Até Quando?
Um novo mês começou e o resultado da enquete de novembro no site do Senado foi divulgado: o não venceu. Isso mesmo, através dessa enquete ficou expressa a opinião do povo brasileiro que a homofobia não deve ser criminalizada.
Mas até que não fizemos feio, sabia? Apesar da fama de que nunca nos mobilizamos seriamente para exigir nossos direitos, do fato de não termos sequer um representante no Congresso e do eterno discurso de que as Paradas do Orgulho deixaram de ser políticas para serem festas, vimos, em alguns momentos, o sim ganhando a votação, mesmo que por pouca diferença.
E sabe que fiquei surpreso? No Twitter, a campanha era diária. No Facebook, vi pessoas que eu nunca imaginaria que pudessem se importar com algo nesse sentindo postando o link para votação. E fiquei muito feliz em receber um mailing da The Week pedindo votos.
Claro que essa luta era um tanto quanto injusta. E não só pelo fato de termos os evangélicos do outro lado da batalha, também com campanhas e afins. Mas sim porque do lado de cá estávamos nós, gays, sozinhos, sem aliados. Ou qual HT entraria no site pra votar sim, por mais friendly que ele fosse? Em compensação, qualquer homofóbico votaria não, independente de sua religião... Ou seja, virou uma disputa gays x homofóbicos e não mais uma simples votação contra ou a favor da criminalização.
Aliás, há bem pouco vi um casal de duas meninas abraçadas em um local público do centro do Rio. Passei, percebi e até achei corajoso. Na volta, ja tinha um segurança perto, e, pelo jeito, não era fazer elogios à atitude delas...
No fim, o problema não é ganhar ou perder uma votação de internet que em nada vai mudar imediatamente a nossa vida. Talvez se os mesmos promoters ou sites que nos perturbam com propaganda tivessem apoiado a causa teríamos ganhado. Ou talvez não, sei lá. O mais importante, diante da sociedade tão atrasada na qual vivemos, é, ainda, a visibilidade. E para isso qualquer esforço vale a pena.
quarta-feira, dezembro 02, 2009
terça-feira, dezembro 01, 2009
sexta-feira, novembro 27, 2009
O Paraíso é Aqui
Fim de semana passado foi feriado no Rio e em SP. E alguém teve a abrilhante ideia de mandar as bees pra onde? Pra Bahia, claro!
Como todo mundo sabe, rolou o evento Hell & Heaven na Costa do Sauípe que, como todo mundo também sabe, é um supermegaultrahiper resort a 1 hora e meia de Salvadô. O evento reuniu festas gays e djs gringos, naquele esquema que já é pra lá de tradicional nos hotéis bacanas mundo afora.
No início, namorado e eu ficamos com uma certa dúvida se seria uma boa escolha, mas diante de tantas opções existentes no supermegaultrahiper resort, pensamos que na pior das hipóteses, caso as festas fossem uma merda, poderíamos jogar golfe e comer acarajé que sairíamos muito no lucro. Às vésperas da viagem e com a notícia de que muitos amigos também iriam, vimos que acertamos em cheio.
E superou as nossas expectativas.
Primeiro porque o resort é algo sensacional. Além do golfe e do acarajé, tirolesa, piscinas, ótima comida, quartos incríveis, tênis, vôlei e muitas outras coisas nos esperam. O visual coqueiros + sol + mar é absurdo. E o staff, muito atencioso, simpático e educado – e muito bem treinado, como exigido nessas situações (a baiana que nos atendeu duas vezes no restaurante era ótima). A praia em frente ao hotel não é lá essas coisas, é verdade, mas não chega a tirar o encanto do lugar (que, aliás, oferece transfer para as boas praias da região).
As festas foram ótimas. A primeira, um baile de máscaras, contou com algumas bees mais abusadas na montação e com um cenário de cair o queixo - em volta da piscina de um dos hotéis e com o pôr do sol na praia à nossa frente -, enquanto que a pool teve um ar bem divertido, com todo mundo literalmente na piscina. A localização da Beach Party foi a única que não rolou – o terreno irregular não ajudou e eu, particularmente, esperava areia e não grama.
Nesse quesito, valem as dicas: apesar do cenário já ser mais do que suficiente, uma produção um pouco mais caprichada seria bacana (lycra esticada não é decoração) e um line up mais coeso é essencial (os brasileiros – João Neto, Ana Paula e Felipe Lira – roubaram o brilho de Abel, enquanto Wayne G deveria ter aberto a pool, e não ter sido a atração principal).
O mais bacana, porém, era o clima do lugar. A vontade de descansar e se divertir era comum a todos e mesmo quem não confiava acabou amando. E o melhor: cada um pôde medir o tamanho da sua função: pegação, colocação, descanso, amigos, casal.... as opções eram tantas que cada um fez seu final de semana exatamente do jeito que quis. Teve gente que nem apareceu nas festas, teve gente que jogou futevôlei e teve gente que conheceu todos os quartos dos hotéis. Tem coisa melhor do que a liberdade?
Claro que momentos únicos surgem exatamente nessas horas, como saguis comendo queijo do nosso prato, um dançarino do ventre horroroso fazendo performances, sotaques de todos os cantos do Brasil, praia deserta e um céu estrelado na madrugada e muitas histórias impublicáveis, mas que entram para a história.
Para quem for nas próximas ou em breve, vale lembrar que o sol do Nordeste termina cedo e aproveitar bastante o dia é importantíssimo. E, pra quem puder, é bom tirar o domingo à tarde para descansar com calma, no clima da Bahia, e voltar pra casa na segunda pela manhã.
No fim, as opiniões foram unânimes: sem dúvida, Sauípe entrou com louvor para o calendário gay do país. Ano que vem é mais do que certo.
Fim de semana passado foi feriado no Rio e em SP. E alguém teve a abrilhante ideia de mandar as bees pra onde? Pra Bahia, claro!
Como todo mundo sabe, rolou o evento Hell & Heaven na Costa do Sauípe que, como todo mundo também sabe, é um supermegaultrahiper resort a 1 hora e meia de Salvadô. O evento reuniu festas gays e djs gringos, naquele esquema que já é pra lá de tradicional nos hotéis bacanas mundo afora.
No início, namorado e eu ficamos com uma certa dúvida se seria uma boa escolha, mas diante de tantas opções existentes no supermegaultrahiper resort, pensamos que na pior das hipóteses, caso as festas fossem uma merda, poderíamos jogar golfe e comer acarajé que sairíamos muito no lucro. Às vésperas da viagem e com a notícia de que muitos amigos também iriam, vimos que acertamos em cheio.
E superou as nossas expectativas.
Primeiro porque o resort é algo sensacional. Além do golfe e do acarajé, tirolesa, piscinas, ótima comida, quartos incríveis, tênis, vôlei e muitas outras coisas nos esperam. O visual coqueiros + sol + mar é absurdo. E o staff, muito atencioso, simpático e educado – e muito bem treinado, como exigido nessas situações (a baiana que nos atendeu duas vezes no restaurante era ótima). A praia em frente ao hotel não é lá essas coisas, é verdade, mas não chega a tirar o encanto do lugar (que, aliás, oferece transfer para as boas praias da região).
As festas foram ótimas. A primeira, um baile de máscaras, contou com algumas bees mais abusadas na montação e com um cenário de cair o queixo - em volta da piscina de um dos hotéis e com o pôr do sol na praia à nossa frente -, enquanto que a pool teve um ar bem divertido, com todo mundo literalmente na piscina. A localização da Beach Party foi a única que não rolou – o terreno irregular não ajudou e eu, particularmente, esperava areia e não grama.
Nesse quesito, valem as dicas: apesar do cenário já ser mais do que suficiente, uma produção um pouco mais caprichada seria bacana (lycra esticada não é decoração) e um line up mais coeso é essencial (os brasileiros – João Neto, Ana Paula e Felipe Lira – roubaram o brilho de Abel, enquanto Wayne G deveria ter aberto a pool, e não ter sido a atração principal).
O mais bacana, porém, era o clima do lugar. A vontade de descansar e se divertir era comum a todos e mesmo quem não confiava acabou amando. E o melhor: cada um pôde medir o tamanho da sua função: pegação, colocação, descanso, amigos, casal.... as opções eram tantas que cada um fez seu final de semana exatamente do jeito que quis. Teve gente que nem apareceu nas festas, teve gente que jogou futevôlei e teve gente que conheceu todos os quartos dos hotéis. Tem coisa melhor do que a liberdade?
