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terça-feira, julho 21, 2009

O Mundo de Todas As Cores

Esse finde foi bem diferente. Não, não parti pra SP solto, afinal, isso não seria muito diferente... Fui parar em BH. Sim, a Parada de Belo Horizonte me fez mudar alguns planos e embarcar sábado pela amanhã rumo ao aeroporto de Confins. Motivado pela curiosidade com relação a noite da cidade e pelos amigos de Minas que fiz nos últimos tempos - especialmente na Parada de SP - esse foi o destino do finde.

Da última vez que lá estive, em outubro do ano passado, não fui muito feliz. Trabalhei igual a um corno por duas semanas inteiras e mal tive tempo de conhecer a cidade além da janela do táxi ou da varanda do hotel. Minhas companhias também não eram animadas e mesmo com algumas opções de restaurantes locais no shopping mais próximo, acabamos comendo em lugares como Outback. Naquele fim-de-semana, parti para um dos aniversários da TWSP e nem pude conhecer a noite mineira.

Dessa vez, comecei um pouco ressabiado dada a experiência trágica anterior. Ok, BH não é nada turística se compararmos com muitos outros lugares do país. Também não é tão grande como deveria ser, se levarmos em conta que se trata da terceira maior capital do Brasil. E ainda me causam estranheza aquelas placas com "Rio de Janeiro", "São Paulo" ou "Vitória" no Centro, bem longe das estradas que levam a essas cidades. Mas, por outro lado, não é tão suja, tão confusa, tão violenta ou tão complicada como as incomparáveis Rio e SP. E tem a melhor coisa que inventaram nos últimos tempos: os mineiros. Ô raça, gente. Lindos, educados, simpáticos, hospitaleiros. Alguém avisa que não dá pra ser tudo isso ao mesmo tempo, por favor? Eu, que já tinha uma forte queda por eles, talvez fruto das minhas férias passadas em São Lourenço e região quando criança, voltei absolutamente encantado.

Fomos recepcionados tão bem... Quando isso acontece pelos amigos – o que, graças a Deus, é bem comum comigo -, acabamos não dando o devido valor. Mas quando pessoas com quem você ainda não tem tanta intimidade fazem questão de te deixar o mais a vontade e enturmado possível, você se surpreende. E assim são os mineiros, o tempo todo. Seja pra te levar pra uma volta na cidade, fazer um convite pra almoçar, perguntar se você gostou do restaurante, se preocupar sobre o que você está achando da boate, se apresentar e dizer um sonoro “Do Rio?! I Love Rio!” ou ligar perguntando se você chegou bem em casa.

Comecei os trabalhos visitando dois simpáticos shoppings - o Pátio Savassi, que eu já conhecida, é lindo e prático, enquanto o Diamond tem um quê de elegante -, além de um belo tour pelos principais lugares e pelos bairros mais charmosos, Savassi e Lourdes.

Vale dizer que confirmei a fama mais uma vez, claro: uma das melhoras coisas de Minas é a comida. Fui a lugares que mesmo tendo uma culinária moderna eram absurdamente bons. Primeiro, Graciliano, em Lourdes, um quilo finérrimo e lindo onde de vez em quando rolam umas festinhas no domingo a la 00. JesusMariaJosé, coisa de louco! Tinha um atum que eu quase trouxe uma bandeja inteira pro Rio... Ainda tive o prazer de ir ao Café do Museu, ao Eddie Burgers (segundo informações, em breve no Rio!) e a uma temakeria. De quebra, ainda dei uma passada no simpático e bombado Café com Letras, onde todas as bees finas se reúnem na pré-night de sábado, como acontece no Felice carioca.

No finzinho da tarde e início da noite, fomos à procura de uma day party em uma casa na região da Pampulha chamada Love. Nada muito grande e até muito tranquila, mas com muitos lindos meninos reunidos e som do dj Flavio Lima, residente das pools de Rosane Amaral. Lá, ainda encontramos um grande grupo de cariocas, claro... Saímos por volta das 10, já que a festa principal ainda estava por vir.

A noite de BH me surpreendeu. No sábado, Isaac Escalante comandou o som da festa da Parada no club Josefine. Pra quem não conhece, fica a dica: a Jo é incrível, uma das melhoras boates que já fui, sem dúvida. Uma espécie de Bubu melhorada (digam o que quiser, mas eu tenho bode da Bubu, lembrem-se). No Rio, não existe nada comparável à casa mineira (a TWRio não conta, por razões óbvias). O som é ótimo, o espaço é na medida, os banheiros e bares funcionam perfeitamente e são de mais fácil acesso possível, as plasmas são lindas e a disposição da pista, com aquela escadaria no meio e um lounge no fundo, cria diversos ambientes em um só. A pista 2, então, nem se fala: modernérrima.

Isaac repetiu a dose da Nova Pool Party e fez um set incrível, fazendo o povo se jogar de You’re free a Whateva e Love Game. Se o boato se confirmar e ele vier também pra Parada do Rio, será merecidamente o Rei da Pride brasileira. A festa teve uma vibe absurda e não demorou muito pra um grande grupo se formar com todos os mineiros, paulistas, cariocas e capixabas que são figurinhas fáceis nos principais eventos dessas cidades. Aliás, a promessa é de uma The Week Rio com tooodo mundo junto na próxima semana. Ebaaa!

O domingo foi dia da Parada. Se a de São Paulo tornou-se um programa impossível que causa medo enquanto a do Rio é um grande encontro de amigos, a de BH reúne uma animação diferente, provavelmente por não ser tão grande. Apenas quatro carros fazem uma extenso percurso de subidas e descidas nas ladeiras da cidade, mas a galera vai atrás e aproveita de verdade. Eu não desci do trio da Josefine em momento algum e lá de cima achei tudo muito divertido... mas a essa hora, diga-se, eu já estava convencido de que qualquer coisa em Minas tem um clima único. Aliás, não sei se era a Parada, mas me parece uma cidade muito friendly e respeitosa - alguns dos muitos bares existentes são evidentemente gays e, segundo relatos, nunca houve sérios problemas.

Fato é que a Parada de BH entrou na minha agenda. E ainda tive uma ótima notícia: a ideia é fixá-la no terceiro domingo de julho, assim como a de SP cai no Corpus Christ e a do Rio caminha para se estabalecer no 12 de outubro. Mas antes disso, quem sabe, muito em breve eu não volte outras vezes à Terra do Pão de Queijo, né?

Os mineiros merecem.

quarta-feira, junho 17, 2009

Pronto, passou

Agora só ano que vem... e daí a gente pergunta: vale tanta ansiedade, tanto dinheiro gasto, tantas noites mal (ou nada) dormidas, tanta alimentação ruim? Sim, vale. E muito.

Sem dúvida, essa foi a principal temporada de 2009. Tantas festas, tantas pessoas, tanta animação... a Parada de São Paulo move um mundo inteiro pra celebrar o orgulho e a vontade de ser o que você quiser.

Pra acompanhar tudo isso, a programação é cada vez mais intensa, com clubes e eventos cada vez mais profissionais e impressionantes. A disposição e a vontade foram muitas. Consegui conferir todas as festas que quis e curtir cada momento com cada pessoa que surgiu na minha vida. Mesmo sem alguns amigos por perto, muitas outras grandes e queridas figuras fizeram esse feriado de Corpus Christ ser tão completo.

