Micarerave
Lá fomos nós sábado pro Chemical Music Festival, a rave que é chamada de maior festival de música eletrônica do Rio. Confesso que eu já estava de bode antes mesmo de começar: já sabia que iria encontrar muitas botas brancas e toda aquela função pouco interessante.
Não deu outra: confusão pra pegar o convite vip na entrada, filas enormes nos caixas, falta de água e cerveja nos bares, banheiros super distantes. Nem a área vip salvou: a confusão era igualmente grande e a única diferença eram dois lounges, um koni e um mini 00. Destaque apenas para os telões usados nas cabines dos DJs e na decoração da tenda MySpace.
A tenda house foi o ponto de encontro, mas o povo não se jogou tanto quanto estamos acostumados. O som também não ajudou: salvo raros momentos como a vibe do Ask2Quit, da Ana Paula e do André Garça, que encerrou com um excelente remix de Billie Jean, nada foi surpreendente. Aliás, como previ aqui, Booka Shade foi decepção do início ao fim. E vale dizer que fiquei num belo bode com aquele batuque interminável da Patricia Tribal. A idéia é boa, mas cansa: 5 minutos parecem meia-hora. (Na minha humilde opinião, aquela inserção deve ser usada como um show rápido e não um set inteiro). Com o sol das 9 a pino, a tenda parecia uma festa no clube: amigos reunidos papeando, sentados na grama, tomando um bronze...só faltou um churrasquinho.
No fim, mais uma vez, o que mais me incomoda é o tipo de público presente nessas "raves" cariocas. Lembro com saudade da Bunker Rave ou do Skol Beats, onde a maioria ia celebrar a música eletrônica, conviver em total harmonia e colocar em prática o respeito que esse estilo de vida sugere, sejam com os manos do d'n'b, as bichas da house, os modernos do techno, os flúors do trance ou as pattys da vip. Hoje, o mainstream transformou esses eventos em uma micareta disfarçada, onde só falta o abadá. Por falar nisso, não era raro ver piriguetes de blusa de paetê ou sobretudo de onça. Sim, sobretudo na rave: oi? E também não raro era ouvir "aqui é tenda de viado", "nossa, tem muito homem beijando homem" ou coisas do tipo...
Acho que tô ficando velho. Ou exigente. Ou ranzinza. Ou impaciente. Chame do que quiser, a verdade é que eu gosto de conforto, banheiro limpo, pufe pra curtir um papo com os amigos, bebida gelada, ar-condicionado. É bom variar? Sim, claro, mas me faltou disposição pra abrir mão dessas e outras coisas. Talvez seja a ansiedade por SP, talvez tenha sido apenas a falta de vontade, mas o certo é que sem um motivo maior - cadê Steve Angello, meu Deus? - eu não devo pisar em um festival desses tão cedo. Nem de graça.
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segunda-feira, maio 25, 2009
sexta-feira, maio 22, 2009
Up-to-date
Todo mundo sabe que os gays são bem mais antenados que o resto da população. Ok, nem todos são assim, claro. E muitas vezes essa máxima é levada a tal extremo que a bee, querendo ser moderna, acaba sendo ridícula.
Porém, é fato que em atitudes e comportamentos que envolvem moda, música e cultura, o nosso olhar é vanguardista. Talvez pela tendência de termos menos preconceito, estamos mais abertos às novidades. E isso sem contar a vaidade de sermos sempre os mais atualizados.
Ou então os HTs é que são extremamente atrasados...
Experiência eu tive essa semana: andei em um carro tipicamente HT. O motorista, com aquele jeito de malandro do subúrbio carioca, carro "tunado" e som nas alturas, colocou um cd de mp3 e soltou "Essa música é foda!".
Qual era?! I need a miracle. Oi?
Agora recebo o mailing de uma festa no Rio que terá a participação da cantora Moony como se fosse a novidade do momento. Sim, I don't know why é recente (recente, e não nova - a musica já deve ter pelo menos uns 6 meses), mas essa tiazinha já animava as pistas gays há pelo menos 4 anos com Dove, que virou hit lá naquela época.
Impossível não pensar no velho ditado que diz: "héteros usarão o que os gays usam hoje daqui a 5 anos".
Todo mundo sabe que os gays são bem mais antenados que o resto da população. Ok, nem todos são assim, claro. E muitas vezes essa máxima é levada a tal extremo que a bee, querendo ser moderna, acaba sendo ridícula.
Porém, é fato que em atitudes e comportamentos que envolvem moda, música e cultura, o nosso olhar é vanguardista. Talvez pela tendência de termos menos preconceito, estamos mais abertos às novidades. E isso sem contar a vaidade de sermos sempre os mais atualizados.
Ou então os HTs é que são extremamente atrasados...