Claro que momentos únicos surgem exatamente nessas horas, como saguis comendo queijo do nosso prato, um dançarino do ventre horroroso fazendo performances, sotaques de todos os cantos do Brasil, praia deserta e um céu estrelado na madrugada e muitas histórias impublicáveis, mas que entram para a história.
Para quem for nas próximas ou em breve, vale lembrar que o sol do Nordeste termina cedo e aproveitar bastante o dia é importantíssimo. E, pra quem puder, é bom tirar o domingo à tarde para descansar com calma, no clima da Bahia, e voltar pra casa na segunda pela manhã.
No fim, as opiniões foram unânimes: sem dúvida, Sauípe entrou com louvor para o calendário gay do país. Ano que vem é mais do que certo.
Fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...
Esse é o barulho quando assopro a poeira.
Olha, algumas semanas depois de eu anunciar que estaria de volta ao blog, eu resolvo voltar mesmo. Além de estar sentindo falta, atendo ao pedido de amigos, blogueiros e leitores, como o Tony, que até mesmo dedicou o título de um post a minha pessoa naquela época de apagão (que já é muito anteontem e nem merece mais atenção, vamos combinar).
Enfim, não sei quando será o próximo, então leiam com atenção.
Brincadeira, gente. A promessa ainda vale...
Esse é o barulho quando assopro a poeira.
Olha, algumas semanas depois de eu anunciar que estaria de volta ao blog, eu resolvo voltar mesmo. Além de estar sentindo falta, atendo ao pedido de amigos, blogueiros e leitores, como o Tony, que até mesmo dedicou o título de um post a minha pessoa naquela época de apagão (que já é muito anteontem e nem merece mais atenção, vamos combinar).
Enfim, não sei quando será o próximo, então leiam com atenção.
Brincadeira, gente. A promessa ainda vale...
quinta-feira, outubro 15, 2009
Séculos e mais séculos.
Não, eu não parei com o blog, apesar do abandono.
Também não sumi: quem me conhece ao vivo ou tem contatos de outros mídias sociais (adoro esse nome cafona) sempre me vê por aí. Meu twitter, pro exemplo, bomba durante o horário de trabalho, na tentativa de fugir do mundo corporativo e voltar à diversão. Minha participação no Vipado e no CenaCarioca também continua, sempre na medida do possível.
E muito menos foi falta de assunto. Olimpíadas no Rio, novo status civil, fila de boate, nova viagem a BH, noitadas... Temas não faltam – e minha vontade de dar pitaco em tudo nunca termina, como vocês bem sabem.
O que aconteceu foi um conjunto de fatores, mas a maior culpa fica por conta dos dias agitados. O trabalho anda frenético e há dias no escritório que até respirar se torna raro. Além disso, namorar cansa, no bom sentido (se é que vocês me entendem). E se somar isso às coisas triviais como comer, dormir e malhar, não há tempo nem de responder scrap no Orkut, quanto mais de vir escrever essas poucas linhas.
Mas eu prometo criar uma rotina de posts. De novo. Nem que seja dia sim, dia não. Ou pelo menos que eu tente que assim seja. Porque antes de mais nada, escrever me faz bem. Pôr pra fora ideias e pensamentos que não estejam limitados em 140 caracteres me deixa mais leve e mais objetivo na vida.
E vale lembrar para os outros blogueiros que eu continuo sendo um leitor assíduo, apesar do bloqueio do Bangu I onde trabalho não permitir os comentários.
Voltamos à programação normal. E sejam novamente bem-vindos.
terça-feira, setembro 15, 2009
Pobre Gosta De Luxo
Desde ontem, mais uma novela de Manoel Carlos tomou conta do horário nobre da tv brasileira. Apesar do nome sem graça e que, segundo explicou Tony Goes, caberia pra qualquer folhetim, Viver a Vida promete ser mais uma daquelas histórias que fazem sucesso e batem recordes e mais recordes globais.
Finalmente saíram de cena aquelas malas indianas. Acho que eu nunca consegui ver um capítulo inteiro e cheguei no final da cafonice toda sem sequer saber quais eram os atores principais (nem a Vera Fischer eu tinha visto!). Aliás, confesso que o que mais me irrita na Glória Perez é a quantidade absurdas de núcleos que mal se encontram, criados apenas para empregar os milhões de amigos da autora. São duas ou três novelas dentro da mesma novela. Haja saco!
Já Maneco é especial. A fórmula é a sempre igual, o final - com a protagonista casando com o mocinho e caminhando no Jardim Botânico - é o mesmo e até os nomes dos personagens se repetem. Mas o que importa? É bom ver um mundo bonito, com pessoas bacanas e descoladas e dramas de vida que poderiam ser de qualquer um.
Ok, ok, existem exageros, mas são compreensíveis. Afinal, a realidade do mundo não se resume à zona sul carioca assim como não se fala português na Índia, nao é mesmo?
Pra completar, dessa vez, além do Leblon existe Búzios! Simplesmente a-mo. E ainda tem Tais Araújo com o sorriso - e o cabelo - mais bonito do Brasil.
Depois dessa, até acho que vou virar noveleiro...
Desde ontem, mais uma novela de Manoel Carlos tomou conta do horário nobre da tv brasileira. Apesar do nome sem graça e que, segundo explicou Tony Goes, caberia pra qualquer folhetim, Viver a Vida promete ser mais uma daquelas histórias que fazem sucesso e batem recordes e mais recordes globais.
Finalmente saíram de cena aquelas malas indianas. Acho que eu nunca consegui ver um capítulo inteiro e cheguei no final da cafonice toda sem sequer saber quais eram os atores principais (nem a Vera Fischer eu tinha visto!). Aliás, confesso que o que mais me irrita na Glória Perez é a quantidade absurdas de núcleos que mal se encontram, criados apenas para empregar os milhões de amigos da autora. São duas ou três novelas dentro da mesma novela. Haja saco!
Já Maneco é especial. A fórmula é a sempre igual, o final - com a protagonista casando com o mocinho e caminhando no Jardim Botânico - é o mesmo e até os nomes dos personagens se repetem. Mas o que importa? É bom ver um mundo bonito, com pessoas bacanas e descoladas e dramas de vida que poderiam ser de qualquer um.
Ok, ok, existem exageros, mas são compreensíveis. Afinal, a realidade do mundo não se resume à zona sul carioca assim como não se fala português na Índia, nao é mesmo?
Pra completar, dessa vez, além do Leblon existe Búzios! Simplesmente a-mo. E ainda tem Tais Araújo com o sorriso - e o cabelo - mais bonito do Brasil.
Depois dessa, até acho que vou virar noveleiro...
sexta-feira, setembro 11, 2009
The Week é The Week
Os motivos que me levaram à São Paulo, como todo mundo sabe, foram as festividades do aniversário de 5 anos da The Week São Paulo. O maior, melhor e mais absurdo club do Brasil mostra que tem fôlego para muitos anos e muitas novidades que estão por vir. Quer um exemplo? Segundo o constante disse-me-disse, uma nova área, às margens do Tietê, abrigará o complexo TW muito em breve.
Diferentemente dos anos anteriores, quando o final de setembro era a data utilizada, nesse ano o feriadão de 7 de setembro foi escolhido para as duas festas que movimentaram o circuito gay. E se no ano passado os Angels foram as estrelas, esse ano Peter Rauhofer e Juanjo Martin foram os escolhidos pra comemorar.
No sábado, o top carudo fez mais um daqueles sets a que estamos acostumados: longos, constantes e absurdos, misturando hits antigos e novos sem qualquer preocupação. Pra quem o viu na Parada, Peter deixou um pouco a desejar, mas tenho certeza que He wasn't man enough for me foi tocada especialmente pra mim. A festa acabou às 10 da manhã ainda com a pista cheia. Já Juanjo fez o iberican house que cada vez gostamos mais: alegre, sensual, divertido. A pista vibrava e o dj parecia pinto no lixo de tão feliz com a reação da galera. Uma verdadeira maratona, como sugeriu o nome da festa, que começou às 17h do domingo e só foi terminar às 8 da manhã de segunda-feira.
