fazer vozinha de criança quando estão falando com seus namorados, maridos e afins. Principalmente quando estão ao telefone, suponho que na tentativa de demonstrar carinho e superar a barreira da distância.

Todo mundo que eu conheço faz essa vozinha. Todo mundo mesmo. É só o relacionamento ganhar um pouco de intimidade e pronto: tá lá o tatibitati ao telefone. Confesso que comigo não foi diferente quando namorava, mas também garanto que depois disso nunca mais aconteceu.

Ok, explicações feitas, é bom dizer: tudo tem limite!
Ontem uma garota sentou ao meu lado, atendeu o telefone e mais parecia uma personagem de Looney Tunes. Gente, oi, estamos em público! Causa constrangimento nas pessoas e ninguém é obrigado a ouvir você falando "que munitinho meu mozinhu" pro namorado, né?

Só pra vocês terem uma ideia de como isso não é legal, ficou famosa a história de um gerente ranzinza da minha antiga empresa que em uma viagem de trabalho atendia o telefonema da namorada nos termos de "oi, tutu bem com voxcê?".

Menos, beeeeem menos...

quarta-feira, junho 10, 2009

Cantando pra Subir

A vida adora jogar tudo na minha cara de uma vez. Eu estava aqui quietinho, levando tudo na boa, sem estresse. Daí vem um tsunami daqueles que destroem ilhas no Pacífico e - páh! - tudo resolve acontecer ao mesmo tempo.
Tudo mesmo: desde o rumo da minha carreira profissional até o lugar onde eu vou ficar na Parada de SP, passando pela cor da cueca que vou usar na Festa do Rei.

E para uma pessoa pragmática como eu, imaginem o quanto isso me deixa apavorado. Mas eu deveria estar acostumado, já que não foi a primeira vez. Só fica a pergunta: precisava ter acontecido em uma semana tão curta?

Desculpem o sumiço, mas tem muita coisa fora da ordem.

quinta-feira, junho 04, 2009

Ignorância mode: on

Em meio a essa horrível tragédia com o avião da Air France e o medo de ter algum conhecido no voo (ontem mesmo um amigo de SP foi tripulante de um voo na mesma rota mas de outra compahia aérea), ainda temos que ouvir demonstrações de ignorância do povo.

Chegando no cliente, um tiozinho dizia "Ah, eu tenho medo lá de cima. Aqui pelo menos eu tô na terra, né? Voar é perigoso". Cada um sabe onde o sapato aperta, mas comparar com o mundo aqui embaixo não dá. Você mora no alto do morro, vive sob toque de recolher, milícia, tráfico. A PM, que deveria te proteger, te esculacha toda semana e um filho seu já morreu assassinado de fuzil. E jura que avião é o que oferece risco pra sua vida, né?

Na mesma linha da ignorância, um amigo de empresa - formado em faculdade federal, inglês fluente e afins - vira pra mim e diz "advogado é tudo safado. Tá sempre pensando em um jeito de burlar uma lei que ele próprio criou".

Bular? Oi? Então o médico é safado porque quer descobrir a cura de uma doença que ele diagnosticou? E vamos combinar, quem criou o que, cara pálida? Já ouviu falar em legislativo, executivo e judiciário?!

Esse é o mal do brasileiro: se fazer de burro pra sobreviver.
Porque parar, pensar e discutir dá muito trabalho...

sexta-feira, maio 22, 2009

American Express. Boa tarde.

Amigo manda email contando que ligou pro cartão de crédito:

- Oi, não reconheço o estabelecimento "Royal Grill" na minha fatura.
- Ah, senhor, é muito comum isso acontecer. Trata-se do estabelecimento Motel Panda em Botafogo, Rio de Janeiro.

Maior eufemismo que esso só chamar foda de "cineminha acompanhado", né?

segunda-feira, maio 11, 2009

It's a small, small world

Não costumo falar muitos detalhes da minha vida aqui, mas essa é tão assustadora que merece o post.

Em uma das Pretas soltas que fui - acho que a primeira, se não me falha a memória - fiquei com um menino de Natal que está no Rio acerca de um ano a trabalho. Engraçado que ainda não o tinha visto na noite, mesmo eu estando solteiro desde setembro do ano passado. Ficamos algumas (muitas) outras vezes nas nights e acabamos amigos - aliás, isso é uma constante no meu curriculo, já que nesse tipo de meio em que é raro conhecer boas pessoas, é essencial mantermos uma amizade com aqueles que valem a pena, não é?