Sem dúvida, as histórias são muitas, as memórias serão eternas e as boas lembranças serão impagáveis. Mas vamos ao que interessa em um resumão do que vi no Pride 2009:

Quarta-feira

Comecei o Pride calmo. Aproveitei o bom horário que cheguei na cidade e a chuva que caiu durante toda a tarde para conhecer a filial da Fórmula Academia na Rua da Consolação, antiga Master 24h, onde eu posso malhar. O espaço é ótimo e me lembrou a filial da BodyTech de Copa (sem a piscina). No caminho, bateu uma fome. E veio a indignação: São Paulo não tem casa de sucos. Tive que ir até a Paulista achar uma - e olha que a Consolação tem mais de uma academia, hein - mas que nem abacaxi tinha pra colocar no meu peito de peru com minas... Ficará rico quem criar uma rede limpa, bonita e completa de naturais na cidade.

O esquenta da Parada ficou por conta da ilustre presença de Libanesa diretamente de Dubai na Maison Lorena. Apenas por poucas horas, matando as saudades de casa, da família e dos amigos. Depois, o destino foi a primeira noite de The Week International, na festa de abertura. Quem estava acostumado com a casa não tão cheia no primeiro dia dos anos anteriores se surpreendeu com a pista lotada. Juanjo Martin fez um ótimo set e Vlad tocou versões incríveis de t-o-d-a-s as músicas que àquela altura ainda fariam a Pride ser o que foi.

Quinta-feira

Depois de uma tarde tranquila e um ótimo almoço em Moema, a quinta foi dia de uma enorme função, já que duas festas incríveis chamavam a atenção do público. A grande missão era aproveitar as duas intensamente. Antes, parada estratégica no L´Open, que bombava, para dar aquele close e fazer uma das únicas refeições da semana.

E lá fomos nós: V.I.P no Terraço Daslu foi o primeiro destino. Sem dúvida, a festa gay mais bonita que eu fui em toda a minha vida. Se já não bastasse a imponente arquitetura do local, a decoração era absurda: candelabros, velas, arranjos, mobílias... Sem contar a área vip - com direito a hostess Anna Pavinatto Wintour - de onde nem dava vontade de sair. Tudo muito fino e rico. Como era esperado, a festa foi a mais pura tradução da palavra carão - muita gente bonita, bem vestida e comportada. Mas aos poucos o povo foi se soltando, a festa foi tomando forma e ganhando ainda mais brilho. Destaque para os banheiros limpíiissimos (com lixeiras e toalheiros com o D símbolo da casa), para as atendentes que enxugavam a garrafa de água antes de entregar e para a distribuição de Häagen-Dazs. Pena não ter conseguido ver o Iordee tocar, já que o line up foi alterado.

Já era quase 4 e o novo destino nos recebia: Pacha, com a festa TOY e o DJ Tony Moran. SMSs de amigos presentes já davam conta da festa: bafo! E assim foi: pista principal absolutamente lotada, calor, suor e toda aquela interação de uma pista out of control. Mais de uma vez eu ouvi a seguinte opinião (que também foi a minha): "Bee, tá parecendo o Caldeirão da X Demente!"

Sexta-feira

O dia nem tinha começado quando paramos para repor as energias e continuar o fervo. O destino da manhã de sexta era a SoGo, nos Jardins, onde rolava a especialíssima edição somente para convidados da Festa do Rei. E a festa foi incríiivel! O clima era de amigos reunidos, convidados se divertindo, conversinhas, papos, todo mundo se conhecendo, celebração, boa música... Sem compromisso com nada, apenas com os bons momentos da vida. O tempo foi passando, passando e só saímos de lá às 4 da tarde, deixando alguns guerreiros!

E a SoGo, vale dizer, é um lugar fantástico (pelo menos agora, após a reforma). Com uma imbatível localização - eu fui a pé, mesmo sob garoa fina -, precisa apenas de uma programação forte pra ser o bafo em SP. Para after, então, é perfeito! De um espaço daqueles que precisamos no Rio, com uma pistinha do tamanho exato, um corredor animado, um bar aconchegante e um mezanino honesto (em resumo, algo como um 69 mais bonito e iluminado).

Depois de poucas horas de descanso, à noite foi de mais um fervo: Angels @ The Week. Noitezinha aparentemente mais calma que o de costume. Mads apenas aparentemente porque não faltou animação! Abel arrasou e fez um ótimo set pra uma pista lotada, onde se via os muitos grupinhos de todas as cidades do país. Saí de lá direto para os braços de Morfeu e finalmente consegui algumas horas de descanso.

Sábado

A função diurna começou com a casa de uns amigos nos Jardins: mais cariocas chegavam à cidade no início da tarde. Depois de um japa rápido, GiraSol / Matinee Group no Clube Tietê.

Nossa, que produção! Um palco enorme, muita luz, um som poderoso e dançarinos com performances e figurinos de deixar qualquer um boquiaberto. O grupo Epiphony fez uma apresentação bem meia-boca, com uma tiazinha loira fraca dublando, mas foi só J. Louis entrar para colocar fogo no puteiro com um dos melhores sets da Parada. Saí um pouquinho mais cedo - um bom motivo pra descansar - mas ao som de Real Things, da Rebeka Brown, foi um ótimo encerramento de festa.

Detalhe para uma bee que me contou no dia seguinte ter chorado horrores de emoção diante daquela vibe indescritível. Aos que perguntavam o motivo, ela dizia "Me deixa chorar!"...

Algumas horas depois: The Week de novo! Dessa vez para a clássica noite mais lotada da casa. E ele na cabine: Peter Rauhofer na Babylon / Work. Olha... o começo até que não foi grande coisa, Whateva Whateva foi umas das primeiras mas faltou vibe praquela hora (tanto que o DJ repetiu a música ao longo do set, dessa vez em um momento bem melhor), mas parou por aí. Depois, foi só perfeição. Ouvi de pessoas de vários lugares, vários sexos, várias bagagens de música eletrônica diferentes a mesma opinião: o cara arrasou. Ele estava sensacional. Um dos melhores sets dele aqui e, sem dúvida, o melhor da Parada. Na cabine desde às 3:30 da manhã até pouco depois das 11, o top DJ tocou todos os seus remixes mais bafônicos (ainda ouvi de um amigo no domingo "Lembrei de você em Say it Right!") que a gente adora ouvir na pista e que Peter não nos deixa sem. E eu, que consegui ficar bem perto da cabine em alguns momentos, vi um DJ sem estrelismos e sem o bico tão criticado há tempos. E cada vez mais brasileiro, eu digo.

Foi uma noite memorável, inesquecível e histórica.


< /Pic by Dani Brasil>

Domingo

Apesar de termos colocado o despertador para as 2 da tarde na intenção de chegar cedo e fazer fotos diurnas na Nova Pool Party / Circuit Festival, perdemos a hora - claro! - e só chegamos às 8. Pra compensar, ficamos até o final da festa. Enrico Arghentini não fez um bom set para uma festa daquela - talvez em uma pista mais pesada funcione -, mas Chris Cox lançou mão de hits (quase um bate-cabelo poderoso) e fechou a pista com Christina e todas as suas divas.

Ótimo para o encerramento da temporada, que trouxe a pertinente pergunta: onde eu pego meu certificado de conclusão do I Eterna Festival? Porque, né?, eu fui um aluno aplicado, não faltei às aulas e passei com louvor.

Mereço ou não mereço?

segunda-feira, junho 15, 2009

When Love Takes Over

Nessa segunda-feira pós maratona de São Paulo, o cansaço é a maior lembrança. Boa lembrança, que fique claro, porque o feriado foi incrível, graças a todas as pessoas que fizeram parte dos meus dias - velhos, novos, grandes e queridos amigos -, nem que tenha sido por poucos minutos.

Agora, além da tradicional dor no corpo inteiro e da gripe que vem aparecendo depois de tanto frio na cidade, até uma bolha no meu pé direito surgiu.

É hora de relaxar, descansar, me preparar para as grandes mudanças que estão por vir e arquivar tudo na memória. Momentos históricos são pra sempre.