O destaque fica pra casa, claro: leds, leds, leds e mais leds. Uma pista tão linda como há muito tempo eu não via. Além disso, dancers carudos no sábado e um tema circense no domingo, com incríveis malabares acesos nas performances no queijo. E o que mais chamava atenção: uma parede de canhões de luz no fundo do palco, capaz de deixar a pista do jeito que fosse preciso: clara, escura, azul, vermelha ou colorida. Com isso, a picape acabou sendo "empurrada" pra frente - e eu, que adoro ficar pertinho do palco, acabei grudado nos caras. Fiquei tão boquiaberto que fui à area vip apenas pra ter idéia de como aquela iluminação toda funcionava. Não que eu tenha entendido, claro, mas a parede de canhões impressionava e a mesa dos operadores de luz no fundo da pista deu uma noção do bafo todo.
Mais uma vez, a The Week mostra como um bela e inesquecível noite é feita.
Como nem só de Guaicurus vive a noite paulistana, na sexta aproveitei pra conferir a Bubu. O esquema é o mesmo: casa cheia e muita gente animada. Mas fui salvo pelo camarote da Léia Bastos, de onde se via o tamanho da animação da galera.
Já na segunda, fechei com chave-de-ouro: a terceira edição da Café com Vodka aconteceu no Sonique, o bar-pistinha mais bacana de Sampa. Apesar das várias tentativas anteriores, só agora fui conhecer o lugar. É ótimo. Uma infra incrível, um clima delicioso, um bar perfeito e um dos melhores públicos que já vi na vida. Como disse um amigo "aqui eu arrumo um marido". É mais ou menos isso: a festa fica pequena pra tanta gente bonita. O 00 carioca é o que mais lembra essa noite paulistana, com as vantagens de ter uma área aberta, um restaurante e começar/terminar mais tarde, enquanto a matinê do Sonique tem a vantagem de um público mais velho e uma música mais diferente e menos tribal.
A The Week se transformou na melhor referência de noite que já tivemos. Não à toa, faz parte, junto com o Rio, da votação que vai escolher os melhores luagres gays do mundo. Vida longa ao club!
Os motivos que me levaram à São Paulo, como todo mundo sabe, foram as festividades do aniversário de 5 anos da The Week São Paulo. O maior, melhor e mais absurdo club do Brasil mostra que tem fôlego para muitos anos e muitas novidades que estão por vir. Quer um exemplo? Segundo o constante disse-me-disse, uma nova área, às margens do Tietê, abrigará o complexo TW muito em breve.
Diferentemente dos anos anteriores, quando o final de setembro era a data utilizada, nesse ano o feriadão de 7 de setembro foi escolhido para as duas festas que movimentaram o circuito gay. E se no ano passado os Angels foram as estrelas, esse ano Peter Rauhofer e Juanjo Martin foram os escolhidos pra comemorar.
No sábado, o top carudo fez mais um daqueles sets a que estamos acostumados: longos, constantes e absurdos, misturando hits antigos e novos sem qualquer preocupação. Pra quem o viu na Parada, Peter deixou um pouco a desejar, mas tenho certeza que He wasn't man enough for me foi tocada especialmente pra mim. A festa acabou às 10 da manhã ainda com a pista cheia. Já Juanjo fez o iberican house que cada vez gostamos mais: alegre, sensual, divertido. A pista vibrava e o dj parecia pinto no lixo de tão feliz com a reação da galera. Uma verdadeira maratona, como sugeriu o nome da festa, que começou às 17h do domingo e só foi terminar às 8 da manhã de segunda-feira.
O destaque fica pra casa, claro: leds, leds, leds e mais leds. Uma pista tão linda como há muito tempo eu não via. Além disso, dancers carudos no sábado e um tema circense no domingo, com incríveis malabares acesos nas performances no queijo. E o que mais chamava atenção: uma parede de canhões de luz no fundo do palco, capaz de deixar a pista do jeito que fosse preciso: clara, escura, azul, vermelha ou colorida. Com isso, a picape acabou sendo "empurrada" pra frente - e eu, que adoro ficar pertinho do palco, acabei grudado nos caras. Fiquei tão boquiaberto que fui à area vip apenas pra ter idéia de como aquela iluminação toda funcionava. Não que eu tenha entendido, claro, mas a parede de canhões impressionava e a mesa dos operadores de luz no fundo da pista deu uma noção do bafo todo.
Mais uma vez, a The Week mostra como um bela e inesquecível noite é feita.
Como nem só de Guaicurus vive a noite paulistana, na sexta aproveitei pra conferir a Bubu. O esquema é o mesmo: casa cheia e muita gente animada. Mas fui salvo pelo camarote da Léia Bastos, de onde se via o tamanho da animação da galera.
Já na segunda, fechei com chave-de-ouro: a terceira edição da Café com Vodka aconteceu no Sonique, o bar-pistinha mais bacana de Sampa. Apesar das várias tentativas anteriores, só agora fui conhecer o lugar. É ótimo. Uma infra incrível, um clima delicioso, um bar perfeito e um dos melhores públicos que já vi na vida. Como disse um amigo "aqui eu arrumo um marido". É mais ou menos isso: a festa fica pequena pra tanta gente bonita. O 00 carioca é o que mais lembra essa noite paulistana, com as vantagens de ter uma área aberta, um restaurante e começar/terminar mais tarde, enquanto a matinê do Sonique tem a vantagem de um público mais velho e uma música mais diferente e menos tribal.
A The Week se transformou na melhor referência de noite que já tivemos. Não à toa, faz parte, junto com o Rio, da votação que vai escolher os melhores luagres gays do mundo. Vida longa ao club!
Você Não Vale Nada Mas Eu Gosto de Você

* Onde mais, além da Coreia, você leria um jornal totalmente em... coreano?!
E São Paulo se transformou no meu destino dos feriados. Essa foi a terceira vez no ano que eu fui me jogar na Terra da Garoa em uma dessas datas. Não tem praia ou neve, mas nem preciso dizer o quanto a cidade continua incrível: compras, restaurantes, noitadas, museus. Da Benedito à Higienópolis, da Augusta ao Matisse, do Bom Retiro aos Jardins. São Paulo é uma das mais cosmopolitas do mundo, é a nossa megalópole onde poucos minutos separam a Cracolândia da Oscar Freire. Onde mais você vê tanta gente diferente e tão poucos metros - e vivendo em harmonia? Só na Avenida Pa
ulista, claro.
O melhor de tudo continua sendo os amigos. Os daqui que vão pra lá - de vez ou apenas pra se jogar -, os de outros lugares que eu encontro apenas em Sampa e os de lá, de quem eu morro de saudade. Pessoas que cruzaram a minha vida por diversos motivos, por quem eu tenho um carinho enorme e que eu faço questão de pelo menos um abraço no meio de tanta função. Dessa vez, ouvi até um "você foi um dos caras mais bacanas que conheci esse ano!". Viu?
Apesar disso, achei a cidade bem mais suja e com muito mais moradores de rua do que em todas as outras vezes. E logo descobri o motivo: a Prefeitura diminuiu em 20% a verba destinada à limpeza. Uma pena... se considerarmos o seu tamanho, SP é uma cidade limpa - muito mais do que o Rio, vale dizer.

Mas justiça seja feita: SP ficou bem mais civilizada. A lei antifumo é uma bênção! Chegar em casa sem cheiro de cigarro na roupa ou cabelo nojento é ótimo. E o melhor: as pessoas respeitam mesmo que não tenha ninguém vigiando. Apenas em um dos dias eu vi uma segurança brigando com um cara que fumava dentro do banheiro da boate...
No mais, é esperar o retorno à cidade que nunca dorme. Que não demore muito, por favor, porque ficar sem São Paulo não dá.
* Onde mais, além da Coreia, você leria um jornal totalmente em... coreano?!
terça-feira, setembro 08, 2009
A Mais Feliz do Mundo
E a Parada do Rio foi adiada. Com festas marcadas, passagens compradas, o povo empolgado. E agora vem a organização do evento justificar o fato com a história da gripe suína.
