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sexta-feira, setembro 11, 2009

The Week é The Week

Os motivos que me levaram à São Paulo, como todo mundo sabe, foram as festividades do aniversário de 5 anos da The Week São Paulo. O maior, melhor e mais absurdo club do Brasil mostra que tem fôlego para muitos anos e muitas novidades que estão por vir. Quer um exemplo? Segundo o constante disse-me-disse, uma nova área, às margens do Tietê, abrigará o complexo TW muito em breve.

Diferentemente dos anos anteriores, quando o final de setembro era a data utilizada, nesse ano o feriadão de 7 de setembro foi escolhido para as duas festas que movimentaram o circuito gay. E se no ano passado os Angels foram as estrelas, esse ano Peter Rauhofer e Juanjo Martin foram os escolhidos pra comemorar.

No sábado, o top carudo fez mais um daqueles sets a que estamos acostumados: longos, constantes e absurdos, misturando hits antigos e novos sem qualquer preocupação. Pra quem o viu na Parada, Peter deixou um pouco a desejar, mas tenho certeza que He wasn't man enough for me foi tocada especialmente pra mim. A festa acabou às 10 da manhã ainda com a pista cheia. Já Juanjo fez o iberican house que cada vez gostamos mais: alegre, sensual, divertido. A pista vibrava e o dj parecia pinto no lixo de tão feliz com a reação da galera. Uma verdadeira maratona, como sugeriu o nome da festa, que começou às 17h do domingo e só foi terminar às 8 da manhã de segunda-feira.

O destaque fica pra casa, claro: leds, leds, leds e mais leds. Uma pista tão linda como há muito tempo eu não via. Além disso, dancers carudos no sábado e um tema circense no domingo, com incríveis malabares acesos nas performances no queijo. E o que mais chamava atenção: uma parede de canhões de luz no fundo do palco, capaz de deixar a pista do jeito que fosse preciso: clara, escura, azul, vermelha ou colorida. Com isso, a picape acabou sendo "empurrada" pra frente - e eu, que adoro ficar pertinho do palco, acabei grudado nos caras. Fiquei tão boquiaberto que fui à area vip apenas pra ter idéia de como aquela iluminação toda funcionava. Não que eu tenha entendido, claro, mas a parede de canhões impressionava e a mesa dos operadores de luz no fundo da pista deu uma noção do bafo todo.

Mais uma vez, a The Week mostra como um bela e inesquecível noite é feita.

Como nem só de Guaicurus vive a noite paulistana, na sexta aproveitei pra conferir a Bubu. O esquema é o mesmo: casa cheia e muita gente animada. Mas fui salvo pelo camarote da Léia Bastos, de onde se via o tamanho da animação da galera.

Já na segunda, fechei com chave-de-ouro: a terceira edição da Café com Vodka aconteceu no Sonique, o bar-pistinha mais bacana de Sampa. Apesar das várias tentativas anteriores, só agora fui conhecer o lugar. É ótimo. Uma infra incrível, um clima delicioso, um bar perfeito e um dos melhores públicos que já vi na vida. Como disse um amigo "aqui eu arrumo um marido". É mais ou menos isso: a festa fica pequena pra tanta gente bonita. O 00 carioca é o que mais lembra essa noite paulistana, com as vantagens de ter uma área aberta, um restaurante e começar/terminar mais tarde, enquanto a matinê do Sonique tem a vantagem de um público mais velho e uma música mais diferente e menos tribal.

A The Week se transformou na melhor referência de noite que já tivemos. Não à toa, faz parte, junto com o Rio, da votação que vai escolher os melhores luagres gays do mundo. Vida longa ao club!
Você Não Vale Nada Mas Eu Gosto de Você

E São Paulo se transformou no meu destino dos feriados. Essa foi a terceira vez no ano que eu fui me jogar na Terra da Garoa em uma dessas datas. Não tem praia ou neve, mas nem preciso dizer o quanto a cidade continua incrível: compras, restaurantes, noitadas, museus. Da Benedito à Higienópolis, da Augusta ao Matisse, do Bom Retiro aos Jardins. São Paulo é uma das mais cosmopolitas do mundo, é a nossa megalópole onde poucos minutos separam a Cracolândia da Oscar Freire. Onde mais você vê tanta gente diferente e tão poucos metros - e vivendo em harmonia? Só na Avenida Paulista, claro.

O melhor de tudo continua sendo os amigos. Os daqui que vão pra lá - de vez ou apenas pra se jogar -, os de outros lugares que eu encontro apenas em Sampa e os de lá, de quem eu morro de saudade. Pessoas que cruzaram a minha vida por diversos motivos, por quem eu tenho um carinho enorme e que eu faço questão de pelo menos um abraço no meio de tanta função. Dessa vez, ouvi até um "você foi um dos caras mais bacanas que conheci esse ano!". Viu?

Apesar disso, achei a cidade bem mais suja e com muito mais moradores de rua do que em todas as outras vezes. E logo descobri o motivo: a Prefeitura diminuiu em 20% a verba destinada à limpeza. Uma pena... se considerarmos o seu tamanho, SP é uma cidade limpa - muito mais do que o Rio, vale dizer.

