Mostrar mensagens com a etiqueta belo horizonte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta belo horizonte. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, julho 21, 2009

O Mundo de Todas As Cores

Esse finde foi bem diferente. Não, não parti pra SP solto, afinal, isso não seria muito diferente... Fui parar em BH. Sim, a Parada de Belo Horizonte me fez mudar alguns planos e embarcar sábado pela amanhã rumo ao aeroporto de Confins. Motivado pela curiosidade com relação a noite da cidade e pelos amigos de Minas que fiz nos últimos tempos - especialmente na Parada de SP - esse foi o destino do finde.

Da última vez que lá estive, em outubro do ano passado, não fui muito feliz. Trabalhei igual a um corno por duas semanas inteiras e mal tive tempo de conhecer a cidade além da janela do táxi ou da varanda do hotel. Minhas companhias também não eram animadas e mesmo com algumas opções de restaurantes locais no shopping mais próximo, acabamos comendo em lugares como Outback. Naquele fim-de-semana, parti para um dos aniversários da TWSP e nem pude conhecer a noite mineira.

Dessa vez, comecei um pouco ressabiado dada a experiência trágica anterior. Ok, BH não é nada turística se compararmos com muitos outros lugares do país. Também não é tão grande como deveria ser, se levarmos em conta que se trata da terceira maior capital do Brasil. E ainda me causam estranheza aquelas placas com "Rio de Janeiro", "São Paulo" ou "Vitória" no Centro, bem longe das estradas que levam a essas cidades. Mas, por outro lado, não é tão suja, tão confusa, tão violenta ou tão complicada como as incomparáveis Rio e SP. E tem a melhor coisa que inventaram nos últimos tempos: os mineiros. Ô raça, gente. Lindos, educados, simpáticos, hospitaleiros. Alguém avisa que não dá pra ser tudo isso ao mesmo tempo, por favor? Eu, que já tinha uma forte queda por eles, talvez fruto das minhas férias passadas em São Lourenço e região quando criança, voltei absolutamente encantado.

Fomos recepcionados tão bem... Quando isso acontece pelos amigos – o que, graças a Deus, é bem comum comigo -, acabamos não dando o devido valor. Mas quando pessoas com quem você ainda não tem tanta intimidade fazem questão de te deixar o mais a vontade e enturmado possível, você se surpreende. E assim são os mineiros, o tempo todo. Seja pra te levar pra uma volta na cidade, fazer um convite pra almoçar, perguntar se você gostou do restaurante, se preocupar sobre o que você está achando da boate, se apresentar e dizer um sonoro “Do Rio?! I Love Rio!” ou ligar perguntando se você chegou bem em casa.

Comecei os trabalhos visitando dois simpáticos shoppings - o Pátio Savassi, que eu já conhecida, é lindo e prático, enquanto o Diamond tem um quê de elegante -, além de um belo tour pelos principais lugares e pelos bairros mais charmosos, Savassi e Lourdes.

Vale dizer que confirmei a fama mais uma vez, claro: uma das melhoras coisas de Minas é a comida. Fui a lugares que mesmo tendo uma culinária moderna eram absurdamente bons. Primeiro, Graciliano, em Lourdes, um quilo finérrimo e lindo onde de vez em quando rolam umas festinhas no domingo a la 00. JesusMariaJosé, coisa de louco! Tinha um atum que eu quase trouxe uma bandeja inteira pro Rio... Ainda tive o prazer de ir ao Café do Museu, ao Eddie Burgers (segundo informações, em breve no Rio!) e a uma temakeria. De quebra, ainda dei uma passada no simpático e bombado Café com Letras, onde todas as bees finas se reúnem na pré-night de sábado, como acontece no Felice carioca.

No finzinho da tarde e início da noite, fomos à procura de uma day party em uma casa na região da Pampulha chamada Love. Nada muito grande e até muito tranquila, mas com muitos lindos meninos reunidos e som do dj Flavio Lima, residente das pools de Rosane Amaral. Lá, ainda encontramos um grande grupo de cariocas, claro... Saímos por volta das 10, já que a festa principal ainda estava por vir.

A noite de BH me surpreendeu. No sábado, Isaac Escalante comandou o som da festa da Parada no club Josefine. Pra quem não conhece, fica a dica: a Jo é incrível, uma das melhoras boates que já fui, sem dúvida. Uma espécie de Bubu melhorada (digam o que quiser, mas eu tenho bode da Bubu, lembrem-se). No Rio, não existe nada comparável à casa mineira (a TWRio não conta, por razões óbvias). O som é ótimo, o espaço é na medida, os banheiros e bares funcionam perfeitamente e são de mais fácil acesso possível, as plasmas são lindas e a disposição da pista, com aquela escadaria no meio e um lounge no fundo, cria diversos ambientes em um só. A pista 2, então, nem se fala: modernérrima.