Na Pool da TW pós-Skol Sensation, nos encontramos e fui apresentado aos amigos: metade do grupo era de São Paulo, a outra metade de Curitiba. E daí começa a série "o mundo é um ovo" em duas partes.

Parte 1 - Fiquei com um dos amigos de São Paulo. Voltei pro Rio, mantivemos amizade, continuamos nos falando por tel e facebook e ele me contou que tinha conhecido e estava namorando um carioca. Claro que eu mandei um "provavelmente eu conheço o seu namorado", mas não esperava que fosse verdade. Nessa última vez em Sampa, estava na área externa da TW, vi um rosto do Rio conhecido e fui cumprimentar - nem tinha visto o paulista por perto... Não deu outra: o tal namorado, além de ter sido meu calouro de faculdade, é ex de um amigo meu.

Parte 2 - Do grupo de Curitiba, acabei papeando mais com um. Nos esbarramos no Coqueirão na Semana Santa, conversamos sobre trabalho, já que fazemos quase a mesma coisa, e ele chegou a comentar que tinha terminado um namoro há poucos meses. Nos adicionamos no MSN - sem maldade alguma (Oi? Já peguei dois do grupo, chega né?) - e também nos vimos no último feriado em SP. Até aí, nada de anormal, concordam? Acontece que nesse finde, fiquei com um menino de Curitiba que estava fervendo no Rio pela primeira vez. Conversa vai, conversa vem, o menino solta que terminou um namoro há pouco tempo, queria se afastar da noite de lá e por isso resolveu passear por aqui. Minha ficha caiu: "qual o nome do seu ex?". Sim, o ex dele é o tal cara de Curitiba que é amigo do cara de Natal que conheci na TWR e, em São Paulo, apresentou os amigos, dos quais fiquei com um que atualmente namora o ex de um amigo meu.

Confuso? Pois é, eu também achei. Quais as chances de pessoas de cidades tão diferentes que nunca se viram terem uma ligação tão próxima - não é só o "conhecer de vista" Fulano ou o "saber quem é" Cicrano, mas ter detalhes da vida, manter contato, encontrar outras vezes? Poucas, muitas? Sei lá.

Só sei que, definitivamente, o mundo é muito pequeno.

sexta-feira, maio 08, 2009

Weird!

Essa é uma semana estranha.
Uma quinta-feira sem Preta é um dia sem luz, sem aquela correria pra chegar em casa, malhar pesado, mandar SMS com um "Partiu Preta solta?", ficar elegante e, às 11:30, buscar as zamiga rumo à Sacadura Cabral ouvindo o cd do 00 ou o último set do João Neto, como se um clipe de Vanessa Hudgens fosse ou se J.Lo tivesse trocado o Bronx pelo Rio.

Mas se a quinta foi ruim, o que poderia dizer da sexta?
Nada de chegar ainda bêbado ao escritório, dormir na frente das planilhas de Excel, ir enjoado no taxi a caminho do cliente ou tentar lembrar de todas as pessoas que conhecemos na TW. Desde janeiro, esse era o melhor jeito de começar um fim-de-semana.

Agora estamos nessa: a gripe suína chegou ao Brasil, o Google anda fora do ar e a quinta nem deveria existir. O mundo não é mais o mesmo.

quarta-feira, abril 29, 2009

Minutos de Sabedoria

E o carinha da expedição que trabalha na sala ao lado tem em cima da mesa um livrinho chamado "Comece o dia sorrindo".

Porque chega uma hora que só autoajuda resolve.

sexta-feira, abril 17, 2009

O voo da águia

Um dos lugares mais lindos do Rio é a Cinelândia. Pra mim, bate de longe regiões centrais como a Praça Mauá, a Praça XV e o Largo da Carioca. Só o conjunto dos Arcos da Lapa com a rua Lavradio e a visão aérea da Candelária chegam perto, mas a Cinelândia tem um charme incomparável.

Gosto do mix de prédios novos e antigos, a história dos cinemas da região (de onde veio o apelido, lógico) e toda aquela confusão da praça Mahatma Ghandi, apesar da desordem urbana tão gritante. Quem já olhou do alto dos prédios ainda pôde perceber o show dos desenhos e mosaicos nas calçadas feitos de pedras portuguesas brancas, pretas e vermelhas.