Mas justiça seja feita: SP ficou bem mais civilizada. A lei antifumo é uma bênção! Chegar em casa sem cheiro de cigarro na roupa ou cabelo nojento é ótimo. E o melhor: as pessoas respeitam mesmo que não tenha ninguém vigiando. Apenas em um dos dias eu vi uma segurança brigando com um cara que fumava dentro do banheiro da boate...

No mais, é esperar o retorno à cidade que nunca dorme. Que não demore muito, por favor, porque ficar sem São Paulo não dá.

* Onde mais, além da Coreia, você leria um jornal totalmente em... coreano?!

quinta-feira, agosto 13, 2009

Animação, Galera

O que anda acontecendo no Rio e em São Paulo, gente?
O povo tá animado, não importa gripe, crise, inverno. Vamo que vamo que a programação anda intensa!

Domingo passado rolou em Sampa a primeira edição da Café com Vodka, o projeto do querido e lindo Duda Filho do Tony Hering no Sonique. Sucesso total, me disseram os paulistanos. A próxima ja tem data: dia 23, com Tony e Oscar nas carrapetas. Imperdível!

No próximo domingo rola mais uma matinê babadeira na capital paulista: a Dalva, no incrível Vegas. Começando pelo flyer, o mais lindo dos últimos tempos! E sim, a festa dos queridos Marcos Carioca e Ailton Botelho vem que vem com um line up incrível, moderno e delicioso do mais puro house: Igor Magalhães, André Queiroz e André Garça. Tem coisa melhor pra começar a semana?

A TWSP, por sua vez, nao quer ficar pra trás e às vésperas dos seus 5 anos anuncia uma edição da sua pool, mas sem grandes novidades.

No Rio nao temos uma matinê que comece assim tão cedo... Porém o domingo continua dominado pelo 00, lotadíssimo em épocas de férias by H1N1.

Em compensação, amanhã rola uma edição soltíssima da Maxima, que pra mim tem tudo pra vir a ser a label herdeira da finada X Demente. Com os liiiiiindos DJs Rafael Calvente e Eric*C, a festa promete uma noite incrível (e dizem por aí que teremos novidades para a Semana da Parada, no 12 de Outubro). Aliás, tô curioso pra conhecer a reforma do Asa Branca, que agora se chama Espaço Lapa - lembro de uma histórica edição (Carnaval?) do Ideal por lá na primeira vez do DJ Abel por esses cantos.

Já a TWRio anda trazendo os residentes da matriz paulistana pra nossa pista 2. Ainda bem! Nessa semana, vale o confere no som do top Cecin. Ah! E as reformas estão ficando ótimas: a nova iluminação da vip é uma graça e os espelhos e saídas da pista deram maior amplitude à casa.

Tô adorando tudo isso.

quinta-feira, junho 18, 2009

And The Oscar Goes To...

Em meio à tanta lembrança boa, essa será a anotação escrita de parte de algo da minha mente. Gostaria de dividir os detalhes com vocês mas não posso. E não quero deixar que isso se perca. Então fica a descrição do melhor momento de toda a Parada:

Sábado, 13 de junho, 23 horas, saída da GiraSol.
São Paulo: luzes, pontes, sinais, túneis, mergulhões, avenidas.
Da Marginal Tietê até a Zona Sul da cidade dirigindo ao som da voz de Kelly. Risadas, conversas, brincadeiras, deboches.
Uma viagem que deveria ser para sempre.


Sabe quando você não quer que o momento acabe?
Pois é, faz uma falta enorme.

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Voltemos à nossa programação normal.
Ouviram do Ipiranga

Às vésperas do feriadão, o blog se movimentou em torno daquela(s) que seria(m) a(s) música(s) da Parada 2009. Todo mundo acertou os palpites, já que a gente sabia que hits como Brand New Day ou Hook Up iriam tocar e sacudir a pista.

Eu, fã incondicional, acabo inconscientemente prestando atenção redobrada no setlist do Peter - não dá pra não ouvir produções como I'm That Chick, da Mariah, Peace, do Depeche Mode, ou a antiguinha He Wasn't Man Enough For Me, da Toni Braxton, que o DJ já havia tocado com maestria no Carnaval do Rio.

Como previsto, a mais ouvida do primeiro ao último dia foi, sem dúvida, Poker Face. Todo mundo tocou e o próprio Peter a consagrou no início de seu set. Já Chris Cox espertamente soltava apenas o "oh oh oh oh" entre os hits bafônicos, levando a galera a cantar alto e junto no encerramento da GiraSol de domingo.

Mas aquela que foi o grande hino veio da mais pura house com um remix incrível do DJ Morais: When Love Takes Over, do David Guetta feat. Kelly Rowland. Não foi à toa que Pacheco, o top DJ do Brasil, lançou o hino em todas as suas apresentações, sempre com uma sabedoria impressionante.

Se alguém quiser uma pequena mostra de tudo o que se ouviu na melhor festa da Parada, aqui tem um video absurdo da Lindinalva diretamentre da área de serviço do Clube Tietê. Babado e confusão. Aliás, a empregadinha deu trabalho no sábado: quando estava no palco, tive que brigar com essa ruiva louca todas as vezes que ela passava com o seu rodinho na frente do Peter...


quarta-feira, junho 17, 2009

Indignação

Tudo teria sido perfeito se algo triste não tivesse acontecido com um amigo. Resolvemos terminar o domingo na Cantho, um lugar de má fama no Largo do Arouche, apenas por ser uma noite especial onde pessoas especiais e muitos amigos estariam presentes.