Experiência eu tive essa semana: andei em um carro tipicamente HT. O motorista, com aquele jeito de malandro do subúrbio carioca, carro "tunado" e som nas alturas, colocou um cd de mp3 e soltou "Essa música é foda!".
Qual era?! I need a miracle. Oi?
Agora recebo o mailing de uma festa no Rio que terá a participação da cantora Moony como se fosse a novidade do momento. Sim, I don't know why é recente (recente, e não nova - a musica já deve ter pelo menos uns 6 meses), mas essa tiazinha já animava as pistas gays há pelo menos 4 anos com Dove, que virou hit lá naquela época.
Impossível não pensar no velho ditado que diz: "héteros usarão o que os gays usam hoje daqui a 5 anos".
quarta-feira, abril 08, 2009
Embalos de Sábado à Noite
Outro dia eu estava conversando com um amigo: a noite gay do Rio deu um grande salto. Hoje, temos opções que atendem todos os nossos anseios e se mostram cada vez mais fortes na cena noturna. Há o grande clube, as bagaceiras, os populares, os clubinhos, os alternativos, as famosas labels... Mas por que muita gente ainda tem aquela sensação de que falta alguma coisa?
Falta no Rio não uma boa cena gay, mas uma boa cena HT. Sim, isso mesmo. Experimente ouvir dos grupos HTs cariocas qual a programação do fim-de-semana. As respostas serão únicas: ou o circuito pitboy - Nuth/Baronetti/Katmandu - ou o alternativo - Samba/Forró/MPB na Lapa.
Não há um grande clube aqui que dê atenção à música eletrônica, como acontece com Pacha ou DEdge. Muito menos lugares para ver e ser visto, tal qual Disco ou Royal. Nas duas últimas semanas, nomes como Tiga, Sasha e Fedde Le Grand passaram ou passarão pela capital paulista. E por aqui? Me diga um lugar onde eles poderiam tocar... Na minha cabeça, só na falecida Bunker (O 69 está muito longe de ser o nosso D Edge e o Dama tem uma programação cada vez mais desconhecida). Se alguém quiser trocar o tribal ou as bichas por uma boa opção, dificilmente conseguirá.
Há algum tempo houve grandes projetos HTs de música eletrônica às sextas-feiras. Onde? Na The Week, claro, alugada para estas festas, que já não ocorrem com tanta frequência. O mesmo caso do Namastê, no Jockey, mas que parece não ter decolado. Nem o 00 salva: da última vez em que tentei ir a uma festa HT no espaço, só entravam casais, já que na semana anterior uma briga generalizada quase destruiu o lugar. Voltei da porta...
Outro dia, anunciaram o aniversário de umas meninas mais bacanas do trabalho. Logo imaginei algo legal no Boox ou Icy, ambos em Ipanema, que apesar de serem micro e sem programação musical, ostentam uma áurea de "confraternização para poucos e bons". Veio o anúncio: o esolhido foi a Mariuzinn, em Copacabana, uma espécie de bagaceira com consumação mínima onde todo mundo fica muito louco e puxa cabelos e braços das mulheres na tentativa de beijá-las à força (relatos esses dos proprios frequentadores). Tô fora, né?
E nem as raves escapam. Depois da Bunker Rave, a única festa que tinha a proposta de unir as tribos da cena eletrônica parece ter desistido dessa missão. Apesar de ainda não ter anunciado o line up completo, o Chemical Music Festival 2009, que nas edições anteriores teve tenda da festa Enjoy, after na TW e DJs de peso como Steve Angello e Sebastian Ingrosso, resolveu esquecer de vez a boa e velha house music.
Vamos ver se com o nascimento de clubes como o Nossa Senhora, Vertigo (que passa por reformas para duplicar sua capacidade) e, no futuro, Privilege Rio, os héteros dessa cidade passem a ter boas opções para suas noites que mereçam a nossa visita.
Outro dia eu estava conversando com um amigo: a noite gay do Rio deu um grande salto. Hoje, temos opções que atendem todos os nossos anseios e se mostram cada vez mais fortes na cena noturna. Há o grande clube, as bagaceiras, os populares, os clubinhos, os alternativos, as famosas labels... Mas por que muita gente ainda tem aquela sensação de que falta alguma coisa?
Falta no Rio não uma boa cena gay, mas uma boa cena HT. Sim, isso mesmo. Experimente ouvir dos grupos HTs cariocas qual a programação do fim-de-semana. As respostas serão únicas: ou o circuito pitboy - Nuth/Baronetti/Katmandu - ou o alternativo - Samba/Forró/MPB na Lapa.