O legal é que aos poucos cada um dos prédios históricos da área está sendo reformado. Além dos cinemas Odeon e Palácio, já foi a vez do Centro Cultural da Justiça Federal (antigo Supremo Tribunal Federal), do Museu Nacional de Belas Artes (que ficou lindo após a reforma mas inexplicavelmente não possui um merecido sistema de iluminação externa) e do Hotel Serrador, que ficou fechado por anos e está quase pronto. Nos últimos meses, a Biblioteca Nacional, uma jóia arquitetônica abandonada, também começou a ser recuperada.

Mas a maior e mais aguardada reforma tem data para ser entregue: da 14 de julho o Rio recebe um Theatro Municipal novinho em folha. No último sábado, o símbolo do prédio foi retirado do topo para restauração: a imensa águia de cobre voou belissima sobre a praça e pousou na calçada da Rua 13 de maio. O mais bacana foi a atitude de colocarem janelas de acrílico nos tapumes pro povo poder acompanhar o trabalho e admirar a obra. O máximo, né?

Por isso essa cidade me encanta.

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Mais sobre a história da Cinelândia aqui.

sábado, abril 04, 2009

Hildegard te despreza!

Desde quando eu virei colunista social, hein?
Agora tem até fotos minhas soltas por aí. Mas claro que é pro mais-do-que-ótimo Vipado, do querido Ailton Botelho.

Prometo participar mais vezes com flashs cariocas.

Te cuida, Ancelmo.

quinta-feira, abril 02, 2009

He is the man

Adoro essa quebra de protocolo toda.
Essas cerimônias são tão chatas e formais que uma brincadeira ali e outra acolá mostram que eles são mais humanos do que a gente acha que são. Não falo de gafes, que são feias e beiram a falta de educação, mas entraram para a história momentos como aqueles passos de samba do Princípe Charles com Pinah em 78.

Agora, temos um simpaticíssimo casal negro que abraça a rainha!

Ah, se o o mundo fosse sempre tão divertido...

segunda-feira, março 30, 2009

Hora do Planeta

Falem a verdade: alguém lembrou de desligar a luz por uma hora no sábado? Eu só lembrei que o tal movimento aconteceria porque os moradores dos prédios vizinhos começaram a assoviar e bater palma (?) nas janelas (na verdade, por qualquer motivo o povo vai pra varanda gritar, seja gol do Brasil, eliminação no BBB ou eclipse lunar).

Hoje me perguntaram a aplicação prática do apagão. A minha resposta: não sei. Não sei e ainda desconfio muito dessas campanhas que acabam apenas por agregar uma bom conceito a grandes marcas que as apoiam, como bancos, lojas e redes de TV.

Se desligar a luz por apenas uma hora não gera uma real economia pro planeta, que tenha servido pelo menos pra que alguém em alguma das 4 mil cidades participantes comece a pensar no mundo de um jeito menos egoísta.

sexta-feira, março 27, 2009

A volta dos que não foram

O DETRAN RJ voltou com tudo nas blitzes da Lei Seca. Depois de alguns meses de liberou geral, desde o último fim-de-semana o órgão tem feito movimentos em diversos pontos do Estado. Dessa vez, mais conscientes e muito bem identificados (com direito a balão com o slogan da campanha e participação de vítimas de acidentes de trânsito).

Pra quem trafega na madruga e de vez em quando não consegue ficar sem algum gole de álcool, não quer ficar sem a carteira e muito menos fazer a Tranchesi na delegacia - lembrando que a tolerância é zero - ficaadica que lugares como Barra da Tijuca (descida do Elevado do Joá e entre os shoppings Downtown e Citta America), Copacabana (Nossa Senhora e Barata Ribeiro, na altura do Copacabana Palace), Arpoador (Rua Rainha Elizabeth), Lagoa e Niterói (Av. Roberto Silveira) são os que recebem constantes equipes e todo o seu aparato, sempre das 22h às 5/6h.

