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segunda-feira, novembro 10, 2008

Bebel vs Zica

Tem tempo que não posto decentemente e o povo já começou a chiar. Muita coisa acontecendo, mal tive tempo pra respirar.
Então vamos lá, com calma.

Quinta-feira teve show de Bebel Gilberto no Circo Voador. Ainda não tinha visto nenhum dela - estava viajando na época do Noites Cariocas -, apesar de adorar o Tanto Tempo. Agora ela estréia o show Momento, arrasa mais uma vez e faz muitas homenagens ao Rio. Aliás, ela é simpaticíssima e charmosérrima e nem preciso mencionar a voz incrível (o ditado "filha de peixe" ficou por conta das reclamações sobre a luz, fumaça e calor). A platéia do Circo, lotada de celebridades mudernosas, respondeu à altura. Noite ótima e bem carioca.

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A merda toda ficou por conta da volta pra casa.
Um velho bebaço furou o bloqueio de cones da manutenção do túnel do Pasmado, entre o Aterro e Copa, e quando viu a merda que fez, resolveu voltar do nada pra pista central.

Quem ele acertou? Eu, óbvio. Pegou na parte da frente da lateral do meu carro e por muito pouco não me joga longe ou me faz capotar. Entre a espera da PM e do seguro, o filhodaputa trocava as pernas. E ainda dizia que eu estava correndo. Aff.

Três horas depois eu chegava em casa. Já ele eu não sei, mas não me pareceu que seria preso - e nem eu fiz questão de qualquer coisa desse tipo, só queria ir embora - mas deve ter morrido numa linda quantia, né?

Alguém disse banho de arruda?

segunda-feira, setembro 01, 2008

O pegajoso e doce drama da madrugada

Vocês pensam que foi fácil? Não, né?
Desde quando vida de bee é fácil?

O final de tarde e início da noite de ontem foram passados na internet vendo os vídeos da turnê no Youtube, pra entrar no clima, e já tentando copiar a coreô versão 2008 de Vogue (tem cada video filmado de tão perto, mas tão perto, que dá até pra dar um tapa na coxa da tia).

Eram 23:30 quando comecei a dar F5 na porra da página da T4F. Meia-noite em ponto, a página mudou e estava lá: clientes Bradesco/Amex de um lado; clientes de outros cartões do outro.

Meu MSN parecia festa da Parada. Só tinha pu-ta-e-vi-a-do online. Aliás, todas as pu-tas-e-vi-a-dos desse país estavam online. Na boa, eram umas vinte janelas de chat pipocando, todas desesperadas. Também pudera, quem disse que a página dos ingressos carregava? Quem disse que quando carregava, alguém passava da terceira tela? Quem disse que depois de escolher o lugar e clicar no botão comprar, a compra era finalizada?
Ok, tudo estava conforme o previsto: muita confusão e serviço capenga. Só faltava tocar brasileirinho no site, pra cair a ficha de vez.

Às duas e meia da manhã eu pensei seriamente em desistir. A minha única pergunta era: como em outros lugares do mundo 60 mil ingressos acabam em 7, 20 ou 50 minutos? Eu estava ali há mais de duas horas e nem da maldita página server busy eu conseguia passar...

Aliás, NINGUÉM conseguia passar. Nem todo o meu MSN, nem todas as pessoas da comunidade Madonna no Brasil, nem o Papa. Nem uma viva alma conseguia completar a compra. Nas palavras de um amigo nervoso: eu não rogo praga, mas um bom fim esse pessoal da T4F não há de ter.

Passei a pensar seriamente em ir pra Santiago. Afinal, a capital do Chile tem pouco mais de 6 milhões de habitantes e vai receber 2 shows. Aquele país inteiro tem 17 milhões de habitantes, enquanto só o estado de São Paulo tem 40 milhões. Vamos combinar que nem se todas as bichas vizinhas de Equador, Venezuela e Peru resolverem dar pinta por lá, chegam no nosso nível, né?

Diante da situação, resolvi dormir, puto da vida. Mas não sem antes colocar o despertador pras 4. Quando tocou, eu não quis nem saber, estava decidido a tentar só de manhã, talvez pelo telefone. Mas graças ao bom deus eu conheço pessoas de bom coração no mundo. E 20 minutos depois toca o meu celular com uma bee avisando "Tá funcionando! Corre que tá funcionando!”