Ok, o argumento seria possível se, primeiramente, tivesse sido o governo, que possui órgãos competentes pra isso, o autor dessa mudança ou pelo menos de uma recomendação para tal. Isso aconteceu em Juiz de Fora depois que o Governo do Estado de Minas cancelou todos os eventos que pudessem reunir aglomerações, como a Parada e Festas de Pecuária. No Rio, NADA foi, está ou será cancelado pelo Governo. Vamos combinar: os 20 dias que separam da nova data não são suficientes para se evitar uma epidemia.
Depois, é possível lembrar que a Parada do Rio tem um histórico de adiamentos e só há 2 anos ganhou uma data fixa, aproveitando o 12 de outubro. (Fixa até agora, né?)
Além disso, a programação oficial, incluindo o cartaz do evento, somente foi divulgada após o anúncio de mudança. Parece que a Organização responsável, quando não consegue dinheiro ou enfrenta dificuldades, resolve adiar tudo, mesmo faltando apenas pouco mais de um mês para tantas festividades. É compreensível que se busque patrocínio, ainda mais em um país difícil como o nosso, mas a mudança não parece correta diante de argumentos fracos.
Eu sei que quando se trata de um evento que deveria ter um forte lado social a questão econômica não deveria falar mais alto, mas o mundo é assim. Daí, cabe a pergunta: e como ficam os DJs boookados, as festas agendadas, as viagens marcadas? Apesar de ainda não divulgado, a TW traria dois DJs gringos para festas sábado e domingo, além de duas cantoras. Rosane já tinha soltado sua programação: r:evolution no Cais sábado, Pool no Aterro domingo (esta, por sua vez, já adiada). A Maxima e outras festas corriam por fora, de olho na sexta-feira e na quantidade de bees presentes na cidade.
É ruim quando a falta de transparência nos deixa com a pulga atrás da orelha e acaba prejudicando toda a imagem do evento. No último finde em SP, ouvi muitos “vou pra lá no dia 12, mesmo com a Parada cancelada!”. Espero que tenhamos mais um grande feriado badalado com sol e festas no Rio.
E a Parada do Rio foi adiada. Com festas marcadas, passagens compradas, o povo empolgado. E agora vem a organização do evento justificar o fato com a história da gripe suína.
Ok, o argumento seria possível se, primeiramente, tivesse sido o governo, que possui órgãos competentes pra isso, o autor dessa mudança ou pelo menos de uma recomendação para tal. Isso aconteceu em Juiz de Fora depois que o Governo do Estado de Minas cancelou todos os eventos que pudessem reunir aglomerações, como a Parada e Festas de Pecuária. No Rio, NADA foi, está ou será cancelado pelo Governo. Vamos combinar: os 20 dias que separam da nova data não são suficientes para se evitar uma epidemia.
Depois, é possível lembrar que a Parada do Rio tem um histórico de adiamentos e só há 2 anos ganhou uma data fixa, aproveitando o 12 de outubro. (Fixa até agora, né?)
Além disso, a programação oficial, incluindo o cartaz do evento, somente foi divulgada após o anúncio de mudança. Parece que a Organização responsável, quando não consegue dinheiro ou enfrenta dificuldades, resolve adiar tudo, mesmo faltando apenas pouco mais de um mês para tantas festividades. É compreensível que se busque patrocínio, ainda mais em um país difícil como o nosso, mas a mudança não parece correta diante de argumentos fracos.
Eu sei que quando se trata de um evento que deveria ter um forte lado social a questão econômica não deveria falar mais alto, mas o mundo é assim. Daí, cabe a pergunta: e como ficam os DJs boookados, as festas agendadas, as viagens marcadas? Apesar de ainda não divulgado, a TW traria dois DJs gringos para festas sábado e domingo, além de duas cantoras. Rosane já tinha soltado sua programação: r:evolution no Cais sábado, Pool no Aterro domingo (esta, por sua vez, já adiada). A Maxima e outras festas corriam por fora, de olho na sexta-feira e na quantidade de bees presentes na cidade.
É ruim quando a falta de transparência nos deixa com a pulga atrás da orelha e acaba prejudicando toda a imagem do evento. No último finde em SP, ouvi muitos “vou pra lá no dia 12, mesmo com a Parada cancelada!”. Espero que tenhamos mais um grande feriado badalado com sol e festas no Rio.
terça-feira, setembro 01, 2009
Muitos Motivos
E o fds que passou foi dedicado ao descanso. Claro que muito em razão do meu momento afetivo, mas também por culpa da necessidade de reunir forças pro feriado que vem chegando com tudo. Como todo mundo aqui sabe, o niver da TWSP vai ser mais uma daquelas datas pra se guardar na memória e contar para as próximas gerações.
E lá fui eu para Angra dos Reis, a badalada cidade do litoral fluminense que reúne fama, glamour e belezas naturais.
A Costa Verde fez pa
rte de certas épocas da minha infância, quando parentes tinham casa nas praias da região e os resorts eram programa da família toda. Há tempos não aparecia por aquelas bandas e pouca coisa mudou: as praias continuam lá, os iates idem e as mansões também. Angra é um lugar pra tirar um final de semana e desligar do mundo no meio da Mata Atlântica. E se você for MUITO rico, badalar com seus brinquedinhos nas praias paradisíacas... e me convidar, claro, porque não sou obrigado.
Eu continuo sendo "Búzios": boates, compras e bons restaurantes aliados a um cenário deslumbrante. Angra tem um clima mais calmo e eu senti falta da vida de "balneário" que tanto gosto. Ainda aposto - e prefiro - no charme da antiga vila de pescadores da Região dos Lagos para o alto verão. Em Angra, tudo se resume aos grandes condomínios. Os dois em qu
e estive - o badalado Porto Real, ainda em Mangaratiba, e o tradicionalérrimo Frade - têm tudo o que você precisa pra não sair lá de dentro para nada: praias privativas, restaurantes fofos (o Beira do Cais, no Frade, tem um risoto absurdamente bom e uma vista deslumbrante), mercadinhos, academia, piscina e afins. No Centro da Cidade, nem tente ir além do Shopping Piratas (o nome é divertido, né?), voltado para a populção local, mas que ainda sim tem um visual incrível (o que não é nada difícil, como vocês podem notar) e alguns bons restaurantes à beira da marina.
Bom mesmo é aproveitar o que essas lindas cidades têm de bom além da curta distância - tanto Angra quanto Búzios ficam a menos de 3 horas do Rio - e reunir os melhores amigos e as melhores companhias para grandes momentos. Os motivos a gente inventa.
E o fds que passou foi dedicado ao descanso. Claro que muito em razão do meu momento afetivo, mas também por culpa da necessidade de reunir forças pro feriado que vem chegando com tudo. Como todo mundo aqui sabe, o niver da TWSP vai ser mais uma daquelas datas pra se guardar na memória e contar para as próximas gerações.
E lá fui eu para Angra dos Reis, a badalada cidade do litoral fluminense que reúne fama, glamour e belezas naturais.
A Costa Verde fez pa
rte de certas épocas da minha infância, quando parentes tinham casa nas praias da região e os resorts eram programa da família toda. Há tempos não aparecia por aquelas bandas e pouca coisa mudou: as praias continuam lá, os iates idem e as mansões também. Angra é um lugar pra tirar um final de semana e desligar do mundo no meio da Mata Atlântica. E se você for MUITO rico, badalar com seus brinquedinhos nas praias paradisíacas... e me convidar, claro, porque não sou obrigado.Eu continuo sendo "Búzios": boates, compras e bons restaurantes aliados a um cenário deslumbrante. Angra tem um clima mais calmo e eu senti falta da vida de "balneário" que tanto gosto. Ainda aposto - e prefiro - no charme da antiga vila de pescadores da Região dos Lagos para o alto verão. Em Angra, tudo se resume aos grandes condomínios. Os dois em qu
e estive - o badalado Porto Real, ainda em Mangaratiba, e o tradicionalérrimo Frade - têm tudo o que você precisa pra não sair lá de dentro para nada: praias privativas, restaurantes fofos (o Beira do Cais, no Frade, tem um risoto absurdamente bom e uma vista deslumbrante), mercadinhos, academia, piscina e afins. No Centro da Cidade, nem tente ir além do Shopping Piratas (o nome é divertido, né?), voltado para a populção local, mas que ainda sim tem um visual incrível (o que não é nada difícil, como vocês podem notar) e alguns bons restaurantes à beira da marina.Bom mesmo é aproveitar o que essas lindas cidades têm de bom além da curta distância - tanto Angra quanto Búzios ficam a menos de 3 horas do Rio - e reunir os melhores amigos e as melhores companhias para grandes momentos. Os motivos a gente inventa.
sábado, agosto 22, 2009
Verão 2010
Não foi pra festa da TW em Barcelona?