Eu volto com o resumão em breve.

quarta-feira, junho 10, 2009

Pride - XLVXLXXVIII

Agora vai!

A Pride SP 2009 chegou. Parecia tãaaao distante mas o tempo está passando tão rápido que nem consegui piscar os olhos. Agora, o único desejo são momentos mais do que felizes: muita diversão, muita alegria, muita festa. Muita consciência, muita visibilidade e muita luta também.

Se tudo isso conceder 0,0001% de respeito que ainda precisamos, vai ter valido a pena. Somos iguais a todos e precisamos dos mesmos direitos, sem vergonha de ser o que ou quem somos.

Ficam os conselhos da tia: se joguem, aproveitem, divirtam-se! Tudo com atenção, claro, porque bobo aqui ninguém é mais. Não abusem e sempre - sempre! - usem camisinha, ouviram?

Pra quem ainda está perdido, fiz uma agendinha (quase) completa pro CenaCarioca. Além disso, as notinhas pro Vipado estão bombando, como sempre.
Não prometo voltar ao blog por esses dias, mas é só acompanhar os sites pra saber tudo sobre o antes, o durante e o depois da Parada. Afinal, a meta é fazer o maior e melhor circuito de Sampa (não que isso seja difícil para eu cumprir...).

Ah! E pra quem me vir por aí - na Oscar freire, na Master 24h, na TW, no Sonique, no Spot, na Livraria Cultura, na 269 ou sei lá por onde eu irei passar - favor dar um grito e se apresentar, hein?!
É época de paz e amor, meu povo.

Uma incrível Parada 2009 para todos nós!

terça-feira, maio 12, 2009

Pride

Falta um mês para o maior evento gay do país. A Parada do Orgulho LGBT 2009 em São Paulo acontece no dia 14 de junho, mas desde o dia 10, quarta-feira, a programação é frenética e intensa. No Rio não há outro assunto e nesse fim-de-semana, da E.njoy, TW e 00, passando pelo Felice e chegando até à Farme e ao Coqueirão, a pergunta era: e a Parada?

Depois dos últimos anos com recordes de público, em 2009 as festas ganham força e vida própria. A essa altura, todas as nights, DJs e locações já estão acertados e opção é o que não falta, mas fato que o disse-me-disse ficará a cargo das prés, afters, pvts e festas menores, que já começam a bombar em todas as rodinhas.

Isso porque para as grandes festas todo mundo vai. E todo mundo sabe que a The Week fará um festival de cair o queixo ou que a Flex lotará suas locações. E como sempre acontece, apesar da cidade reunir gente de todos os cantos, é praticamente impossível encontrar os amigos em uma noite como a de sábado. E aí entram as festinhas: tem coisa melhor do que em um mesmo espaço esbarrar, rir, se divertir e papear com pessoas queridas de BH, SP, NY, PoA, Rio ou Recife?

Agora é hora de preparação: passagens, hotel ou casa de amigos, academia... e aguardar o que está por vir, enquanto começo a comentar os pequenos detalhes de tanta função. Confesso que a ansiedade já está tomando conta.

Só espero ouvir um remix incrível de Poker Face quando estiver com todos os meus amigos no meio da pista. Out of control. Vamo que vamo.

terça-feira, abril 28, 2009

Vai começar a brincadeira

E a semana começou animada.
Faltando pouco mais de um mês para o maior evento gay do país, a Parada de São Paulo, a The Week anunciou suas datas, festas e atrações (que já rolavam confirmadas na boca miúda, mas que todo mundo soube guardar segredo...).

Com uma ótima programação pra lá de conhecida dos brasileiros - infelizmente, é difícil tirar os europeus como Seamus Haji e Rebeka Brown do Velho Continente nessa época do ano -, o que surpreendeu foi a criação de um festival coincidindo com a época da Parada, o Eterna Festival.

Claro que diante de um calendário mais do que estabelecido e um evento de rua no qual pouquíssimo do público-alvo da casa costuma comparecer, nada mais natural do que o surgimento desse conceito, que vai abrigar nomes de peso na cena gay mundial.

E como bem lembrou o Glam, praqueles que não podiam dizer que estavam indo pra Sampa por causa do Link Ao Vivo do Gugu ou da Primeira Reportagem do Fantástico, os problemas estão resolvidos: agora é só dizer que seu destino será um grande festival de música eletrônica e fazer aquela cara de paisagem quando alguém sugerir a coincidência de datas.

Aquele papo de Águas de Lindóia, Festival de Música em Alegre ou Festa do Tomate em Paty do Alferes (nesse último, um amigo teve que ouvir da própria mãe: - esse tomate tá mais pra caqui, hein) está com os dias contados.

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Ansiosíssimo pra saber o que ainda está por vir...

segunda-feira, abril 06, 2009

Não há nada como o titânio da Tiffany*

O primeiro finde de 2009 em São Paulo foi absolutamente incrível.
Aconteceu tanta coisa que desde a manhã de sábado, quando deixei o Rio, até o início da tarde desta segunda-feira, quando voltei, contabilizei apenas 5 horas de sono.

Tudo começou com a festinha mais aguardada e divertida da semana. Não, não teve nada de branco. Tratava-se de um mega encontro de queridos amigos que surgiram na minha vida através desse pequeno canto em que escrevo. Uma Pool Party pvt incrível em uma digna maison, com momentos divertidíssimos, músicas absurdinhas e patrocínio da Absolut. E com direito a participação especial de Phoebe, a pitbull mais educada de São Paulo.

Depois de um necessário pitstop pra troca de figurino e retoque da escova e do make, partimos pro evento mais frustrante do ano: Skol Sensation. A idéia e elaboração do evento eram muito interessantes, a iluminação era incrível, as performances eram bacanas, a cenografia era muito bonita, mas nada que a The Week ou a R:evolution não consigam fazer ou já tenham feito. Aliás, pra quem tem o maior espetáculo da Terra, nada chegou a me deixar boquiaberto.

Os pontos negativos ficaram pra organização - filas, filas e mais filas - e o som, que mais parecia sintonizado naqueles programas de e-music da madrugada de rádio FM (jurei que em algum momento iria tocar Sthefany Club Mix). Saímos só às 4:30 porque ainda tínhamos esperança que algo fosse acontecer, o que obviamente não rolou.

De lá direto pra The Week, que recebeu um bom público, além do povo de branco. E eu que ainda não conhecia o camarote Chandon, adorei o novo espaço - a filial carioca possui uma área vip tão bonita que já era hora da matriz ganhar uma merecida reforma. É incrível como apesar de todo esse tempo frequentando a casa, a TWSP me impressiona e me deixa eufórico, ainda mais acompanhado de um amigo estreante na noite gay, igualmente impressionado com a qualidade da casa.

O domingo foi dia de orgias gastronômicas paulistanas: café-da-manhã na Bella Paulista, almocinho no Ritz e docinhos na Ofner antes de jornada dupla.

Primeiro, Day Party na Flexx. Eu ainda não conhecia a casa: o espaço é ótimo e a área externa parece funcionar de uma boa maneira (que infelizmente ficou prejudicada com o pé d'água que caiu no meio da tarde), mas merece um tratamento e uns toques de bom gosto (vamos combinar: aquele freezer de boteco cor de gelo não é nada legal...).

Às 7 da noite estávamos de volta à The Week para mais uma edição da Nova Pool Party. A pista absolutamente lotada, com direito a um André Almada no palco e feliz igual a pinto no lixo ao lado dos dançarinos (mais uma vez: os TW Dancers são o máximo). E, claro, Cecin arrasando no som. Barcelona que o aguarde.

Dever cumprido e começando os trabalhos com o pé direito. E já contando os dias pra mais uma visita à cidade que não nos deixa parados nem por um minuto.