E lá fui eu. Pra aumentar a emoção, por duas vezes o meu Amex autorizou a compra mas o site deu erro. Já li que aconteceu o mesmo com muita gente. E o pior: consta o valor da compra na fatura deles... Confesso que ainda nem abri a minha, isso a gente resolve depois.

A cartada final era tentar o outro caminho. Consegui catar meu Mastercard cansado de guerra, há séculos parado no fundo da gaveta. Só aí descobri o motivo do erro anterior: o meu cartão é apenas Amex, não BradescoAmex - acho que ninguém imaginou que além de Visa e Mastercard, existiria o botão Amex dentro da opção outros cartões. E foi indo, indo, indo....e foi.
Parabéns! Sua senha é XXX e você vai ver a tia!

São Sebastião, padroeiro das bibas, obrigado pela graça alcançada. Virgem de Guadalupe, padroeira da internet, valeu pela força.

5 e vinte da manhã e eu acordava a minha mãe pra dar a boa notícia e avisar que ela não precisaria levar uma cadeirinha de praia para o posto de venda mais perto da minha casa. Senti até uma ponta de tristeza no ar, já que ela estava super preparada. Disse até que o espírito mangueirense-na-fila-do-sambódromo já tinha baixado.

Agora é esperar. Dezembro já ta virando a esquina.
Mas antes, São Paulo e seus 40 milhões de habitantes que me aguardem, porque eu já to craque nessa parada...

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Tá sendo uma delicinha trabalhar nessa segunda-feira: cansaço, tédio, blue monday, duas horas (mal) dormidas...
Pelo menos eu tenho tickets da tia, tá?

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Tô na rua, tô na pista

Ultimamente arrumei uma grande confusão na minha vida. Todos os dias, venho e volto do cliente de táxi e, como todo mundo sabe, esse é um dos mais problemáticos serviços do Rio.
Já peguei todos os tipos de espertos (outro dia, um bonito cobrou resgate do meu amigo de trabalho pra devolver o celular que ele esqueceu no banco do carro, acredita?), mas claro que nem todos são assim.

Muito pelo contrário, a maioria é extremamente simpática e educada, mesmo com a grande dificuldade em conhecer a ruazinha na qual trabalho. Fora os figuraças que fazem a alegria das viagens - adoro a história do taxista garotão que tem a viatura lotada de adesivos de festivais de trance a la Universo Paralelo e som devidamente nas alturas às 8 da manhã (que ele diminui quando o passageiro embarca, vale o aviso).

Mas sabe-se lá porque não tenho dado muita sorte.
Primeiro, após a Alegria de Reveillon, travei o seguinte diálogo com a phopha da atendente da maior cooperativa da cidade:
- Tô na Rodrigues Alves, armazém 5 do Cais do Porto.
- Senhor, preciso de um número de referência.
- Armazém 5.
- Não, o número da rua.
- Ah, 1.500 – chutei qualquer um, claro.

Dez minutos depois, outra atendente me liga confirmando o tal número. Expliquei que 1.500 foi primeiro que veio na minha mente, já que a atendente de lá me exigiu um número tecnicamente impossível por ser inexistente.
É tipo perguntar o número da Torre Eiffel, né?

Pra completar, o táxi não chegava nun-ca, mesmo com a central me confirmando várias vezes o tradicional “de 5 a 10 minutos no local”.
Tive que ligar, gritar e xingar até a 5 geração do povo:
- Rádio taxi, bom dia.
- Bom dia é o cacete! Meu telefone é (...) e eu estou há meia hora nesse lugar imundo e deserto esperando esta merda de táxi e vocês não conseguem prestar esta merda de serviço decente! Você vai ficar na linha comigo até a minha viatura chegar, ta entendendo?!

Ai, adoro meu descontrole.

Semana passada foi um engraçado, de outra empresa, que estava de mau humor e má vontade, bem na segunda-feira que chovia horrores no Rio.
Claro que no dia seguinte tratei de bloqueá-lo para me atender, fato justificado pela indelicadeza do motorista. Agora, acaba de me ligar o supervisor da área me pedindo milhões de desculpas e me dando total razão. Claro que eu, cliente assíduo e exigente como sou, já estava de malas prontas pra mudar de radio-taxi.
Na boa, você pode ter caído da cama, sua mulher pode ter dormido de calça jeans, mas o mínimo que exijo é um serviço bem prestado. Vale dizer que eu também presto serviço e ai de mim se maltratar o cliente, por mais feio, sujo e desarrumado que ele seja.