Não foi pra Ibiza ver Peter Rauhofer?
Se joga no Youtube.
E no ano que vem - com muitos euros no bolso e férias que não serão perdidas - a gente se joga lá...
Combinado?
Aqui em cima, Pacheco e When Love Takes Over. Ali no canto, remix do Ben Manson pra That Feeling. Foda!
Não foi pra festa da TW em Barcelona?
Não foi pra Ibiza ver Peter Rauhofer?
Se joga no Youtube.
E no ano que vem - com muitos euros no bolso e férias que não serão perdidas - a gente se joga lá...
Combinado?
Aqui em cima, Pacheco e When Love Takes Over. Ali no canto, remix do Ben Manson pra That Feeling. Foda!
quarta-feira, agosto 19, 2009
Sai Daqui!
Esse assunto foi pauta rápida no Twitter ontem e eu resolvi trazê-lo pra cá.
Eu não gosto de criança.
Assim, não gosto e ponto. E não vejo problema nenhum nisso. Não existe gente que nao gosta de idoso, de homem, de mulher? Então, eu só gosto das crianças as quais sou obrigado a gostar, como as filhas das minhas primas ou dos meus amigos. E assim mesmo somente por um período curto de tempo, o suficiente pra eu começar a mudar de ideia.
Claro que eu não as odeio, apenas não sei lidar com elas, provavelmente por causa da minha falta de paciência. E também não sou nenhum coração de pedra, né, sou capaz até de achá-las bonitinhas - apesar da cara de joelho -, brincar, conversar e me divertir, mas é muita função pra pouco resultado.
Fico assustado quando muitos gays fazem planos de adoção ou realmente adotam. Sou absolutamente a favor desse direito, claro, mas não consigo encaixar uma criança na minha vida. É algo eterno e incondicional e não tão simples quanto a maioria pensa, tanto para um casal HT quanto para um casal gay. E sendo um pouco egoísta, você passa a não ter mais a sua vida - ou a vida do casal - mas sim viver aquela outra vida. Já pensou que loucura?
Isso tudo é pra falar que como um castigo divino por essa minha falta de aptidão, as crianças me perseguem. Em qualquer lugar que eu vá, sempre aparece uma delas pra me tirar o sossego. Avião é um grande exemplo disso. Por mais que eu escolha um lugar lá no final, sempre tem um pai sem noção que resolve pegar uma das últimas fileiras. Oi?
E o pior: elas não calam a boca um segundo. Ou choram desesperadamente ou não param de falar sobre tudo. Não dá, né? Só com muito lexotan: ou pra mim ou pra elas.
Além de eu sofrer com os olhares de reprovação dos amantes de crianças, ainda tenho que aturar a vingança desses pequenos seres.
Não é brincadeira.
Esse assunto foi pauta rápida no Twitter ontem e eu resolvi trazê-lo pra cá.
Eu não gosto de criança.
Assim, não gosto e ponto. E não vejo problema nenhum nisso. Não existe gente que nao gosta de idoso, de homem, de mulher? Então, eu só gosto das crianças as quais sou obrigado a gostar, como as filhas das minhas primas ou dos meus amigos. E assim mesmo somente por um período curto de tempo, o suficiente pra eu começar a mudar de ideia.
Claro que eu não as odeio, apenas não sei lidar com elas, provavelmente por causa da minha falta de paciência. E também não sou nenhum coração de pedra, né, sou capaz até de achá-las bonitinhas - apesar da cara de joelho -, brincar, conversar e me divertir, mas é muita função pra pouco resultado.
Fico assustado quando muitos gays fazem planos de adoção ou realmente adotam. Sou absolutamente a favor desse direito, claro, mas não consigo encaixar uma criança na minha vida. É algo eterno e incondicional e não tão simples quanto a maioria pensa, tanto para um casal HT quanto para um casal gay. E sendo um pouco egoísta, você passa a não ter mais a sua vida - ou a vida do casal - mas sim viver aquela outra vida. Já pensou que loucura?
Isso tudo é pra falar que como um castigo divino por essa minha falta de aptidão, as crianças me perseguem. Em qualquer lugar que eu vá, sempre aparece uma delas pra me tirar o sossego. Avião é um grande exemplo disso. Por mais que eu escolha um lugar lá no final, sempre tem um pai sem noção que resolve pegar uma das últimas fileiras. Oi?
E o pior: elas não calam a boca um segundo. Ou choram desesperadamente ou não param de falar sobre tudo. Não dá, né? Só com muito lexotan: ou pra mim ou pra elas.
Além de eu sofrer com os olhares de reprovação dos amantes de crianças, ainda tenho que aturar a vingança desses pequenos seres.
Não é brincadeira.
quinta-feira, agosto 13, 2009
Animação, Galera
O que anda acontecendo no Rio e em São Paulo, gente?
O povo tá animado, não importa gripe, crise, inverno. Vamo que vamo que a programação anda intensa!
Domingo passado rolou em Sampa a primeira edição da Café com Vodka, o projeto do querido e lindo Duda Filho do Tony Hering no Sonique. Sucesso total, me disseram os paulistanos. A próxima ja tem data: dia 23, com Tony e Oscar nas carrapetas. Imperdível!

No próximo domingo rola mais uma matinê babadeira na capital paulista: a Dalva, no incrível Vegas. Começando pelo flyer, o mais lindo dos últimos tempos! E sim, a festa dos queridos Marcos Carioca e Ailton Botelho vem que vem com um line up incrível, moderno e delicioso do mais puro house: Igor Magalhães, André Queiroz e André Garça. Tem coisa melhor pra começar a semana?
A TWSP, por sua vez, nao quer ficar pra trás e às vésperas dos seus 5 anos anuncia uma edição da sua pool, mas sem grandes novidades.
No Rio nao temos uma matinê que comece assim tão cedo... Porém o domingo continua dominado pelo 00, lotadíssimo em épocas de férias by H1N1.

Em compensação, amanhã rola uma edição soltíssima da Maxima, que pra mim tem tudo pra vir a ser a label herdeira da finada X Demente. Com os liiiiiindos DJs Rafael Calvente e Eric*C, a festa promete uma noite incrível (e dizem por aí que teremos novidades para a Semana da Parada, no 12 de Outubro). Aliás, tô curioso pra conhecer a reforma do Asa Branca, que agora se chama Espaço Lapa - lembro de uma histórica edição (Carnaval?) do Ideal por lá na primeira vez do DJ Abel por esses cantos.
Já a TWRio anda trazendo os residentes da matriz paulistana pra nossa pista 2. Ainda bem! Nessa semana, vale o confere no som do top Cecin. Ah! E as reformas estão ficando ótimas: a nova iluminação da vip é uma graça e os espelhos e saídas da pista deram maior amplitude à casa.
Tô adorando tudo isso.
O que anda acontecendo no Rio e em São Paulo, gente?
O povo tá animado, não importa gripe, crise, inverno. Vamo que vamo que a programação anda intensa!
Domingo passado rolou em Sampa a primeira edição da Café com Vodka, o projeto do querido e lindo Duda Filho do Tony Hering no Sonique. Sucesso total, me disseram os paulistanos. A próxima ja tem data: dia 23, com Tony e Oscar nas carrapetas. Imperdível!

No próximo domingo rola mais uma matinê babadeira na capital paulista: a Dalva, no incrível Vegas. Começando pelo flyer, o mais lindo dos últimos tempos! E sim, a festa dos queridos Marcos Carioca e Ailton Botelho vem que vem com um line up incrível, moderno e delicioso do mais puro house: Igor Magalhães, André Queiroz e André Garça. Tem coisa melhor pra começar a semana?
A TWSP, por sua vez, nao quer ficar pra trás e às vésperas dos seus 5 anos anuncia uma edição da sua pool, mas sem grandes novidades.