Eu e mais um amigo estávamos esgotados e dez minutos nos bastaram naquele lugar - talvez algo já dizia que não deveríamos estar ali. Porém, outros dois amigos lá permaneceram e um deles ficou até altas horas da madrugada. Por volta das 6 horas, ele foi agredido por 5 homens, marginais frequentadores, na área vip, que já não tinha seguranças naquele horário. Os agressores saíram sem qualquer problema e não foi prestado qualquer socorro pela casa.

Infelizmente, quando falamos de negócios, ainda existem lugares assim em todo o Brasil: preocupam-se com o dinheiro e esquecem da segurança, da integridade e do conforto do público.
Meu amigo está de cama, ainda debilitado, mas vai ser forte e corajoso para levar o caso adiante e, se ainda existe algo nessa vida, fazer justiça.

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Update

Da mesma forma, é impossível não se indignar com os casos de agressões, bomba e, agora, morte de pessoas inocentes, vítimas de ataques homofóbicos durante a Parada LGBT.

Eu não compareci ao evento, apesar de sempre ter dado uma rápida passada por lá em todos os anos anteriores. Dessa vez, concluí que não tinha dever cívico a ser cumprido, já que não há mais nada de cívico na Avenida Paulista, e muito menos queria ser contabilizado como mais um na multidão - o meu único desejo aos ler as manchetes dos jornais no aeroporto, aliás, era que o número de participantes tivesse diminuído, o que não ocorreu.

Diante desse vazio pela luta dos nosso direitos, só fica a certeza de que devemos repensar a sociedade em que vivemos e a sociedade que queremos.
Pronto, passou

Agora só ano que vem... e daí a gente pergunta: vale tanta ansiedade, tanto dinheiro gasto, tantas noites mal (ou nada) dormidas, tanta alimentação ruim? Sim, vale. E muito.

Sem dúvida, essa foi a principal temporada de 2009. Tantas festas, tantas pessoas, tanta animação... a Parada de São Paulo move um mundo inteiro pra celebrar o orgulho e a vontade de ser o que você quiser.

Pra acompanhar tudo isso, a programação é cada vez mais intensa, com clubes e eventos cada vez mais profissionais e impressionantes. A disposição e a vontade foram muitas. Consegui conferir todas as festas que quis e curtir cada momento com cada pessoa que surgiu na minha vida. Mesmo sem alguns amigos por perto, muitas outras grandes e queridas figuras fizeram esse feriado de Corpus Christ ser tão completo.

Sem dúvida, as histórias são muitas, as memórias serão eternas e as boas lembranças serão impagáveis. Mas vamos ao que interessa em um resumão do que vi no Pride 2009:

Quarta-feira

Comecei o Pride calmo. Aproveitei o bom horário que cheguei na cidade e a chuva que caiu durante toda a tarde para conhecer a filial da Fórmula Academia na Rua da Consolação, antiga Master 24h, onde eu posso malhar. O espaço é ótimo e me lembrou a filial da BodyTech de Copa (sem a piscina). No caminho, bateu uma fome. E veio a indignação: São Paulo não tem casa de sucos. Tive que ir até a Paulista achar uma - e olha que a Consolação tem mais de uma academia, hein - mas que nem abacaxi tinha pra colocar no meu peito de peru com minas... Ficará rico quem criar uma rede limpa, bonita e completa de naturais na cidade.

O esquenta da Parada ficou por conta da ilustre presença de Libanesa diretamente de Dubai na Maison Lorena. Apenas por poucas horas, matando as saudades de casa, da família e dos amigos. Depois, o destino foi a primeira noite de The Week International, na festa de abertura. Quem estava acostumado com a casa não tão cheia no primeiro dia dos anos anteriores se surpreendeu com a pista lotada. Juanjo Martin fez um ótimo set e Vlad tocou versões incríveis de t-o-d-a-s as músicas que àquela altura ainda fariam a Pride ser o que foi.

Quinta-feira

Depois de uma tarde tranquila e um ótimo almoço em Moema, a quinta foi dia de uma enorme função, já que duas festas incríveis chamavam a atenção do público. A grande missão era aproveitar as duas intensamente. Antes, parada estratégica no L´Open, que bombava, para dar aquele close e fazer uma das únicas refeições da semana.

E lá fomos nós: V.I.P no Terraço Daslu foi o primeiro destino. Sem dúvida, a festa gay mais bonita que eu fui em toda a minha vida. Se já não bastasse a imponente arquitetura do local, a decoração era absurda: candelabros, velas, arranjos, mobílias... Sem contar a área vip - com direito a hostess Anna Pavinatto Wintour - de onde nem dava vontade de sair. Tudo muito fino e rico. Como era esperado, a festa foi a mais pura tradução da palavra carão - muita gente bonita, bem vestida e comportada. Mas aos poucos o povo foi se soltando, a festa foi tomando forma e ganhando ainda mais brilho. Destaque para os banheiros limpíiissimos (com lixeiras e toalheiros com o D símbolo da casa), para as atendentes que enxugavam a garrafa de água antes de entregar e para a distribuição de Häagen-Dazs. Pena não ter conseguido ver o Iordee tocar, já que o line up foi alterado.