Não há um grande clube aqui que dê atenção à música eletrônica, como acontece com Pacha ou DEdge. Muito menos lugares para ver e ser visto, tal qual Disco ou Royal. Nas duas últimas semanas, nomes como Tiga, Sasha e Fedde Le Grand passaram ou passarão pela capital paulista. E por aqui? Me diga um lugar onde eles poderiam tocar... Na minha cabeça, só na falecida Bunker (O 69 está muito longe de ser o nosso D Edge e o Dama tem uma programação cada vez mais desconhecida). Se alguém quiser trocar o tribal ou as bichas por uma boa opção, dificilmente conseguirá.
Há algum tempo houve grandes projetos HTs de música eletrônica às sextas-feiras. Onde? Na The Week, claro, alugada para estas festas, que já não ocorrem com tanta frequência. O mesmo caso do Namastê, no Jockey, mas que parece não ter decolado. Nem o 00 salva: da última vez em que tentei ir a uma festa HT no espaço, só entravam casais, já que na semana anterior uma briga generalizada quase destruiu o lugar. Voltei da porta...
Outro dia, anunciaram o aniversário de umas meninas mais bacanas do trabalho. Logo imaginei algo legal no Boox ou Icy, ambos em Ipanema, que apesar de serem micro e sem programação musical, ostentam uma áurea de "confraternização para poucos e bons". Veio o anúncio: o esolhido foi a Mariuzinn, em Copacabana, uma espécie de bagaceira com consumação mínima onde todo mundo fica muito louco e puxa cabelos e braços das mulheres na tentativa de beijá-las à força (relatos esses dos proprios frequentadores). Tô fora, né?
E nem as raves escapam. Depois da Bunker Rave, a única festa que tinha a proposta de unir as tribos da cena eletrônica parece ter desistido dessa missão. Apesar de ainda não ter anunciado o line up completo, o Chemical Music Festival 2009, que nas edições anteriores teve tenda da festa Enjoy, after na TW e DJs de peso como Steve Angello e Sebastian Ingrosso, resolveu esquecer de vez a boa e velha house music.
Vamos ver se com o nascimento de clubes como o Nossa Senhora, Vertigo (que passa por reformas para duplicar sua capacidade) e, no futuro, Privilege Rio, os héteros dessa cidade passem a ter boas opções para suas noites que mereçam a nossa visita.
quinta-feira, março 26, 2009
Ser um homem feminino não fere o meu lado masculino
Então que não se fala em outra coisa a não ser no teste da Revista Época que determina se seu cérebro é masculino ou feminino.
Aqui no trabalho, isso rolou o dia inteiro. E óbvio que as gracinhas de héteros são as mais sem-graça do mundo - coisas do tipo "eu sou mais homem, você é mulherzinha" e por aí vai. O Glam, aliás, não perdeu tempo e já montou sua versão biba.
Claro que essas teorias não têm a menor validade científica e são fruto de algum desocupado que cria um estudo a fim de causar pelo mundo. Imagina se em 20 perguntas soltas e tendenciosas ("Você canta afinado?" é foda) definiram o sexo do seu cérebro, algo tão biologicamente complicado...
O mais divertido é que rodando as perguntas em emails para os amigos gays, as repostas pra algumas questões são iguais: "Você subia em árvore o mais alto possível?" ou "adorava brincadeiras que fingia ser outra pessoa ou personagem". Nem preciso comentar, não é?
Já a "Quando criança, gostava de esportes?" deveria vir com ressalvas, já que a maioria das mulheres não têm muita habilidade esportiva e o "não" implicaria em uma certa feminilidade. Afinal, aulas de handebol, equitação e ginástica olímpica são tão gays, mas tão gays que o cérebro deveria disparar pro lado vermelho.
Então que não se fala em outra coisa a não ser no teste da Revista Época que determina se seu cérebro é masculino ou feminino.
Aqui no trabalho, isso rolou o dia inteiro. E óbvio que as gracinhas de héteros são as mais sem-graça do mundo - coisas do tipo "eu sou mais homem, você é mulherzinha" e por aí vai. O Glam, aliás, não perdeu tempo e já montou sua versão biba.
Claro que essas teorias não têm a menor validade científica e são fruto de algum desocupado que cria um estudo a fim de causar pelo mundo. Imagina se em 20 perguntas soltas e tendenciosas ("Você canta afinado?" é foda) definiram o sexo do seu cérebro, algo tão biologicamente complicado...
O mais divertido é que rodando as perguntas em emails para os amigos gays, as repostas pra algumas questões são iguais: "Você subia em árvore o mais alto possível?" ou "adorava brincadeiras que fingia ser outra pessoa ou personagem". Nem preciso comentar, não é?
Já a "Quando criança, gostava de esportes?" deveria vir com ressalvas, já que a maioria das mulheres não têm muita habilidade esportiva e o "não" implicaria em uma certa feminilidade. Afinal, aulas de handebol, equitação e ginástica olímpica são tão gays, mas tão gays que o cérebro deveria disparar pro lado vermelho.
terça-feira, outubro 14, 2008
Fazendo a Katia
< momento timidez>
No sábado, quatro rachas vieram me falar na TW que eu sou gateenho. Em momentos diferentes da noite.