No Rio nao temos uma matinê que comece assim tão cedo... Porém o domingo continua dominado pelo 00, lotadíssimo em épocas de férias by H1N1.

Em compensação, amanhã rola uma edição soltíssima da Maxima, que pra mim tem tudo pra vir a ser a label herdeira da finada X Demente. Com os liiiiiindos DJs Rafael Calvente e Eric*C, a festa promete uma noite incrível (e dizem por aí que teremos novidades para a Semana da Parada, no 12 de Outubro). Aliás, tô curioso pra conhecer a reforma do Asa Branca, que agora se chama Espaço Lapa - lembro de uma histórica edição (Carnaval?) do Ideal por lá na primeira vez do DJ Abel por esses cantos.
Já a TWRio anda trazendo os residentes da matriz paulistana pra nossa pista 2. Ainda bem! Nessa semana, vale o confere no som do top Cecin. Ah! E as reformas estão ficando ótimas: a nova iluminação da vip é uma graça e os espelhos e saídas da pista deram maior amplitude à casa.
Tô adorando tudo isso.
quarta-feira, agosto 12, 2009
Dia do Dotô
E ontem foi dia do advogado, né?
Uma das profissões da bicha moderna, segundo o Tony.
Então que, como disse no Twitter, eu não ganhei nenhuma Montblanc pra assinar petição, nenhum Armani pra desfilar na Receita Federal e nenhum Prada pra bater perna no Forum.
Sabe aquele suposto glamour dos escritórios? Fiquei das 9:30 às 20:30 sentado na cadeira escrevendo um memo pra um cliente mala e só fui almoçar um peito de peru com queijo minas às 7 da noite.
Por que eu não nasci com um dom? Não sei dançar, cozinhar, sapatear, cantar, tocar harpa. Até tenho tentado, mas não tenho corpo pra sair na capa da G e nem fui pro teste do sofá pra ser protagonista da novela da Record (hmmm... abafa).
Onde eu tava com a cabeça quando fiz vestibular?
E ontem foi dia do advogado, né?
Uma das profissões da bicha moderna, segundo o Tony.
Então que, como disse no Twitter, eu não ganhei nenhuma Montblanc pra assinar petição, nenhum Armani pra desfilar na Receita Federal e nenhum Prada pra bater perna no Forum.
Sabe aquele suposto glamour dos escritórios? Fiquei das 9:30 às 20:30 sentado na cadeira escrevendo um memo pra um cliente mala e só fui almoçar um peito de peru com queijo minas às 7 da noite.
Por que eu não nasci com um dom? Não sei dançar, cozinhar, sapatear, cantar, tocar harpa. Até tenho tentado, mas não tenho corpo pra sair na capa da G e nem fui pro teste do sofá pra ser protagonista da novela da Record (hmmm... abafa).
Onde eu tava com a cabeça quando fiz vestibular?
quarta-feira, agosto 05, 2009
A Primeira Vez A Gente Nunca Esquece
Eu saio de carro todo fim-de-semana. E desde o início da Lei Seca tenho andado com o pé atrás, claro, porque não sou obrigado a perder a minha carteira e muito menos a passar a noite no xilindró. Daí que os táxis têm sido muito mais frequentes, assim como as noites sem porre. Além disso, ainda faço uso de algumas dicas: o horário de serviço é de 21 às 5 da manhã (nunca vi uma blitz depois de sair da The Week Rio, já que 7 é cedo pra mim) e em dias de chuva o trânsito é livre, sob o argumento dos riscos de acidentes com pista molhada.
Não sei se por sorte ou por esperteza, mas ainda não tinha sido parado em nenhuma blitz que leva o nome da nova lei. Pois é... no Rio elas são super presentes nas noites de quinta a domingo. Tão presentes que muitas vezes acontecem exatamente no mesmo lugar to-dos os di-as e, em sua maioria, são responsáveis por uma looongo engarrafamento, que pode ser visto de longe. E lá vou eu por "caminhos alternativos", já que mesmo não devendo nada, é um saco ser parado por um PM carioca - que sempre te proporciona aquela incrível sensação de segurança -, mostrar documentos e perder um certo tempo assoprando no canudinho.
Claro que nem tudo são flores: certa vez, quando Deus ajudou, estava absolutamente bêbado voltando de uma Noite Preta e dei de cara com uma logo depois da curva do Hotel Glória. Apesar do carro da polícia, dos reboques e do balão característico da blitz, não havia ninguém pra me parar - e me prender, claro.
Mas há algumas sextas-feiras, chegou a minha vez. Eu poderia ter ido pela Av. Niemeyer, já que essa blitz é praticamente fixa, mas não. Na saída do túnel Zuzu Angel, lá fui eu: "encosta!". Documentos ok, perguntei até se eu tinha que ir até o posto montado na calçada ou se o bafômetro viria até mim. Fui lá, assoprei e pronto: 0,0. Em menos de 2 minutos - e sem dor - eu estava liberado.
Nesse mesmo dia, ainda passei por outras 4 em questão de duas horas (incluindo na esquina de casa) mas não fui parado de novo. Concluí que é melhor andar na linha do que correr o risco...
---
Ficaadica do dotô: dias depois, um amigo advogado foi parado no Aterro, saindo da Lapa depois de uma(s) lata(s) de cerveja. Como não sabia se o bafômetro ia pegar ou não, resolveu não arriscar e se recusou a fazer o teste. Perde a carteira (o que aconteceria em todo o caso), mas não vai em cana.
Eu saio de carro todo fim-de-semana. E desde o início da Lei Seca tenho andado com o pé atrás, claro, porque não sou obrigado a perder a minha carteira e muito menos a passar a noite no xilindró. Daí que os táxis têm sido muito mais frequentes, assim como as noites sem porre. Além disso, ainda faço uso de algumas dicas: o horário de serviço é de 21 às 5 da manhã (nunca vi uma blitz depois de sair da The Week Rio, já que 7 é cedo pra mim) e em dias de chuva o trânsito é livre, sob o argumento dos riscos de acidentes com pista molhada.
Não sei se por sorte ou por esperteza, mas ainda não tinha sido parado em nenhuma blitz que leva o nome da nova lei. Pois é... no Rio elas são super presentes nas noites de quinta a domingo. Tão presentes que muitas vezes acontecem exatamente no mesmo lugar to-dos os di-as e, em sua maioria, são responsáveis por uma looongo engarrafamento, que pode ser visto de longe. E lá vou eu por "caminhos alternativos", já que mesmo não devendo nada, é um saco ser parado por um PM carioca - que sempre te proporciona aquela incrível sensação de segurança -, mostrar documentos e perder um certo tempo assoprando no canudinho.
Claro que nem tudo são flores: certa vez, quando Deus ajudou, estava absolutamente bêbado voltando de uma Noite Preta e dei de cara com uma logo depois da curva do Hotel Glória. Apesar do carro da polícia, dos reboques e do balão característico da blitz, não havia ninguém pra me parar - e me prender, claro.
Mas há algumas sextas-feiras, chegou a minha vez. Eu poderia ter ido pela Av. Niemeyer, já que essa blitz é praticamente fixa, mas não. Na saída do túnel Zuzu Angel, lá fui eu: "encosta!". Documentos ok, perguntei até se eu tinha que ir até o posto montado na calçada ou se o bafômetro viria até mim. Fui lá, assoprei e pronto: 0,0. Em menos de 2 minutos - e sem dor - eu estava liberado.
Nesse mesmo dia, ainda passei por outras 4 em questão de duas horas (incluindo na esquina de casa) mas não fui parado de novo. Concluí que é melhor andar na linha do que correr o risco...
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Ficaadica do dotô: dias depois, um amigo advogado foi parado no Aterro, saindo da Lapa depois de uma(s) lata(s) de cerveja. Como não sabia se o bafômetro ia pegar ou não, resolveu não arriscar e se recusou a fazer o teste. Perde a carteira (o que aconteceria em todo o caso), mas não vai em cana.
terça-feira, julho 28, 2009
A vida nem sempre é uma festa...
Já falei isso aqui algumas vezes: o sentimento de perda nunca foi presente e nem constante no meu mundo. Agora é, pois perder uma das mulheres mais importantes e exemplares da minha vida faz a gente aprender na marra a lidar com esses sentimentos e ser forte. Ou pelo menos tentar.