Isaac repetiu a dose da Nova Pool Party e fez um set incrível, fazendo o povo se jogar de You’re free a Whateva e Love Game. Se o boato se confirmar e ele vier também pra Parada do Rio, será merecidamente o Rei da Pride brasileira. A festa teve uma vibe absurda e não demorou muito pra um grande grupo se formar com todos os mineiros, paulistas, cariocas e capixabas que são figurinhas fáceis nos principais eventos dessas cidades. Aliás, a promessa é de uma The Week Rio com tooodo mundo junto na próxima semana. Ebaaa!

O domingo foi dia da Parada. Se a de São Paulo tornou-se um programa impossível que causa medo enquanto a do Rio é um grande encontro de amigos, a de BH reúne uma animação diferente, provavelmente por não ser tão grande. Apenas quatro carros fazem uma extenso percurso de subidas e descidas nas ladeiras da cidade, mas a galera vai atrás e aproveita de verdade. Eu não desci do trio da Josefine em momento algum e lá de cima achei tudo muito divertido... mas a essa hora, diga-se, eu já estava convencido de que qualquer coisa em Minas tem um clima único. Aliás, não sei se era a Parada, mas me parece uma cidade muito friendly e respeitosa - alguns dos muitos bares existentes são evidentemente gays e, segundo relatos, nunca houve sérios problemas.

Fato é que a Parada de BH entrou na minha agenda. E ainda tive uma ótima notícia: a ideia é fixá-la no terceiro domingo de julho, assim como a de SP cai no Corpus Christ e a do Rio caminha para se estabalecer no 12 de outubro. Mas antes disso, quem sabe, muito em breve eu não volte outras vezes à Terra do Pão de Queijo, né?

Os mineiros merecem.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Uai, sô

Essa foi a segunda (e a terceira, porque eu fui e voltei, né?) vez que pisei em BH.
Da primeira, há muitos anos, nada mais me lembro: além de eu ser pequenino, foi só uma passagem a caminho de Outro Preto, Mariana e demais Cidades Históricas (que são incríveis, e disso eu lembro bem).

Viajar a trabalho nunca é o ideal. Se eu estivesse em BH, Paris ou Caxias, pouco faria diferença, já que fiquei trancado na cliente e vi muito pouco da cidade, a maioria das vezes só pela janela do táxi ou do quarto, que era no 22 andar e eu enxergava até o tal do horizonte. (Ok, é exagero meu. Se fosse Paris teria sido um pouco mais agradável...)

Minhas impressões: o povo é simpático e tem o sotaque mais divertido do país. Os shoppings e restaurantes são bons (o Patio Savassi é charmosérrimo), mas falta uma qualidade na prestação de serviço que você encontra em SP e - pasme! - até no Rio: tudo demora (até o Outback) e o táxi ainda não sabe pedir autorização prévia do cartão de crédito, o que te obrigada a ficar horas esperando na porta do hotel, louco pra descansar.

Talvez pela falta de um turismo de verdade, a cidade tenha um jeito contido, onde as coisas fecham cedo e as pessoas não estão muito excitadas, no bom sentido da palavra. Mesmo estando no Sudeste e sendo uma das maiores capitais do país, falta uma pulsação de cidade grande, fator que eu identifiquei quando fui a Goiânia, acredita? A vibe gay, então, passa longe de BH.

Mas o pior mesmo foi o trânsito: ninguém pára em sinal vermelho! (Oi? Rio?) E não só de madrugada, às 8 da manhã também não. Fora as ultrapassagens e entradas loucas que os motoristas faziam com certa freqüência.

O melhor de tudo foi o povo: muitos homens (e mulheres, tá?) lindos e com carinha de bem cuidados. Aliás, é nessas horas a gente entende porque eles chamam tanta atenção quando vêm morar perto do mar...

Ah! E ainda tem pão de queijo, né?

---

Não vi o Aécio. Diz que ele tava caminhando no Leblon...

terça-feira, outubro 07, 2008

Atoro Perigon

Sim, estou vivo.
Voltei pra BH ontem pela manhã. Sobre a cidade eu só falarei num post detalhado quando voltar de vez ao Rio, no final da semana. Porque até lá eu irei trabalhar igual a um corno, então nem tempo de escrever aqui eu tô tendo.

O Rio, aliás, não fez parte do meu finde.
Fui me jogar em São Paulo mais uma vez, pra aproveitar o aniversário de 4 anos da Babylon com o onipresente Estefanio.

Já estava com passagem comprada pra sexta à noite, mas por causa do regime escravocrata no qual exerço a minha profissão, consegui sair de Minas somente no sábado. No primeiro vôo Confins - Congonhas do dia, é claro, porque eu não sou bobo.

Acabei perdendo a cerimônia de entrega do título de cidadão paulistano pro Almada, além do carão do D-Edge e do fervo da Bubu, pra onde todo mundo acabou indo. Mesmo assim, o finde foi incrível, como sempre acontece quando falamos da terra da garoa.

No sábado de manhã levei a chuva pra cidade. Mas foi só tirar um ótimo sono da beleza, depois de fazer umas comprinhas no shopping, pra que o tempo abrisse lindamente. Depois de um almocinho árabe, aproveitamos a tarde dando pinta na Livraria Cultura, tomando café com tartelete no Vanilla e dando aquele close na Benedito (aliás, depois de vários findes de tempo ruim em SP, a praça bombava – e muitos meninos bonitos faziam a graça da tarde).