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* Frase por Lindinalva Zborowska, que achou uma aliança da joalheria no banheirón, mas não devolveu no Achados e Perdidos.

Momentinho fofo do finde garantido pelo Gustavo, um leitor que chegou em mim no meio da pista só pra elogiar o blog. Adoro.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

A Maravilha do Carnaval

Foram 5 dias, 9 nights e 40 horas de festas.
Muita coisa aconteceu durante esses dias de folia, que começou na noite de sexta e só foi terminar na tarde de quarta com uma praia digníssima e um café na Farme.
Muita gente de fora, muitas pessoas animadas, muita gente bonita, muita pegação, muitos amigos e muita diversão ditaram o ritmo do Carnaval Carioca 2009.

E isso sem contar os dias de praia no Coqueirão, as passagens pela Farme, a confusão da Banda de Ipanema, o fervo na calçada do Tô nem aí, os esquentinhas no Felice, os cafés-da-manhã na Martinica, os sucos no Cafeína, os desfiles das Escolas de Samba, as Absoluts Vanilla nos bares e os almocinhos em grupo pra repor as energias. Tudo tão intenso que até perdi uns belos quilinhos nessa maratona carnavalesca...

Mais uma vez a cidade recebeu muito bem seus visitantes, grande parte por culpa dos dias lindos que tomaram o céu. E depois disso tudo, lá vamos nós pro tradicional resumão das festas:

Sexta

Maxima @ Monte Líbano
Em sua segunda edição, a Maxima teve a difícil missão de fazer o opening do Carnaval carioca. Difícil porque é um dia que nem todo mundo está com disposição pra jogação pesada. Mesmo assim, a festa rendeu muito bem com o set do Hector Fonseca, apesar de eu ter achado que o DJ deveria ter tocado entre o Calvente e a Ana Paula e não no final. O ponto de melhoria vai pras filas (um caixa no bar não dá, concorda?), pra área vip (que novamente não aconteceu) e pra decoração (ainda falta trabalhar – e muito – o tal conceito europeu prometido pra festa).

Sábado

R:evolution @ Marina da Glória
Uma festa belissimamente decorada e com DJs que sabem levar o público na mão. Pena que logo após a entrada de Twisted Dee, tudo apagou. Quem ficou garante que a festa não perdeu o brilho, mas como eu já estava com a saída programada, consegui ver apenas mais um pouco de tanta animação.

Peter Rauhofer @ Cosmopolitan The Week Rio
A festa que tinha a decoração mais bonita do Carnaval – com gotas brancas caindo do teto do club – trouxe o DJ-quase-brasileiro. Quem reclama do Peter deve ser louco. O cara é o rei da noite gay, sem dúvida. Som pesado? Ele sempre tocou assim - olha que ainda abusa de hits como Say it Right ou He wasn’t man enough for me. Erros? Não sei do que estão falando. Sorrisos? A cada dia que passa, ele se sente mais à vontade por aqui. Até no Facebook do DJ ele fez contagem regressiva pro nosso carnaval, já subiu vídeos da apresentação em Floripa e confidenciou para um amigo com quem sempre troca idéias que adora o Rio e SP e sempre se prepara pra nos visitar.
Na boa? Já está mais do que na hora da The Week anunciar uma residência – bimestral, quem sabe? – pro top DJ.
See you soon, Peter.

Domingo

The Original Brazilian Pool Party @ Estação do Corpo
A festa que deu o que falar no Reveillon voltou com o gás total. Um clima delicioso, uma vista incrível pro Cristo e um povo que só queria saber de se divertir. Os erros foram corrigidos: os bares funcionavam bem, a decoração era linda e o som dos residentes Scorpio e Flavio Lima e do DJ Paulo estava mais do que perfeito praquele momento. A única reclamação continua sendo os banheiros (que dessa vez ocuparam um lugar de passagem não muito simpático, mas pelo menos funcionaram um tanto quanto melhor do que na edição anterior).
Ainda tivemos tempo de brincar com uma bola de parque de diversões que um amigo levou, fazendo a linha Fantasia (Rabesh! Tânia Mara! Jéssica!) em volta da piscina.

Segunda

E.Go After Hours @ Fosfobox
O projeto de verão da E.Go se despediu com um after pra lá de digno. O Fosfobox foi o destino certo pra quem quis continuar sua jogação ou pra quem, como eu, não teve coragem de enfrentar leques e apitos ou estava muito cansado praquele pulo dominical no 00 e tirou uma boa soneca. Destaque pro time de novos e competentes DJs que ocuparam a cabine.

Seamus Haji & Chris Cox @ Toy The Week Rio
O melhor som do Carnaval. Chris teve alguns momentos de confusão, mas quando acertou a mão, deixou todo mundo lokonaboate. Mais um que, por mim, já deveria ter ganhado uma residência entre nós. Já Seamus foi a surpresa mais previsível do Carnaval. Eu avisei, eu avisei, eu avisei. E mesmo assim, me surpreendi. Mesmo entrando às 5:45 da manhã e sabendo que aquele não era o tipo de público com o qual está acostumado, o cara foi absolutamente fantástico, com uma técnica e uma qualidade pouco vistas. Não cansei de ouvir “bem que você disse...”. Overpowered me fez chegar ao orgasmo na pista, ainda mais com todas as pessoas queridas reunidas em frente ao DJ, na beira do palco, em um raro momento de completo e total envolvimento. Histórico.

O melhor detalhe da noite ficou por minha conta: tive a capacidade de perder a camisa, dar uma volta na boate com os amigos, dar falta depois de muito tempo e andando como quem não quer nada, encontrá-la esticada em cima do queijo central.

Terça

The Original Brazilian Pool Party II @ Estação do Corpo
A festa da terça-feira estava mais cheia do que a de domingo, mas os DJs residentes fizeram tudo parecer muito igual: o mesmo local, as mesmas pessoas, o mesmo som. Deu um certo cansaço. Até que Twisted Dee entrou e a festa tomou nova forma, muito mais animada e muito mais envolvente. Daí pro clima perfeito foi um pulo.

Erick Morillo @ RioMusicConference Marina da Glória
Após um rápido banho e uma troca de roupa fundamental, partimos pro RMC. O espaço I da Marina não tem a mesma vista escândalo daquele que estamos acostumados a frequentar, mas é uma ótima opção para eventos maiores. Tudo funciononava perfeitamente pra um super festival eletrônico, pena que o clima era muito HT. Porque Erick Morillo é algo fantástico de se ver e, em sua primeira apresentação no Rio, o cara mostrou porque é tão famoso e tão tocado em qualquer pista de house do mundo, seja qual for o tipo de público. Ok, o set foi um pouco mais comercial, provavelmente por causa da galera presente, mas dava pra sentir a incrível vibe do cara. Absurdo.

Tony Moran @ Nova Pool Party The Week Rio
Chegamos à porta da The Week às 4:30 da manhã e Tony Moran tinha acabado de deixar a picape. Pena. Mesmo assim, a casa estava lotada e assim seguiu até o fim – nem parecia já ser uma quarta de cinzas. Amigos que estavam lá desde muito mais cedo garantiram que o DJ fez uma performance digna da sua fama por esses lados e que os The Week Dancers provaram ser a grande sensação da temporada. E, pra mim, esse Carnaval não poderia ter tido um grand finale tão perfeito.

Balanço Final

Mais um Carnaval com a cara do Rio. E mais uma vez ficou provado que a cidade atrai muitos olhares e muita gente bacana: as nights foram incríveis e as ruas tinham um clima que a gente só vê nessa época do ano. Infelizmente, essa festa toda dura pouco.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Quarta de Cinzas

E chegou a quarta-feira.
Não sei se estou realmente vivo ou se é apenas o resto de mim que escreve essas linhas. Meu corpo todo dói: tornozelo esquerdo, joelhos, costas, cabeça, pés. Diante do quadro deplorável no qual estou, não tenho a menor condição de escrever um belo texto hoje. Mas amanhã estaremos aí.