Já era quase 4 e o novo destino nos recebia: Pacha, com a festa TOY e o DJ Tony Moran. SMSs de amigos presentes já davam conta da festa: bafo! E assim foi: pista principal absolutamente lotada, calor, suor e toda aquela interação de uma pista out of control. Mais de uma vez eu ouvi a seguinte opinião (que também foi a minha): "Bee, tá parecendo o Caldeirão da X Demente!"

Sexta-feira

O dia nem tinha começado quando paramos para repor as energias e continuar o fervo. O destino da manhã de sexta era a SoGo, nos Jardins, onde rolava a especialíssima edição somente para convidados da Festa do Rei. E a festa foi incríiivel! O clima era de amigos reunidos, convidados se divertindo, conversinhas, papos, todo mundo se conhecendo, celebração, boa música... Sem compromisso com nada, apenas com os bons momentos da vida. O tempo foi passando, passando e só saímos de lá às 4 da tarde, deixando alguns guerreiros!

E a SoGo, vale dizer, é um lugar fantástico (pelo menos agora, após a reforma). Com uma imbatível localização - eu fui a pé, mesmo sob garoa fina -, precisa apenas de uma programação forte pra ser o bafo em SP. Para after, então, é perfeito! De um espaço daqueles que precisamos no Rio, com uma pistinha do tamanho exato, um corredor animado, um bar aconchegante e um mezanino honesto (em resumo, algo como um 69 mais bonito e iluminado).

Depois de poucas horas de descanso, à noite foi de mais um fervo: Angels @ The Week. Noitezinha aparentemente mais calma que o de costume. Mads apenas aparentemente porque não faltou animação! Abel arrasou e fez um ótimo set pra uma pista lotada, onde se via os muitos grupinhos de todas as cidades do país. Saí de lá direto para os braços de Morfeu e finalmente consegui algumas horas de descanso.

Sábado

A função diurna começou com a casa de uns amigos nos Jardins: mais cariocas chegavam à cidade no início da tarde. Depois de um japa rápido, GiraSol / Matinee Group no Clube Tietê.

Nossa, que produção! Um palco enorme, muita luz, um som poderoso e dançarinos com performances e figurinos de deixar qualquer um boquiaberto. O grupo Epiphony fez uma apresentação bem meia-boca, com uma tiazinha loira fraca dublando, mas foi só J. Louis entrar para colocar fogo no puteiro com um dos melhores sets da Parada. Saí um pouquinho mais cedo - um bom motivo pra descansar - mas ao som de Real Things, da Rebeka Brown, foi um ótimo encerramento de festa.

Detalhe para uma bee que me contou no dia seguinte ter chorado horrores de emoção diante daquela vibe indescritível. Aos que perguntavam o motivo, ela dizia "Me deixa chorar!"...

Algumas horas depois: The Week de novo! Dessa vez para a clássica noite mais lotada da casa. E ele na cabine: Peter Rauhofer na Babylon / Work. Olha... o começo até que não foi grande coisa, Whateva Whateva foi umas das primeiras mas faltou vibe praquela hora (tanto que o DJ repetiu a música ao longo do set, dessa vez em um momento bem melhor), mas parou por aí. Depois, foi só perfeição. Ouvi de pessoas de vários lugares, vários sexos, várias bagagens de música eletrônica diferentes a mesma opinião: o cara arrasou. Ele estava sensacional. Um dos melhores sets dele aqui e, sem dúvida, o melhor da Parada. Na cabine desde às 3:30 da manhã até pouco depois das 11, o top DJ tocou todos os seus remixes mais bafônicos (ainda ouvi de um amigo no domingo "Lembrei de você em Say it Right!") que a gente adora ouvir na pista e que Peter não nos deixa sem. E eu, que consegui ficar bem perto da cabine em alguns momentos, vi um DJ sem estrelismos e sem o bico tão criticado há tempos. E cada vez mais brasileiro, eu digo.

Foi uma noite memorável, inesquecível e histórica.


< /Pic by Dani Brasil>

Domingo

Apesar de termos colocado o despertador para as 2 da tarde na intenção de chegar cedo e fazer fotos diurnas na Nova Pool Party / Circuit Festival, perdemos a hora - claro! - e só chegamos às 8. Pra compensar, ficamos até o final da festa. Enrico Arghentini não fez um bom set para uma festa daquela - talvez em uma pista mais pesada funcione -, mas Chris Cox lançou mão de hits (quase um bate-cabelo poderoso) e fechou a pista com Christina e todas as suas divas.

Ótimo para o encerramento da temporada, que trouxe a pertinente pergunta: onde eu pego meu certificado de conclusão do I Eterna Festival? Porque, né?, eu fui um aluno aplicado, não faltei às aulas e passei com louvor.