Aos amigos, agradeço pelo carinho e preocupação que fazem a dor diminuir um pouco.
Esse blog permanece num momento de calma que estava mas nesse momento, infelizmente, por outros motivos. Agora, só mesmo o tempo pode ajudar.
Já falei isso aqui algumas vezes: o sentimento de perda nunca foi presente e nem constante no meu mundo. Agora é, pois perder uma das mulheres mais importantes e exemplares da minha vida faz a gente aprender na marra a lidar com esses sentimentos e ser forte. Ou pelo menos tentar.
Aos amigos, agradeço pelo carinho e preocupação que fazem a dor diminuir um pouco.
Esse blog permanece num momento de calma que estava mas nesse momento, infelizmente, por outros motivos. Agora, só mesmo o tempo pode ajudar.
terça-feira, julho 21, 2009
O Mundo de Todas As Cores
Esse finde foi bem diferente. Não, não parti pra SP solto, afinal, isso não seria muito diferente... Fui parar em BH. Sim, a Parada de Belo Horizonte me fez mudar alguns planos e embarcar sábado pela amanhã rumo ao aeroporto de Confins. Motivado pela curiosidade com relação a noite da cidade e pelos amigos de Minas que fiz nos últimos tempos - especialmente na Parada de SP - esse foi o destino do finde.
Da última vez que lá estive, em outubro do ano passado, não fui muito fel
iz. Trabalhei igual a um corno por duas semanas inteiras e mal tive tempo de conhecer a cidade além da janela do táxi ou da varanda do hotel. Minhas companhias também não eram animadas e mesmo com algumas opções de restaurantes locais no shopping mais próximo, acabamos comendo em lugares como Outback. Naquele fim-de-semana, parti para um dos aniversários da TWSP e nem pude conhecer a noite mineira.
Dessa vez, comecei um pouco ressabiado dada a experiência trágica anterior. Ok, BH não é nada turística se compararmos com muitos outros lugares do país. Também não é tão grande como deveria ser, se levarmos em conta que se trata da terceira maior capital do Brasil. E ainda me causam estranheza aquelas placas com "Rio de Janeiro", "São Paulo" ou "Vitória" no Centro, bem longe das estradas que levam a essas cidades. Mas, por outro lado, não é tão suja, tão confusa, tão violenta ou tão complicada como as incomparáveis Rio e SP. E tem a melhor coisa que inventaram nos últimos tempos: os mineiros. Ô raça, gente. Lindos, educados, simpáticos, hospitaleiros. Alguém avisa que não dá pra ser tudo isso ao mesmo tempo, por favor? Eu, que já tinha uma forte queda por eles, talvez fruto das minhas férias passadas em São Lourenço e região quando criança, voltei absolutamente encantado.
Fomos recepcionados tão bem... Quando isso acontece pelos amigos – o que, gr
aças a Deus, é bem comum comigo -, acabamos não dando o devido valor. Mas quando pessoas com quem você ainda não tem tanta intimidade fazem questão de te deixar o mais a vontade e enturmado possível, você se surpreende. E assim são os mineiros, o tempo todo. Seja pra te levar pra uma volta na cidade, fazer um convite pra almoçar, perguntar se você gostou do restaurante, se preocupar sobre o que você está achando da boate, se apresentar e dizer um sonoro “Do Rio?! I Love Rio!” ou ligar perguntando se você chegou bem em casa.
Comecei os trabalhos visitando dois simpáticos shoppings - o Pátio Savassi, que eu já conhecida, é lindo e prático, enquanto o Diamond tem um quê de elegante -, além de um belo tour pelos principais lugares e pelos bairros mais charmosos, Savassi e Lourdes.
Vale dizer que confirmei a fama mais uma vez, claro: uma das melhoras coisas de Minas é a comida. Fui a lu
gares que mesmo tendo uma culinária moderna eram absurdamente bons. Primeiro, Graciliano, em Lourdes, um quilo finérrimo e lindo onde de vez em quando rolam umas festinhas no domingo a la 00. JesusMariaJosé, coisa de louco! Tinha um atum que eu quase trouxe uma bandeja inteira pro Rio... Ainda tive o prazer de ir ao Café do Museu, ao Eddie Burgers (segundo informações, em breve no Rio!) e a uma temakeria. De quebra, ainda dei uma passada no simpático e bombado Café com Letras, onde todas as bees finas se reúnem na pré-night de sábado, como acontece no Felice carioca.
No finzinho da tarde e início da noite, fomos à procura de uma day party em uma casa na região da Pampulha chamada Love. Nada muito grande e até muito tranquila, mas com muitos lindos meninos reunidos e som do dj Flavio Lima, residente das pools de Rosane Amaral. Lá, ainda encontramos um grande grupo de cariocas, claro... Saímos por volta das 10, já que a festa principal ainda estava por vir.
A noite de BH me surpreendeu. No sábado, Isaac Escalante comandou o som da festa da Parada no club Josefine. Pra quem não conhece, fica a dica: a Jo é incrível, uma das melh
oras boates que já fui, sem dúvida. Uma espécie de Bubu melhorada (digam o que quiser, mas eu tenho bode da Bubu, lembrem-se). No Rio, não existe nada comparável à casa mineira (a TWRio não conta, por razões óbvias). O som é ótimo, o espaço é na medida, os banheiros e bares funcionam perfeitamente e são de mais fácil acesso possível, as plasmas são lindas e a disposição da pista, com aquela escadaria no meio e um lounge no fundo, cria diversos ambientes em um só. A pista 2, então, nem se fala: modernérrima.
Isaac re
petiu a dose da Nova Pool Party e fez um set incrível, fazendo o povo se jogar de You’re free a Whateva e Love Game. Se o boato se confirmar e ele vier também pra Parada do Rio, será merecidamente o Rei da Pride brasileira. A festa teve uma vibe absurda e não demorou muito pra um grande grupo se formar com todos os mineiros, paulistas, cariocas e capixabas que são figurinhas fáceis nos principais eventos dessas cidades. Aliás, a promessa é de uma The Week Rio com tooodo mundo junto na próxima semana. Ebaaa!
O domingo foi dia da Parada. Se a de São Paulo tornou-se um programa impossível que causa medo enquanto a do Rio é um grande encontro de amigos, a de BH reúne uma animação diferente, provavelmente por não ser tão grande. Apenas quatro carros fazem uma extenso percurso de subidas e descidas nas ladeiras da cidade, mas a galera vai atrás e aproveita de verdade. Eu não desci do trio da Josefine em momento algum e lá de cima achei tudo muito divertido... mas a essa hora, diga-se, eu já estava convencido de que qualquer coisa em Minas tem um clim
a único. Aliás, não sei se era a Parada, mas me parece uma cidade muito friendly e respeitosa - alguns dos muitos bares existentes são evidentemente gays e, segundo relatos, nunca houve sérios problemas.
Fato é que a Parada de BH entrou na minha agenda. E ainda tive uma ótima notícia: a ideia é fixá-la no terceiro domingo de julho, assim como a de SP cai no Corpus Christ e a do Rio caminha para se estabalecer no 12 de outubro. Mas antes disso, quem sabe, muito em breve eu não volte outras vezes à Terra do Pão de Queijo, né?
Os mineiros merecem.
Esse finde foi bem diferente. Não, não parti pra SP solto, afinal, isso não seria muito diferente... Fui parar em BH. Sim, a Parada de Belo Horizonte me fez mudar alguns planos e embarcar sábado pela amanhã rumo ao aeroporto de Confins. Motivado pela curiosidade com relação a noite da cidade e pelos amigos de Minas que fiz nos últimos tempos - especialmente na Parada de SP - esse foi o destino do finde.
Da última vez que lá estive, em outubro do ano passado, não fui muito fel
Dessa vez, comecei um pouco ressabiado dada a experiência trágica anterior. Ok, BH não é nada turística se compararmos com muitos outros lugares do país. Também não é tão grande como deveria ser, se levarmos em conta que se trata da terceira maior capital do Brasil. E ainda me causam estranheza aquelas placas com "Rio de Janeiro", "São Paulo" ou "Vitória" no Centro, bem longe das estradas que levam a essas cidades. Mas, por outro lado, não é tão suja, tão confusa, tão violenta ou tão complicada como as incomparáveis Rio e SP. E tem a melhor coisa que inventaram nos últimos tempos: os mineiros. Ô raça, gente. Lindos, educados, simpáticos, hospitaleiros. Alguém avisa que não dá pra ser tudo isso ao mesmo tempo, por favor? Eu, que já tinha uma forte queda por eles, talvez fruto das minhas férias passadas em São Lourenço e região quando criança, voltei absolutamente encantado.