Óbvio que não incentivo ninguém a beber e dirigir. Melhor ficar de bico seco do que voltar pra casa arriscando a vida dos outros... Se você não conseguir, os taxistas estão aí pra isso, não é? Ou então prepare-se pra encher o bolso do seu advogado preferido.

sexta-feira, março 20, 2009

Eu já fiz muito o que você ainda vai fazer

Para pavor dos meus queridos comentaristas (amo vocês!), serei obrigado a contar que fui pra mais uma Noite Preta na The Week. Digna e frenética como sempre, com vários bafos, momentos divertidos e pegações soltas (só não esperem nome, sobrenome ou detalhes sobre quem peguei. Infelizmente, devo ter algum trauma com aquelas antigas sessões de "contos eróticos" que me impede de fazer tais comentários...)

Bom, o post é só pra dizer que além da tradicional ressaca, algo diferente acontece nesta sexta-feira. Não sei porquê (tá, eu sei, mas não vem ao caso), dormi com minhas lentes de contato. E como vocês sabem, tenho um bloqueio com modernidades e afins: elas não são descartáveis ou coisa parecida. Resultado: acordei com os olhos absolutamente irritados.

A solução foi vir de óculos pro trabalho.
Então, aproveitem: oportunidade única de esbarrar comigo pelo Centro em formato quatro-olhos.

O foda é usar os óculos escuros, que não têm grau. Quando olho pro letreiro do elevador e não enxergo qualquer número, percebo que realmente sou cego.

quarta-feira, março 18, 2009

Lente da Verdade

Impossível não ter outro assunto hoje sem ser a morte de Clodovil. Referência nesse país tão atrasado por ter se assumido em épocas ainda mais difíceis, Clô conseguiu reunir todos os sentimentos extremos que seu temperamento foi capaz.

Lembro do seu jeito irônico e desafiador, além do talento como estilista. Mas, infelizmente, Clô nunca foi o modelo de personalidade que poderia ter sido - e nunca pareceu se importar com isso. Nem os gays, que poderiam apoiá-lo e sentir um certo orgulho do primeiro deputado federal assumido, o tinham como espelho: Clô havia se tornado uma pessoa rancorosa e contra os avanços dos direitos homossexuais, em um claro exemplo de sexualidade mal-resolvida.

Apesar dos pesares, fica uma lacuna na obscura política brasileira e um sentimento de "quase lá" para quem ainda tem esperanças de um mundo um pouco mais igual.

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Tudo tem limite: o "virou purpurina" da capa do jornal Meia Hora ultrapassa a barreira do respeito e da delicadeza com a morte de uma pessoa, seja ela quem for. Depois, esses mesmos "jornalistas" ainda reclamam de "liberdade de expressão", como se isso garantisse o direito de dizer qualquer asneira irresponsável.

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Update: E Clô ainda surpreende.

sexta-feira, março 06, 2009

Marcadores

Trabalho - Ressaca - Escravidão - Cansaço - Preta Gil - Falta de tempo - Impaciência - Amigos - Caipisakê - Relatório - The Week - Beijos - Chefe - Carnaval - Dor de cabeça - Excel - Solta - Saudade

Thank God It's Friday.

terça-feira, março 03, 2009

Giriasíssimas Soltas Que Moram Longe

Todo mundo sabe que as bees são mestres na arte de inventar gírias. De tempos em tempos vem alguma palavra ou frase de efeito e de repente o mundo gay in-tei-ro está repetindo aquilo. Até dialeto próprio, o pajubá, o meio utiliza, mas que já deixou de ser gíria pra virar vocabulário do dia-a-dia.

Tradicionalmente, o povo da moda é um dos maiores inventores de novas gírias. Érika Palomino e seu uó que o digam. E se a TV já foi a principal origem, a internet surgiu como mais uma fonte de coisas divertidas e o Youtube só veio completar todo esse hype. Foi assim com as Las Bibas From Vizcaya e, mais recentemente, com Grace Kelly e seu perigón ou Vanessão e seus vintchy reais.

Quem não acompanha com frequência o ritmo dessas novidades, acaba se deparando apenas quando a repetição chega aos ouvidos. O Thi, que está sempre na corrreria e um pouco fora dessa confusão, já veio me perguntar sobre umas três gírias que o povo não parava de usar: o oi?, o próprio perigón e, nesse carnaval, o solto, que cabe pra tudo que não tem muito compromisso na vida. Junto com o superlativo –íssimo, a interjeição "morri!" e o “beijo no ombro” formaram as palavras mais repetidas da temporada.