Mereço ou não mereço?

segunda-feira, junho 15, 2009

When Love Takes Over

Nessa segunda-feira pós maratona de São Paulo, o cansaço é a maior lembrança. Boa lembrança, que fique claro, porque o feriado foi incrível, graças a todas as pessoas que fizeram parte dos meus dias - velhos, novos, grandes e queridos amigos -, nem que tenha sido por poucos minutos.

Agora, além da tradicional dor no corpo inteiro e da gripe que vem aparecendo depois de tanto frio na cidade, até uma bolha no meu pé direito surgiu.

É hora de relaxar, descansar, me preparar para as grandes mudanças que estão por vir e arquivar tudo na memória. Momentos históricos são pra sempre.

Eu volto com o resumão em breve.

quarta-feira, junho 10, 2009

Pride - XLVXLXXVIII

Agora vai!

A Pride SP 2009 chegou. Parecia tãaaao distante mas o tempo está passando tão rápido que nem consegui piscar os olhos. Agora, o único desejo são momentos mais do que felizes: muita diversão, muita alegria, muita festa. Muita consciência, muita visibilidade e muita luta também.

Se tudo isso conceder 0,0001% de respeito que ainda precisamos, vai ter valido a pena. Somos iguais a todos e precisamos dos mesmos direitos, sem vergonha de ser o que ou quem somos.

Ficam os conselhos da tia: se joguem, aproveitem, divirtam-se! Tudo com atenção, claro, porque bobo aqui ninguém é mais. Não abusem e sempre - sempre! - usem camisinha, ouviram?

Pra quem ainda está perdido, fiz uma agendinha (quase) completa pro CenaCarioca. Além disso, as notinhas pro Vipado estão bombando, como sempre.
Não prometo voltar ao blog por esses dias, mas é só acompanhar os sites pra saber tudo sobre o antes, o durante e o depois da Parada. Afinal, a meta é fazer o maior e melhor circuito de Sampa (não que isso seja difícil para eu cumprir...).

Ah! E pra quem me vir por aí - na Oscar freire, na Master 24h, na TW, no Sonique, no Spot, na Livraria Cultura, na 269 ou sei lá por onde eu irei passar - favor dar um grito e se apresentar, hein?!
É época de paz e amor, meu povo.

Uma incrível Parada 2009 para todos nós!

sexta-feira, junho 05, 2009

Pride - V

Último finde antes da Parada.
A programação é intensa, as nights continuam agendadas, o povo está animado. No Rio, a cidade ainda recebe Viradão Cultural e Fashion Rio. Ou seja, mais função do que nunca.

Fica a pergunta: o que fazer em uma situação dessas?
a) Guardar a imagem, descansar o corpo e salvar a alma pra perder tudo a partir de quarta? b) Se jogar com moderação, ficar no Red Bull e no papinho com os amigos e só continuar a noitada em úlimo caso? c) Ser pesada e começar hoje mesmo o ritmo de festa, se jogando como se não houvesse amanhã?

A resposta só na segunda-feira.

quarta-feira, junho 03, 2009

Pride - IV

Já que rolou uma discussão naquele post que eu fiz sobre qual vai ser a música da Parada, cabe avisar que no último finde to-dos os DJs tocaram - e levaram o povo ao delírio - uma antiguinha que eu acho perfeita: Poker Face, da Lady GaGa (Princess Ann rmx).

Será?
Não para, não para, não para, não

E São Paulo continua frenética. E lógico que eu não poderia perder a chance de conhecer novos lugares, já que quem está na chuva é pra se molhar.

Fiquei sabendo que na sexta rolou a reinauguração do club Ultra Diesel, no Centro, que eu não conhecia. Às 10 da manhã de domingo, nos momentos finais da The Week, encontrei um animadíssimo amigo carioca-que-virou-paulistano: “Vamos pro after?”. Minhas pernas não aguentavam mais, mas diante da empolgação do grupo em que estávamos, acabei cedendo.

Pra início de conversa, fico tenso com a realidade do Centrão de São Paulo, bem distante do circuito Av Paulista – Jardins que estamos acostumados. Antes mesmo de sair do táxi, fomos abordados por uns 3 pivetes e 2 mendigos pedindo 2 reais, enquanto outros usavam crack na calçada. E não, eu não moro em Zurique, mas o Centro do Rio se resume aos dias úteis no horário comercial – não há nada depois disso: a Lapa é Bairro boêmio e possui outra vibe, apesar de também perigosa, enquanto que a Saúde, na região central, é praticamente deserta. Já em plena Praça da República, muita coisa acontece.

No final, o grupo inteiro desistiu e apenas os cariocas entraram no club. Lá dentro, eu só pensava: “nunca mais reclamo da frequência da Le Boy. Nunca mais!”. Sim, a coisa é apavorante. Sei lá de onde saiu aquele povo – o pior era pensar “onde eles passaram a noite e chegaram no after?” – e confesso ter ficado com um pouquinho de medo. A infra do club é ok – e segundo fontes seguras, a reforma deu uma bela melhorada no ambiente – mas não chega a impressionar. O mais divertido foi ver o show da drag que era a cara da Elba Ramalho e segurava a peruca para não cair: não entendemos se era uma representação de um polvo com seus tentáculos ou da Mãe Natureza, a fauna e a flora. Só sei que era tudo tão trash, mas tão trash que chegou a ser divertido.