Mas como diz o povo da empresa, ou daqui a pouco nenhuma cooperativa de táxi vai querer nos buscar ou vai chegar o dia em que vai ter um monte de taxista na porta do prédio pra meter a porrada na gente.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Pra dançar o créu tem que ter disposição

Essas semanas que antecedem o final do ano são marcadas por um dos eventos mais chatos do mundo: a festa de confraternização da empresa.

Minha caixa de email enche de piadinhas sobre esse dia, os jornais online ficam abarrotados de dicas de como não passar vexame e todo blog que se preze tem um post contando alguma história pitoresca.

A minha não foi diferente. Todo mundo sabe que pra nós, bees fervidas cansadas de guerra de tanta jogação, o evento tem cara de hora extra, enquanto que pro povão casados-barrigudos ou as encalhadas-de-meia-idade, é um evento social digno da melhor roupa do armário.
Isso sem contar que se você não é cabeleireiro ou publicitário (he!), o clima hétero predomina, apesar de não raro encontrarmos uma ou outra biluzinha da empresa perdida pelos cantos, sempre com seu cosmopolitan a tira colo.

Aqui foi o tradicional esquema buffet Porcão Rio’s, com traje casual branco ou jeans (!), muito uísque e pista de dança. Miacabei vendo o povo se jogar ao som das novíssimas My Humps ou Ai, ai, ai, com direito a gritinho de “uhu” e tudo mais.

Eis que lá pras tantas me sobe no palquinho do restaurante ninguém mais, ninguém menos que Mc Sapão!
Ah.. você não o conhece? Nem precisa....é mais um dos milhaaaares de funkeiros one hit wonder cariocas. O dele, no caso, é Diretoria, que tem auge no verso “esse é o funk do Riô de Janeirô” pra rimar com “moleque sofredô” - adoro.

Tipo...adoro funk e coisa e tal. Mas vamos combinar que mesmo todo mundo sabendo cantar as músicas antigas, mesmo sendo diversão garantida, mesmo sendo “som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado”, é festa de empresa, né?
Não. Não dá pra fazer a Gracyanne e dançar a Dança do Créu na quinta velocidade e achar que ta zuzu bem, independentemente do seu teor alcoólico.

Nessas horas, eu queria ter levado minha filmadora e feito um domínio no YouTube com o nome da empresa.
Não sobraria ninguém na segunda-feira.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Ô balancê, balancê

Como toda boa e velha segunda feira, lá vamos nós com os baphos do fimdesemana.

No sabadón, fomos parar na festa Burn, da Coca-Cola. De Estação Leopoldina, que sem dúvida tem umas das mais belas arquiteturas do Rio (uma pena que o prédio principal está sujo e velho), só tinha lembranças das BITCHs com Offer Nissim. Na última, aliás, fomos parar dentro da cabine do maquinista de um daqueles trens "retrô, super vintage" estacionados nas plataformas - coisa de bees lokas às 7 da manhã.

Evento HT de música eletrônica no Rio se tornou um lugar que eu recuso a dar algum crédito. Acabei indo no velho esquema semeder, é claro, mas nem por isso valeu a pena.
Com tantas notícias sobre os lineup e a decoração, tive um pingo de esperança na festa. Ledo engano.

Nem preciso comentar do bando de playboy que não fazia idéia do que era aquilo ali ou das meninas de bota (!) que povoam a pista. A tal da decoração era uma círculo no céu e um telão atrás dos djs. Pra completar, um área vip lá na frente do palco, tipo show na praia, e um calor incrível.
Mas o pior de tudo era o povo que ao som de Booka Shade ou Maurício Lopes dançava como se aquilo tudo fosse trance. Sim, eu tive pena daquela gente pulando. Só faltou alguém gritar "acelera, dj!". E nem colocados eles estavam, juro!

No fim das contas, chegamos às 2:30 e em menos de três horas já estávamos a caminho do Leblon pra finalizar a noite.

Valeu apenas pelas companhias das amigas e principalmente pela certeza de que, de uma vez por todas, não é bom ser hétero.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Baila con las estrellas

Não tem nada mais ridiculo no mundo que as celebrities brasileiras.
Elas não sabem se vestir, se comportar, não têm talento e nem pose de estrelas, com raríssimas exceções. Quando muito, acham que são mais do que realmente são, vide Carolina Dieckman, cujo marido agora resolveu dar piti porque os jornais resolveram publicar a foto que a própria mulher dele postou em seu “blog”. Ou Uónessa, que vive com um cordãozinho escrito Starlet, seja lá qual o significado disso praquela moça.