Ah, e quanto à vitória do Salgueiro, achei mais do que justa (apesar de não ter visto o desfile, acompanhei as notícias e os melhores momentos). E antes que alguém diga o contrário, eu adoro a escola da Tijuca: além de ser formada excensialmente* pela comunidade, tem uma das melhores quadras e um dos ensaios mais animados do Rio.

Bom...agora eu vou ali me alimentar, me reidratar e descansar um pouco. Porque eu também mereço.

E como diz aquela antiga frase: começa agora o terível período entre o Carnaval e o Reveillon.

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* Gente, acho que eu sei que essencialmente é com dois "S", né? Mas como disse o Thi a caixa de comentários, é só uma prova da minha sequela carnavalesca...
O horror, o horror.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Diga espelho meu...
se há na Avenida alguém mais feliz que eu


É hoje, galera.
O Carnaval 2009 oficialmente está começando. São muitas festas, muitos blocos, muitos eventos. E onde quer que a gente esteja nesse Brasil sil sil, todo mundo vive esse momento.

Bom, só tenho a desejar a todos um ótimo Carnaval. Que todos se divirtam, se joguem, beijem na boca, fervam, dancem e pulem como se não houvesse amanhã. Porque a vida é feita de momentos e o tempo não volta nem um segundo. É melhor aproveitar o que se tem agora e não se arrepender de não ter feito...

Ah! Não esqueçam: camisinha SEMPRE.

Não sei quando volto, já que a minha maratona vai ser pesada e devo parar bem pouco em casa (aliás, vale ressaltar que virei referência de Carnaval, né? Tô me sentindo o Jamelão...ou a Luiza Brunet, dependendo do referencial). Mas continuarei monitorando tudo e se não conseguir antes, na quarta-de-cinzas eu apareço com o balanço desses dias de Folia, além de mais uma vitória da Beija-Flor.

E pra quem vem pro Rio: seja bem-vindo.
A gente se encontra nas pistas, nas praias ou no samba carioca.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Partido Verde

A capa da Época dessa semana trouxe a folhinha da erva mais consumida nesse mundo-de-meu-Deus. Motivada pelas recentes declarações de ex-presidentes (um deles o nosso queridinho FHC), traz à tona a necessidade de discutirmos novas políticas de drogas no país.

A reportagem fala o que todo mundo está cansado de saber, mas que a sociedade brasileira finge não enxergar: os prós e contras da legalização, a postura de outros países e o poder destrutivo de drogas legalizadas como o cigarro e a bebida, além de apresentar um quadro resumido dos conceitos e efeitos de alguns tipos de substâncias.

No Brasil, há algum tempo a política contra o usuário é de alguma tolerância, caso seja constatado o tal “para consumo próprio”. Mas, por não ser claro, tal posicionamento dá margem a diversas interpretações. E dentre todas elas, o achaque passa a ser a postura mais praticada pela polícia (você prefere perder vintinho do café ou dar um pulinho na delegacia?). Aqui no Rio, algumas Secretarias de Segurança de governos anteriores, como no caso da Benedita, deram até mesmo ordem expressa de nunca prender usuários de drogas “leves”.

O governo atual parece ter adotado um pensamento contrário a essa tendência. Por muitos e muitos anos as praias da cidade foram áreas notoriamente livres para o consumo de maconha, com raras exceções – o verão do apito, objeto usado pra avisar da presença da PM, fez história. Nesse verão, os casos de policiais na areia à procura de usuários tem sido constante. Desde pouco antes do Reveillon que eu tenho visto, em todos os fins de semana, revistas e detenções. E não só da forma tradicional: presenciei até mesmo policiais à paisana, além de ter ouvido histórias de que policias mulheres estariam misturadas no meio da galera.

Não cabe nem discutir aqui o absurdo que isso se tornou. Sem esse papo de que “o usuário financia o tráfico”, uma vez que subir morro e prender chefão ninguém quer, é melhor “mostrar serviço” justamente no lado mais fraco... E cabe a observação: em todas as vezes, os moleques maconheiros estavam de volta à areia em pouco menos de meia hora...

Então, fica a dica pra quem é adepto ao cigarrinho-do-capeta em locais públicos: se possível, não fazer e se fizer, muito cuidado. Rodar por coisa tão boba pode acabar com o seu Carnaval. Ou com o dinheiro do seu bolso.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

O Maior Show da Terra

E pronto.
Carnaval tá aí. Faltando pouquíssimos dias pra Folia do Momo e a cidade já respira os ares do grande evento. Claro que eu também já entrei no clima e confesso que um pouco nervoso estou.

O Carnaval Gay, mais uma vez, vai ser agitadíssimo. Mesmo com a intensa programação de Floripa disputando as atenções, o Rio traz muitas opções de festas e DJs. Aliás, esse Carnaval tem tudo pra ser o mais diversificado, já que tanto aqui quanto lá teremos novos artistas, novas festas e novas locações.

A programação todo mundo já sabe: tem Seamus na TW, Offer na Bitch, Paulo na Pool... e muitas brigas de cachorro grande, já que algumas festas caíram no mesmo dia. Ou seja, esperem muita água rolando nesse Carnaval.

Assim como eu quero ver os tradicionais queridinhos, como Peter, Chris Cox e Paulo, estou ansiosamente esperando pelas novidades. Hector Fonseca, Juanjo Martin e Seamus Haji devem fazer bonito por esses cantos. O último, aliás, já era um desejo antigo de muita gente que conhece as músicas do cara.

Em termos de produção, teremos desde as surpresas que a The Week sempre nos traz - Onde estará o DJ dessa vez? Quais serão as performances dos incríveis TW Dancers? E as obras na piscina? Pra onde leva a escada que surgiu na área vip (essa ninguém reparou, hein)? -, passando pelas promessas da Maxima - afinal, festa nova tentando se firmar no calendário da cidade precisa mostrar serviço -, a decoração da Bitch - Será que Offer entrará vestido de odalisca? - e fechando com as mais do que esperadas melhorias na infra da Pool Party na Estação do Corpo.

Como não sou bobo, farei um circuitão bombante. Em alguns dias, seguirei pra mais de uma festa. Sabe aquele espírito "não quero perder nada"?! Pois é, estou nesse ritmo. Pra completar, ainda me chegam os emails dos absurdos afters Pista 2 e E.Go no Fosfobox... Jesus, me ajuda!

Isso sem contar que o Coqueirão, a Farme, a Sapucaí, a Banda de Ipanema, o 69 e o 00 estarão lá, firmes e fortes. E pra quem arriscar uma programação HT, o RioMusicConference vai bombar a noite eletrônica do Rio - e fato que não vou perder Erick Morillo na Marina da Glória por nada desse mundo!

No meu iPod já estão rolando clássicos como Overpowered (o melhor remix do Seamus), Say it Right (um dos melhores do Peter), além de Hook Up (a nova do Offer) e uns setzinhos do Hector Fonseca e dos top DJs brasileiros, como João Neto, Robix e Rafael Calvente.

Já vou preparar a fantasia e começar a sambar.
Vamo que vamo que o Carnaval 2009 promete.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Esquentando os Tamborins

O ultimo fim de semana do ano (sim, porque 2009 só começa depois do Carnaval) foi digno do que está por vir. Fato que as pessoas já estão super eufóricas e animadíssimas e nem o tempo ruim que reinou no sábado esfriou os ânimos. Ainda aproveitamos a falta de praia e fomos ao MAM ver a exposição de Vik Muniz. Incrível ver como o artista trabalha com materiais tão diferentes e consegue criar imagens impactantes. Destaque pros videozinhos que mostram o processo de montagem das obras... absurdo! (Até dia 8 de março. Ficaadica).