Depois de 15 minutos e uma onda gasta, rumamos pra casa, com a sensação de que já tinha sido mais do que suficiente.

Já o domingo começou na ressaca. Mas depois de um belo Bombom Deluxe na Lanchonete da Cidade – número 15.401! -, tudo mudou. O primeiro destino foi a Pool, mas depois a dúvida era “Cantho ou Gambiarra?”. A primeira eu já conhecia e apesar do querido Felipe Lira tocando, a curiosidade – sempre ela! – falou mais alto. E lá fomos nós encontrar a cariocada – e a paulistada fervida – na festa mais hype do momento na capital do país.

As comparações com a carioca Bailinho são inevitáveis: festa realizada pela galera do teatro, música variada, freqüência de cabeça-aberta. Mas para por aí. Se enganou quem achou que uma fosse a versão paulistana da outra. As músicas do Bailinho são um tanto quanto mais profissionais, a festa acontece em um club e apesar da invasão de gente comum, é feita por artistas para artistas. A Gambiarra tem uma pegada diferente: as músicas são desconexas e nem sempre a pista responde como deveria, além de praticamente não ter celebridades (celebridade em SP é algo raríssimo, aliás) – em uma ou outra edição apareceu alguém mais famoso como o Giane, enquanto o Bailinho era composto 60% de globais. Os destaques ficam orconta da frequência basicamente gay, o mix de público – pólo boys, the weekers, rastas, mudernos, emos e meninas – e o local, que é absolutamente fantástico! Pra começar, a equipe da entrada é de uma simpatia absurda. E o lugar é me deixou boquiaberto: o estilo, a áurea decadente, as escadarias, os elevadores antigos, os mil e um espaços diferentes. Ainda bem que eu estava acompanhado de antigos frequentadores, senão nunca mais sairia daquele labirinto.

Mesmo estando esgotado, às 4:30 eu saí de lá. Aproveitando tu-do. Porque guerreiro é guerreiro.

terça-feira, junho 02, 2009

Tá chegando a hora

Uma das semanas mais esperadas do ano está quase virando a esquina. A Parada de São Paulo deixa todo mundo fervendo em pleno inverno da capital paulista. Não é pra menos: os dias são intensos, as noites são absurdas e a quantidade de gente de fora é impressionante. Prova disso foi o último fim de semana: The Week São Paulo em ritmo de pré-parada.

Saí do Rio atrasado porque perdi o vôo. Não me perguntem o motivo da perda, mas pelo menos minha lábia funcionou e não tivemos que pagar um tostão furado a mais pra Gol – que agora nem barrinha de cereal serve mais. Cheguei no apê mais vipado dos Jardins às 9 da noite e em pouco tempo já estava pilhadíssimo para as comemorações do niver de um grande amigo carioca que está morando na terra da garoa.

À noite, depois daquele tradicional esquenta babadeiro chez Tony Goes, fomos pra TW, absolutamente lotada pra ver Offer Nissim. Qundo o DJ-trava israelense entrou na cabine, a noite ganhou luz própria. Ele não é bom DJ e, dizem as más línguas, nem produtor é. Mas é showman até o último fio de cabelo escovado. E confesso que não entendo o motivo dessas bichas reclamarem tanto. Não é a primeira vez do Offer no Brasil, certo? Muito pelo contrário, já perdi a conta de quantas vezes o DJ pisou por aqui... Se já conhecem o esquema, por que insistem?

Enfim... a vibe é única, as boas energias são incríveis, os momentos que Offer proporciona são os melhores. Com a área vip prejudicada pelo imenso telão de leds que tomou conta de todo o palco (o que não foi legal, já que clientes fiéis da casa foram trocados pela venda de pulseiras a R$ 100,00), resolvi passar óleo Sève no corpo e ir escorregando entre o mar de bees até o gargarejo. No início foi complicado, claro, mas depois que o povo começou a andar, tudo virou festa. E lá fiquei o tempo in-tei-ro. Às 10 da manhã as luzes se acenderam e só aí fui peguei meu rumo.

O domingo foi dia de mais uma festinha: Nova Pool Party com Isaac Escalante. Se alguém reclamou do som da noite anterior, estava aí a resposta: o mexicano é simplesmente fantástico. Eram elogios e mais elogios. Músicas antigas, novos remixes, sucessos atuais, bate-cabelo, house music. Ele toca de tudo, pra todos, com uma qualidade de deixar a pista de queixo caído... já tinha até esquecido de como ele é bom! E mais uma vez, fiquei até o DJ sair: João Neto encerrou à 1 da manhã inspiradíssimo e fui praticamente o último da fila de pagamento.

Que venha a Parada.

< / Pics by Felipe Ferreira>
< / Colaborando para GlamAddict>

quarta-feira, maio 27, 2009

Pride - III

Além das festas bombadas, a Parada também é uma grande oportunidade de conhecer muitas outras coisas que a cidade São Paulo oferece (e não estou falando do circuito 269 - Labirintu's - Lagoa, hein).

Algum tempo atrás, qundo minhas idas se resumiam a uma ou duas vezes por ano, a ideia era aproveitar ao máximo, principalmente do que estava "na moda". Hoje, com visitas muito mais frequentes, me dou ao luxo de escolher mais lugares pra conhecer, seguindo as dicas dos amigos paulistanos.