À noite, depois de uma passada divertidíssima pelo Autorama, levado pelos fervidos Ludo e Jayme e acompanhado pela lindíssima e fervidíssima Lívia, fomos parar num esquenta cinematográfico no Jardim Europa debaixo de um toró daqueles - convite de Tony Goes, claro. Só depois que a chuva passou, seguimos pra grande comemoração do dia.

No domingo, teve café na Bella Paulista - vendo as colocadas chegarem daquele jeito - e ainda fizemos a Britney no Starbucks e nos jogamos num docinho da Ofner babadeiro. Só à noite apareci em casa, acabado, e já pronto pra pegar a estrada de novo.

Babylon 4 Anos @ The Week

Chegamos na casa da Lapa às duas da manhã e a pista já estava lotada. A área vip, então, nem se fala. Pouco tempo depois, Ralphi Rosario assumiu a cabine e mandou um set cheio de hits antigos, coisas novas, músicas surpreendentes. Ok, ele tocou Cha Cha Heels numa versão bem ruim, mas foi o único momento mais-ou-menos da noite. Ouvir Beat Goes On e Fascinated de novo na pista foi algo absurdo.

O DJ brincou por 6 horas. E, sem dúvida, foi uma das melhores apresentações de tribal que eu vi esse ano.

Vale dizer que clube estava absolutamente lindo. Cada vez eu fico mais encantado com as mudanças que dão uma cara absolutamente diferente à noite. Na pista principal, uma enorme passarela suspensa com muitos sofás, telões e diversas performances tomou conta da área em cima dos bares.
Sem contar aquele sistema de iluminação que me deixa boquiaberto. Aliás, o que foi o momento às 7 da manhã quando todas as luzes da pista apagaram? A-do-ro!

Mais uma grande festa na melhor boate do país.

---

No Rio, notícias davam conta dos problemas que a filial teve com o novo sistema de comandas. Eu nem iria comentar, até porque não estava presente, mas já que o assunto chegou até aqui, vamos lá:

A mudança é necessária. Quantas vezes já não soube de pessoas que tiveram problemas com o papel? No sábado, em SP, um amigo perdeu 2 comandas de uma só vez em menos de 10 minutos na boate. Foi tudo resolvido, claro, mas é uma chateação desnecessária. Já vi até comanda esfarelada por causa de água e suor - e até pra própria segurança da casa vai fazer muita diferença.

Infelizmente, não funcionou como deveria, mas diante da política do clube de tentar sempre chegar ao topo na prestação dos seus serviços, tenho certeza que eles resolverão o problema.

Só o fato de realizar o cadastro de seus freqüentadores, assim como faz a Pacha SP, por exemplo, já é um grande passo – já se tem a idéia de quem freqüenta, quanta gasta, o que consome, quantas vezes aparece na casa... aliás, tem coisa melhor do que ser um cliente conhecido?

sexta-feira, outubro 03, 2008

Ai, que saudade do Rio...

quarta-feira, outubro 01, 2008

El Niño

Até ontem estava tudo calmo e tranqüilo por aqui. Me avisaram que eu iria viajar somente na segunda-feira, o que daria tempo de eu fechar toda a minha semana calmamente - e ainda antecipar o que tinha sido previsto pra próxima.

Mas eis que de repente surgiu um "imprevisto" e queriam que eu fosse ontem às 7 da noite. Tá loka né, meu bem? Eu tenho filhos pra criar, não pode ser assim. Passaram pra hoje: lá vou eu, às 7 da noite, pra Belo Horizonte.

Foi um griteiro só: marcar salão, depilação, unha, maquiagem. Tudo o que eu tinha pra fazer em duas semanas foi sugado pra menos de duas horas, com direito a uma reunião de final do dia pra atrapalhar. Até que saiu direito, na medida do possível.

Tá certo que nenhum lugar a trabalho é legal (até que BH é um ótima cidade, mas bem que poderia ser Sampa pra minimizar o estrago...) mas eu não estava com a mínima vontade de viajar agora. Ainda mais tão de repente, ainda mais cheio de planos pros próximos dias, ainda mais com uma equipe de trabalho grande, o que é certeza de estresse.

Daí é nessas horas que eu percebo o quanto sou ansioso, metódico e planejador: tudo tem que ser daquele meu jeito. Fico bufando quando algo sai do controle. Porra, não dá pra perceber que eu tenho a minha agenda dos próximos 15 dias completa?

Mas vamos lá, quem tá na chuva é pra se molhar.
E aos leitores e blogueiros mineirinhos, tamo aí na Savassi. Dêem um alô se esbarrarem com um carioca irritado...

Muito pão de queijo nessas horas.

---

Não sei quando volto, provavelmente no finde. E provavelmente semana que vem estarei lá de novo, matando o restante dos meus planos.

---

Pelo menos a A!BibaTech agora tem convênio com a Formula.
Em BH fica atras do hotel. Em SP, no Eldorado e no Market Place (se rolar um tempinho livre, quem sabe não apareço).
Adoro.