Domingo, graças a São Pedro, o tempo abriu e ainda rolou Coqueirão no fim da tarde. E o calor voltou a reinar no verão carioca com direito aos muitos blocos que tomaram conta de todas as ruas da Zona Sul.

Pra noitada, sugeri uma jogação no samba antes do fervo, mas minha idéia não foi acatada. Aproveitando a uma hora a mais do fim do horário de verão, fizemos um esquenta animado e partimos pra The Week. A casa estava cheia e todos os amigos baixaram por lá. A maioria com o mesmo pensamento: já que semana que vem vai ser uma grande função, era hora de se divertir de um jeito um pouco mais calmo. Pra completar, o som não poderia estar melhor: “Pacheco é vida” foi a frase mais ouvida na área vip da boate.

O finde foi tradicionalmente fechado no 00. Com Calvente tocando no Canadá, a picape ficou por conta da Ana Paula. Como sempre acontece, a DJ carregou muita gente pra pista e todo mundo apareceu na Gávea pra dar aquela pinta.

O pré-carnaval solto mostrou que todo mundo está preparado pra Folia do Momo, venha o que vier.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

É hoje o dia...

Sim, estou ficando um pouquinho mais velho. Mais um ano, né?
Hora de pensar na vida, no trabalho, na família, nas pessoas, nos amigos, nos projetos... Talvez seja isso que me perturba nessa época: tentar analisar tudo, pensar em tudo, controlar tudo.

Mas vocês não precisam ficar com medo: gosto de receber "parabéns" e "felicidades", ok? Só não perguntem a minha idade, por favor. Não é de bom tom, ficaadica.

E pra quem tá por aí, sinta-se convidado para as comemorações (no plural, claro, porque a gente não é fraco) que ocorrerão ao longo da semana.

Vamo que vamo.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Que fim de ano foi esse?

Essa é a pergunta do ano novo. Porque 2009 chegou de um jeito que os seus 5 primeiros dias valeram pelos próximos 360. Já até tô pensando em 2010...

Falando sério, eu estava certo: foi o melhor Reveillon dos últimos tempos. Nem a chuva, que era promessa certa pra essa semana, apareceu. Apenas no dia 31 não fez sol, daí explica-se a cor Globeleza que estou e que me rendeu apelidos vários - urucum, roraima e terracota foram alguns deles.

Além disso, encontrar os amigos foi mais uma vez um dos melhores presentes de ano novo que eu poderia ter tido. Os vários clãs do Rio reunidos, os fervidos de twitter, os blogueiros do meu coração, os que estão morando fora e vieram se jogar, o povo de Sampa/BSB/Minas...

E como se não bastasse tudo isso, as festas foram incríveis. Momentinhos mágicos, papos divertidos, encontros animados, músicas inesquecíveis, vibe únicas, pessoas do bem, dias inesgotáveis...

Assim, vamos ao resumão das primeiras festas do ano em que dei as caras:

New Years Eve Party @ The Week Rio

Passei a virada de 31 pra primeiro em casa, com a família. Dei aquela moral, né? E mamãe, papai, vovó, titias, titios e os cachorros ficaram super felizes com a minha presença.
Minha montação seria uma tshirt branca, a mesma cor do reveillon anterior, mas em cima da hora eu resolvi mudar os planos e trocar por um rosinha bem clarinho... tudo pra atrair novas energias.
Tão logo soaram as 12 badaladas, peguei meu rumo pra encontrar os companheiros de aventura e curtir o Reveillon de verdade.

Chegamos cedo na TWRio e antes das 2 da manhã já estávamos belissimamente entrando na boate da Sacadura Cabral. Claro que a minha primeira atitude foi abrir uma champã pra lavar a alma e dar início aos trabalhos. A casa estava lindamente decorada, com balões brancos e prata pendurados sobre a pista - que de lá caíram por volta das 3 da manhã -, uma super mesa de frutas logo na entrada e muitas palmas nos arranjos das mesas, além de um enorme painel de leds com mensagens de coisas boas pra 2009. Detalhe, aliás, pra pulseirinha prata da área vip, cor que eu nunca tinha visto por lá. Até nesse pequeno detalhe o clube pensa, né?

E foi ótimo chegar cedo: encontramos os amigos e ainda desejamos o melhor de tudo pra todo mundo: prosperidade! dinheiro! saúde! amores!. Uma vibe inexplicável e de total felicidade tomou conta das pessoas.

E assim seguiu toda a noite, com o povo se revezando entre a pista principal e a pista Docas, que mais uma vez teve a incrível vibe ibizenca do ótimo DJ Rafa Ariza, além do super Pacheco. Eu, que sou puxa-saco até debaixo d`água, não me arrisquei a sair de perto do Peter Rauhofer, claro (não contem pra ninguém, mas até ver o cara trocando olhares muito interessados pra um brazilian boy eu vi...). Só ele pode tocar Say it Right aquela hora da manhã e me fazer viajar num dos melhores remix das pistas. Sem contar o novíssimo remix de Miles Away, que ninguém ainda conseguiu pegar. Gente, é muito pro meu coração.

A vip fechou, desci e fiquei ali, de frente pro DJ, fazendo a linha funk "e eu só saio daqui quando o DJ também sair". E assim foi até pouco mais de 10 da manhã.

Mais uma noite pra entrar na história.

Pool Party @ Estação do Corpo

Depois de meia hora de sono profundo sentado no pufe da sala da casa de um amigo, um crepe de peito de peru com mussarela de bufala e um suco de acerola empurrados goela abaixo, já estávamos prontos pra mais uma jogação.

Por prometer ser o grande evento da temporada, o dia começou tenso. O celular não parava de tocar com o povo desesperado querendo chegar num horário digno - debaixo do sol de meio-dia não dá pra curtir nada, né? - mas com medo dos valores progressivamente assustadores. Afinal, contava-se nos dedos quem tinha convite antecipado apenas para a pool. E às 5 da tarde batia a casa dos 120 reais...

E foi aquilo, claro. Uma festa linda e inesquecível.

A vibe de uma pool party de verdade - sorry, mas tem coisa que só o clima do Rio e a beira da Lagoa permitem -, os corpos mais bonitos do mundo, os rostos mais sorridentes da temporada, as centenas de pares de olhos azuis perdidos na multidão, a beleza do clube, o show de fogos às 10 da noite, as imensas bolas de plástico que vira e mexe faziam a alegria da galera da pista, os modelitos Barbie Praia e Barbie Resort nos quais as bees mais animadas se jogaram (teve uma famosa da noite que chegou com uma bolsa rosa imensa da Puma - isso bastou pra acharmos que ela estava fazendo check in no chalé do Resort do Colocón, né?), o povo que se jogou na água e até as performances de sereias e Alice no País das Maravilhas um tanto quanto confusas porém divertidas...tudo contribuiu pra tornar uma tarde mais do que agradável e firmar a posição de Rosane Amaral como a rainha das piscinas gays do país.

Porém, apesar de todos os elogios, algumas coisas visivelmente chegaram a incomodar o público. Infelizmente, há um quê de herança da X nessa festa. E daí já viu, né: banheiros químicos insuficientes e imundos, ausência de lixeiras, garrafas espalhadas por todos os cantos, falta de água e o pior atendimento que um bar poderia ter (tinha atendente que não sabia o que era energético e levou um gatorade e um redbull pra um amigo escolher).

O som também poderia ter sido melhor. Se nas outras edições que rolaram por lá quem comandou foi Tony Moran, dessa vez Willian Umana e Bill Hallquist não deram conta do recado e o melhores sets, sem dúvida, foram dos residentes Scorpio e Flavio Lima. O último, aliás, merece ganhar crédito e força na cena carioca.