Pra que vai de fora, além da gastronomia incrivelmente variada (na última, tomei um absurdo mate com tamarindo numa kebaberia na Augusta, ficaadica), programinhas como museus - Masp, MLP, Mam, Pinacoteca -, botecos - Benedito Calixto e Augusta - e shoppings - Iguatemi, Cidade Jardim - são tipicamente pulistanos. Todos sempre lotados, ainda mais em um feriadão que a cidade recebe tantas pessoas diferentes.

Essa historinha de que "não gosto do clima de noitada, drogas, sexo" é balela. Curtir a cidade - e todos os seus atrativos - no periodo em que está absolutamente friendly e animada é incomparável.

terça-feira, maio 19, 2009

Pride - II

Toda temporada de fervo tem uma música marcante. Foi assim com The Wings há três anos, You're Free há dois (sim, remixes antigos também voltam se tocados com dignidade), Say it Right no feriado de 7 de setembro de 2007, Sandcastle Disco e Better in Time nesse Reveillon, Right Here e Sundays at Heaven no Carnaval. Na Parada do ano passado, Mariah desbancou Madonna e a gente ouviu Touch My Body 546.896 vezes em 5 dias. A tendência, óbvio, é que alguma música com vocal alcance esse status, já que é mais fácil de decorar e ver todas as bees cantando (ou tentando) juntinhas no meio da pista.

Esse ano algumas são as apostas, mas até agora nada se destacou. Faltou algum lançamento bombástico e muitas, apesar de serem sucesso absoluto, cansaram e perderam o fôlego, como Lady Gaga e Rihanna. Mariah, com I'm That Chick (é o último single, nao é? Tem remix do Tony Moran), Britney e sua péssima If U Seek Amy e as produções de Offer com Maya vão tocar horrores, mas nenhuma é tão chiclete assim.

Eu fico com Beyonce e sua Halo. Não é novinha mas tocou pouco. A letra é fácil, tem um quê de drama (ótima pra dublar) e o remix do Edson Pride é do tipo que não deixa ninguém parado.
Já está no repeat do iPod.

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Update:

Dica da abonitadavieirasouto:
Filipe Guerra Feat. Lorena Simpson - Brand New Day
Na mosca! Por isso adoro os comentaristas.

terça-feira, maio 12, 2009

Pride

Falta um mês para o maior evento gay do país. A Parada do Orgulho LGBT 2009 em São Paulo acontece no dia 14 de junho, mas desde o dia 10, quarta-feira, a programação é frenética e intensa. No Rio não há outro assunto e nesse fim-de-semana, da E.njoy, TW e 00, passando pelo Felice e chegando até à Farme e ao Coqueirão, a pergunta era: e a Parada?

Depois dos últimos anos com recordes de público, em 2009 as festas ganham força e vida própria. A essa altura, todas as nights, DJs e locações já estão acertados e opção é o que não falta, mas fato que o disse-me-disse ficará a cargo das prés, afters, pvts e festas menores, que já começam a bombar em todas as rodinhas.

Isso porque para as grandes festas todo mundo vai. E todo mundo sabe que a The Week fará um festival de cair o queixo ou que a Flex lotará suas locações. E como sempre acontece, apesar da cidade reunir gente de todos os cantos, é praticamente impossível encontrar os amigos em uma noite como a de sábado. E aí entram as festinhas: tem coisa melhor do que em um mesmo espaço esbarrar, rir, se divertir e papear com pessoas queridas de BH, SP, NY, PoA, Rio ou Recife?

Agora é hora de preparação: passagens, hotel ou casa de amigos, academia... e aguardar o que está por vir, enquanto começo a comentar os pequenos detalhes de tanta função. Confesso que a ansiedade já está tomando conta.

Só espero ouvir um remix incrível de Poker Face quando estiver com todos os meus amigos no meio da pista. Out of control. Vamo que vamo.

segunda-feira, maio 04, 2009

Flashs de SP

Feriado - Saudades - Celular esquecido no primeiro taxi e devolvido pela taxista fã de country music - Coxa-creme da Ofner - DVD da Madonna- Felipe Lira arrasando - Bubu lotada - Decoração do Dia do Trabalho - Foch do Shopping Frei Caneca - Senhorio - Frango parmegiana do Athenas- Compras na Oscar Freire - Osklen - 2Meninos - Café na Cristallo - Facebook Live - Encontros casuais com os amigos - Delivery - Palácio Campinas - Fotos de Paris - Kebab e suco de mate com tangerina na Augusta - Dringues soltos - A trava que caiu do queijo em cima do DJ, levantou e gritou “eu pago” - The Week São Paulo - “Te conheço do Facebook” - Renato Cecin - Área vip - Lado direito da pista - Bicha com máscara cirúrgica - Lindinalva de calcinha de couro - Recadinho na fila de pagamento - Assunto dos 4 cantos: Pride 2009 - Festa do Rei - Olhos azuis - Peito de peru com queijo minas na Bella Paulista - Andança na Frei Caneca - Chicabom na padaria - 3 finais-de-semana pro Offer - “Cuidado, rapaz. Tem um rato morto ali. Nunca vi isso em Copacabana!”- Rio

terça-feira, abril 28, 2009

Vai começar a brincadeira

E a semana começou animada.
Faltando pouco mais de um mês para o maior evento gay do país, a Parada de São Paulo, a The Week anunciou suas datas, festas e atrações (que já rolavam confirmadas na boca miúda, mas que todo mundo soube guardar segredo...).