Fomos recepcionados tão bem... Quando isso acontece pelos amigos – o que, gr
Comecei os trabalhos visitando dois simpáticos shoppings - o Pátio Savassi, que eu já conhecida, é lindo e prático, enquanto o Diamond tem um quê de elegante -, além de um belo tour pelos principais lugares e pelos bairros mais charmosos, Savassi e Lourdes.
Vale dizer que confirmei a fama mais uma vez, claro: uma das melhoras coisas de Minas é a comida. Fui a lu
No finzinho da tarde e início da noite, fomos à procura de uma day party em uma casa na região da Pampulha chamada Love. Nada muito grande e até muito tranquila, mas com muitos lindos meninos reunidos e som do dj Flavio Lima, residente das pools de Rosane Amaral. Lá, ainda encontramos um grande grupo de cariocas, claro... Saímos por volta das 10, já que a festa principal ainda estava por vir.
A noite de BH me surpreendeu. No sábado, Isaac Escalante comandou o som da festa da Parada no club Josefine. Pra quem não conhece, fica a dica: a Jo é incrível, uma das melh
Isaac re
O domingo foi dia da Parada. Se a de São Paulo tornou-se um programa impossível que causa medo enquanto a do Rio é um grande encontro de amigos, a de BH reúne uma animação diferente, provavelmente por não ser tão grande. Apenas quatro carros fazem uma extenso percurso de subidas e descidas nas ladeiras da cidade, mas a galera vai atrás e aproveita de verdade. Eu não desci do trio da Josefine em momento algum e lá de cima achei tudo muito divertido... mas a essa hora, diga-se, eu já estava convencido de que qualquer coisa em Minas tem um clim
Fato é que a Parada de BH entrou na minha agenda. E ainda tive uma ótima notícia: a ideia é fixá-la no terceiro domingo de julho, assim como a de SP cai no Corpus Christ e a do Rio caminha para se estabalecer no 12 de outubro. Mas antes disso, quem sabe, muito em breve eu não volte outras vezes à Terra do Pão de Queijo, né?
Os mineiros merecem.
segunda-feira, julho 20, 2009
Do Lado Esquerdo Do Peito
Para todos os verdadeiros amigos, sejam eles de longas décadas ou de poucos meses, estejam eles aqui pertinho em Copa e Ipanema ou distantes em Sampa, BH, PoA ou Londres, sejam aqueles com quem eu falo diversas vezes por dia ou aqueles de quem tenho notícias apenas pelo Facebook, sejam mais velhos, com quem aprendo muitas coisas, ou mais novos, com quem aprendo muitas outras, tenham aparecido na minha vida pelos mais diferentes meios, quer tenha sido durante a escola, na academia, no twitter ou pelo blog, que me aturam sem reclamação ou que me chamam de mimado, sejam eles divertidos, sérios, ricos, colocados, irritados, imaturos, responsáveis, fervidos ou simplesmente o oposto de tudo, que esse dia tenha um significado próprio e um grande desejo de uma amizade verdadeira e duradoura.
Amo meus amigos e sei o quanto eles são importantes na minha vida e nos mais diversos momentos. Sem eles, tudo ficaria muito sem graça: não haveria metade das risadas, nem 1% das brigas, muito menos milhões de emails e nem tanto ombro pra eu chorar, ouvidos pra eu reclamar e boca pra me dar conselho. Sorte de quem tem amigos tão fantásticos como os meus...
Feliz dia do amigo para nós. Hoje, amanhã e todos os dias.
Para todos os verdadeiros amigos, sejam eles de longas décadas ou de poucos meses, estejam eles aqui pertinho em Copa e Ipanema ou distantes em Sampa, BH, PoA ou Londres, sejam aqueles com quem eu falo diversas vezes por dia ou aqueles de quem tenho notícias apenas pelo Facebook, sejam mais velhos, com quem aprendo muitas coisas, ou mais novos, com quem aprendo muitas outras, tenham aparecido na minha vida pelos mais diferentes meios, quer tenha sido durante a escola, na academia, no twitter ou pelo blog, que me aturam sem reclamação ou que me chamam de mimado, sejam eles divertidos, sérios, ricos, colocados, irritados, imaturos, responsáveis, fervidos ou simplesmente o oposto de tudo, que esse dia tenha um significado próprio e um grande desejo de uma amizade verdadeira e duradoura.
Amo meus amigos e sei o quanto eles são importantes na minha vida e nos mais diversos momentos. Sem eles, tudo ficaria muito sem graça: não haveria metade das risadas, nem 1% das brigas, muito menos milhões de emails e nem tanto ombro pra eu chorar, ouvidos pra eu reclamar e boca pra me dar conselho. Sorte de quem tem amigos tão fantásticos como os meus...
Feliz dia do amigo para nós. Hoje, amanhã e todos os dias.
terça-feira, julho 14, 2009
Praça do CEI, NYC, USA
Acharam que eu não iria falar do bafo da semana e um dos maiores da semana noturna gay da história?! Não, né?
Dessa vez, não ficou só na birra e no disse-me-disse, todo mundo acompanhou ao vivo pelo Facebook. E ainda sobrou tempo pra pitacos, brincadeiras e manifestações de amor e ódio, claro.
Que o ego deles é gigante, todo mundo sabe. Primeiro que além do eterno bico enoooorme, não é a primeira vez que Peter briga com outro DJ ou com outra personalidade da noite. Depois que segundo me afirmaram há pouquíssimo tempo, Offer é cheio de estrelismos e exigências técnicas desnecessárias... Se o embate das pistas dos 90 foi Junior vs Peter - e entre seus fãs, que rivalizavam até a morte - disputando o título de Rei da cena, agora o bafo gira em torno do talento (ou a falta dele) de Offer Nissim, em uma situação tipicamente chamada de "mágoa de muguxa".
Quem está certo? Não sei. Os dois são ótimo, cada um no seu estilo e vão continuar ganhando horrorez, viajando o mundo e morando em NYC. Quem perde é a gente sem a possibilidade de vermos a dupla atuando junta novamente. Aliás, só Deus sabe o que acontecerá com a data já bookada no Circuit Festival em Barcelona
No fim, só consigo imagianr a cena de Peter com a mãozinha na cintura dizendo pro Offer: "Eu não mandei, eu não permiti, eu não autorizei".
Vai passar mal!
Acharam que eu não iria falar do bafo da semana e um dos maiores da semana noturna gay da história?! Não, né?
Dessa vez, não ficou só na birra e no disse-me-disse, todo mundo acompanhou ao vivo pelo Facebook. E ainda sobrou tempo pra pitacos, brincadeiras e manifestações de amor e ódio, claro.
Que o ego deles é gigante, todo mundo sabe. Primeiro que além do eterno bico enoooorme, não é a primeira vez que Peter briga com outro DJ ou com outra personalidade da noite. Depois que segundo me afirmaram há pouquíssimo tempo, Offer é cheio de estrelismos e exigências técnicas desnecessárias... Se o embate das pistas dos 90 foi Junior vs Peter - e entre seus fãs, que rivalizavam até a morte - disputando o título de Rei da cena, agora o bafo gira em torno do talento (ou a falta dele) de Offer Nissim, em uma situação tipicamente chamada de "mágoa de muguxa".
Quem está certo? Não sei. Os dois são ótimo, cada um no seu estilo e vão continuar ganhando horrorez, viajando o mundo e morando em NYC. Quem perde é a gente sem a possibilidade de vermos a dupla atuando junta novamente. Aliás, só Deus sabe o que acontecerá com a data já bookada no Circuit Festival em Barcelona
No fim, só consigo imagianr a cena de Peter com a mãozinha na cintura dizendo pro Offer: "Eu não mandei, eu não permiti, eu não autorizei".
Vai passar mal!
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