Por essas e outras que eu a-do-ro os bafos desse pessoal.
Não sou de comentar o Ego – deixo isso pros blogs especializados - mas hoje não pude resistir.

A primeira grande bomba foi a chamada:
Famosas se inscrevem no BBB.
Por minutos pensei em quais famosas se inscreveriam...Vera Fischer, Gisele, Cicarelli?! Nãããoooo....as dançarinas do É o Tchan! E nem adianta jogar no Google que não vai aparecer essa gente.

Vergonha alheia é pouco... Lendo a matéria, descubro que a dançarina da Kelly Key (sim, dançarina da Kelly Key é profissão) se chama Drika Dior e se auto define como negra loira.
Alguém avisa que ela tá perdendo tempo. Com esse nome, é só juntar com a Kayka Sabatella, Dimmy Kier e Rose Bombom no show das caricatas da Le Boy.

A outra noticia que me deixou bege foi a Xuxa falando de sexo.
PAROU. Xuxa e sexo, sexo e Xuxa?!
Pra mim, depois do Pelé, ela só trepou com duende...
Ledo engano. A loira diz que o problema do mundo é que os homens não querem usar camisinha, por isso ela não dá.

Tá, gente. Esqueçam que essa senhora não põe o nariz pra fora da Casa Rosa. Quem ouve até pensa que a tia freqüenta barzinho, festas de novela, vip em micareta e camarote da Brahma e, de vez em quando, chega num cafuçu com a perseguida piscando.
Vocês imaginam Xuxa perguntando a algum bofe:
- E aí, você usa camisinha?
- Não gosto, perco a sensibilidade....

Aham, Xuxa. A gente acreditou.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Ah, pára

E a moda da cintura alta chegou no bairro uó.

Passei na porta de uma lojinha de jeans - 49,90 o modelito de strass, tsá? - e vi a plaquinha:

Temos calça de cintura alta. Tamanhos 40 a 54

Agora imaginem vocês uma pessoa que veste 54 usando calça de cintura alta.
Imaginaram?!
Mesmo?!
Jura?!

MEDO.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Sem palavras.

É tanta vergonha desse país que dá vontade de fugir...

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Dá pra gente se mudar pro Canadá amanhã?


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Já separei meu doce. Ao contrário da pizza de Brasília...
Shana Tova, amigos.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Quem avisa amigo é

Tem coisas na vida que a gente já sabe de antemão que vão dar errado. Mas sempre tem algum desavisado que aposta o contrário...

Outro dia eu falei aqui que Floripa ainda é uma cidadezinha pequena pretensamente cosmopolita mas ainda sem infra-estrutura pra se tornar um destino gay mundialmente conhecido.
Daí eu recebi um hate comment de uma bee ofendida me chamando de rancorosa por ter "destratado" a cidade dos outros e que eu deveria pensar antes de escrever.
Nem tive o trabalho de aprovar.

Agora, por um erro primário de não cumprimento de contrato, Peter não deu o ar de sua graça naquela cidade. Porque ele não é obrigado a trabalhar pra gente amadora, né?

Coitado de quem não veio pro Rio e perdeu profissionalismo de sobra.

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Todo mundo sabia que ia ser cagado.
Mas ainda tinha gente que acreditava no retorno de diva.

Nonô apareceu gorda, lerda e cantando um playback horroroso no VMA.
Achei mais graça nos bailarinos do que naquela senhora.
Deu pena.

terça-feira, setembro 04, 2007

Lá e cá

No mundo encantando das breguices, você se casa depois de 5 meses de namoro com um pseudo ator-cantor romântico ao som de Caça e Caçador, tem uma lua-de-mel de apenas 8 dias por conta de um show no interior de SP e ainda se muda pra casa dele em Alphaville (bairro com a maior concentração de gente cafona por m2), mesmo sabendo que essa é o sexto casamento do noivo.

No mundo encantado da pheeenesse, você se casa com um noivo judeu riquíssimo, faz festão pra mil convidados, usa Valentino pérola e tiara de brilhantes, se hospeda antes e depois no Fasano e se joga em lua-de-mel na Grécia.

Quem nasceu pra Marilei nunca chega a Klabin.