Com uma ótima programação pra lá de conhecida dos brasileiros - infelizmente, é difícil tirar os europeus como Seamus Haji e Rebeka Brown do Velho Continente nessa época do ano -, o que surpreendeu foi a criação de um festival coincidindo com a época da Parada, o Eterna Festival.

Claro que diante de um calendário mais do que estabelecido e um evento de rua no qual pouquíssimo do público-alvo da casa costuma comparecer, nada mais natural do que o surgimento desse conceito, que vai abrigar nomes de peso na cena gay mundial.

E como bem lembrou o Glam, praqueles que não podiam dizer que estavam indo pra Sampa por causa do Link Ao Vivo do Gugu ou da Primeira Reportagem do Fantástico, os problemas estão resolvidos: agora é só dizer que seu destino será um grande festival de música eletrônica e fazer aquela cara de paisagem quando alguém sugerir a coincidência de datas.

Aquele papo de Águas de Lindóia, Festival de Música em Alegre ou Festa do Tomate em Paty do Alferes (nesse último, um amigo teve que ouvir da própria mãe: - esse tomate tá mais pra caqui, hein) está com os dias contados.

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Ansiosíssimo pra saber o que ainda está por vir...

segunda-feira, abril 06, 2009

Não há nada como o titânio da Tiffany*

O primeiro finde de 2009 em São Paulo foi absolutamente incrível.
Aconteceu tanta coisa que desde a manhã de sábado, quando deixei o Rio, até o início da tarde desta segunda-feira, quando voltei, contabilizei apenas 5 horas de sono.

Tudo começou com a festinha mais aguardada e divertida da semana. Não, não teve nada de branco. Tratava-se de um mega encontro de queridos amigos que surgiram na minha vida através desse pequeno canto em que escrevo. Uma Pool Party pvt incrível em uma digna maison, com momentos divertidíssimos, músicas absurdinhas e patrocínio da Absolut. E com direito a participação especial de Phoebe, a pitbull mais educada de São Paulo.

Depois de um necessário pitstop pra troca de figurino e retoque da escova e do make, partimos pro evento mais frustrante do ano: Skol Sensation. A idéia e elaboração do evento eram muito interessantes, a iluminação era incrível, as performances eram bacanas, a cenografia era muito bonita, mas nada que a The Week ou a R:evolution não consigam fazer ou já tenham feito. Aliás, pra quem tem o maior espetáculo da Terra, nada chegou a me deixar boquiaberto.

Os pontos negativos ficaram pra organização - filas, filas e mais filas - e o som, que mais parecia sintonizado naqueles programas de e-music da madrugada de rádio FM (jurei que em algum momento iria tocar Sthefany Club Mix). Saímos só às 4:30 porque ainda tínhamos esperança que algo fosse acontecer, o que obviamente não rolou.

De lá direto pra The Week, que recebeu um bom público, além do povo de branco. E eu que ainda não conhecia o camarote Chandon, adorei o novo espaço - a filial carioca possui uma área vip tão bonita que já era hora da matriz ganhar uma merecida reforma. É incrível como apesar de todo esse tempo frequentando a casa, a TWSP me impressiona e me deixa eufórico, ainda mais acompanhado de um amigo estreante na noite gay, igualmente impressionado com a qualidade da casa.

O domingo foi dia de orgias gastronômicas paulistanas: café-da-manhã na Bella Paulista, almocinho no Ritz e docinhos na Ofner antes de jornada dupla.

Primeiro, Day Party na Flexx. Eu ainda não conhecia a casa: o espaço é ótimo e a área externa parece funcionar de uma boa maneira (que infelizmente ficou prejudicada com o pé d'água que caiu no meio da tarde), mas merece um tratamento e uns toques de bom gosto (vamos combinar: aquele freezer de boteco cor de gelo não é nada legal...).

Às 7 da noite estávamos de volta à The Week para mais uma edição da Nova Pool Party. A pista absolutamente lotada, com direito a um André Almada no palco e feliz igual a pinto no lixo ao lado dos dançarinos (mais uma vez: os TW Dancers são o máximo). E, claro, Cecin arrasando no som. Barcelona que o aguarde.

Dever cumprido e começando os trabalhos com o pé direito. E já contando os dias pra mais uma visita à cidade que não nos deixa parados nem por um minuto.

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* Frase por Lindinalva Zborowska, que achou uma aliança da joalheria no banheirón, mas não devolveu no Achados e Perdidos.

Momentinho fofo do finde garantido pelo Gustavo, um leitor que chegou em mim no meio da pista só pra elogiar o blog. Adoro.

domingo, abril 05, 2009

De branco!!!

Postando ao vivo do Skol Sensation, direto da sala de imprensa.
Acho que nem vou assistir o evento.

Tá boa, ne?