Vale dizer que o Umana não fazia parte do line up original da festa, apenas da R:evolution. E assim que cheguei na Estação, vieram me dizer que o DJ não mandou bem na noite anterior. Agora me diz: por que repeti-lo?!
O Bill eu já conhecia. O cara faz um bom set, mas que se aproximou mais do pop do que do tribal, com uma sequência interminável de hits de divas. Sente o drama: Single Ladies (nessa hora eu me arrependi de ter esquecido o maiô!), as duas de Leona Lewis, Miles Away, Give it2me, Hillary Duff com sua rola Mercy, Pussycat Dolls (pela segunda vez na tarde, diga-se) e até My love is your love da Whitney foram algumas das músicas que ele tocou. Um tanto quanto acima do tom, concordam?

Saímos às 2:30, um pouco antes do término oficial do evento, com a sensação de dever mais do que cumprido. E aguardando as próximas edições na esperança que os pequenos detalhes sejam acertados pra que a festa fique ainda mais perfeita.

Ponte Aérea @ The Week Rio

A primeira noite de sábado do clube foi dedicado ao projeto Ponte Aérea, que contou com o DJ João Neto, já queridinho dos cariocas.
O DJ, como sempre, foi de uma técnica impressionante e um repertório absurdo. A casa estava absolutamente lotada, com a área vip apinhada de gente e muitas pessoas conhecidas e queridas.

O mais engraçado é que dessa vez, das pessoas do meu grupo de amigos, cada uma tomou um rumo diferente durante a noite e a gente mal se viu. Diante disso, as histórias e os fatos são tantos e tão diferentes que são necessárias horas e horas de papo pra gente começar a entender o que aconteceu nesse sábado.

Só sei que, mais uma vez, a noite rendeu bafos pra eternidade.
Ótimo jeito de curtir o primeiro fim de semana do ano!

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A ordem agora é descansar, recuperar o fôlego e tirar o pé do acelerador pra mais um ano que está começando e que promete muuuitas coisas.

Porque ninguém aqui é fraco, né?

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Adeus Ano Velho! Feliz Ano Novo!

2008 foi zicado. Isso é fato. Tirando um ou outro ponto legal, como a eleição do Obama, o show da Madonna ou as festas da Parada de SP, tudo foi meio esquisito, estranho ou fora do contexto.

Na minha vida, então, nem se fala. O emprego continua me sugando e muitas vezes me irritando, meu namoro de 4 longos e ótimos anos terminou, minha família continua intensa e complicada, não ganhei meu primeiro milhão de reais e nem fui morar na Europa. Muita coisa aconteceu e muita coisa não aconteceu em 2008.

Apesar disso, conheci muita gente nova e boa, fortaleci minhas amizades, amadureci como há tempos não acontecia, tive momentos absurdos com as pessoas que amo... além de ter vivido experiências e emoções incríveis que algumas vezes cheguei a comentar por aqui.

Mas hoje é o último dia. Sabe-se lá o motivo, mas a gente acaba depositando todas as nossas esperanças nesses primeiros momentos ano que está chegando. À meia-noite é hora de pedir, agradecer, rezar ou prometer que 2009 vai ser bem diferente. E pra melhor, claro.

Desejo a todo mundo um ótimo Ano Novo, muita paz, muita saúde, muitas alegrias e muitos momentos felizes, que é o que importa... e que estejamos sempre cercados de pessoas que nos amam pelos próximos 365 dias. Sem esquecer, óbvio: muito dinheiro, muita roupa nova, muitos amigos divertidos, muito colocón, muita pegação, muita neca odara, muita bolsa de grife, muito homem gato, muitos amores, muita viagem internacional e muita coisa boa!

FELIZ 2009!
United Kingdom of Ipanema

Dia 30 de dezembro sempre foi uma tradicional data no calendário do Ano Novo gay do Rio. Como no último dia do ano pouca gente trabalha pra valer, quem não conseguiu viajar antes acaba chegando na antevéspera.

Daí que se existe um dia pra ver e ser visto, fazer pegação, arrumar um marido rico (e gringo), fazer compras na Foch, tomar um café no Cafeína ou apenas dar um close, é esse. A Farme está tipo Carnaval, só falta fechar a rua.

Diante disso, ontem ficou provando que, definitivamente, o novo ponto é o Coqueirão. Como disse O Globo no alto de seu preconceito, pra onde os "gays discretos" estão indo. Na verdade, é pra onde os cariocas e os não-cariocas-iniciados estão indo - porque bicha sempre dá pinta, por menos pintosa que seja.

Mas não achem que a Farme foi abandonada: os gringos e o povo guerreiro continuam lá, firmes e fortes. A praia é bem divertida, mas sem dúvida é farofenta - vira e mexe tem alguém com radinho de pilha ou roda de samba -, além de ser absolutamente "carne-de-açougue" de tanta pegação.
Então, pra quem já estava cansado desse esquema ou quer apenas encontrar os (muitos) amigos, surgiu uma nova opção. Vale dizer que a coisa já está tão oficializada que os flyers da TW já estão sendo entregues por aquelas areias... E como eu li, resta saber quando os HTs vão embora, né?

Já à noite foi dia da estréia da Maxima. A festa estava sendo bastante comentada pelo povo tanto por ter escolhido a Estação Leopoldina para sua locação quanto porque havia muitas promessas de grandes atrações.
Porém, essa animação acabou sofrendo um belo baque diante da mudança de local, já que as bees cariocas não tinham uma boa lembrança do Scala, onde rolou a primeira Alegria in Rio, além do fato da TW ter cancelado sua festa que lá seria realizada.

Mesmo assim, a última festa de 2008 surpreendeu. A casa estava cheia, o ar-condicionado funcionou e as filas não eram problemáticas - tudo do jeito que deve ser. As performances dos gogos no palco deram um ótimo tom pro evento. Só não gostei muito do Phil Romano, o tal DJ-ator pornô, mas a festa terminou superando as expectativas... Agora, é investir pesado pra se tornar uma grande label carioca.

sábado, dezembro 27, 2008

Foi um rio que passou em minha vida

Há alguém tenso com esse Reveillon que está por vir?
Falta pouco pra 2008 dizer adeus e 2009 chegar chegando. E hoje, na Cidade Maravilhosa, começam os trabalhos pra um fim de ano do tipo incrível.

E nessa época, como sempre acontece, rolam 8926398346 mil retrospectivas. O Caderno Ela, do Globo, fez a sua - e foi a mais divertida, separando entre "o que amamos" e "o que não dá mais". Na primeira leva, Ana Cristina Reis citou desde o esmalte cor maçã do amor até o sorvete de banana, canela e queijo do Mil Frutas. Na outra, as ecobags, os laços e mangas bufantes (eu sempre achei isso um exagero), swatch dourado, koni, toy art e outras coisas engraçadas de 2008 que a gente não aguenta mais.

Na parte de amamos, acrescentaria apenas essa quantidade enoooorme de shows gringos que tivemos por aqui - Kylie e Madonna proporcionaram ótimos momentos no meu ano. E do outro lado, eu não tô podendo mais com o drama da Cidade da Música e toda essa lenga-lenga da novela das oito (eu não faço idéia do que acontece com a Flora e sempre fico por fora quando esse assunto começa na mesa do bar).

Ainda faltam alguns poucos dias.
E muita coisa ainda pode acontecer, não é?

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Indulto de Natal

Bom....estou oficialmente de recesso. Não posso dizer que são férias porque três semaninhas tumultuadas e conseguidas em cima da hora não merecem esse nome, mas garanto que esse tempinho já vai dar uma aliviada na minha cabeça. Sei que não sou o Sarkozy - e muito menos a Carla Bruni -, mas também mereço um descanso, ora!