Ouvi até mesmo um: "Se você fosse hétero, pegava fácil".
Oi?
E olha que o leiauti não engava: calça jeans justa, camisa apertada, cuequinha aparecendo, cordãozinho de prata...
Mais gay seria impossível.
Hoje, amiga de longa data disse que as meninas da época de escola ficaram bege quando me viram num depoimento que deixei pra ela no orkut.
Ainda bem que eu não tenho dúvidas do que eu gosto.
Porque em época de Parada, tô arrasando com a mulherada.
< /momento timidez>
< momento timidez>
No sábado, quatro rachas vieram me falar na TW que eu sou gateenho. Em momentos diferentes da noite.
Ouvi até mesmo um: "Se você fosse hétero, pegava fácil".
Oi?
E olha que o leiauti não engava: calça jeans justa, camisa apertada, cuequinha aparecendo, cordãozinho de prata...
Mais gay seria impossível.
Hoje, amiga de longa data disse que as meninas da época de escola ficaram bege quando me viram num depoimento que deixei pra ela no orkut.
Ainda bem que eu não tenho dúvidas do que eu gosto.
Porque em época de Parada, tô arrasando com a mulherada.
< /momento timidez>
segunda-feira, novembro 12, 2007
Ô balancê, balancê
Como toda boa e velha segunda feira, lá vamos nós com os baphos do fimdesemana.
No sabadón, fomos parar na festa Burn, da Coca-Cola. De Estação Leopoldina, que sem dúvida tem umas das mais belas arquiteturas do Rio (uma pena que o prédio principal está sujo e velho), só tinha lembranças das BITCHs com Offer Nissim. Na última, aliás, fomos parar dentro da cabine do maquinista de um daqueles trens "retrô, super vintage" estacionados nas plataformas - coisa de bees lokas às 7 da manhã.
Evento HT de música eletrônica no Rio se tornou um lugar que eu recuso a dar algum crédito. Acabei indo no velho esquema semeder, é claro, mas nem por isso valeu a pena.
Com tantas notícias sobre os lineup e a decoração, tive um pingo de esperança na festa. Ledo engano.
Nem preciso comentar do bando de playboy que não fazia idéia do que era aquilo ali ou das meninas de bota (!) que povoam a pista. A tal da decoração era uma círculo no céu e um telão atrás dos djs. Pra completar, um área vip lá na frente do palco, tipo show na praia, e um calor incrível.
Mas o pior de tudo era o povo que ao som de Booka Shade ou Maurício Lopes dançava como se aquilo tudo fosse trance. Sim, eu tive pena daquela gente pulando. Só faltou alguém gritar "acelera, dj!". E nem colocados eles estavam, juro!
No fim das contas, chegamos às 2:30 e em menos de três horas já estávamos a caminho do Leblon pra finalizar a noite.
Valeu apenas pelas companhias das amigas e principalmente pela certeza de que, de uma vez por todas, não é bom ser hétero.
Como toda boa e velha segunda feira, lá vamos nós com os baphos do fimdesemana.
No sabadón, fomos parar na festa Burn, da Coca-Cola. De Estação Leopoldina, que sem dúvida tem umas das mais belas arquiteturas do Rio (uma pena que o prédio principal está sujo e velho), só tinha lembranças das BITCHs com Offer Nissim. Na última, aliás, fomos parar dentro da cabine do maquinista de um daqueles trens "retrô, super vintage" estacionados nas plataformas - coisa de bees lokas às 7 da manhã.
Evento HT de música eletrônica no Rio se tornou um lugar que eu recuso a dar algum crédito. Acabei indo no velho esquema semeder, é claro, mas nem por isso valeu a pena.
Com tantas notícias sobre os lineup e a decoração, tive um pingo de esperança na festa. Ledo engano.
Nem preciso comentar do bando de playboy que não fazia idéia do que era aquilo ali ou das meninas de bota (!) que povoam a pista. A tal da decoração era uma círculo no céu e um telão atrás dos djs. Pra completar, um área vip lá na frente do palco, tipo show na praia, e um calor incrível.
Mas o pior de tudo era o povo que ao som de Booka Shade ou Maurício Lopes dançava como se aquilo tudo fosse trance. Sim, eu tive pena daquela gente pulando. Só faltou alguém gritar "acelera, dj!". E nem colocados eles estavam, juro!
No fim das contas, chegamos às 2:30 e em menos de três horas já estávamos a caminho do Leblon pra finalizar a noite.
Valeu apenas pelas companhias das amigas e principalmente pela certeza de que, de uma vez por todas, não é bom ser hétero.
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