Claro que como o meio é restrito e muitas palavras só chegam ao mainstream muito depois de já batidas pelos gays, alguma confusão pode acontecer. Aliás, para algumas, apenas um seleto grupo de amigos que vivenciou um momento ou uma situação consegue entendê-las, como no caso do meu “Perdi um pai!”. O foda é quando a confusão é tão grande que necessita de um post explicativo, já que se você ouvir um “fulano mora muito longe!” não é nenhum motivo pra se desesperar pensando que terá que levar a pegação em Itaguaí (muito pelo contrário, agradeça pela graça alcançada).

No mais, é rir das piadas e saber utilizar com moderação pra não acabar falando “menine” pro seu pai ou chamar sua chefe de “biscate”, né?

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Baby Boom

A moda aqui no escritório é casar ou ficar grávida.
Ontem foi a terceira que anunicou a bênção divina (afff, que cafona!) em menos de um mês. Isso sem contar que dois chefes tiveram seus rebentos há menos de 15 dias. Ou seja, vivemos um verdadeiro baby boom na área.

O que é absolutamente terrível.
Claro que esse se tornou o único assunto nos corredores. Nem Caminho das Índias ou BBB dá tanta história (aliás, alguém ainda vê esses lixos da Globo?!).

Mas o pior não é isso, há outras três mulheres com casamento marcado. Vocês têm idéia do que é racha quando vai casar, né? Putaquepariu, é site de buffet pra lá, ligação pra moça dos docinhos pra cá, revista Sim! em cima das baias. O horror, o horror!

Detalhe: uma das noivas, que não é boba nem nada e está com casamento marcado pra maio, já antecipou a diversão: anunciou que está grávida de doze semanas.

É importante dizer que nada tenho contra esses eventos da cultura HT. Muito pelo contrário, adoro festas de casamento e depois de muitas vezes pajem, fui padrinho pela primeira vez há mais ou menos um ano. Puro luxo. Mas não posso deixar de achar no mínimo peculiar ver, em pleno século XXI, o pai da noiva "entregando" sua filha no altar para o futuro marido, não é?

O que não dá é ficar cercado de fralda e véu o dia inteiro quando quem vai casar ou parir não é você.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Pra todas as outras existe o Mastercard

Quando estava em Buzios, algo estranho aconteceu: ao entrar ou sair do carro em algum lugar da cidade (não lembro bem o momento, so lembro do fato), minha carteira caiu no chão e o que estava dentro voou longe. Claro que abaixei e catei tudo – ou quase. Fato que como não sou a pessoa mais organizada desse mundo, não conferi absolutamente nada... e aí começou o meu pequeno problema.

No dia seguinte, ao pagar a tradicional conta de domingo no 00, dei falta do meu cartão Credicard Mastercard. Pensei que pudesse ter deixado em casa ou algo parecido. Procurei, procurei e nada. Liguei pra central de atendimento ao cliente e tomei um belo susto: tinham usado o cartão durante o fim de semana em compras no valor total de 500 reais.

Aí vc me diz...com quinhentinhos dá pra pagar, sei lá, um jantar num belo restaurante ou uma calça jeans na liquidação da Diesel. Mas não. Além de duas compras em uma loja de pneus, o cartão foi usado no...Mc Donald’s. Sim, 90 reais no M-c-D-o-n-a-l-d’-s.

Posso apostar que esse filho da puta levou as criança toda pra ganhar a porra do brinquedinho do Mc Lanche Feliz.

Pra completar, me vem a Mastercard dizer que eu vou ter que arcar com o prejuízo porque não contratei o tal do seguro opcional contra perda e roubo. Oi? Alguém avisa que se ela me obriga a contratar algo pra ter direito a alguma coisa, deixa de ser opcional? E alguém avisa que é entendimento pacífico de todos os tribunais deste país que, independente do seguro, a responsabilidade é deles? Que inventem senha, confiram a assinatura ou chamem o Papa pra autorizar a compra, mas isso se chama risco do negócio. Não é difícil entender, né?

Bom, eles vão me fazer perder meu preciso tempo por causa de 500 reais que poderiam ser cancelados de uma vez, como aconteceu quando clonaram meu Amex (detalhe: os valores foram muito mais altos e o cartão nem limite tinha). Só deixo bem claro que eles acabaram de perder pra-sem-pre uma família inteira que é cliente Mastercard há muitos anos.

Agora vejam só o abuso: querer que eu pague a torta de banana dos outros... Tá de sacanagem.