E se vocês pensam que poderei me dedicar mais a internet, estão enganados: é nesses momentos que eu fico com uma preguiça da porra de sentar no computador e ver qualquer coisa ligada ao mundo virtual. São muitas coisas pra fazer e outras tantas pra resolver que a intensa programação nem deixa eu respirar (já até tomei uma chamada por causa do abandono do twitter...).
Sorte que agora chove horrores no Rio, senão eu estaria arrumando alguma coisa na rua (já até consegui pegar um belo solzinho ontem, viu?) e esse post correria o risco de não sair.

Pelo menos o blog eu prometo que terei uma dedicação maior, principalmente em virtude das inúmeras jogações que estão por vir (só hoje eu recebi mais 2 flyers de festas e um de after pro Reveillon...Jesus!).

E se ainda der tempo, aproveito pra desejar um ótimo Natal pra todos nós. Sei que a data é muito mais comercial do que religiosa, mas vale pela oportunidade (às vezes, a única no ano inteiro) de estar perto da família e/ou de muitas pessoas que amamos.

Agora é esperar 2009 e curtir esses últimos diazinhos muito bem curtidos.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Doce Dezembro

Dezembro chegou. Falta menos de um mês pra começar um novo ano, uma nova etapa e todo aquele blábláblá de novas esperanças e novos planos. É também o mês mais corrido e mais bombado, sem dúvida (fevereiro não conta, já que o Carnaval é um período atípico).

Esse ano parece que a cidade está especialmente animada pro Reveillon. O fato da data ter caído de quarta pra quinta quebrou a semana in-tei-ra e muita gente vai aproveitar pra se jogar por aqui tão logo passe o Natal, esticando até o fim-de-semana seguinte. A cena gay, claro, não vai perder essa oportunidade. E sem uma programação especial pra Floripa, todas as atenções estarão voltadas pro Rio: como já anunciado tanto pelo Glamaddict quanto pelo CenaCarioca, as festas vêm desde o dia 26 até o dia 3, algumas vezes com 2 ou 3 grandes eventos no mesmo dia.

Eu, como fervido que sempre fui, posso confessar que muita coisa já vem tirando meu sono e a ansiedade já toma conta dos meus dias. E o povo não fala de outra coisa: nos dois grupos de GMail que participo, a cada dia são umas 20 mensagens só desse pequeno asssuntinho. Fato que o lema é: encontrem apenas a minha alma vagando em janeiro, porque o corpo já vai ter ido embora.

Pra começar, Rosane Amaral saiu na frente e anunciou duas festanças: a tradicional R:evolution no Sky Lounge e a mais que aguardada Pool Party na Estação do Corpo. Os preços estão bem altos, mas diante da carérrima locação e das ótimas produções, dá pra entender o motivo.

A The Week, por sua vez, lançou suas datas e atrações surpreendendo a todos. Confesso que além das datas, alguma coisa eu já sabia, como a presença do ótimo DJ francês Bem Mason no dia 29, mas adorei saber que Chris Cox e Tony Moran vão se juntar a Peter e Matinee Group no time internacional da casa. Do lado nacional, nada melhor do que receber os residentes da matriz, que são responsáveis por noites memoráveis – é sempre um prazer ver Cecin, João e Pacheco arrasando na casa carioca. Posso apostar que a equipe TW não vai medir esforços pra oferecer noites incríveis.

Já a Enjoy aproveitou o Reveillon pra confirmar o seu retorno em grande estilo. Depois da elegante edição na Pacha Búzios, a label vem com tudo em duas festas mais do que aguardadas: uma White Party – era a idéia que faltava! - em um lugar ainda secreto (eu sei, mas não conto nem sob tortura...! rs) na novíssima Apple Mixxx e uma estratégica edição de boas-vindas a 2009 no Namastê – dá pra se jogar horrores na piscina da Estação e “seguir as setas” até o Jockey - a pé, nem 5 minutos. Os line ups ainda não foram divulgados, mas dizem que vem coisa boa por aí... Felipe Lira, Calvente, André Queiroz e Patricia Tribal são alguns dos DJs da label.

A grande novidade fica por conta da estréia da Maxima na Estação Leopoldina. Por enquanto, no line up teremos um antigo DJ da noite carioca, M-Vee, e Phil Romano, ainda desconhecido por esses lados. A festa promete dar uma cara européia às jogações da cidade - espero que caprichem na produção porque apesar de quente, a locação é fantástica. (E se querem se firmar no calendário da cidade, é preciso rebolar muito diante de tanta concorrência...)

O mais estranho, claro, é a ausência da X Demente. Aliás, a Maxima vem justamente no dia da mais tradicional edição de Reveillon que tínhamos: a XD Check In na Fundição Progresso. Há cinco anos que meu Ano Novo girava em torno dessa festa. E mesmo no último ano, quando a X bateu de frente com a R:evoution e já dava sinais de cansaço, insisti e não me arrependi.
Vale dizer que teve até uma vez que a minha família inteira – inclundo tia, avó, papagaio... - resolveu partir pra Búzios na virada do ano. O que eu fiz? Só fui no dia 31 depois do almoço, completamente virado, cansado, feliz e absolutamente sequelado da noite anterior. Aliás, a primeira noite gay da minha vida foi numa Check In, acredita?

A minha única observação fica por conta das locações. Sinto falta de um lugar mágico, desses que não faltam no Rio, mas que são extremamente pouco explorados pelas nossas festas e talvez por isso todos estejam esperando a Pool Party.

A TW tentará o Scala, que precisa ser bem trabalhado pra acabar de vez com as más lembranças. No ultimo ano, a R:evolution tentou o Remo do Flamengo, mas faltou um “quê” – acredito que a melhor noite da TW tenha levado o brilho pra Saúde... Mas e o Morro da Urca, o Vivo Rio, o MAM e até a Fundição? Dois dos meus sonhos, que são inatingíveis, são o Forte de Copacabana e o casarão do Parque Lage. Mas não custa sonhar, não é? E olha que ainda tem a Marina da Glória, que eu pensei que seria utilizada novamente pela Rosane e que já foi o tradicional palco da XD Welcome, sempre no dia 2 do novo ano. Essa data, aliás, ainda continua vazia no calendário de 2009... Quem sabe alguém ainda não a aproveita?

E pra fechar, ainda teremos as festas pequenas nos clubinhos da cidade, como a Duo no 00 na versão pós-praia e a Maja no 69. Ou seja, opções não faltarão.

Pelo visto, esse será o melhor, maior, mais completo e mais lotado Reveillon do Rio dos últimos anos!
Preparem-se, porque o bapho vai ser forte.

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Como esse mês não é para os fracos, a agenda continua lotada.
Faltam apenas 12 dias pra tia pisar no palco do Maracanã pela primeira vez nessa turnê e eu já tô roendo as unhas. Não me agüento de nervoso.
Na semana seguinte é a vez de São Paulo – e lá estarei eu de novo.

Claro que esses dois finais de semana prometem. Imaginem a quantidade de bees de todo o Brasil que invadirão as duas maiores cidades do país! Tem festa e jogação pra dar e vender...

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Pra completar, a The Week ainda trará Rebeka Brown pra uma edição especial da Cosmopolitan no dia 20, no Rio, e da Pool Party dia 21, em São Paulo. Acho que eu não agüento ver a tia e ainda me jogar com Rebeka na capital paulistana.

Pra quem ainda (como assim?!) não conhece a cantora, ali do lado tem um videozinho incrível que deve subir pro site do clube daqui a pouco.

Siiimmm, ela canta todas as melhores músicas das pistas da atualidade.

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E eu já não respondo por mim.
Desse jeito, nem alma sobra. Só vai sobrar o pó...